Enquanto o público estava chegando e buscando alternativas para assistir suas bandas prediletas logo nas primeiras horas, o “Ice Stage” dava o ar da graça com as primeiras notas do ótimo show do Korzus (diga-se de passagem, com a nova formação fazendo bonito) e ao mesmo tempo no “Sun Stage”, as primeiras notas do Lucifer e sua performance anos 70 estava a mil por hora.

 

Muitos já estavam ansiosos por uma das atrações mais esperadas, o grande Evergrey, um dos grandes nomes do Progressive Metal com seus clássicos que já atravessam quase três décadas através de seu líder, Tom S. Englund (líder/fundador da banda) que apareceu no “Hot Stage” para a felicidade de todos, e logo que os primeiros riffs surgiram, era nítido a felicidade envolvida com aquele clima único que se formava.

 

“Falling From the Sun” era a abertura escolhida presente no grande álbum “Theories Of Emptiness” (2024), um ótimo início com bastante vigor, já em “Where August Mourn” rendeu comentários mistos mas com ótima apresentação, o som estava coeso e muito bem equalizado, bem como na densa “Weightless” (presente no ótimo álbum “Escape of the Phoenix” de 2021).

 

Um dos momentos mais legais foi em “The World Is on Fire” (novo single de seu próximo álbum, “Architects of a New Weave”, com lançamento previsto para 05/06), provando que novas canções podem ser opções interessantes mesmo após um desfile de clássicos. Isso mostra a confiança da banda no próprio material, e pela reação da plateia, a aposta foi certeira!

Um outro ponto que preciso citar está relacionado ao público fiel, acredito que muitos fãs dos suecos estavam de fato por ali, mas o encanto de cada um com os detalhes que vinham conhecendo e acompanhando a cada música demonstrava um carinho muito grande, ou seja, ganhando novos fãs pela qualidade genuína.

Destaco também “Eternal Nocturnal” e
“Call Out the Dark”, funcionando muito bem para aquele dia com uma sinergia perfeita, seja pelos vocais viciantes ou pelas linhas de baixo e guitarras bem afiadas.

Um fato curioso para se notar é a dinâmica da banda no palco pois enquanto alguns andam em direções específicas ou apenas fixam sua imagem em algum canto, a montagem da banda apresentou um jeito diferente de apresentação pois o baterista estava de frente para o tecladista, dando um tom muito interessante.

“King of Errors” entra em um ótimo momento no set para dar peso e ótima dinâmica, quase chegando ao fim da apresentação, mas ainda faltavam a nova “Architects of the New Weave”, “Leaving the Emptiness” e por fim, “OXYGEN!” que fechava aquele ciclo.

O que posso dizer? todos estavam entusiasmados e felizes com os resultados obtidos, acredito que este pode se tornar um momento memorável dos suecos no Brasil, e sinceramente, foi um prazer poder estar ali. Certamente estão entre os melhores do Festival!

Setlist:

Falling From the Sun
Where August Mourn
Weightless
The World Is on Fire
Eternal Nocturnal
Call Out the Dark
King of Errors
Architects of the New Weave
Leaving the Emptiness
OXYGEN!

 

 

Texto por: Vinny Almeida

Fotos por: M. Hermes

Leave a comment