Depois de três dias de muita música, encontros e experiências inesquecíveis, chegou o momento do último capítulo do Graspop Metal Meeting 2026.
O domingo em Dessel carregava uma atmosfera diferente. O cansaço de quem viveu intensamente cada minuto do festival já era visível, mas ninguém parecia disposto a abrir mão dos últimos momentos daquela celebração. Entre fãs caminhando pelos corredores, encontros de amigos feitos durante a edição e os primeiros sinais de despedida nos campings, havia uma sensação coletiva de que cada show daquele dia precisava ser aproveitado ao máximo.
E o Graspop não poderia ter escolhido uma forma melhor de encerrar sua edição de 2026.
O último dia reuniu diferentes gerações do rock e do metal: bandas que ajudaram a construir a história do gênero, artistas que representam a nova fase da música pesada e apresentações que transformaram palcos em verdadeiros espetáculos.
Mais uma vez, o festival mostrou que sua força não está apenas nos grandes nomes do lineup, mas na capacidade de criar momentos únicos para todos os públicos.

South Stage: técnica, diversão e um encerramento cinematográfico com o Sabaton
O Extreme foi responsável por abrir o caminho no South Stage, trazendo toda a energia do hard rock que marcou gerações.
A banda mostrou que está longe de viver apenas de nostalgia. Com músicos extremamente entrosados e a presença sempre impressionante de Nuno Bettencourt na guitarra, o grupo entregou uma apresentação cheia de técnica, personalidade e carisma.
O repertório passeou por diferentes momentos da carreira, incluindo faixas como “Decadence Dance”, “Get the Funk Out”, “Hole Hearted” e o inevitável clássico “More Than Words”, que novamente mostrou sua força ao ser cantado por milhares de vozes.
Mais do que revisitar o passado, o Extreme provou que grandes músicas permanecem vivas quando ainda existe paixão no palco.

Na sequência, o peso tomou conta do South Stage com o Black Label Society.
Com seu visual marcante e riffs carregados, Zakk Wylde comandou uma apresentação que reuniu tudo aquilo que os fãs esperam da banda: guitarras poderosas, solos intensos e uma enorme presença de palco.
Mas o momento mais emocionante veio quando a banda prestou uma homenagem ao lendário Ozzy Osbourne.
A execução de “No More Tears” foi recebida com enorme entusiasmo pelo público e se transformou em uma verdadeira celebração da história do heavy metal. A ligação entre Zakk Wylde e Ozzy sempre foi especial, e aquele momento no Graspop mostrou todo o respeito e admiração envolvidos nessa relação.
Entre músicas como “Bleed for Me”, “Fire It Up”, “Suicide Messiah” e “Stillborn”, o Black Label Society entregou uma apresentação pesada e cheia de atitude.

Depois da intensidade do Black Label Society, o South Stage ganhou uma transformação completa com a chegada do Electric Callboy.
Poucas bandas atualmente conseguem criar uma conexão tão imediata com um público tão grande. O grupo alemão provou mais uma vez que sua fórmula: uma mistura de metalcore, música eletrônica, humor e uma dose generosa de irreverência, funciona perfeitamente em grandes festivais.
O que poderia parecer apenas uma grande festa é, na verdade, uma apresentação extremamente bem executada. A banda combina energia, precisão musical, coreografias, figurinos e uma produção visual que transforma cada música em um momento coletivo.
O público respondeu à altura em faixas como “Hypa Hypa”, “Pump It”, “RATATATA” e “We Got the Moves”, cantando, pulando e transformando o South Stage em uma enorme celebração.
O Electric Callboy mostrou que o metal também pode ser divertido, colorido e completamente sem limites, tudo isso sem perder sua força e sua identidade.

Mas o grande encerramento do South Stage estava reservado para uma produção de proporções gigantescas.
Quando o Sabaton entrou no palco, ficou claro que o último grande show daquele espaço seria muito mais do que uma apresentação musical.
A banda sueca construiu uma verdadeira experiência cinematográfica, onde cada detalhe tinha uma função: os telões gigantes contando histórias, os vídeos cuidadosamente sincronizados, o coral ampliando a grandiosidade das músicas, a iluminação e uma quantidade impressionante de efeitos pirotécnicos.
A sincronia dos músicos também chamou atenção. Cada movimento parecia perfeitamente planejado, criando uma sensação quase militar, algo que combina completamente com a identidade da banda e com os temas históricos presentes em suas composições.
Joakim Brodén conduziu a multidão com a segurança de quem sabe exatamente como dominar um palco desse tamanho, transformando cada música em um verdadeiro hino coletivo.
O repertório trouxe grandes momentos da carreira do grupo, incluindo “Ghost Division”, “The Last Stand”, “Carolus Rex”, “Bismarck”, “Primo Victoria”, “Swedish Pagans” e “To Hell and Back”.
Mas o que mais impressionou foi perceber como o Sabaton consegue transformar acontecimentos históricos em uma experiência visual e emocional. Não era apenas ouvir as músicas, e sim acompanhar as histórias ganhando vida diante dos olhos do público.
O encerramento do South Stage foi, sem dúvida, um dos grandes momentos de todo o Graspop Metal Meeting 2026.
North Stage: clássicos eternos, emoção e a força de artistas que atravessam gerações
Enquanto o South Stage encerrava sua programação com grandes produções, o North Stage seguia uma proposta diferente: uma verdadeira celebração da história do rock e do heavy metal.
O palco recebeu bandas que ajudaram a construir diferentes capítulos da música pesada, mostrando que grandes canções não envelhecem, elas apenas ganham novos significados com o passar do tempo.
Evergrey: intensidade e emoção vindas da Suécia
Abrindo a programação de destaque do North Stage, o Evergrey trouxe ao público sua mistura característica de metal progressivo, peso e atmosferas melancólicas.
A banda sueca sempre teve como marca a capacidade de unir técnica e emoção, criando músicas profundas e carregadas de sentimento. No Graspop, esse equilíbrio ficou evidente em uma apresentação sólida e envolvente.
O repertório passou por diferentes fases da carreira, incluindo “Falling From the Sun”, “Where August Mourn”, “Call Out the Dark”, “King of Errors”, “Architects of the New Weave” e “OXYGEN!”.
Mesmo diante de uma programação repleta de nomes gigantes, o Evergrey mostrou por que mantém uma base de fãs tão fiel: sua música não depende apenas de impacto imediato, mas de atmosferas que permanecem na memória.
Europe: quando os clássicos se transformam em momentos coletivos
Na sequência, o North Stage recebeu uma das bandas mais emblemáticas do hard rock europeu.
O Europe mostrou que sua história vai muito além de um único grande sucesso. Liderada pelo carismático Joey Tempest, a banda entregou uma apresentação cheia de energia, elegância e conexão com o público.
Com uma carreira construída sobre grandes melodias e refrões inesquecíveis, o grupo sueco revisitou diferentes fases de sua trajetória, levando os fãs a uma verdadeira viagem pelo hard rock dos anos 80 e 90.
Músicas como “Rock the Night”, “Carrie”, “Cherokee” e “Superstitious” foram recebidas com entusiasmo pelo público, que acompanhou cada refrão com muita emoção.
E, naturalmente, quando chegaram os primeiros acordes de “The Final Countdown”, o North Stage se transformou em um enorme coro.
A força daquela música, lançada há décadas, continua impressionante. Pessoas de diferentes idades cantavam juntas, mostrando exatamente o poder que os grandes clássicos possuem: eles deixam de pertencer apenas a uma banda e passam a fazer parte da memória coletiva de várias gerações.

Foreigner: um dos momentos mais emocionantes do Graspop 2026
Se existiu um momento capaz de unir completamente o público do último dia, ele aconteceu durante a apresentação do Foreigner.
A banda trouxe ao palco uma coleção de clássicos que atravessaram gerações, com músicas como “Double Vision”, “Cold as Ice”, “Urgent”, “Juke Box Hero” e “Feels Like the First Time”, mostrando toda a força do repertório construído ao longo de décadas.
Mas foi com “I Want to Know What Love Is” que o North Stage viveu uma das cenas mais bonitas de toda a edição de 2026.
Milhares de pessoas cantando juntas, independentemente da idade ou do país de origem, transformaram aquele momento em algo muito maior do que uma simples música.
Era possível ver famílias, casais e grupos de amigos emocionados, todos unidos por uma canção que atravessou gerações.
Em um festival conhecido principalmente pelo peso e pela agressividade do metal, o Foreigner lembrou que emoção também é uma das grandes forças da música.
Alice Cooper: aos 78 anos, a lenda continua comandando o palco
Depois de um dos momentos mais emocionantes do festival com o Foreigner, chegou a vez de uma das figuras mais icônicas da história do rock.
Alice Cooper não é apenas um músico. Ele é um personagem, um contador de histórias e um dos maiores responsáveis por transformar um show de rock em uma experiência teatral.
E o mais impressionante é perceber que, aos 78 anos, sua energia continua absolutamente intacta.
Desde os primeiros minutos, ficou evidente que Alice domina cada detalhe do espetáculo. Os figurinos, os personagens, os elementos cênicos e toda a teatralidade que marcaram sua carreira continuam presentes, mas sem parecer uma simples repetição do passado.
Existe uma consciência de palco de quem passou décadas aperfeiçoando sua arte.
O repertório trouxe grandes clássicos como “No More Mr. Nice Guy”, “I’m Eighteen”, “Poison”, “Feed My Frankenstein” e “School’s Out”.
Um dos momentos mais curiosos e especiais da apresentação foi a inclusão de “Smells Like Teen Spirit”, clássico do Nirvana, mostrando mais uma vez a capacidade de Alice Cooper de dialogar com diferentes gerações do rock.
Foi uma escolha simbólica: uma lenda dos anos 70 interpretando uma música que marcou profundamente os anos 90, provando que grandes artistas não ficam presos a uma única época.
Alice Cooper deixou claro que idade é apenas um detalhe quando existe paixão, presença de palco e uma identidade artística tão forte.

Def Leppard: o hard rock continua vivo
Encerrando a programação do North Stage, uma das bandas mais importantes do hard rock mundial subiu ao palco: Def Leppard.
O grupo britânico mostrou que sua música continua tendo enorme força décadas depois de conquistar o mundo.
Com uma carreira construída sobre grandes melodias, refrões inesquecíveis e uma sonoridade que ajudou a definir o hard rock das décadas de 70 e 80, a banda entregou exatamente aquilo que os fãs esperavam: um grande espetáculo de rock.
Joe Elliott segue sendo um frontman extremamente carismático, conduzindo a multidão com naturalidade, enquanto a química entre os integrantes demonstra a experiência acumulada ao longo de tantos anos de estrada.
O repertório reuniu alguns dos maiores sucessos da carreira, incluindo “Animal”, “Love Bites”, “Hysteria”, “Photograph”, “Rock of Ages”, “Pour Some Sugar on Me” e “Let’s Get Rocked”.
Cada refrão era acompanhado por milhares de vozes, mostrando que o legado do Def Leppard permanece forte e que o hard rock clássico continua encontrando novas gerações de fãs.
Mais do que uma viagem nostálgica ao passado, a apresentação mostrou uma banda viva, competente e ainda capaz de entregar grandes momentos em um dos maiores festivais de metal da Europa.
Com isso, o North Stage encerrou sua programação celebrando aquilo que o rock tem de melhor: histórias, emoção e músicas que continuam atravessando o tempo.

Marquee: atmosferas intensas, pioneirismo e a força criativa do metal contemporâneo
Enquanto os palcos principais reuniam multidões para grandes celebrações do rock, o Marquee manteve sua característica de ser um espaço onde diferentes vertentes da música pesada encontram seu lugar.
Do metal extremo às sonoridades mais progressivas e experimentais, o palco entregou apresentações marcadas por personalidade e identidade própria.
The Gathering: uma viagem emocional pela história da banda
Um dos momentos mais especiais do Marquee ficou por conta do The Gathering.
A banda holandesa apresentou uma performance marcada pela atmosfera, emoção e pela capacidade única de criar ambientes sonoros que envolvem completamente o público.
Com uma carreira que ajudou a abrir caminhos para o metal atmosférico e alternativo nos anos 90, o grupo mostrou no Graspop por que continua sendo uma referência para tantas bandas que vieram depois.
O repertório trouxe momentos importantes da trajetória da banda, incluindo “Eléanor”, “Fear the Sea”, “In Motion #1”, “On Most Surfaces (Inuït)”, “Leaves”, “Strange Machines” e “Saturnine”.
Mais do que uma sequência de músicas, a apresentação funcionou como uma viagem por diferentes fases da carreira do The Gathering, criando uma conexão profunda com os fãs que acompanharam sua história ao longo das décadas.

Venom: a história do metal extremo diante do público
Na sequência, o Marquee recebeu uma das bandas mais importantes para o desenvolvimento do metal extremo.
O Venom é um daqueles nomes que não precisam de apresentação. Sua influência sobre o black metal, thrash e death metal é incontestável, e assistir à banda em um festival desse porte é também testemunhar parte da história da música pesada.
O público respondeu com intensidade aos clássicos que ajudaram a definir uma era, incluindo “Black Metal”, “Welcome to Hell”, “Countess Bathory” e “In League with Satan”.
A apresentação carregou aquele espírito cru e agressivo que sempre esteve associado ao nome Venom, lembrando aos fãs mais jovens a importância de uma banda que ajudou a moldar o som extremo que conhecemos hoje.
Mastodon: técnica, peso e orgulho brasileiro no palco
Encerrando a programação do Marquee, o Mastodon entregou uma apresentação que mostrou exatamente por que continua sendo considerado um dos nomes mais criativos e respeitados do metal contemporâneo.
A banda norte-americana sempre caminhou por uma linha própria, misturando peso, progressividade, psicodelia e uma enorme riqueza musical. No Graspop, essa identidade ficou evidente em um show tecnicamente impecável, onde cada detalhe das composições ganhou força no palco.
O repertório passou por diferentes momentos da carreira, reunindo faixas como “Tread Lightly”, “The Motherload”, “The Crux”, “Crystal Skull”, “Black Tongue”, “Megalodon”, “More Than I Could Chew”, “Crack the Skye” e “Mother Puncher”.
Mas, para o público brasileiro, havia ainda um motivo especial para acompanhar essa apresentação.
A presença do tecladista João Nogueira reforçou um detalhe que merece ser destacado: músicos brasileiros continuam conquistando espaço em algumas das maiores bandas do cenário mundial.
Sua participação acrescenta novas texturas às músicas do Mastodon, ampliando as possibilidades sonoras da banda sem interferir na identidade pesada e complexa que a tornou uma referência.
Foi um daqueles momentos que talvez passem despercebidos por parte do público internacional, mas que têm um significado especial para quem acompanha a música brasileira.
Metal Dome: a viagem sonora do Sólstafir
No Metal Dome, um dos grandes destaques do último dia foi o Sólstafir.
Vindos da Islândia, os músicos apresentaram uma proposta completamente diferente daquela encontrada nos palcos principais: menos baseada no impacto imediato e mais construída através de atmosferas, emoções e paisagens sonoras.
A banda criou um ambiente quase hipnótico, conduzindo o público por uma experiência intensa e contemplativa.
Canções como “Lágnætti”, “Ótta”, “Fjara” e “Goddess of the Ages” mostraram toda a identidade do grupo, misturando elementos do post-metal, rock atmosférico e influências da música tradicional islandesa.
Em meio a tantas grandes produções, explosões e efeitos visuais, o Sólstafir provou que também existe força na construção gradual, na emoção e nos momentos de introspecção.
Foi uma escolha perfeita para os últimos momentos do festival.

Quando as luzes se apagam em Dessel
À medida que a noite avançava e os últimos acordes desapareciam pelos campos do Graspop, uma sensação inevitável tomava conta do festival.
Depois de quatro dias intensos, milhares de pessoas começavam a deixar Dessel levando muito mais do que fotos e lembranças dos shows.
Levavam histórias.
Histórias de bandas lendárias, de novos sons descobertos, de encontros com amigos antigos e novos, de momentos compartilhados com pessoas vindas de diferentes partes do mundo e unidas pela mesma paixão: a música pesada.
Enquanto os palcos eram desmontados e as luzes começavam a se apagar, muitos fãs ainda permaneciam pela área do festival, como se tentassem prolongar um pouco mais aquela experiência.
Porque o Graspop nunca é apenas sobre assistir a shows.
Durante quatro dias, uma pequena cidade belga se transforma na capital mundial do metal, reunindo diferentes gerações em uma celebração onde passado, presente e futuro convivem lado a lado.
O Graspop Metal Meeting 2026 terminou, mas deixou exatamente aquilo que um grande festival deve deixar: memórias que permanecem muito depois que o último acorde desaparece.
E para quem esteve em Dessel, a despedida nunca é um adeus.
É apenas o começo da contagem regressiva para o próximo reencontro.
Graspop Metal Meeting 2026 – Raio X do quarto dia
South Stage
Lineup:
Extreme
Black Label Society
Electric Callboy
Sabaton
Extreme
Destaques do setlist:
“Decadence Dance”
“Get the Funk Out”
“Hole Hearted”
“More Than Words”
Black Label Society
Destaques do setlist:
“Bleed for Me”
“Fire It Up”
“Suicide Messiah”
“Stillborn”
“No More Tears” (homenagem a Ozzy Osbourne)
Electric Callboy
Destaques do setlist:
“Hypa Hypa”
“Pump It”
“RATATATA”
“We Got the Moves”
Sabaton
Destaques do setlist:
“Ghost Division”
“The Last Stand”
“Carolus Rex”
“Bismarck”
“Primo Victoria”
“Swedish Pagans”
“To Hell and Back”
North Stage
Lineup:
Evergrey
Europe
Foreigner
Alice Cooper
Def Leppard
Evergrey
Destaques do setlist:
“Falling From the Sun”
“Where August Mourn”
“Call Out the Dark”
“King of Errors”
“Architects of the New Weave”
“OXYGEN!”
Europe
Destaques do setlist:
“Rock the Night”
“Carrie”
“Cherokee”
“Superstitious”
“The Final Countdown”
Foreigner
Destaques do setlist:
“Double Vision”
“Cold as Ice”
“Urgent”
“Juke Box Hero”
“Feels Like the First Time”
“I Want to Know What Love Is”
Alice Cooper
Destaques do setlist:
“No More Mr. Nice Guy”
“I’m Eighteen”
“Poison”
“Feed My Frankenstein”
“School’s Out”
“Smells Like Teen Spirit”
Def Leppard
Destaques do setlist:
“Animal”
“Love Bites”
“Hysteria”
“Photograph”
“Rock of Ages”
“Pour Some Sugar on Me”
“Let’s Get Rocked”
Marquee
Lineup:
Killus
Gaerea
Decapitated
Vltimas
Kanonenfieber
The Gathering
Mantas Abaddon + Venom
Mastodon
The Gathering
Destaques do setlist:
“Eléanor”
“Fear the Sea”
“In Motion #1”
“On Most Surfaces (Inuït)”
“Leaves”
“Strange Machines”
“Saturnine”
Mantas Abaddon + Venom
Destaques do setlist:
“Black Metal”
“Welcome to Hell”
“Countess Bathory”
“In League with Satan”
Mastodon
Destaques do setlist:
“Tread Lightly”
“The Motherload”
“The Crux”
“Crystal Skull”
“Black Tongue”
“Megalodon”
“More Than I Could Chew”
“Crack the Skye”
“Mother Puncher”
Momento especial:
A participação do tecladista brasileiro João Nogueira, reforçando a presença de músicos brasileiros em grandes nomes do metal mundial.
Jupiler Stage
Lineup:
Kuazar
King 810
Wargasm
Set It Off
Lagwagon
Bury Tomorrow
The Plot In You
Metal Dome
Lineup:
Return To Dust
Zetra
Rain City Drive
Future Palace
Sólstafir
Periphery
Carpenter Brut
Sólstafir
Destaques do setlist:
“Lágnætti”
“Ótta”
“Fjara”
“Goddess of the Ages”
Texto por: Cintia Seidel























