É com grande prazer que trazemos para vocês essa review do Graspop 2025.
Essa é a 28ª edição do festival de metal mais importante da Bélgica, e, como sempre, podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que foram quatro dias de muito sucesso e que deixaram um gostinho de quero mais para a edição de 2026 que acontecerá entre 18 e 21 de junho.
Não poderíamos começar essa review sem falar no contraste com o ano passado! Esse ano foi sem chuva e sem lama! O que tivemos foram dias de sol radiante e um lindo céu azul. Os deuses do clima foram gentis com o público estimado em quase 200.000 amantes da boa música do Graspop! E com tanta coisa acontecendo, a velha e boa tática do dividir para conquistar entrou em cena novamente esse ano!
Mas como nem tudo são flores, nossa critica continua a mesma de muitos anos: a comida é sofrível (estamos sendo educados)! Já passou da hora de ter uma oferta mais variada além das tradicionais “comidas (leia-se frituras duvidosas) de festival”!
Sem mais delongas, vamos aos quatro dias de festival.
Dia 1: quinta-feira, 19/06/2024
Nada como chegar cedo ao festival! Hoje o dia teve atrações como Soen, Dream Theater e a tão aguardada Run for Your Lives tour do Iron Maiden.
Charlotte Wessels The Obsession
Para quem está se perguntando quem é essa, Charlotte é ex-vocalista do Delain. Após a banda se dissolver temporariamente em 2021, ela optou por se aventurar na carreira solo, lançando até então 3 álbuns. O mais recente, The Obsession, é um espetáculo, e conta com duas participações especiais nas gravações: Simone Simons da Epica em Dopamine e Alissa White-Gluz da Arch Enemy em Ode to the West Wind. Importante lembrar que a cantora holandesa já havia construído uma reputação considerável e provou que também pode se apresentar sozinha e não é exagero dizer que com certeza ela ganhou muitos fãs com sua apresentação. Destaque para a banda, nossos queridinhos do Delain, Timo Somers na guitarra e Otto Schimmelpenninck van der Oije no baixo, com adição da pianista Sophia Vernikov e Joey Marin de Boer (tocando também no festival com Adrian Vandenberg) na bateria.
A cantora neerlandesa acabou de lançar um single novo dia 14/01/26, chamado “After Us, The Flood”, e dito pela própria, o início de um novo capítulo para a carreira dela. Aguardemos ansiosos pelo que vem. Com certeza ótima coisa nos aguarda.
Showzaço!
Setlist
Chasing Sunsets
Dopamine
Ode to the West Wind
The Crying Room
Vigor and Valor
Praise
Soft Revolution
The Exorcism
Motionless in White
Banda de gothic metalcore vinda de Scranton, Pensilvânia, e que está entre as queridinhas das “novas bandas” americanas. Representantes do chamado horror metal, a banda possui uma postura declaradamente antirreligiosa, o que sempre gera uma boa dose de controvérsia. Os membros citam uma grande variedade de influências que vão de Megadeth e Metallica a Slipkot, Rob Zombie e August Burns Red.
Confesso que tudo isso despertou minha curiosidade e resolvi assistir ao show.
Resultado: gostei bastante do que vi e ouvi! Apesar da banda já ter quase 20 anos de existência, para mim foi uma boa novidade.
Setlist
Disguise
Necessary Evil
Thoughts & Prayers
Masterpiece
Sign of Life
Slaughterhouse
Meltdown
Voices
Scoring the End of the World
Soft
Eternally Yours
Soen
Infelizmente essa banda ainda não tem o reconhecimento que merece. E que banda! Formada na Suécia, de uma vertente única que mistura metal progressivo, post rock e muito (MUITO mesmo) sentimento de melancolia. Soen hoje conta com apenas dois músicos de sua formação original, o conhecido baterista Martin Lopez, ex Opeth e com passagem por Amon Amarth, e o vocalista Joel Ekelöf. Os demais integrantes são Cody Lee Ford na guitarra, Stefan Stenberg no baixo de volta após um hiato de 5 anos e Lars Ahlund, guitarrista, tecladista e percussionista. Uma curiosidade é que o baixista fundador da banda é o conhecidíssimo Steve Di Giorgio, do Testament e com passagens por Death e Megadeth.
A banda lançou 6 álbuns até hoje, sendo Lotus (2019) e Imperial (2021) os ditos mais clássicos da banda, e o mais recente Memorial (2023) formam a base do setlist dos shows dessa tour.
A banda entregou um show espetacular. Com um setlist ligeiramente diferente do Sweden Rock, a banda abriu com a pancada Sincere. O público cantou junto do começo ao fim do show, com os pontos altos de Unbreakable e Antagonist (fire up your guns!).
Agora temos a novidade sobre o vindouro álbum Reliance, que será lançado em 16 de Janeiro de 2026. Também habemus um single, lançado em 16 de Setembro de 2025, chamado Primal. Quem ainda não ouviu essa banda ou o single, larga tudo (inclusive a leitura dessa review) e vai ouvir AGORA. Vai mas volta, né!? De nada!
Setlist
Sincere
Antagonist
Deceiver
Unbreakable
Lascivious
Memorial
Lotus
Violence
Dream Theater
Confesso que ver o Dream Theater se apresentar de dia, em um festival, depois de ter visto a banda ao vivo quase 100 vezes (não é força de expressão, não!) desde os anos 90 continua sendo uma experiência peculiar. Mas obviamente que os deuses do prog fizeram valer sua experiência e mostraram, mais uma vez, que são mais do que capazes de se adequar a um festival. Mesmo tendo “apenas” 60 minutos, o que é um set curto para os padrões da banda, eles conseguiram entregar uma performance forte e diversificada passando por vários álbuns de sua extensa discografia.
Desde o começo da apresentação, o público foi presenteado com um som cristalino e imponente, e uma musicalidade que definitivamente está em outro nível. Sem desrespeito aos muitos músicos incríveis que passaram pelo Graspop este ano (e foram MUITOS), a habilidade desses cinco músicos é quase avassaladora. E não é apenas a habilidade técnica deles, mas também é o som, a interação entre eles e com o público, a humildade e a alegria de estarem novamente juntos que eles demonstram quando estão no palco.
Setlist
Night Terror
Act I: Scene Two: II. Strange Déjà Vu
Act I: Scene Three: II. Fatal Tragedy (With brief “Through My Words” instrumental prelude)
Panic Attack
The Enemy Inside
Midnight Messiah
Peruvian Skies (with ‘Wish You Were Here’ and ‘Wherever I May Roam’ excerpts)
As I Am
Pull Me Under
Epica
Um dos pioneiros do metal sinfônico, a banda neerlandesa é sempre um espetáculo ao vivo. Formada em 2002 em Reuver, na região de Limburg, por Mark Jansen após sua saída do After Forever. Originalmente chamada de Sahara Dust, a primeira vocalista escolhida por Jansen foi Helena Michaelsen. Ela mesma, vocalista do Trial of Tears. Em pouco tempo a formação da banda foi mudando, incluindo a vocalista, que logo passou a ser a nossa querida Simone Simons, e a banda mudou de nome com a estabilidade da nova formação.
A banda mudou bastante a sonoridade, originalmente um metal bem melódico e sinfônico. Com o amadurecimento da banda, foram adicionando novos elementos de peso, como técnicas clássicas de death metal (vários blast beats espalhados pelas músicas) e quebra de tempo (metal progressivo, sim senhor!), tornando a sonoridade da banda bem complexa e intrigante.
Atualmente a banda conta com a chamada formação clássica, que vem se mantendo desde 2012. Mark Jansen na guitarra e vocal gutural, Isaac Delahaye é o guitarrista solo e que estava tocando em casa, afinal, ele é belga da região de Flandres, Coen Janssen nos teclados, Ariën van Weesenbeek na bateria e o baixista Rob van der Loo, último a entrar na banda.
Essa é a primeira tour em que a banda está apresentando oficialmente as músicas do novo álbum Aspiral, lançado este ano, porém algumas músicas já foram tocadas ao vivo como surpresa nos 4 shows especiais da Symphonic Synergy em 2024. Tem review desse show também aqui “….”
Ainda assim, Cross the Divide, T.I.M.E e Fight to Survive estão sendo inéditas (e em alguns shows Apparition [minha favorita do álbum novo] está sendo tocada também). É muita novidade e de altíssima qualidade ao vivo.
Acho que Epica é a banda que mais aparenta estar feliz em cima do palco tocando juntos. Eles se divertem entre eles mesmos e isso traz muita alegria ao público também, o que é um fator bem diferenciado do show deles.
Definitivamente vale a pena assistir essa banda ao vivo!
Setlist
Cross the Divide
Victims of Contingency
The Last Crusade
T.I.M.E.
Arcana
Unleashed
Fight to Survive
Cry for the Moon
Beyond the Matrix
Consign to Oblivion
Iron Maiden
Quando o Iron Maiden anunciou a sua Run For Your Lives World Tour, boa parte do público aqui da região de Benelux (Bélgica, Netherlands e Luxemburgo) apostou que eles tocariam no Graspop. Tal aposta não foi infundada já que o Maiden encerrou o festival em sua primeira edição, em 1996, e já retornou mais dez vezes desde então.
Mas essa tour tem um sabor especial: as lendas do heavy metal estão comemorando seu cinquentenário desde sua formação em 1975. Também foi confirmado que o setlist seria focado apenas nos nove primeiros álbuns da banda (entre Iron Maiden e Fear of the Dark). Pela primeira vez desde a World Piece Tour (1983) temos a banda sem o carismático baterista Nicko McBrain, e temos a primeira tour a apresentar seu substituto, Simon Dawson (que também é o responsável pelas baquetas do projeto paralelo de Harris, o British Lion).
A gente queria MUITO ver esse show, e ele não decepcionou!
O karaokê coletivo começou já na introdução com “Doctor Doctor”, do UFO. O que se seguiu foi uma celebração de tudo o que esses gigantes do metal britânico construíram desde meados dos anos 70. A era do falecido Paul Di’Anno não foi ignorada. Pelo contrário, a banda abriu com três músicas daquele período. “Wrathchild”, em particular, do álbum Killers, deu o tom com o famoso galope já tão característico da banda. Simon Dawson foi recebido com entusiasmo e, desde as primeiras baquetadas, mostrou que era muito mais do que um substituto temporário.
E o que se seguiu foi uma coleção de clássicos cantados por todos os presentes, das mais variadas idades. A atmosfera foi avassaladora do início ao fim. A cada icônico “Scream for me Graspop” Bruce era saudado com uma resposta absurda da plateia. Era uma dessas noites que a gente sabe que vai ficar guardada na memória e no coração, mas não nos celulares já que respeitamos o pedido da banda de não usar os aparelhos durante o show.
Bruce Dickinson havia prometido que seria um “repertório para todas as idades”. E realmente foi. Que show!
Setlist
Murders in the Rue Morgue
Wrathchild
Killers
Phantom of the Opera
The Number of the Beast
The Clairvoyant
Powerslave
2 Minutes to Midnight
Rime of the Ancient Mariner
Run to the Hills
Seventh Son of a Seventh Son
The Trooper
Hallowed Be Thy Name
Iron Maiden
Aces High
Fear of the Dark
Wasted Years
Powerwolf
Uma das maiores bandas de power metal da atualidade, os alemães do Powerwolf definitivamente são uma banda de festival. Honestamente, não temos paciência pra ouvir essa banda em casa, mas os shows deles são muito divertidos. Mesmo em festival, onde se encontra uma infinidade de tribos do metal, essa banda agrada a todos.
Tanto pelas músicas divertidas, os efeitos e composição de palco quanto as vestimentas e maquiagens, é uma banda muito chamativa.
Com sua formação composta por Karsten “Attila Dorn” Brill no vocal, Benjamin “Matthew Greywolf” Buss na guitarra, David “Charles Greywolf” Vogt no baixo, Roel van Helden na bateria e Christian “Falk Maria Schlegel” Jost nos teclados, as composições da banda remetem as lendas de lobisomens, vampiros, espiritualidade e religiosidade de um modo bem extravagante e até mesmo sexual.
Com um setlist que passa por quase todos os álbuns da discografia, os headliners do palco North fizeram 1h30 de show com basicamente todos os clássicos da banda, tornando um espetáculo bem divertido e proveitoso, mesmo para quem não é super fã.
Setlist
Bless ’em With the Blade
Incense & Iron
Army of the Night
Amen & Attack
Dancing With the Dead
Armata Strigoi
1589
Demons Are a Girl’s Best Friend
Stossgebet
Fire and Forgive
Heretic Hunters
Blood for Blood (Faoladh)
Sanctified With Dynamite
We Drink Your Blood
Werewolves of Armenia
O final perfeito para um dia fantástico nesse festival que tem nossos corações.
Dia 2: sexta-feira, 20/06/2024
Hoje tivemos a chance de ver British Lion, Gloryhammer, Jerry Cantrell, Falling in Reverse, Blood Incantation, Jinjer, Slipknot, Opeth e Behemot.
Que agenda! E tempo bom, para variar um pouco.
British Lion
“A outra banda do Steve Harris”, British Lion foi criada pelo lendário baixista do Iron Maidon para tocar rock and roll em pequenas casas de show, ao contrário da sua outra banda que praticamente só toca em grandiosos estádios de futebol.
A banda é formada pelo vocalista Richard Taylor, pelos guitarristas David Hawking e Grahame Leslie e pelo baterista Simon Dawson, que hoje é o baterista também do Iron Maiden.
Como a banda só tem dois álbuns lançados, o homônimo à banda de 2012 e The Burning de 2020, o setlist gira em torno destes álbuns. E para espera ver cover de Iron Maiden, espera sentado ou até deitado, porque não tocam, não!
Setlist
This Is My God
Father Lucifer
The Burning
Spit Fire
Lightning
Last Chance
Eyes of the Young
Gloryhammer
Mais uma banda britânica no lineup do festival, porém esta é escocesa. Esta banda foi fundada pelo vocalista da Alestorm, Christopher Bowes, em 2012, porém aqui ele é o tecladista e compositor.
A banda é formada por Sozos Michael nos vocais, James Cartwright no baixo, Ben Turk na bateria e Paul Templing e Michael Barber nas guitarras além de Bowes.
Com um power metal (metal espadinha) bem clássico (e clichê), a banda se apresenta ao vivo em fantasias, já que cada membro da banda é um personagem nas histórias de aventuras em que os álbuns se passam.
O setlist é formado por músicas de quase todos os álbuns da banda e de alguns singles. Para quem gosta de power metal é uma boa banda, mas não traz grande novidade no gênero.
Setlist
The Land of Unicorns
He Has Returned
Fly Away
Wasteland Warrior Hoots Patrol
Gloryhammer
On a Quest for Aberdeen
Keeper of the Celestial Flame of Abernethy
Hootsforce
The Unicorn Invasion of Dundee
Jerry Cantrell
Promovendo seu novo álbum I Want Blood (2024), o mítico guitarrista/vocalista e fundador do Alice in Chains fez um show muito bom em um dos palcos principais do festival.
Para esta tour, Cantrell está acompanhado de Greg Puciato nos vocais, com um timbre muito parecido com a lenda Layne Staley, falecido ex vocalista do Alice in Chains, Zach Throne na guitarra, Eliot Lorango no baixo e Roy Mayorga na bateria.
Uma ótima banda de apoio para o protagonista brilhar bastante.
Setlist
Psychotic Break
Them Bones (AiC)
Vilified
Afterglow
It Ain’t Like That (AiC)
Atone
Cut You In
Had to Know
Would? (AiC)
I Want Blood
Brighten
Rooster (AiC)
Blood Incantation
Esta banda de death metal progressivo é relativamente nova, formada em 2011 em Denver, nos Estados Unidos, e lançou seu primeiro álbum em 2016, porém somente com o lançamento de Absolute Elsewere (2024) a banda ficou um pouco mais famosa comercialmente. Talvez por alguns elementos parecerem-se bastante com Opeth e umas pontas de psicodelia de Pink Floyd.
O show teve um tempo um pouco reduzido devido a problemas técnicos antes do seu início, então o setlist foi justamente o Absolute Elsewere na íntegra, sem adição de algumas outras músicas de outros álbuns como estavam sendo seus shows em outros festivais.
Para quem gosta de death metal, a banda formada por Paul Riedl (vocal e guitarra), Isaac Faulk (bateria), Jeff Barrett (baixo) e Morris Kolontyrksky (guitarra) é uma ótima pedida.
Setlist
The Stargate [Tablet I]
The Stargate [Tablet II]
The Stargate [Tablet III]
The Message [Tablet I]
The Message [Tablet II]
The Message [Tablet III]
Jinjer
Com um som que traz uma fusão única de metal progressivo com vários outros estilos como death metal, metalcore, nu-metal e até uma pitada de jazz, o Jinjer é a banda assunto do momento!
Formada em 2008/2009 em Donetsk (Ucrânia), a banda conta com Tatiana Shmayluk nos vocais, Roman Ibramkhalilov na guitarra, Eugene Abdukhanov no baixo e Vladislav Ulasevich na bateria e trouxe para o Graspop um setlist sólido que passeou por basicamente toda a carreira da banda.
Destaque para minha xará Tati, que sempre traz uma mistura maravilhosa de força e carisma com uma presença de palco que cativa e hipnotiza o público. Apresentação impecável que mostrou toda habilidade técnica e a profundidade emocional da banda. Sem dúvidas, um show memorável.
Setlist
On the Top
Duél
Green Serpent
Fast Draw
Vortex
Teacher, Teacher!
Judgement (& Punishment)
Hedonist
I Speak Astronomy
Perennial
Someone’s Daughter
Pisces
Slipknot
A apresentação da banda foi um espetáculo memorável, com ação intensa dos membros e do público do começo ao fim. Contando com um com repertório que percorreu várias eras da banda, podemos afirmar com certeza de que a banda atingiu diretamente o coração dos fãs.
A ausência de Clown, que por problemas familiares não vai estar presente nessa tour europeia, não diminuiu em nada a potência do show. A banda entregou toda sua energia, e o público retribuiu com paixão absoluta. Para quem estava lá, foi uma noite para guardar na memória.
Destaque para o nosso queridíssimo e competentíssimo Eloy Casagrande com sua famosa precisão e presença de palco. Ficamos ainda mais fãs.
Voltando ao show, a ambientação sombria com as músicas de abertura logo capturou a atenção da plateia e provocou um ar de antecipação coletivo. E ao soar as primeiras notas de (sic) e People = Shit, o que se observou foi uma verdadeira explosão dos fãs e as rodas começaram a se formar (e duraram praticamente até o fim da noite, ou seria da festa?).
Logo em seguida a banda mandou Gematria e Wait and Bleed, e o que se viu foi a galera cantando em uníssono! Na sequência temos Nero Forte e Yen, belíssimas representantes da era “The End, So Far”, seguidas de Psychosocial (que muitos consideram como um clássico do heavy moderno). O encerramento com Duality antes do encore foi eletrizante e a transição perfeita para fechar o set principal.
Durante o encore, Spit It Out e Surfacing mais uma vez transformaram o show em um karaokê. Incrível de ver e ouvir. E para encerrar a festa, Scissors. Um momento quase ritualístico encerrando com chave de ouro.
Setlist
(sic)
People = Shit
Gematria (The Killing Name)
Wait and Bleed
Nero Forte
Yen
Psychosocial
Tattered & Torn (Sid Wilson remix)
The Heretic Anthem
The Devil in I
Unsainted
Duality
Spit It Out
Surfacing
Scissors
Opeth
Sem muitas novidades da última review, do Sweden Rock, mais um show fantástico dos suécos.
O setlist se manteve o mesmo, o que mudou foi Mikael Akerfeldt falando novamente em inglês com o público, o que nos ajudou bastante, e a comédia não foi tão longa dessa vez.
De resto, o mesmo brilhantismo de sempre, de uma das melhores bandas de metal da atualidade.
Setlist
§1
Master’s Apprentices
§3
In My Time of Need
Ghost of Perdition
Sorceress
Deliverance
Behemoth
As lendas do black/death metal fecharam o segundo dia de festival. Os poloneses liderados por Nergal fizeram um show aterrorizante. O que é um ponto muito positivo para a banda.
A noite já estava avançada, escuridão completa, e frio, fatores que contribuem muito bem para a experiência que a banda traz. O Satanismo é o principal elemento de composição das músicas e do palco, o que faz com que a experiência seja bem diferente de uma banda mais “tradicional”.
Inferno (bateria), Orion (baixo) e Seth (guitarra) complementam a banda com Nergal (vocal e guitarra), fundador em 1991.
O setlist passou por quase todos os álbuns da banda, fazendo com que os fãs apreciassem muito o show inteiro.
Setlist
The Shadow Elite
Ora Pro Nobis Lucifer
The Shit ov God
Conquer All
Blow Your Trumpets Gabriel
Ov Fire and the Void
Cursed Angel of Doom
Lvciferaeon
Bartzabel
Wolves ov Siberia
Once Upon a Pale Horse
Christians to the Lions
Chant for Eschaton 2000
O Father O Satan O Sun!
