Autor: Augusto Hunter

  • Alcatraz Metal Festival 2025

    Alcatraz Metal Festival 2025

    2025 é o décimo sétimo ano do Alcatraz Metal Festival, e a cidade de Kortrijk, na Bélgica, se une para receber uma horda gigante de headbangers vindos de todas as partes da Europa (e do mundo!). Com uma estrutura cada vez mais robusta e um lineup de respeito, o Alcatraz se consolida mais uma vez como um dos festivais mais aguardados do verão europeu.

    Este ano, o festival contará com 4 Dias de Insanidade, sendo o primeiro, no dia 07 de Agosto (Quinta Feira) diversos “coletes jeans” e coturnos poderão já serem batido ao som de Overkill, Evil Invaders, Exhorder e Warbringer, e no dia 08 de Agosto, os portões de Alcatraz realmente se abrem e milhares de enlouquecidos por distorcão, música e diversão poderão adentrar na prisão e serem devidamente “encarceirados”.

    Nos três dias oficiais desse grandioso evento, teremos nomes como Extreme, Kreator, Machine Head, Mastodon, WASP, Avatar, Doro, Obituary, Emperor, Cult Of Luna… É tanto nome que, é melhor vocês verem o cartaz abaixo e terem noção da grandiosidade do evento.

    Esse ano, nosso #TeamEuropa irá nos trazer o que de melhor irá rolar nesse gigante evento, mais uma vez, com um time de ouro, Cammy Marino Cindy Seidel (nossa Headmaster na Europa) estão credenciadas pro evento!  Então, prepare seu colete de patches, revise os riffs favoritos e marque na agenda: de 8 a 10 de agosto, o destino do Headbangers Brasil é Kortrijk!

  • Além do Óbvio – Sepultura

    Além do Óbvio – Sepultura

    Além do Óbvio, DU BRAZIL!

    UM, DOIS, TRÊS, VAI!

    Fala, galera, beleza? Biel Furlaneto na área e hoje é dia de falar da maior banda de rock que este país já produziu.

    Não é segredo pra você que me acompanha há algum tempo que minhas raízes estão fincadas no Hard Rock, mas não tem como não se animar pra falar de Sepultura.

    A banda que começou com um Black/Death que não devia nada pra galera gringa, e que se aperfeiçoou a ponto de mudar o jogo em 1996, sendo referência pra quase tudo na música pesada desde então.

    Geralmente, quando se fala da banda, o pensamento vai direto pra músicas como “Roots Bloody Roots”, “Territory”, “Sepulnation” e afins.

    Mas hoje eu tô aqui pra te mostrar que eles vão muito além dessas pérolas.

    Bora lá, então?

    Altered State – Álbum: Arise (1991)

    Riffs rasgando a garganta, bateria martelando a cabeça, a voz de Max crua e cruel. Sepultura na sua forma mais bruta, porém já com uma excelente técnica.

    Raging Void – Álbum: Quadra (2020)

    Eu sou do time que prefere o Sepultura mais recente, e o motivo é a criatividade que vai além da porradaria desenfreada (que também é legal!). Aqui temos uma composição moderna, intensa e com um clima épico. “Raging Void” une o peso tradicional da banda com uma ambientação quase progressiva, além de letras que tocam o existencialismo. É uma das melhores provas de como o Sepultura segue se reinventando com inteligência e brutalidade.

    Breed Apart – Álbum: Roots (1996)

    Em meio aos hits que marcaram o maior disco da carreira da banda, essa é uma música mais sombria e direta, que passa despercebida por muita gente. Carregada no groove e na atmosfera tribal, ela é uma pancada seca que mostra o quanto o Sepultura mergulhou de cabeça em suas raízes culturais e sonoras. O instrumental é denso, quase ritualístico. Uma verdadeira joia ignorada pelos ouvintes mais casuais.

    Uma Cura – Álbum: Nation (2001)

    Apesar de ser só refrão, é curioso pensar que foi com um vocalista americano que o Sepultura lançou uma música com título em português, né?

    Obs.: Vale lembrar que no álbum Against (1998) tem a faixa “Reza”, cantada totalmente na nossa língua, mas quem canta é o João Gordo em participação especial.

    “Uma Cura” é um daqueles momentos que passam batido até por fãs mais atentos. A canção traz um Sepultura sombrio, arrastado, quase doom em certos momentos. Derrick Green transmite dor e desespero com vocais rasgados e sinceros, enquanto a banda entrega uma sonoridade opressiva. É algo que foge tanto dos discos clássicos quanto do que se esperava da nova fase — e por isso mesmo merece ser redescoberta.

    Grief – Álbum: The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013)

    Mais uma faixa super criativa, misturando o peso característico nos refrãos com estrofes extremamente melancólicas. O vocal que começa com um sussurro e explode no refrão quase como um grito de socorro é espetacular. Eu não sou dono da opinião alheia, mas pensar que em 2025 ainda tem gente subestimando o que o Derrick faz no Sepultura é triste.

    Funeral Rites – Álbum: Morbid Visions (1986)

    Tirem os ouvidos sensíveis da sala. Faixa crua e violenta que mostra o Sepultura no início da carreira, ainda com forte influência do death e do black metal da época. “Funeral Rites” tem riffs rápidos, uma atmosfera obscura e um ritmo acelerado que capturam a essência underground da banda. O gutural de Max é um show à parte pra quem curte esse estilo.

    Dialog – Álbum: Kairos (2011)

    Uma sonoridade mais moderna, porém muito agradável. Coloquei essa música para destacar o baterista Jean Dolabella. Não é fácil ser o cara que ocupa a bateria entre Iggor Cavalera e Eloy Casagrande. Mas são em faixas como essa que você percebe que foi, sim, uma escolha acertada. Fora os riffs de Andreas Kisser que continuam matadores (o que acontece desde 1987, mas vale sempre lembrar, até porque tem uma turma que acha que ele deixou de ser gênio por ter tocado com a Ivete Sangalo).

    Mass Hypnosis – Álbum: Beneath the Remains (1989)

    Estava há pouco falando da genialidade de Andreas, então nada mais justo do que mostrar do que eu tô falando. Do que conheço da banda (que nem é tanto assim), essa música tem um dos riffs de abertura mais insanos do grupo, além de um solo espetacular, cheio de feeling, contrastando com um peso absurdo. Destaque também para Iggor, que transforma sua bateria numa metralhadora de balas infinitas. São 4 minutos de pancadaria pura.

    I Am the Enemy – Álbum: Machine Messiah (2017)

    Pancadaria pura! Lembra da escola, quando você propunha aqueles “Dois minutinhos sem perder a amizade”?

    Pois bem, se forem dois minutos com a intensidade dessa música, a chance de perder a amizade é enorme.

    Não há tempo pra respirar. Eloy e Paulo colocam fogo na cozinha, Andreas frita o caos e Derrick berra o terror.

    Biotech is Godzilla – Álbum: Chaos A.D. (1993)

    Mais brutalidade. Com o Sepultura do velho testamento, havia pouco espaço pra descanso. Aqui temos mais uma prova de por que nenhuma banda brasileira chegou onde eles chegaram. É um som que não deve nada pras gigantes dos EUA. Criatividade em alta. Paulo Jr. Entrega um baixo marcante, Max canta demais, Iggor espanca tudo com braços e pernas incansáveis, e Andreas leva seus riffs a outro patamar. Em um disco com músicas como “Refuse/Resist” e “Territory”, é natural que outras fiquem ofuscadas — mas isso não as torna menos incríveis.

    BÔNUS TRACK

    Bônus – SepulQuarta

    Como bônus, não poderia deixar de citar esse projeto maravilhoso que salvou a pandemia de muita gente com música de qualidade. No SepulQuarta, músicos do calibre de David Ellefson, Phil Campbell, João Barone, Devin Townsend e Fernanda Lira se juntavam à banda em performances simplesmente alucinantes. Vale demais o play!

  • Paradise Lost lança novo single

    Paradise Lost lança novo single

    Ascension, o novo disco do Paradise Lost, será lançado no dia 19 de Setembro, via Nuclear Blast Records.

    Ícones do goth e doom metal, o PARADISE LOST revelou o segundo single, ‘Serpent on the Cross’, de seu aguardado 17º álbum Ascension, que será lançado em 19 de setembro pela Nuclear Blast Records.

    Comentando sobre a música, o vocalista Nick Holmes diz: “A cruz representa estabilidade, prosperidade, esperança e felicidade. A serpente representa apreensão, angústia e uma tristeza opressiva, espreitando nas sombras, pronta para levar tudo embora.”

    Ouça ‘Serpent on the Cross’: https://paradiselost.bfan.link/serpent-on-the-cross

    Pré-venda para Ascensionhttps://paradiselost.bfan.link/ascension

    Assista abaixo o clipe de Serpent on the Cross:

    O primeiro álbum do PARADISE LOST em cinco anos, seguindo o aclamado pela crítica Obsidian de 2020, foi produzido pelo guitarrista Gregor Mackintosh e mixado/masterizado por Lawrence Mackrory. Ascension é um testemunho da longevidade e relevância da banda ao longo de seus mais de 35 anos de carreira, abrangendo os estilos característicos de gothic, death e doom metal que os fãs tanto prezam.

    A capa de Ascension apresenta apropriadamente a pintura The Court of Death (1870-1902) do renomado artista britânico George Frederic Watts, que está exposta na Tate Gallery em Londres. A obra retrata a Morte como um anjo entronizado, ladeado por figuras alegóricas do Silêncio e do Mistério que guardam o nascer do sol e a estrela da esperança, enquanto um guerreiro entrega sua espada e um duque sua coroa, mostrando que o status mundano não oferece proteção alguma. A visão sombria e profética da pintura incorpora perfeitamente as paisagens sonoras obscuras e atormentadas de Ascension, onde versos melancólicos colidem com riffs sinistros e presságios.

    Comentando sobre o disco, Holmes declara: “Ascension é uma cavalgada de miséria derretida, um passeio vigoroso e repleto de tristeza através de um mundo perverso de triunfo glorioso e tragédia lamentável.”

    Assista ao videoclipe do single anterior da banda, ‘Silence Like The Grave, abaixo:

    Ascension Tracklist:

    1. Serpent On The Cross
    2. Tyrants Serenade
    3. Salvation
    4. Silence Like The Grave
    5. Lay A Wreath Upon The World
    6. Diluvium
    7. Savage Days
    8. Sirens
    9. Deceivers
    10. The Precipice

    Produzido por Gregor Mackintosh no Black Planet Studiosem East Yorkshire, UK & NBS e Wasteland Studios na Suécia, o disco foi mixado e masterizado por Lawrence Mackrory

    PARADISE LOST está atualmente se apresentando em festivais por toda a Europa e embarcará na primeira etapa da turnê “Ascension of Europe” neste outono. Os ingressos estão disponíveis em https://paradiselost.co.uk/tour-dates/.

    The Court of Death

    Datas Turnê PARADISE LOST:

    17 de julho – Málaga, ES – Sun and Thunder Festival 2025
    31 de julho – Bergen, NO – Beyond The Gates 2025
    1º de agosto – Czaplinek, PL – Pol’and’Rock Festival
    8 de agosto – Jaroměř, CZ – Brutal Assault 2025
    15 de agosto – Eindhoven, NL – Dynamo Metal Fest 2025
    9 de outubro – Manchester, UK – New Century Hall
    10 de outubro – Wolverhampton, UK – KK’s Steel Mill
    11 de outubro – Newcastle Upon Tyne, UK – Newcastle University
    12 de outubro – Glasgow, UK – Glasgow Garage
    14 de outubro – Nottingham, UK – Rescue Rooms
    15 de outubro – Bristol, UK – Electric
    16 de outubro – Southampton, UK – The 1865
    17 de outubro – Londres, UK – Islington Assembly Hall
    19 de outubro – Oignies, FR – Tyrant Fest 2025
    20 de outubro – Paris, FR – Élysée Montmartre
    21 de outubro – Lyon, FR – La Rayonne
    23 de outubro – Colônia, DE – Live Music Hall
    24 de outubro – Esch-Sur-Alzette, LU – Rockhal
    25 de outubro – Dornbirn, AT – Conrad Sohm
    26 de outubro – Pádua, IT – Hall
    28 de outubro – Munique, DE – Backstage Werk
    29 de outubro – Praga, CZ – Palc Akropolis
    30 de outubro – Zagreb, HR – Boogaloo Zagreb
    31 de outubro – Viena, AT – Simm City
    1º de novembro – Budapeste, HU – Dürer Kert
    3 de novembro – Genebra, CH – PTR/L’Usine
    4 de novembro – Nuremberg, DE – Z-Bau Biergarten
    5 de novembro – Utrecht, NL – Pandora
    6 de novembro – Antuérpia, BE – Trix Hall
    13 de dezembro – Bradford, UK – Bradford Live

    Sobre o PARADISE LOST:

    Com mais de três décadas de carreira e mais de dois milhões de álbuns vendidos, PARADISE LOST permanece como os reis incontestáveis do lado sombrio do metal. Formada em Halifax em 1988, a banda rapidamente se destacou como pioneira do metal gótico através de seus primeiros álbuns revolucionários como Gothic de 1991, uma mistura de peso entrelaçado com melodia sombria e atmosfera.

    Nunca sendo um grupo que permanece criativamente estático, ao longo de sua carreira eles exploraram uma miríade de caminhos da música sombria, desde as raízes do doom-death viscoso, até conquistar o mainstream do metal com os sons enormes e luxuosos de Draconian Times de 1995, até tendências mais experimentais e eletrônicas, deixando uma influência em uma trilha de artistas tão variados quanto CRADLE OF FILTHHIMGATECREEPER e CHELSEA WOLFE.

    Agora, em 2025, o quinteto de Yorkshire retorna com seu impressionante 17º álbum, Ascension, um disco que vê sua coroa continuar a brilhar enquanto sublinha como eles alcançaram sua posição. Produzido pelo guitarrista Gregor Mackintosh nos estúdios Black Planet em East Yorkshire, com bateria evocais capturados nos estúdios NBS e Wasteland na Suécia, suas 10 faixas atravessam a multidão de sons no arsenal da banda, do heavy metal completo à melodia nas alturas, sempre mantendo uma melancolia em tom menor que permanece irresistível.

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    Foto de capa por Ville Jurrikkala

  • Vernon Reid anuncia sua obra caleidoscópica “Hoodoo Telemetry”

    Vernon Reid anuncia sua obra caleidoscópica “Hoodoo Telemetry”

     

    O novo álbum solo do guitarrista vencedor do Grammy, será lançado em 3 de outubro pela Artone / The Players Club Records

    O virtuoso talismã Vernon Reid anunciou os detalhes de seu novo álbum solo, Hoodoo Telemetry, que será lançado em 3 de outubro de 2025 pelos selos Artone / The Players Club Records. Para comemorar, ele revelou o clipe do primeiro single, The Haunting, que pode ser assistido AQUI.

    Se você tem acompanhado os passos dessa carreira que já soma meio século, sabe que Vernon Reid é um artista que pinta com todas as cores. Dependendo da época e do disco que você ouvir, encontrará o polímata nova-iorquino navegando por entre o jazz, metal, punk, funk, música eletrônica e hip-hop, trocando riffs com colaboradores tão diversos quanto Mick Jagger e Public Enemy, mudando de pele continuamente, mas sempre falando sua verdade.

    Celebrado mundialmente como um gigante da guitarra elétrica (sendo recentemente citado pela Rolling Stone entre os 50 maiores guitarristas de todos os tempos), os álbuns vencedores do Grammy com sua banda de rock alternativo, Living Colour, ainda soam tão frescos e intensos quanto na época em que Cult Of Personality estourou nas paradas da Billboard no final dos anos 80. Mas, para captar o espírito do tempo segundo Reid — e ouvir sua musicalidade audaciosa em microcosmo — basta colocar a agulha em seu novo trabalho solo.

    Hoodoo Telemetry”, diz o artista de 66 anos sobre esta obra caleidoscópica de 14 faixas, “é como um pedaço da minha mente caótica. Demorei um pouco para começar esse disco porque estava pensando no que queria fazer a seguir, tentando equilibrar meu tempo com todos os outros projetos. Eu também estava em diferentes espaços criativos: algumas músicas são novas, outras são resgates de material antigo. Mas de repente, encontrei o foco, e ficou muito claro pra mim: eu preciso fazer isso agora.”

    O primeiro single, The Haunting, traz uma linha de baixo funkeada com overdrive e alma cintilante, com Reid homenageando um de seus ídolos camaleônicos:

    Sou um grande fã do Prince, e há algo dele no DNA dessa música”, revela.

    Bronx Paradox, com seus arranjos de metais distorcidos, batidas quebradas e glitches eletrônicos, presta tributo ao bairro nova-iorquino e seu maior legado musical:

    Escrevi isso como homenagem ao DJ Logic. Todo mundo via o Bronx como um deserto, uma zona de guerra. Mas com o hip-hop, aquelas crianças criaram a última música verdadeiramente original do século XX.”

    Ouçam abaixo a música The Haunting:

    Hoodoo Telemetry não é uma obra linear, mas sim um tapeçário vibrante e emaranhado de gêneros, colaborações e materiais de diferentes épocas. Sua energia e caos parecem refletir — e desafiar — o que Reid vê como a realidade tumultuada de nosso tempo.

    A Living Colour, banda pela qual Reid é mais conhecido, floresceu no circuito ao vivo nova-iorquino numa era mais fluida do que qualquer outra desde então:

    Tínhamos um ecossistema de casas noturnas pra tocar — do CBGBs ao Cat Club e ao Ritz”, relembra ele sobre os primeiros passos da formação clássica com Corey Glover (vocais), Muzz Skillings (baixo) e Will Calhoun (bateria).

    Impulsionada pelo boca-a-boca, a banda estava prestes a explodir quando Mick Jagger entrou na história, produzindo suas demos:

    Ele trabalhou em Glamour Boys e Which Way To America?, e foi um excelente produtor. Ele realmente orientou o Corey. Mas foi muito estranho que ele tenha entrado em nossas vidas. Eu não sabia nem onde colocar as mãos.”

    Reid agarrou a oportunidade e despejou todo o conteúdo de seu jukebox mental no álbum de estreia imortal da Living Colour, Vivid (1988):

    Você tinha Broken Hearts no mesmo disco que Cult Of Personality”, comenta. “Podíamos estar tocando metal num momento, e escrevendo uma música country com hip-hop no seguinte. Ou Funny Vibe, que é tipo um folk progressivo inspirado pelo King Crimson.”

    Alcançando o 6º lugar na parada da Billboard dos EUA — e eventualmente status de dupla platinaVivid provou que música ousada ainda podia vender muito. No ano seguinte, uma turnê de abertura para os Rolling Stones na Steel Wheels/Urban Jungle Tour elevou ainda mais o perfil da banda — e deu a Reid uma visão de bastidores do “supercampeonato” do rock:

    Nos bastidores dessa turnê dos Stones, eles tinham todos os jogos de salão — lembro do Bill Wyman me destruindo no pingue-pongue!

    Desde aqueles anos de destaque, Reid vestiu mil chapéus diferentes, seja produzindo álbuns indicados ao Grammy para artistas como Salif Keita, compondo trilhas sonoras para filmes de sucesso ou emprestando sua guitarra a nomes como Janet Jackson, B.B. King, Tracy Chapman e Mariah Carey.

    Sem dúvida, são essas demandas paralelas que fizeram com que sua carreira solo — iniciada com Mistaken Identity (1996) — permanecesse adormecida desde Known Unknown (2004).

    Mas com tudo que está acontecendo, de repente eu tinha um foco”, diz ele sobre o contexto inflamado por trás de Hoodoo Telemetry.
    Sabe, o mundo é uma bola num pêndulo. Ele balança. Estamos vivendo tempos sem precedentes — e não só nos Estados Unidos.”

    Em tempos difíceis, Hoodoo Telemetry não traz respostas fáceis. Mas ouvir este novo álbum ambicioso de Vernon Reid é absorver todos os tons da humanidade e questionar para onde estamos indo.

    Essas músicas olham para o passado sob uma nova ótica e depois olham para frente”, conclui.
    Tipo: ‘Pra onde isso vai? Como vamos chegar lá? Estamos dirigindo o ônibus ou somos passageiros num veículo autônomo rumo ao futuro?’ Esse é o espaço que Hoodoo Telemetry realmente explora…

    Abaixo vejam a capa do vindouro disco e sua Tracklist:

        1. 1. Door Of No Return
        1. 2. Freedom Jazz Dance
        1. 3. Good Afternoon Everyone
        1. 4. The Haunting
        1. 5. Bronx Paradox
        1. 6. Or Knot
        1. 7. Dying To Live
        1. 8. Politician
        1. 9. Black Fathom Five
        1. 10. Beautiful Bastard
        1. 11. Meditation On The Last Times I Saw Arthur Rhames
        1. 12. My Little Zulu Babe
        1. 13. In Effigy
        1. 14. Brave New World

    TODAS AS FOTOS POR JUSTIN BORUCKI

  • Angra se apresenta em Santo André neste feriado

    Angra se apresenta em Santo André neste feriado

    No dia 9 de julho (quarta-feira), o Angra sobe ao palco do Santo Rock Bar, em Santo André, com a turnê “Temple of Shadows – 20th Anniversary Tour: Interlude – Final Lap”, em celebração ao icônico álbum Temple of Shadows. O Santo Rock Bar fica na Av. Firestone, 1340 – Casa Branca, Santo André), e o show começa a partir das 20h.

    Nesta noite especial, o álbum será executado na íntegra, além de outras surpresas do repertório consagrado da banda.

    A abertura ficará por conta da Urdza, uma das grandes revelações do heavy metal nacional, confirmada como banda convidada para essa apresentação.

    Garanta seu ingresso antecipado: https://www.bilheto.com.br/comprar/3603/angra-20th-anniversary-tour-interlude

    Assista ao vídeo-convite de Fabio Lione e Marcelo Barbosa para o show:

    O Angra é formado por Fabio Lione (vocal), Rafael Bittencourt (guitarra e vocal), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria).

    SOBRE TEMPLE OF SHADOWS:

    A obra-prima conceitual do Angra foi lançada em 2004, e é um dos álbuns mais emblemáticos da carreira do Angra, marcando uma fase madura e ousada da banda no cenário do metal progressivo e power metal mundial. Com produção de Dennis Ward, o disco apresenta não apenas excelência técnica e musical, mas também uma proposta conceitual profunda e ambiciosa, que o tornou um marco na discografia do grupo e no metal brasileiro.

    O álbum narra a história fictícia de The Shadow Hunter, um cavaleiro da Ordem dos Templários que entra em conflito com os dogmas da Igreja Católica no século XI. Através das faixas, o ouvinte acompanha sua jornada espiritual e existencial, refletindo temas como fé, liberdade, amor, traição, destino e redenção. É um álbum que convida à introspecção, com paralelos entre passado e presente, religião e poder, razão e emoção.

    Musicalmente, Temple of Shadows é um ‘mosaico de influências’. O Angra combina o virtuosismo do power metal com elementos da música clássica, progressiva e brasileira, criando paisagens sonoras complexas e emocionantes. A formação da época – Edu Falaschi (vocal), Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Aquiles Priester (bateria) – está em seu auge, com performances impecáveis.

    Faixas como “Spread Your Fire”, “Waiting Silence”, “Angels and Demons”, “Late Redemption” (com participação de Milton Nascimento) e “No Pain for the Dead” (com Kai Hansen, do Helloween/Gamma Ray) se destacam tanto pela composição quanto pela emoção transmitida.

    Além de ser um sucesso entre fãs e crítica, o disco solidificou a posição do Angra como uma das bandas mais respeitadas do metal mundial. Temple of Shadows não é apenas um álbum: é uma experiência sonora e narrativa que desafia os limites do gênero e prova a capacidade do metal de contar grandes histórias com sofisticação e alma.

    SERVIÇO:

    Angra – Show da ‘Temple of Shadows – 20th Anniversary Tour: Interlude – Final Lap’
    Banda convidada: Urdza
    Dia: 09/07 – Quarta-feira
    Horário: 20h
    Local: Santo Rock Bar – Av. Firestone, 1340, Casa Branca, Santo André – SP
    Responsável pelo evento: Santo Rock Bar
    E-mail: contato@santorockbar.com.br
    Site: www.santorockbar.com.br

    Ingressos: https://www.bilheto.com.br/comprar/3603/angra-20th-anniversary-tour-interlude

    Classificação 18 anos
    É obrigatório apresentação do documento de identidade
    Classificação Livre

    – Estudantes: Somente com carteirinha do órgão estudantil oficial, dentro do prazo de validade e com foto;
    – Idosos: Idosos com idade superior a 60 (sessenta) apresentando o documento de identidade na entrada do evento;
    – Professores de Rede Pública: Professores da Rede Pública apresentando o comprovante na entrada do evento;
    – Portadores de Necessidades Especiais: Possuem direito a meia-entrada, estendido a um acompanhante.
    – Solidário: Válido para qualquer pessoa com a entrega de 1kg de alimento não perecível na entrada do show.
    Deve apresentar o cartão de benefício de prestação continuada de assistência social a pessoa com deficiência ou documento emitido pelo INSS que ateste aposentadoria.

  • Thrash sem concessões: Exkil estreia álbum ‘Violence Prevails’ com crítica feroz e sonoridade brutal

    Thrash sem concessões: Exkil estreia álbum ‘Violence Prevails’ com crítica feroz e sonoridade brutal

    A banda de thrash metal Exkil, de Piracicaba/SP, acaba de lançar seu álbum de estreia completo, Violence Prevails, um verdadeiro manifesto de agressividade sonora, crítica social e identidade artística. Gravado, mixado e masterizado por Franco Torrezan no Casarão Music Studio, o disco entrega uma sonoridade poderosa — com riffs cortantes, vocais intensos e bateria precisa — reforçando a proposta da banda apresentada no EP Between Death and Chaos (2022).​

    Antes do lançamento oficial, três faixas foram apresentadas ao público como singles com videoclipes: “Violence Prevails”, “Reckoning” e “Titans Rising”, que conta com a participação especial de Marcello Pompeu, vocalista do Korzus.​

    Além da força musical, o álbum se destaca pela arte de capa, assinada por Douglas Alves, que representa graficamente a mensagem do disco: a estátua da Justiça sendo sufocada por uma serpente, simbolizando a decadência moral, as estruturas opressoras e a superioridade do podre sobre o bem, em uma crítica direta à corrupção e às distorções do poder.​

    As 11 faixas de Violence Prevails exploram temas profundos e atuais: desde o impacto psicológico da guerra e o vício como fuga, até as fake news que alimentam a violência, a busca por redenção, o narcisismo destrutivo e a justiça impiedosa. A abertura instrumental “Oblivion” introduz o clima sombrio do álbum, seguido pela adrenalina de palco de “Drive You Nuts”. Ao longo do disco, a banda costura uma narrativa intensa que culmina em “Lies”, que reflete como mentiras repetidas podem se tornar verdades perigosas. Clique na capa, abaixo e escolha aonde ouvir o disco.

    “Não estamos apenas fazendo música, estamos colocando nossas visões, dores e questionamentos em cada nota. É sobre ser verdadeiro e causar impacto”, afirma a banda.​

    Desde sua estreia nos palcos em 2022, a Exkil já dividiu espaço com nomes como Hatefulmurder, The Damnnation, Cranial Crusher, Setfire, Tigguo Cobauc e Viper, conquistando destaque como uma das grandes apostas do metal pesado nacional contemporâneo.​

    Formada por Daniel Ferrante (vocal e guitarra), Gabriel Bunho (guitarra), Evandro Tapia (baixo) e Evandro Kandalaft (bateria), a Exkil aposta no som autoral como forma de expressão e resistência.

    Siga a Exkil nas redes sociais: TikTok: @exkilmetal YouTube: @exkil

  • I Wanna Be Tour anuncia noite com Yellowcard, Story Of The Year e Neck Deep em São Paulo

    I Wanna Be Tour anuncia noite com Yellowcard, Story Of The Year e Neck Deep em São Paulo

    Apresentação será no dia 29 de agosto, no Tokio Marine Hall, em uma realização da 30e, com ingressos disponíveis a partir de 10 de julho, ao meio-dia, no site da Eventim

    Para aquecer o público na véspera da edição paulista da I Wanna Be Tour — marcada para o dia 30 de agosto, no Allianz Parque — a 30e,  maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, une o som das guitarras melódicas e letras confessionais numa noite especial com shows de Yellowcard, Story Of The Year e Neck Deep, no Tokio Marine Hall, em São Paulo, em 29 de agosto. Clientes que adquiriram entrada para a IWBT tem um período de pré-venda do dia 8 de julho, ao meio-dia, até 10 de julho, às 10h. A venda geral começa a partir do dia 10 de julho, ao meio-dia, no site da Eventim (acesse aqui).

    O Yellowcard, quarteto da Flórida (EUA) formado em 1997, voltou aos palcos recentemente depois de um hiato de sete anos. Reconhecido por incorporar o violino à sonoridade do pop punk, a banda reúne mais de dez trabalhos de estúdio, entre eles o álbum de platina Ocean Avenue (2003). O disco inclui os sucessos “Only One”, “Way Away”, “Breathing” e “Ocean Avenue”,  um dos clássicos do grupo que registra mais de 430 milhões de plays nas plataformas de áudio.

    Em abril deste ano, a banda realizou seis shows da turnê comemorativa do álbum de 2003 na Austrália. Sites locais noticiaram as performances como “algo que vai além de uma viagem nostálgica, com uma nova energia empolgante”. A tour ainda lotou arenas em Londres, Suíça, Bélgica, França e Alemanha.

    Os americanos do Story Of The Year são um dos primeiros nomes do post hardcore a chegar a marca de um milhão de cópias vendidas na história, e é formada por Dan Marsala (voz), Ryan Phillips (guitarra), Adam Russell (baixo) e Josh Wills (bateria). Para representar o tamanho do sucesso, só o single “Until the Day I Die”, do álbum Page Avenue (2003), conta com mais de 150 milhões de plays no Spotify e permanece como um hino mesmo após mais de 20 anos de seu lançamento. Os músicos também são reconhecidos por entregarem experiências ao vivo extremamente envolventes, e participações em turnês de Linkin Park (2018), My Chemical Romance (2004) e The Used (2024).

    Antes de desembarcar no Brasil, o Story Of The Year se apresenta no Roxx Fest, maior festival ao ar livre do norte da Indiana, e também tem datas confirmadas no When We Were Young Festival (Las Vegas), um dos principais eventos da cena emo e hardcore dos Estados Unidos.

    Diretamente do País de Gales, o Neck Deep aterrissa em terras brasileiras representando a nova geração do pop punk. Marcado por guitarras aceleradas, o grupo usa uma estética ligada à herança deixada pelos ícones dos anos 2000. A última obra do quinteto é o álbum homônimo, Neck Deep (2024), que traz canções como “Heartbreak of The Century” e “Dumbstruck Dumbf**k”. Há ainda outros cinco trabalhos na discografia, incluindo The Peace And The Panic (2017), que atingiu o segundo lugar da lista de vendas de álbuns nos Estados Unidos, e o quarto lugar do Top 200 da Billboard na época.

    Marcada para os dias 23 de agosto, em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski; e 30 de agosto, em São Paulo, no Allianz Parque, a I Wanna Be Tour reúne Fall Out Boy, Good Charlotte, Yellowcard, Story Of The Year, The Maine, The Veronicas, Neck Deep, Fresno, Forfun, Dead Fish, Gloria e Fake Number.

    SERVIÇO
    I Wanna Be Tour Sideshow @São Paulo
    Realização: 30e

    Yellowcard, Neck Deep e Story Of The Year @Tokio Marine Hall
    Data: 29 de agosto de 2025 (sexta-feira)
    Horário de abertura dos portões: 18h
    Local: Tokio Marine Hall – Rua Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo, São Paulo/SP
    Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais.
    Setores e preços:
    Pista – R$197,50 (meia-entrada) | R$ 237,00 (ingresso social) | R$ 395,00 (inteira)
    Cadeira Alta – R$197,50 (meia-entrada) | R$ 237,00 (ingresso social) | R$ 395,00 (inteira)
    Frisa – R$247,50 (meia-entrada) | R$ 297,00 (ingresso social) | R$ 495,00 (inteira)
    Pista Premium – R$297,50 (meia-entrada) | R$ 357,00 (ingresso social) | R$ 595,00 (inteira)
    Camarote – R$347,50 (meia-entrada) | R$ 417,00 (ingresso social) | R$ 695,00 (inteira)

    Início das vendas
    Pré-venda clientes I Wanna Be Tour: 8 de julho, meio-dia, a 10 de julho, às 10h
    Venda geral: 10 de julho, ao meio-dia, on-line; e 13h na bilheteria oficial
    Vendas online: http://eventim.com.br/IWBTokio
    Bilheteria oficial: Tokio Marine Hall – Rua Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo, São Paulo/SP
    Funcionamento: Segunda a sábado, das 12h às 18h

    SOBRE A 30e:
    A 30e é a maior e a mais relevante companhia brasileira de entretenimento ao vivo. Com a missão de entregar felicidade e criar memórias inesquecíveis, a empresa tem a inovação, a excelência e as pessoas no centro de tudo o que faz. E, desta forma, a 30e ganhou reconhecimento global como a nova geração do setor. A companhia construiu credibilidade junto ao mercado e ganhou a confiança dos artistas internacionais e nacionais, além dos fãs de música. Já realizou shows de Paul McCartney, System of a Down, Lana Del Rey, Twenty One Pilots, Florence and the Machine, Kendrick Lamar, Slipknot, Gorillaz, The Killers, Roger Waters e Bring Me The Horizon no país. Como uma empresa 100% brasileira, a 30e tem as credenciais necessárias para dimensionar os artistas nacionais e idealizou tours que transformaram a perspectiva do showbiz no Brasil. A turnê Titãs Encontro, a SUPERTURNÊ do Jão, a despedida do Natiruts dos palcos e, agora, a última turnê de Gilberto Gil, TEMPO REI, são exemplos disso. A companhia realiza mais de 200 eventos por ano e tem a projeção de impactar 4 milhões de pessoas em 2025 — sempre desenvolvendo o seu posicionamento de “Delivering Happiness”.

  • Hannover foi um dos centros do universo do rock – e estávamos lá

    Hannover foi um dos centros do universo do rock – e estávamos lá

    Uma noite épica com Alice Cooper, Judas Priest e Scorpions na Heinz von Heiden Arena

    Alice Cooper em Hannover

    No último sábado, 5 de julho, Hannover virou a capital mundial do rock — e não estou exagerando. A Heinz von Heiden Arena, casa do Hannover 96, ficou absolutamente lotada para receber três gigantes: Alice Cooper, Judas Priest e os anfitriões da noite, os lendários Scorpions, celebrando seus impressionantes 60 anos de estrada, em sua própria casa. Um evento histórico com cara de despedida emocionada, mas com energia de estreia. E tudo isso aconteceu no mesmo dia em que Ozzy Osbourne fazia sua despedida definitiva dos palcos com o Black Sabbath, lá em Londres. Ou seja: uma noite que marcou a história do rock mundial.

    Desde cedo, a cidade estava diferente. Fãs com camisetas vintage, coturnos, glitter e até crianças de jaqueta jeans circulavam como se estivessem indo para um ritual coletivo. E, bem… estavam mesmo.

    Alice Cooper – O mestre do teatro macabro

    Abrindo os trabalhos no fim da tarde, Alice Cooper subiu ao palco com toda a teatralidade que se espera dele. E olha, não parecia um senhor de 76 anos — parecia um personagem saído diretamente de um filme B de terror dirigido por Tim Burton.

    O set trouxe clássicos como “No More Mr. Nice Guy“, “I’m Eighteen“, “Under My Wheels“, “Billion Dollar Babies” e, claro, “School’s Out“, fechando em apoteose com direito a bolhas de sabão, balões, confete, e a participação afiadíssima da guitarrista Nita Strauss, que esbanjou carisma e solos rascantes, principalmente em “Poison” e “Feed My Frankenstein“. Era impossível tirar os olhos do palco: bonecas gigantes, guilhotinas e um Alice teatral como sempre — sarcástico, encantador e perfeitamente bizarro. E o público? Hipnotizado.

    Rob Halford em seu habitat natural.

     Judas Priest – Metal com M maiúsculo

    Se Alice Cooper incendiou o palco, o Judas Priest chegou com um lança-chamas sônico. Rob Halford surgiu todo de couro e óculos escuros, parecendo um general do apocalipse — e não decepcionou. Com a turnê “Invincible Shield”, os britânicos entregaram uma apresentação pesada, sólida e emocionante.

    Abriram com “Panic Attack”, faixa nova que já soa como clássico. Emendaram com “You’ve Got Another Thing Comin’”, “Lightning Strike”, “The Sentinel” e o hino “Turbo Lover”. E aí veio aquele momento que me pegou no coração: “A Touch of Evil”. Assim que começaram os primeiros acordes, me arrepiei inteira. É a minha música favorita da banda, e ouvi-la ao vivo foi surreal — aquela intro hipnótica, os vocais sombrios de Halford e a intensidade crescente me deixaram com os olhos marejados. Foi um dos momentos mais emocionantes da noite, impossível não se deixar levar.

    O set seguiu com uma sequência destruidora: “Painkiller” veio como um cometa, seguida de “Breaking the Law” e o encerramento perfeito com “Living After Midnight”. Halford ainda solta gritos que desafiariam qualquer vocalista na casa dos 30, e a banda, como sempre, afiadíssima!

    O público respondeu com coros, air guitar e muita, muita vibração. Um show direto, pesado e inesquecível — com espaço até para lágrimas sinceras de quem viveu um sonho. (Eu nunca tinha ouvido A Touch of Evil in loco).

    Scorpions – Um verdadeiro “Coming Home”

    E aí vieram eles: os donos da casa. Quando os Scorpions entraram ao som da poderosa “Coming Home”, foi impossível não se arrepiar. Não só por ser o nome do show, mas porque ficou claro: eles estavam, de fato, em casa. Hannover pulsava com cada riff.

    O setlist foi um presente cuidadosamente empacotado para os fãs de todas as gerações:

    Klaus Meine agitando seus súditos

    E como se tudo isso não fosse suficiente, a cereja do bolo foi o espetáculo de luz sincronizada: o público recebeu pulseiras de LED que se acendiam com as músicas. O efeito visual foi estonteante — durante “Wind of Change”, por exemplo, o estádio virou um céu de estrelas pulsantes. Em “Big City Nights”, o lugar parecia estar flutuando, sinceramente, em muitos momentos você via pessoas hipnotizadas de costas para o palco filmando as luzes em volta de todo o estádio, eu nunca vou esquecer!

    Klaus Meine, com aquele carisma calmo e voz intacta ( é até difícil de acreditar que o tempo passou para ele) , se emocionou ao falar da importância daquele momento. Era como se ele estivesse se despedindo da cidade — ou melhor, se abraçando com ela. Matthias Jabs estava em seu auge, e Mikkey Dee mostrou que é uma locomotiva de bateria e fez um solo de cair o queixo.

    No final das contas…

    Foi mais do que um show. Foi uma celebração de gerações, de hinos eternos, de amor pelo rock e da certeza de que, em 2025, ainda é possível sentir aquele arrepio coletivo que só a música ao vivo proporciona. Ver famílias inteiras cantando “Still Loving You” com os braços erguidos, ou senhores de jaqueta de couro chorando ao som de “Wind of Change”, foi testemunhar o poder transformador da música — e o quanto ela nos conecta.

    Saí da Heinz von Heiden Arena com os ouvidos zunindo, o coração leve e a alma vibrando em dó maior com distorção. Hannover viveu uma noite inesquecível, e quem esteve lá vai guardar esse 5 de julho como um capítulo gravado para sempre na história do rock — e na sua própria também.

    Porque no fim, quando os últimos acordes ecoaram e as luzes se apagaram, ficou claro: o rock não está morrendo. Ele está mais vivo do que nunca.

    TEXTO E FOTOS POR CINDY SEIDEL – TEAM EUROPA

    Scorpions, os donos dessa festa.
  • Green Carnation zarpou em uma viagem épica com The Shores of Melancholia

    Green Carnation zarpou em uma viagem épica com The Shores of Melancholia

    O capítulo de abertura da tão esperada trilogia de álbuns dos amados autores do Prog.

    Não importa o quão longa ou distante tenha sido a jornada — o Green Carnation sempre buscou alcançar os picos mais altos. Fundada no início dos anos 90 por Tchort (ex-baixista do Emperor), a banda norueguesa logo conquistou uma legião cult de fãs ao trilhar seu próprio caminho entre os campos do Doom sinfônico, Hard Rock, passagens acústicas e Metal Progressivo.

    Caso nunca tivessem retornado após o hiato nos anos 2000, o Green Carnation seria lembrado por ter concluído uma das mais ambiciosas obras individuais dos arquivos sagrados do metal. No entanto, uma história grandiosa — ou melhor, três — ainda permanecia inacabada… até agora.

    Duas décadas após sua concepção, o Green Carnation finalmente conclui sua obra-prima.

    Hoje, os mestres do Prog anunciam o primeiro capítulo de A Dark Poem, uma trilogia de álbuns grandiosa e melancólica, inspirada na ode onírica de Arthur Rimbaud à Ofélia de Shakespeare. The Shores of Melancholia mantém os novos ganchos pesados da banda, e mesmo que celestial aos ouvidos, o single principal “In Your Paradise” mergulha nas dúvidas e angústias sobre nossa visão distorcida do mundo.

    “Estamos empolgados em anunciar nossa tão aguardada trilogia de álbuns”, declara o Green Carnation. A Dark Poem promete levar os ouvintes tanto ao topo das montanhas quanto às profundezas de suas sombras internas. Esse primeiro capítulo nasce em um lugar melancólico — um espaço que sempre habitamos musicalmente.”

    Assista ao videoclipe de “In Your Paradise”, abaixo:

    O início de uma nova era

    Embora seja apenas o começo da trilogia A Dark Poem, The Shores of Melancholia passeia por toda a rica discografia da banda, que já soma mais de 25 anos. A faixa mais sombria do álbum remete aos primórdios do grupo no metal extremo, contando com a participação especial de Grutle Kjellson (Enslaved).

    A ideia de uma trilogia nasceu de uma antiga expectativa dos fãs após o lançamento do monumental Light of Day, Day of Darkness.

    Lá no início dos anos 2000, os fãs nos perguntavam se planejaríamos lançar outra música de uma hora de duração”, relembra o vocalista Kjetil Nordhus. “Mas aquilo já estava feito. Não fazia sentido repetir”, completa.

    Foi Tchort, membro fundador, quem teve a ideia de fazer algo ainda mais ambicioso.  “Desde que voltamos em 2016, buscamos sempre nos desafiar”, continua Nordhus. “Criar uma trilogia parecia fora do nosso alcance — e isso foi justamente o que nos motivou a tentar.

    Desafiando expectativas

    Ao longo de sua carreira, o Green Carnation sempre foi uma banda que rompe padrões. Do hard rock de The Quiet Offspring, à delicadeza acústica de Acoustic Verses, até o peso progressivo de Leaves of Yesteryear (2020). Agora, The Shores of Melancholia retoma esse lado mais denso e emocional.

    A faixa “In Your Paradise” abre como uma embarcação cortando os mares — majestosa, com riffs envolventes e um groove de baixo marcante. O vocal grave de Nordhus ecoa com poder, mas a letra traz inquietude: “A Babilônia, a apostasia, o dia do juízo chegou”, brada ele com intensidade. “Está na sua mente.

    O videoclipe reforça essa sensação com imagens impactantes das manchetes atuais.

    Isso pode te deixar louco”, diz Nordhus. “Vivemos uma enxurrada de desinformação. Nosso cérebro não dá conta de tudo, então acabamos acreditando em qualquer coisa. A mídia sabe muito bem quais palavras geram mais cliques.

    Essa escuridão paira sobre todo o álbum: “O disco reflete a relação conturbada entre nossas vidas pessoais e o mundo exterior”, explica o vocalista. “Fala sobre perder a fé no mundo que conhecemos — e como isso nos leva a uma distopia interior.”

    O som da flauta de Ingrid Ose, como um chamado celestial, dá lugar às batidas marciais da bateria — um final digno de batalha.

    O coração da melancolia

    Dirigido e editado por Rikard Amodei, o videoclipe de “In Your Paradise” contou com uma equipe de peso, incluindo Tor Solbakken, Walter Cortes, Ruben Lervåg e muitos outros, com agradecimentos especiais à Cultiva, ao Kilden Performing Arts Centre e à equipe da LX Design.

    Um renascimento à altura da lenda

    O renascimento do Green Carnation não aconteceu da noite para o dia. Após um hiato iniciado em 2007 (logo após a conturbada turnê nos EUA), a banda ressurgiu em 2016 com força total.

    Desde nossa volta, o apoio dos fãs, da imprensa e da comunidade metal tem sido imenso”, afirma Nordhus. “Isso nos motivou a seguir em frente, assinar com a Season of Mist e encarar esse projeto ousado da trilogia.

    A Dark Poem – Parte I: The Shores of Melancholia é um presente para fãs antigos e novos. Com faixas como “As Silence Took You” e “In Your Paradise”, o disco entrega refrãos marcantes e riffs poderosos, relembrando a fase Blessing in Disguise.

    O baixista e compositor Stein Roger resume: “A trilogia explora sentimentos de alienação, das questões existenciais até o eu mais íntimo. Queremos prender o ouvinte nesse universo — do início ao fim do terceiro álbum.

    “Me My Enemy” traz uma pegada jazz-fusion envolvente, enquanto “The Slave That You Are” resgata o lado mais agressivo da banda, novamente com Kjellson nos vocais. A faixa-título é misteriosa e atmosférica, com arte de capa assinada por Niklas Sundin (ex-Dark Tranquillity). E “Too Close to the Flame” encerra o disco de forma épica — quase 10 minutos de pura progressividade.

    O futuro é agora

    Nosso objetivo é fazer dessa trilogia um marco na carreira do Green Carnation”, declaram Kjetil e Stein. “Estamos trabalhando duro para levar The Shores of Melancholia ao palco com o impacto que ele merece. Três álbuns entre 2025 e 2026 — é um desafio que abraçamos com paixão.

    Green Carnation é:
    Kjetil Nordhus – Vocal
    Tchort – Guitarra
    Bjørn Harstad – Guitarra
    Stein Roger Sordal – Baixo
    Endre Kirkesola – Teclados
    Jonathan Alejandro Perez – Bateria

    Recording line-up
    Kjetil Nordhus – Vocal
    Bjørn Harstad – Guitarra e Efeiotos
    Stein Roger Sordal – Baixo, Guitarra e  Teclados
    Endre Kirkesola – Teclados, Sintetizadores, Orgãos, Efeitos
    Jonathan Alejandro Perez – Bateria

    Guest Musicians
    Ingrid Ose – Flauta em “In Your Paradise” & “Me My Enemy”.
    Grutle Kjellson (Enslaved) – Guturais em “The Slave That You Are”.
    Henning Seldal – Percurssão em “Too Close to the Flame”.

  • Resenha: Obscura – A Sonication (2025)

    Resenha: Obscura – A Sonication (2025)

    Depois de uma reestruturação completa em sua formação, o Obscura que atualmente é formado pelo seu fundador e grande mente por trás de tudo, Steffen Kummerer – vocal & guitarra, a banda conta com Kevin Olasz – guitarra, Robin Zielhorst – baixo e James Stewart – bateria e já chegam com A Sonication, o novo petardo da banda, que nos trás aquele Death Metal que exala técnica até o último poro de seu disco.

    Dito isso, A Sonication é um disco que trás todo o DNA já conhecido do Obscura, um Technical Death Metal que não deixa, nada a dever a nenhum lançamento mais antigo deles, com a brutalidade sempre esperada em seus lançamentos, unidos a um baixo fretless que dá uma camada linda de melodia em suas andanças, ligada a bateria que é sempre muito bem composta e os intrínsecos e belos riffs e solos das guitarras.

    Tendo o DNA da banda em questão, eu não tenho como não citar também o primor da gravação do disco, que nos permite ouvir todos os instrumentos com uma clareza ímpar e o vocal de Kummerer que se mantém perfeito para o estilo. Dentro das oito faixas, a faixa título, a instrumental Beyond The Seventh Sun, Silver Linings que abre o disco e The Sun Eater são as que, com certeza, mais ouço e ouvirei do disco em diante, não tirando o brilho das outras faixas.

    A manutenção do título de uma das melhores bandas de Death Metal da atualidade foi renovado com esse belo lançamento, um disco que o fã do estilo não pode por defeitos, um lançamento incrível.

    LINK PARA COMPRA: https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9501830-Obscura—A-Sonication

    NOTA: 4 / 5