SURPREENDENTE!!
Com ingressos sendo vendidos a mais de um ano toda a expectativa e ansiedade criada para a apresentação dos holandeses por aqui era observada no olhar de cada pessoa na fila formada em frente a Audio.
Sem banda de apoio, a abertura cedo dos portões só deixou cada fã ainda mais apreensivo, contando os minutos. E o tempo parecia não passar.
A casa em pouco tempo lotou e de forma pontual Eleanor iniciou a apresentação e logo outros sentimentos vieram tomando forma atraves de cada música.
Desde o primeiro acorde o The Gathering fez todos se transportarem para uma viagem tendo o album Mandylion como sua trilha sonora principal.
Seguindo com In Motion #1 e One Most Surfaces e Broken Glass a banda também trouxe alguns outros sucessos dos álbuns Nighttime Birds, How to Measure a Planet?, If_then_else, Souvenirs e Hope.
Desde o início da apresentação ficou evidente na reação dos músicos e principalmente da vocalista Anneke, a felicidade em estar na América do Sul, mas também um sentimento de surpresa, pois pareciam não acreditar na força em que o público brasileiro cantava seus principais sucessos.
Falando nela temos que ressaltar seu carisma e fôlego, porque além de uma voz que ao longo do tempo evoluiu demais o pique que essa mulher tem no palco é de se ter inveja.
Sempre interagindo com os presentes ela exala simpatia e faz essa imersão de uma música com sua própria identidade ser ainda maior.
Outro ponto a chamar atenção é não apenas a força de uma mulher como frontwoman, mas no público. As vozes femininas ecoavam de uma maneira diferente de qualquer outro show de metal.
Liberty Bell contagiou o publicou com seu toque mais “pop” e de certa forma até estratégica, pois uma musica que não era introduzida no set desde 2007 fez
In Motion #2 e Leaves vieram para trazer uma continuidade ao principal dono da noite, o clássico álbum Mandylion.
Depois de uma pausa a banda volta com seu principal sucesso Strange Machines e leva muitos as lágrimas.
Em duas horas de show, que se passaram num piscar de olhos, faltava ainda Saturnine, musica com um refrão que deixa o final do show apoteótico, com uma interação absurda e aquele sentimento de que não vá, fique mais um pouco.
Mas tudo tem seu fim…
Foi difícil segurar a emoção de felicidade em estar presente num dos melhores shows do ano.
Quem esteve na Audio presenciou algo único e saiu com alma lavada, expectativas completa e um dever cumprido.
TEXTO POR LUIZ RIBEIRO Jr.
FOTOS POR LEANDRO GODOI













