Os Metal Gods te ajudando a passar por mais um dia de isolamento.

 

Continuamos enfrentando dias complicados, experimentando metaforicamente remédios amargos que não nos trazem certeza alguma que as nossas dores irão passar. É o preço de estar vivenciando um momento sem paralelo em nossas vidas, sem nenhum parâmetro para nos orientar. A única coisa certa é que esse vírus é mortal, se espalha rápido e que a ‘defesa’ que temos é ficar em casa. Por mais difícil que o confinamento e as notícias que somos obrigados a digerir diariamente sejam. Aguentem as pontas, temos que continuar acreditando que isso vai passar. E claro, vamos falar de música.

Como vocês já se acostumaram, à ideia aqui é propor alguma coisa para que você ocupe um tempinho do seu dia conhecendo algumas curiosidades e o mais importante, preenchendo um pedaço do seu tempo com uma boa dose de música pesada. E a dica de hoje é o álbum do Judas Priest, “Sad Wings of Destiny”, que completa 44 anos de seu lançamento.

Sad Wings of  Destiny” é o segundo álbum de estúdio da banda inglesa e foi lançado em 23 de março de 1976 pela Gull Records. É considerado o álbum em que Judas Priest começou a construir seu som característico, com músicas do nível de “Victim of Changes” e “The Ripper”. Foi o único disco da banda a apresentar o baterista Alan Moore.

A recepção por parte da crítica foi bem positiva, mas vendas muito fracas devido a pouca divulgação e a forte concorrência dentro seguimento, visto que clássicos como “Rising” do Rainbow de Ritchie Blackmore e “Virgin Killer” dos Scorpions foram lançados em datas próximas. O álbum chegou ao número 48 na parada geral de LPs do Reino Unido e foi premiado com um disco de ouro apenas em 1989.

O Judas gravou seus dois primeiros álbuns pelo selo independente Gull Records com orçamentos muito apertados. A banda conseguiu com esses trabalhos obter uma ótima reputação, mas ficou frustrada com a situação financeira. E na primeira oportunidade trocou de gravadora assinando com a CBS Records para gravar seu próximo álbum, “Sin After Sin” em 1977. A quebra do contrato resultou na perda nos direitos de “Rocka Rolla”, o primeiro disco da banda lançado em 1974 e “Sad Wings of Destiny”, além da perda da posse de todas as gravações masters de ambos os discos, que ficaram nas mãos da Gull Records.

A gravação do “Sad Wings of Destiny” ocorreu no Rockfield Studios, no País de Gales, entre novembro e dezembro de 1975, com a produção de Jeffrey Calvert e Max West, além da participação de Chris Tsangarides como co-engenheiro. Chris no futuro seria o produtor de excepcionais discos, como por exemplo, o clássico “Painkiller” do próprio Judas em 1990.  O artista Patrick Woodroffe criou a arte da capa chamada de Fallen Angel, que descreve um anjo lutando cercado por chamas e usando uma cruz de três pontas, que se tornaria o símbolo da banda.

Mesmo o Judas sendo um dos favoritos aqui de casa, só em 18 de março de 1991 eu comprei minha cópia, uma reedição nacional lançada pelo então selo Stiletto/CBS naquele mesmo ano. No inicio de 1990 eu tinha começado a migrar minhas compras para o formato CD, mas jamais perdi o gosto pelo bom e velho vinil e continuei adquirindo títulos em LPs, EPs, compactos etc. E foi o caso deste, que estava com um ótimo preço na Devil Discos, uma das lojas da Galeria do Rock. Nem preciso dizer que “Victim of Changes“, “The Ripper“, “Tyrant” e “Genocide” e todas as demais do álbum rolaram muito na agulha do toca discos.

No mesmo mês do lançamento de “Sad Wings of Destiny”, a gravadora apostou em um single para a música “The Ripper” com “Island of Domination” no lado B. E por falar em singles, como dissemos a pouco, a Gull Records ficou com os direitos sob alguns clássicos do Judas Priest, e com isso ela teve a possibilidade de usar esse material em lançamentos aleatórios ao longo dos anos. Um exemplo é um EP lançado apenas na Inglaterra com as faixas “Tyrant“, “Genocide” e “Rocka Rolla”.  Trata-se de um 12 polegadas em 45 RPM com excelente qualidade de som e com uma capa incrível, com os quatro pilares do Judas: K. K. Downing; Glenn Tipton; Rob Halford e Ian Hill desenhados. Essa pérola eu comprei em janeiro de 1989 através da importadora Traffic, que negociava via catálogo raridades e importados por um preço justo.

Então? Deu para dar uma distraída com essa leitura? Aproveita agora o link do You Tube logo abaixo e curte com o volume no 11, esse ‘discão’ dessa que é uma das mais importantes bandas de heavy metal de todos os tempos. Se cuide, cuide dos que cuidam de você e o principal, FIQUE DENTRO DA SUA CASA.

Dados:

Lançamento: 23 de março de 1976 .

Selo: Gull Records (Reino Unido); Stiletto/CBS (Brasil).

Produção: Jeffrey Calvert, Max West e Judas Priest.

Singles:

The Ripper” / “Island of Domination“, em março de 1976.

 

Certificações:

– No Reino Unido, Ouro (+ 50,000) em fevereiro de 1989.

Músicos:

Rob Halford – vocais

K. Downing – guitarras

Glenn Tipton – guitarras

Ian Hill – baixo

Alan Moore – batera

Tracklist:

Lado A:

1.”Victim of Changes”   

2.”The Ripper”     

3.”Dreamer Deceiver”  

4.”Deceiver”

Lado B:

1.”Prelude”           

2.”Tyrant”  

3.”Genocide”        

4.”Epitaph”

5.”Island of Domination”