A tarde chegava ao seu fim e ainda tínhamos muitos shows acontecendo pelos palcos do Bangers Open Air, desde o lado mais extremo ao acessível era possível escolher uma banda e apreciar sem moderação.

Após o hard rock dominar o “Sun Stage” com o ótimo Crazy Lixx e o “Ice Stage” com o show mediano do Winger, chegava a vez de dois excelentes guitarristas unindo forças em um projeto muito especial diretamente do “Hot Stage“: Adrian Smith e Richie Kotzen.

Apoiados pela ótima baixista Julia Lage e Bruno Valverde nas baquetas, a dupla encantou vários por ali e obtiveram críticas realmente positivas, encarando de perto seus fãs com inúmeros momentos marcantes.

Me posicionei bem próximo ao palco, praticamente de frente ao nosso querido “Adrianinho” em meio a fãs bem fiéis (aliás, uma dessas a melhor escolha pra se assistir junto) e assim, o show inicia com foco em seu mais recente álbum, “Black Light/White Noise” (2025) tendo em sequência “Life Unchained“, “Black Light” e “Wraith“, ambas com ótima dinâmica e qualidade, por vezes mantendo uma intensidade interessante e vocais sempre eficientes.

“Blindsided” tem ótima apresentação de Adrian e mantém o alto nível das anteriores, tendo forte participação do público com muitas interações, sendo uma das minhas prediletas até então.

O projeto uniu dois músicos tão completos que quando dividem os vocais você entra em uma imersão única, algo que aconteceu em vários momentos, tal como em “Taking My Chances” (lançada em 2021) com bastante energia.

A apresentação de “Got a Hold on Me” (presente no ep “Better Days“, de 2021) foi muito bacana e demonstrou ótima dinâmica de ambos, sempre apoiados por uma “cozinha eficiente”, resultando em solos ainda mais longos e divertidos de assistir.

Devo destacar o baixo sempre presente de Julia pois foi a primeira vez que presenciei o seu trabalho ao vivo, e fiquei impressionado com a ótima apresentação.

Outro ponto positivo para mim fica em “Running” com uma veia acessível que aborda muito bem a vibe do quarteto como um verdadeiro single.

Seria possível aumentar a temperatura do show com mais coisas para cativar o público quase extasiado de tantas boas canções? Sim, pois era a hora tão esperada, com o silêncio dando lugar aos primeiros acordes de “Wasted Years” (sucesso absoluto do Iron Maiden presente em “Somewhere In Time” de 1986) e todos cantarem como se fizessem parte de um coral ensaiado.

 

Posso afirmar que este fica entre os shows mais legais do início da noite, mantiveram bem a sintonia entre o público, a dinâmica de escolha do set bem feita e as variadas performances na rampa de acesso deram um ar ainda mais notável para tudo.

Espero vê-los novamente em pouco tempo!

 

Setlist:

Life Unchained
Black Light
Wraith
Blindsided
Taking My Chances
Darkside
Got a Hold on Me
White Noise
Scars
Running
Wasted Years

 

 

Texto por: Vinny Almeida

Fotos por: M. Hermes 

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