Exatamente, hoje vamos abordar o pai de todos os riffs, o criador de tudo que amamos, o som pesado, a estética, o jeito de tocar, tudo. Se hoje em dia, temos o Heavy Metal, devemos graças e respeito a Tony Iommi.
O lançamento de World Alone, seu novo single (leiam sobre clicando aqui) vem também com a nova banda que acompanha Iommi, que conta com Jørn Lande, o celebrado vocalista que lançou ótimos trabalhos, mas uns bem complicados também, a excelente baixista Becky Baldwin, que integra o Mercyful Fate e o baterista Karl Brazil completa a banda de Tony Iommi.
Sendo que, ouvindo a música uma questão me surge: porque tão básica e sem aquele frescor que se espera de Tony Iommi? Essa minha questão me fez retornar ao seu primeiro lançamento, Iommi, ouvi-lo com muita calma e lembrar de diversos pontos no qual faz do seu primeiro disco solo ser um marco no qual não pode, jamais, ser esquecido pelos fãs de música pesada.

Esse disco acima foi lançado a exatos 26 anos atrás e o impacto nele, até hoje, é indiscutível e se tem algo nele, que mesmo 26 anos depois é impressionante é exatamente como ele consegue ter tudo no qual amamos. Riffs extremamente precisos, construção de músicas inovadoras, que combinavam demais com tudo proposto ali.
Para esse disco foram diferentes vocalistas, de diferentes bandas e estilos, todos em torno dos riffs do mestre, foi por ele que conheci a incrível voz de Skin, a vocalista do Skunk Anansie, que entrega uma canção mais do que memorável, uma das melhores do disco.
Temos uma ótima canção com Peter Steele, não tem como não citar a maravilhosa música que Iommi compos para a voz de Serj Tankian, a abertura do disco que é uma pancada, cantada por Henry Rollins e todas as outras ótimas composições do disco e é aí que eu quero chegar.
Então eu chego ao ponto no qual muitos irão dizer que estou completamente surtado, certeza que alguns poucos irão concordar comigo, mas, deixando Fused completamente de lado, a comparação direta expõe uma grande verdade: Iommi nesse disco, analisando simplesmente seu Single, é que: não teremos uma “ousadia” como vista a 26 anos atrás.
E o que podemos decidir sobre isso?
Eu vejo que independente do tempo, ter Tony Iommi ainda entregando música é altamente positivo, queira ou não, sendo que, não teremos um disco que seja revolucionário, mas teremos uma revisita a sua carreira. Esse disco novo tem um time de qualidade e ter Jørn Lande na voz é uma grande adição, ele que, além de ter uma voz ímpar, conseguirá trazer outras fases do pai de todos a tona.
Mas, não tem como não pensar que ele poderia fazer algo disruptivo, a frente do seu e do nosso tempo, como foi feito a vinte e seis anos atrás, eu vejo que esse será um lançamento que irá marcar o ano de 2026, mas que, também, para alguns, será mais um disco bom de um ano proveitoso para o Rock.
O que esperar desse disco em si, qualidade, com certeza, mas ainda espero que seja um disco fora de um padrão no qual o Mestre pode entregar.

