O Graspop Metal Meeting 2026 abriu oficialmente suas portas na quinta-feira (18), dando início a mais quatro dias de muito heavy metal na cidade de Dessel, na Bélgica. Pela terceira edição consecutiva, a Headbangers Brasil esteve presente acompanhando de perto um dos maiores e mais tradicionais festivais da Europa, que mais uma vez reuniu um line-up de peso, milhares de fãs de diferentes nacionalidades e uma estrutura que continua sendo uma das grandes referências do circuito europeu.

Muito antes do primeiro riff ecoar pelos palcos, a experiência já começa no trajeto até o festival. Para quem chega de transporte público, o acesso é simples e muito bem organizado. Partindo de Bruxelas ou Antuérpia, basta seguir de trem até a estação de Mol, onde equipes do próprio Graspop já aguardam os visitantes para orientar o embarque nos shuttles gratuitos que fazem o percurso até a entrada do festival.

Ainda na estação, os fãs recebem as moedas plásticas utilizadas no sistema de copos retornáveis, uma iniciativa que ajuda a reduzir significativamente a produção de resíduos durante o evento.

A dinâmica é bastante simples: a primeira bebida é servida em um copo reutilizável e, a partir daí, basta devolvê-lo a cada novo pedido para receber outro. Caso o copo seja perdido, um novo depósito é cobrado, valor que pode ser posteriormente ser reembolsado por meio da pulseira com chip utilizada durante todo o festival.

O camping integrado continua sendo um dos grandes diferenciais do Graspop. A curta distância entre a área de acampamento e os palcos torna a rotina muito mais confortável, eliminando longos deslocamentos e permitindo que o público aproveite melhor cada momento do evento.

Logo na chegada, o que mais chamou a atenção foi a disposição da equipe de apoio. Funcionários orientavam os campistas sobre os melhores espaços disponíveis, organizavam o fluxo de pessoas e, em muitos casos, ajudavam até mesmo quem encontrava dificuldades para montar a barraca. São detalhes que parecem pequenos, mas fazem bastante diferença para quem acaba de chegar depois de horas de viagem.

O primeiro dia também ficou marcado pelas altas temperaturas. O calor intenso acompanhou praticamente toda a programação, mas ficou evidente que a organização já esperava por esse cenário. Diversos pontos de distribuição gratuita de água potável estavam espalhados pelo recinto, permitindo que o público abastecesse suas garrafas sempre que necessário. Havia ainda estações com protetor solar disponível gratuitamente, enquanto integrantes do staff percorriam diferentes áreas refrescando os fãs com mangueiras nos momentos mais quentes da tarde.

Até mesmo o Marquee, tradicional palco coberto do festival, contava com um eficiente sistema de ventilação refrigerada, tornando a permanência no local muito mais confortável durante os shows.

Outro aspecto que merece destaque é a preocupação constante com a acessibilidade. O Graspop oferece áreas reservadas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, garantindo boa visibilidade dos palcos e mais conforto durante as apresentações. No Marquee, por exemplo, existe um espaço exclusivo destinado a esse público.

A circulação pelo festival também impressiona. Caminhos bem sinalizados e protegidos por placas modulares facilitam a locomoção mesmo quando o clima não ajuda, evitando que lama ou chuva transformem o deslocamento em um problema. Apesar das dimensões do evento e do grande número de pessoas presentes, em nenhum momento houve sensação de aperto excessivo.

Sempre era possível encontrar um espaço para descansar entre um show e outro, e era comum ver grupos utilizando cadeiras dobráveis ou simplesmente toalhas estendidas sobre o gramado. Um detalhe que chamou a atenção da equipe da Headbangers Brasil foi o respeito do próprio público, que naturalmente preservava esses espaços sem comprometer a experiência de quem preferia acompanhar as apresentações sentado.

A estrutura de alimentação também merece elogios. O Festival Market reunia opções para praticamente todos os gostos, desde hambúrgueres e carnes grelhadas até culinária asiática, pratos vegetarianos, veganos, sobremesas e diferentes tipos de bebidas. Todo o consumo funciona por meio do sistema cashless do festival, utilizando os Skullies como moeda oficial em 2026, cada unidade equivalia a € 3,90.

A praticidade do sistema é inegável e torna as compras muito mais rápidas, embora os preços de alimentos e bebidas continuem sendo um dos poucos pontos que ainda pesam no bolso dos visitantes.

Com toda essa estrutura funcionando de forma organizada desde as primeiras horas, restava ao público fazer aquilo que realmente o levou até Dessel: aproveitar uma programação que já começava em alto nível. Acompanhe nossas matérias dos quatro dias do Festival para saber como foi.

Texto por : Cintia Seidel.

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