Celebrando quatro décadas de muita prosperidade, o Helloween desembarcou em São Paulo para uma apresentação incrível e recheada de clássicos, mantendo a formação que compôs a turnê passada com vários membros que fizeram história em seus discos.
A noite de sábado (19) no Suhai Music Hall foi especial e intensa para os fãs, tendo como foco canções clássicas e também novas apostas que ainda empolgam, garantindo a renovação de espírito e fãs que apoiam sem moderação.
Logo de início era possível encontrar muitos produtos expostos em uma seção de merch próximo à entrada, tendo camisetas, copos e acessórios, e uma morosidade no atendimento por conta da grande demanda, mas nada que afetasse tanto a experiência.
Por se tratar de uma apresentação com ingressos esgotados, era possível encontrar inúmeros fãs com variados semblantes, expectativas, energia positiva bem evidente, e claro, ansiosos… Muito ansiosos!
O palco estava protegido com uma grande bandeira com o nome da banda, enquanto “Let Me Entertain You“, de Robbie Williams, ecoava nos P.As e aumentava a tensão dos presentes, até que a proteção caiu, abrindo espaço para uma introdução e os primeiros acordes de “March of Time” surgirem; um início digno de quem estava com a noite na mão.

O público não conseguia conter a emoção enquanto Michael Kiske e Andi Deris interagiam entre si, além, claro, das conversas em que tentavam animar ainda mais a noite.
“The King for a 1000 Years” fez um ótimo papel e mostrou que Dani Löble iria render bastante durante o show inteiro (e lá se vão 21 anos desde que ele a tocou pela primeira vez com a banda), além da ótima interação das guitarras de Sascha Gerstner, Kai Hansen e Michael Weikath com o baixo muito bem mercado de Markus Grosskopf.

Kiske e Deris estavam muito felizes, a todo instante brincando e sorrindo com o público e assim, anunciaram “Future World”, o primeiro clássico da noite sob uma chuva de papéis picados, deixando todos extasiados e quase sem voz.
Apesar das recentes críticas pela escolha da faixa para o setlist, “This Is Tokyo” teve ótima aceitação e foi cantada com muita energia, o que na minha opinião é merecido, pois seu refrão contagia rapidamente.
Enquanto “We Burn” era o primeiro resgate da fase Deris, “Twilight of the Gods” voltava para os anos 80 com bastante animação, tendo os telões como destaque em projeções vibrantes relacionadas a máquinas de arcade/fliperamas e Kiske brincando no canto do palco.
Kai Hansen é um show à parte e amado por muitos, logo aparece ao centro do palco para a intensa “Ride the Sky”, um dos momentos em que os headbangers sedentos pelo peso primitivo tiveram o seu ego saciado.

A surpresa da noite ficou por conta de “I’m Alive”, canção reproduzida pela primeira vez na turnê e cantada por todos (inclusive eu), bem como “Hey Lord!”, outro bom momento de Deris à frente dos vocais.
Após o solo de bateria, era a hora petardo que atravessa gerações, a vibrante “I Want Out”, tendo novamente lindas projeções nos telões e uma interação digna de final de campeonato.
Achou que seria apenas “barulho e peso”? Não!
Em um momento muito intimista, Kiske e Deris pegam um violão, as luzes focam e as primeiras estrofes de “Suspicious Minds” aparecem em um medley com “Yesterday”, seguida da bela “A Tale that Wasn’t Right”… arrebentando tudo.

Já estávamos passando da metade do show e “A Little Is a Little Too Much” dava as caras com seu refrão chiclete, enquanto “Heavy Metal (Is the Law)” novamente trazia os headbangers para os primórdios, com peso e técnica.
Era chegada a hora do épico, a canção que mudou vários parâmetros na história dos alemães e também mostrava a capacidade de criação, a inconfundível “Halloween”, cantada do início ao fim, com uma força incrível.
O tempo parecia ter passado rápido, logo percebemos que o Bis estava por vir e assim, “Eagle Fly Free” trouxe um tom de despedida emocional, executada com bastante primor, mas também rendendo gargalhadas de Kiske por ter se perdido durante o refrão… ele pode!
“Power” chegou com uma energia tão grande que parecia dar um novo sentido a noite, tive a sensação de recomeçar tudo de novo, com seu refrão que fica 1 mês em sua mente.

Era chegado o fim, todos atentos à intro até que “Dr. Stein” surge com as famosas bexigas gigantes divertindo o público, bem como o refrão final de “Keeper of the Seven Keys” que encerrava aquela noite mágica e alto astral.
Apostar em “Into the Sun” de seu mais recente álbum “Giants & Monsters“, de 2025 foi uma sacada interessante, ela não se tornou uma queridinha mas tem tudo para garantir seu espaço, bem como “Universe (Gravity for Hearts)” que trouxe uma interação bem legal.
De forma geral foi interessante como administraram o show, em alguns momentos era possível encontrar problemas em certas frequências sonoras, um pouco embolado (mas por pouco tempo) e alguns delays exagerados nos telões, mas nada que atrapalhasse a experiência num todo, devo aliás parabenizar o local pela regulagem (bateria e baixo estavam incríveis).
Espero poder vê-los novamente, mas caso essa tenha sido a última vez, valeu a pena em cada momento.
Agradeço ao Headbangers Brasil pela parceria e confiança em me enviar para essa cobertura, e também a Catto Comunicação e à Mercury Concerts pelo credenciamento.
Texto por: Vinny Almeida @rockvibrationsofficial
Fotos por: Ricardo Matsukawa/Mercury Concerts
Vídeo por: @ismaugtv









