E aqui damos continuidade a nossa cobertura do incrível festival Graspop Metal Meeting de 2025 – dias 3 e 4. Venha viver essa experiência intensiva do Metal mundial conosco.
Dia 3: sábado, 21/06/2024
Sylosis
Os britânicos do Sylosis fazem um heavy metal bem clássico. Formada no ano em 2000 em Reading, apenas Josh Middleton continua desde sua formação. Começou a banda como guitarrista, e ao longo do tempo passou a assumir o vocal também. Ali Richardson (bateria), Conor Marshall (guitarra) e Ben Thomas (baixo) completam a banda.
O setlist passa por quase toda discografia da banda, formada hoje por seis álbuns e já com anúncio do sétimo álbum para 2026, The New Flesh.
Um show muito consistente, de muita qualidade de uma banda que deve e merece crescer mais ainda.
Setlist
Pariahs
Empty Prophets
I Sever
The Path
Teras
Servitude
Poison for the Lost
Worship Decay
Deadwood
Adrian Vandenberg
A lenda da guitarra holandesa Adrian Vandenberg está celebrando seus anos com o Whitesnake nessa tour especial chamada My Whitesnake Years.
A banda conta com Adrian Vandenberg na guitarra (óbvio!), Mats Levé nos vocais (cantor sueco que já gravou com o guitarrista Yngwie Malmsteen, Therion e Candlemass), Sem Christoffel no baixo, Len van de Laak nos teclados e Joey Marin de Boer na bateria (Charlotte Wessels, ex-Delain).
Para além das indiscutíveis habilidades de Vandenberg na guitarra, podemos destacar sua presença de palco e a capacidade da banda de recriar o som clássico do Whitesnake. Show imperdível não só para os fãs de Whitesnake mas também para qualquer fã de hard rock dos anos 80. Se essa tour estiver passando perto de você, recomendamos muito!
Setlist
Bad Boys
Slide It In
Fool for Your Loving
Give Me All Your Love
Judgement Day
Crying in the Rain
Still of the Night
Here I Go Again
Poppy
Moriah Rose Pereira, a conhecida Poppy, é uma cantora americana que ficou famosa inicialmente por seu canal do YouTube.
Apesar de iniciar sua carreira em 2011 na internet, foi em 2014 que iniciou na música, lançando seu primeiro single em 2015. De lá para cá, já lançou seis álbuns, com o sétimo sendo anunciado para 2026, que se chamará Empty Hands.
O estilo da banda dela é bem diferente. Para começar, todos os músicos são mascarados com toca (possivelmente para entrar e sair da banda sem ninguém prestar muita atenção). O som é bem diferente, uma mistura de pop, metal, eletrônico. Não nos agradou muito, nem o som nem a performance, que foi meio bagunçada.
O setlist foi basicamente seu álbum mais recente, Negative Spaces (2024) e o álbum que consagrou sua carreira no metal, I Disagree (2020). Teve cover também, de Bad Omens.
Setlist
have you had enough?
BLOODMONEY
V.A.N
the cost of giving up
Anything Like Me
the center’s falling out
Scary Mask
Concrete
new way out
Soulfly
Após deixar o Sepultura, Max Cavalera formou Soulfly, uma banda brasileira/americana, em Arizona, nos Estados Unidos, em 1997. Desde então a banda lançou 13 álbuns de estúdio. Até o Graspop, eram 12, mas logo após a temporada de festivais de verão, a banda lançou o primeiro single do novo álbum, denominado Chama.
Hoje a banda conta oficialmente com 3 membros, Max na guitarra e vocal, Zyon Cavalera (filho de Max) na bateria e Mike DeLeon na guitarra, sendo o baixista Chase Bryant contratado para essa tour.
O setlist contou com apenas uma música do então álbum mais recente da banda, Totem (2022), o restante apenas músicas dos quatro primeiros da banda, sendo o primeiro álbum o ainda mais tocado. O restante foi ignorado.
O show foi cheio de energia e extremamente pesado, e o público indo à loucura, como de costume quando algum Cavalera está no palco.
Setlist
Seek ‘n’ Strike
Prophecy
No Hope = No Fear
Downstroy
Back to the Primitive
Tribe
Superstition
Bleed
Boom
Pain
Eye for an Eye
The Warning
Para nossa alegria, nos cruzamos com essa banda novamente nessa tour, depois do Sweden Rock.
Daniela (vocal e guitarra), Paulina (bateria e vocal) e Alejandra (baixo) Villarreal são três irmãs de Monterrey, México, fazem um hard rock de muita qualidade, com riffs muito pesados, como em Sharks, Automatic Sun e Apologize.
Apesar da banda ser bem nova, formada em 2013 quando as integrantes eram crianças bem pequenas, já lançaram quatro álbuns. Os dois primeiros, XXI Century Blood de 2017 e Queen of Murder Scene de 2018 com selo independente. Ouvindo esses álbuns, nota-se a falta de muitos recursos, a qualidade da gravação e mixagem não são tão boas, apesar dos álbuns serem excelentes musicalmente. Esses problemas não acontecem nos dois álbuns mais recentes, ERROR (2022) e Keep Me Fed (2024). Esses dois são a base do setlist de um baita show.
Para quem não conhece, mesmo não sendo muito fã de hard rock como nós, vale muito a pena ouvir a banda e ver ao vivo quando tiver a oportunidade.
Setlist
Six Feet Deep
S!CK
CHOKE
Qué Más Quieres
Escapism
Apologize
MORE
ERROR
Sharks
DISCIPLE
Hell You Call a Dream
EVOLVE
Automatic Sun
Brutus
Essa é uma banda bem diferente, tanto de musicalidade quanto de formação. É uma banda de rock (post-metal, post-hardcore) com certa influência de Led Zeppelin e Foo Fighters.
Outro diferencial da banda é a vocalista E baterista, Stefanie Mannaerts. Stijn Vanhoegarden na guitarra e Peter Mulders no baixo completam a banda, que é formada recentemente em 2013, em Leuven, na Bélgica.
Somente em 2017 lançaram seu primeiro álbum, de sua curta discografia composta por 3 discos.
Obviamente seu setlist é composto por estes álbuns. Uma apresentação de grande qualidade entretendo o público no seu quintal de casa.
Setlist
War
Liar
Justice de Julia II
Miles Away
Brave
What Have We Done
Dust
Paradise
Space
All Along
Sugar Dragon
Bullet for My Valentine
O sol ainda brindava o público do festival quando o Bullet for My Valentine subiu ao palco. A banda não deixou espaço para dúvidas sobre o propósito daquela apresentação: celebrar The Poison, o álbum que definiu sua identidade e marcou uma geração de fãs de Metalcore e com apenas uma música fora do álbum (“Waking the Demon”, do Scream Aim Fire).
O Bullet for My Valentine entregou exatamente o que o público esperava: um mergulho completo na sua fase inicial, com riffs cortantes, refrões melódicos e a estética emocional que marcou o início dos anos 2000 no metal britânico em um show nostálgico, energético e focado.
Para quem viveu a era The Poison, foi um presente. Para quem os descobriu depois, uma aula de como o metalcore britânico ganhou o mundo.
Setlist
Her Voice Resides
4 Words (to Choke Upon)
Tears Don’t Fall
Suffocating Under Words of Sorrow (What Can I Do)
Hit the Floor
All These Things I Hate (Revolve Around Me)
Hand of Blood
Room 409
The Poison
10 Years Today
Cries in Vain
The End
Waking the Demon
Spiritbox
Apresentando seu mais novo trabalho, Tsunami Sea (2025), os canadenses do Spiritbox trouxeram muito peso para o festival com seu metalcore e vocais agressivos de Courtney LaPlante.
Mike Stringer (guitarra), Zev Rosenberg (bateria) e Josh Gilbert (baixo) completam a banda, que está concorrendo ao Grammy por melhor performance de metal com a música Soft Spine em 2025. Já é sua terceira indicação ao maior prêmio de música norte americana, o que é algo bem peculiar, já que a banda somente lançou dois álbuns até agora, e foi formada em 2016.
E já são gigantes, pelo menos no Graspop. Foi uma das bandas com maior expectativa para o show neste ano, e das mais assistidas.
Setlist
Fata Morgana
Black Rainbow
Perfect Soul
Jaded
The Void
Secret Garden
Circle With Me
Holy Roller
Sew Me Up
Soft Spine
No Loss, No Love
Crystal Roses
Ride the Wave
Cellar Door
Dragonforce
Taí uma banda que sabe se conectar com o público que tem e criar um show divertido!
Para quem ainda não conhece, DragonForce é uma banda britânica de power metal formada em 1999, conhecida por seus solos de guitarra longos e rápidos, letras com temática de fantasia e som com influências de videogames retrô. A formação atual do DragonForce é composta pelos guitarristas Herman Li e Sam Totman, o vocalista Marc Hudson, o baterista Gee Anzalone e a baixista Alicia Vigil.
A diversão começa já na ambientação do palco, com dois enormes fliperamas (um em cada lado do palco) além de dois dragões enormes ao fundo.
E para quem ainda tem alguma dúvida da ligação da banda com videogames e temáticas de fantasia: “Power of the Triforce” é uma homenagem ao amado universo de The Legend of Zelda e “Fury of the Storm” é parte do game Guitar Hero: Warriors of Rock.
Um show realmente divertido, e a plateia vibrou quando tocaram o cover de “Wildest Dreams”, da Taylor Swift e seu clássico “Through the Fire and Flames”.
Setlist
Cry Thunder
Power of the Triforce
Fury of the Storm
Space Marine Corp
Doomsday Party
Wildest Dreams
A Draco Tale
Through the Fire and Flames
Apocalyptica
Banda finlandesa de metal sinfônico formada em 1993 e originalmente um tributo ao Metallica. Pioneiros do estilo metal neoclássico, a formação atual conta com Eicca Toppinen, Paavo Lötjönen e Perttu Kivilaakso nos violoncelos e Mikko Sirén na bateria.
Novamente o set foi 100% Metallica, como foi visto no Sweden Rock, e a galera presente fazia questão de cantar e dançar, com direito inclusive a moshpit.
Eles tocam com maestria, dedilhando e puxando as cordas de uma forma que você jamais esperaria que um violoncelo fosse tocado. Definitivamente, esse estilo de música precisa ser vivenciado pessoalmente!
Setlist
Ride the Lightning
Enter Sandman
Creeping Death
For Whom the Bell Tolls
St. Anger
Blackened
Nothing Else Matters
Master of Puppets
Seek & Destroy
Korn
Finalmente, Korn subiu ao palco do festival e eu senti como se o tempo tivesse parado com Blind abrindo o show como era costumeiro lá nos anos 90. Com uma energia intensa e a famosa introdução “Are you ready?!” a abertura trouxe caos e excitação na mesma proporção, causando um impacto impressionante por todo festival. O show continuou com o mesmo espírito intenso, com Jonathan Davis mostrando que ainda consegue entregar com potência e carisma.
A bateria firme, pesada e ritmicamente caótica de Ray Luzier somada às linhas de baixo de Reginald “Fieldy” Arvizu e as guitarras de James “Munky” Shaffer e Brian “Head” Welch criam uma base vibrante somada a uma profundidade quase que hipnótica como só o Korn sabe fazer.
O show do Korn também é lindo de ser ver. Um verdadeiro espetáculo de luzes lindamente coreografado com o telão que muitas vezes trazem elementos perturbadores e criam uma ambientação muito mais apropriada para um filme de terror do que um show (no melhor sentido possível). Destaque para a clássica introdução de gaita de foles de Jonathan Davis em Shoots and Ladders, que ainda me impressiona e me leva para as primeiras vezes que ouvi a banda. Pura nostalgia!
O setlist bem distribuído por diferentes épocas da banda agradou em cheio não só os fãs mais antigos, mas também a nova geração.
Fechando a primeira parte do show de maneira já tradicional com “Y’all Want a Single”, o que se via era milhares de dedos médios erguidos cantando o famoso refrão ” Fuck that! “. Maravilhoso! O final do encore com “Freak on a Leash” foi catártico e mostrou todo o peso da bem-sucedida e longa carreira da banda. Um final poderoso e apropriado que colocou todo o Graspop para cantar e dançar.
Setlist
Blind
Twist
Here to Stay
Got the Life
Clown
Did My Time
Shoots and Ladders
Cold
Ball Tongue
Twisted Transistor
A.D.I.D.A.S.
Dirty
Somebody Someone
Y’All Want a Single
4 U
Falling Away From Me
Divine
Freak on a Leash
Nine Inch Nails
NIN, banda clássica de metal industrial formada nos Estados Unidos em 1988 por Trent Reznor, vocalista, produtor e multi-instrumentista e único membro original da banda até hoje fechou a terceira noite de festival com um grande show.
A musicalidade da banda é bem diversa, incorporando rock, eletro-dance, rock alternativo, entre outros estilos. Com muitas influências, desde Eagles até Public Enemy, de Queen até Joy Division, faz com que a sonoridade da banda seja uma coisa única.
Além de Trent, a banda hoje oficialmente conta com apenas mais um membro, Atticus Ross nos teclados, os demais membros são músicos contratados para as tours. Hoje a banda tem Robin Finck na guitarra, Alessandro Cortini no baixo e Josh Freese, ex-Foo Fighters, na bateria.
O setlist dessa temporada de festivais passou por todas as fases da banda, menos a mais recente, sendo o principal álbum The Downward Spiral (1994). E ainda com um cover de David Bowie.
Curiosidade aleatória: Trent Reznor e Atticus Ross trabalharam na trilha sonora original (OST) do filme Tron: Ares, novo filme da franquia Tron da Disney, recém lançado.
Setlist
Somewhat Damaged
Wish
Mr. Self Destruct
March of the Pigs
Piggy
The Lovers
Reptile
Heresy
Less Than
Closer
Copy of A
The Perfect Drug
I’m Afraid of Americans
Burn
Gave Up
The Hand That Feeds
Head Like a Hole
Hurt
Dia 4: domingo, 22/06/2024
Beyond the Black
Essa é uma constante em festivais. Todo ano está perambulando entre os festivais de metal. É uma banda recentemente formada (2014) mas já toca em grandes palcos, como do Wacken Open Air, desde o ano de estreia.
A banda alemã de metal sinfônico formada em Mannheim pela cantora Jennifer Haben conta hoje com Chris Hermsdörfer e Tobi Lodes nas guitarras, Kai Tschierschky na bateria, e ainda o baixista contratado Linus Klausenitzer (ex-Obscura).
Uma curiosidade sobre a cantora: em 2009 ganhou um concurso da Disney chamado “Hanna Montana vocal competition” em parceria com o canal alemão Super RTL. E antes de formar Beyond the Black, ela era cantora de um grupo pop chamado Saphir. Não, não fomos ouvir isso =)
O setlist passou por todos os álbuns da banda. Os cinco já lançados e ainda uma música do vindouro álbum Break the Silence, anunciado para 09 de janeiro de 2026. Porém o álbum de estreia, Songs of Love and Death (2015) é o mais contemplado.
Um show muito bom para quem gosta de metal melódico (metal espadinha agora na maldade do povo).
Setlist
In the Shadows
Hallelujah
Songs of Love and Death
Reincarnation
Wounded Healer
Rising High
Heart of the Hurricane
When Angels Fall
Shine and Shade
Lost in Forever
Heaven Shall Burn
A expectativa era alta quando a banda alemã Heaven Shall Burn tomou o North Stage já que Britta Görtz (Hiraes) assumiu os vocais no lugar de Marcus Bischoff. A mudança poderia ter desestabilizado o show, mas, na prática, deu a ele um caráter único, quase ritualístico.
A presença de Britta não apenas substituiu Marcus mas reconfigurou o show. Sua interpretação trouxe nuances diferentes às músicas, especialmente em “Endzeit” e “Thoughts and Prayers”, onde seu timbre mais áspero adicionou uma camada de brutalidade que o público presente recebeu com entusiasmo.
O setlist foi uma viagem pela discografia mais politizada e intensa do HSB, incluindo faixas como “Voice of the Voiceless”, “Combat”, “Godiva”, “Trespassing the Shores of Your World”, “Endzeit” e “Hunters Will Be Hunted”. A inclusão de “Black Tears”, cover de Edge of Sanity, trouxe um momento de respiro emocional. Ainda que o respiro, no universo do HSB, signifique apenas trocar devastação por melancolia.
No geral, a banda entregou uma performance tecnicamente impecável, emocionalmente devastadora e fiel à sua identidade. Sem dúvida um dos pontos altos do domingo do festival.
Setlist
Übermacht
Voice of the Voiceless
Combat
Black Tears
My Revocation of Compliance
Godiva
Trespassing the Shores of Your World
Corium
Awoken
Endzeit
Hunters Will Be Hunted
March of Retribution
Thoughts and Prayers
Savatage
O fim de tarde em Dessel tinha um clima quase cerimonial quando o Savatage subiu ao palco do Graspop. Era mais do que um show: era parte do retorno histórico da banda aos palcos, após mais de duas décadas sem uma turnê europeia completa.
A abertura com “The Ocean / Welcome” funcionou como uma espécie de saudação épica, preparando o público para uma viagem pela discografia mais teatral e dramática do metal progressivo americano. Em seguida, “Jesus Saves” incendiou a plateia, lembrando por que Streets: A Rock Opera permanece um dos pilares da banda.
O setlist foi extenso e cuidadosamente construído, incluindo faixas de várias fases da carreira. Mas o momento mais marcante foi “Believe”. Jon Oliva apareceu no telão, tocando piano e cantando a primeira parte, enquanto a banda entrou ao vivo após o primeiro refrão. Foi um instante de pura catarse coletiva: nostalgia, homenagem e continuidade coexistindo no mesmo palco.
Mais do que uma apresentação, foi a confirmação de que a banda voltou com força, respeito ao próprio legado e uma entrega emocional que poucos grupos conseguem replicar. Para nós e muitos outros presentes, um dos momentos mais especiais do festival!
Setlist
The Ocean
Welcome
Jesus Saves
The Wake of Magellan
Taunting Cobras
Strange Wings
Handful of Rain
Chance
Sirens
Gutter Ballet
Edge of Thorns
Believe
Power of the Night
Hall of the Mountain King
Katatonia
Já era fim de tarde em Dessel quando a banda entrou no palco Marquee e apresentou para o numeroso público presente uma performance que classificamos como precisa e contida. Uma marca registrada da banda, na verdade, que ao invés de explosões ou teatralidade exagerada mostra seu impacto na combinação entre instrumentação atmosférica, vocais melancólicos e uma mixagem limpa.
Com três estreias ao vivo (“Thrice”, “Temporal” e “Wind of No Change”), o Katatonia transformou o show em um momento exclusivo para os fãs presentes. Não foi um set de “greatest hits”, mas ainda assim artisticamente coerente com a história da banda.
Setlist
Thrice
Soil’s Song
Lethean
Temporal
Opaline
July
Birds
Behind the Blood
Wind of No Change
My Twin
Forsaker
In Flames
Os suecos de Gotemburgo do In Flames nos presentearam com um show poderoso e tecnicamente impecável, cobrindo múltiplas eras da extensa discografia da banda.
A abertura com “Pinball Map” deu o tom: agressividade melódica, precisão e um retorno direto às raízes do Clayman. A sequência com “The Great Deceiver”, “Deliver Us”, “In the Dark” mostrou a faceta moderna da banda.
Definitivamente, a combinação de clássicos com faixas recentes funcionou muito bem e manteve o público animado do início ao fim.
A banda entregou uma performance que honrou sua história, reafirmou sua relevância atual e conquistou um dos públicos mais exigentes do circuito europeu. Um dos destaques do domingo com certeza.
Setlist
Pinball Map
The Great Deceiver
Deliver Us
In the Dark
Voices
Cloud Connected
Trigger
Only for the Weak
Meet Your Maker
State of Slow Decay
Alias
The Mirror’s Truth
I Am Above
Take This Life
Judas Priest
O fim do domingo se aproximou rápido demais e carregando aquela sensação de fim de festa. E ninguém melhor para encerrar essa grande festa do metal que Judas. Afinal, poucas bandas no heavy metal têm o peso histórico para assumir esse papel. Quando o North Stage se iluminou, o público vibrou ao ver Rob Halford, que, mesmo após tantos anos, ainda se mantem como um verdadeiro “Metal God”.
E o Judas Priest entregou exatamente o que se espera de uma lenda com mais de cinco décadas de história: autoridade, espetáculo e uma conexão absurda com o público presente. A produção grandiosa, com a já clássica entrada da moto, somada a uma performance sólida, serve para reforçar o porquê o Priest continua sendo um dos pilares do heavy metal ao vivo.
Que noite!
Setlist
All Guns Blazing
Hell Patrol
You’ve Got Another Thing Comin’
Freewheel Burning
Breaking the Law
A Touch of Evil
Night Crawler
Solar Angels
Gates of Hell
One Shot at Glory
The Serpent and the King
Between the Hammer and the Anvil
Giants in the Sky
Painkiller
Electric Eye
Hell Bent for Leather
Living After Midnight
Ao longo de quatro dias, o Graspop Metal Meeting 2025 mostrou por que continua sendo um dos pilares do metal mundial, reunindo desde gigantes como Iron Maiden, Judas Priest, Nine Inch Nails, Korn, Epica, Dream Theater até bandas mais novas como The Warning, Polaris e Knocked Loose. Entre estreias ao vivo, retornos históricos e performances que alternaram brutalidade, introspecção e espetáculo, o Graspop 2025 reafirmou sua vocação: ser não apenas um encontro de bandas, mas um retrato vivo da amplitude e da vitalidade do metal em todas as sua forma!
E nós vemos em 2026.
Texto por: Tathy Giannotti
