Não temos como abordar isso de melhor maneira, pois o retorno da clássica Combat Records, gravadora que acreditou, piamente, no Underground e lançou, pela primeira vez nomes como Megadeth, Exodus, Nuclear Assault, Circle Jerks, Helstar, Death e outros nomes está de volta e em nova direção, agora sendo capitaneada pela dupla Alexander Stojak e Robert Dujmusic. 

O selo está dando forte ênfase estratégica ao vibrante mercado sul-americano por meio de uma parceria direta com o festival Bangers Open Air em São Paulo, além de alianças globais com gigantes da distribuição como Edel e Kontor New Media, e com a editora Konic Records.

Pelas palavras do próprio Alexander Stojak:

Nosso desejo é honrar a grande história desta gravadora e dar oportunidade tanto a novos talentos promissores quanto a bandas já consolidadas. Graças a parceiros de peso como Edel e Kontor New Media na distribuição mundial, Konic Records na gestão de direitos editoriais e o Bangers Open Air São Paulo, estamos totalmente preparados para os próximos passos. Nossa visão de futuro é reconduzir a Combat Records, como um selo independente, ao lugar que lhe é de direito.

A gravadora virou seus olhos ao Brasil e a América Latina, anunciando contratos e tours com nomes importantes do nosso cenário, como o Skin Culture, Hammathaz, The Heathen Scythe, Caravellus,  Ophiolatry, Stormsorrow, Before Breathing (Chile). 

A tour do Caravellus para o Inter Mundos, que acontecerá no Nordeste, já tem a chancela da Combat Records, que irá apoiar na logística da tour inteira.

E qual o impacto dessa chegads em nosso cenário?

Com um nome como a Combat Records entrando e trabalhando, não somente em nosso cenário, mas jogando a necessária luz à América Latina, para o mundo, as bandas poderão contar com mais um parceiro, forte para evoluir e trabalhar em suas carreiras. Em um rápido bate papo com Robert Dujmusic, ele nos conta que:

“Ter comprado a Combat Records foi algo importante, estava na Indústria do Cinema, afastado da música. Uma noite, estava meio bêbado e falando com um amigo, que trabalha na Opus Entertainment, e falei que queira voltar pra música. Então ele me conecta ao Christian, que trabalha com Dave Ellefson (lendário baixista) e negociamos e daí conseguimos comprar a gravadora. Foi um momento bem emocionante, sabemos da história, da importância que ele tem no cenário e então resolvemos olhar para a América Latina. Vocês tem um cenário forte e gigante, no Brasil já tem nomes como Sepultura e Claustrofobia, mas temos ótimos novos nomes que merecem esse o holofote. A América Latina tem eventos importantes, de peso, como o Bangers Open Air, aí no Brasil. Então resolvemos levar esse nome ate vocês. Já temos ótimos nomes assinados e estamos de olhos em outros, tanto no Brasil como na América Latina, vocês irão ver o barulho que faremos. Todas as bandas, vocês podem ter essa certeza, todas as bandas terão promoções em vídeo e singles, um material de qualidade, pois essa é a Combat Records e iremos trabalhar muito para elevar ainda mais o cenário Latino Americano. Obrigado pelo espaço e vocês irão ver o que iremos fazer pelo cenário da América Latina.”

Shucky Miranda, vocalista do Skin Culture, nos falou sobre como foi o contato com a gravadora:

Foi uma grande surpresa, pois o próprio Robert entrou em contato comigo por duas ou três vezes. A princípio ele falou que curtiu muito o SKIN CULTURE e que temos uma bagagem impressionante. Na última vez ele disse que viria para o Bangers Open Air e se poderiamos nos encontrar, foi então que ele disse quem é, e marcamos de nos encontrar. Estamos honrados em fazer parte dessa gravadora histórica.

Ter a lendária Combat Records virando seus olhos para o nosso continente é só a prova de algo no qual, nós mesmo, deveríamos ver com maior atenção. Temos uma gama e qualidade de bandas que não deixa nada a dever a ninguém no mundo!! 

Sim, é uma grande verdade que é difícil, mas agora as bandas tem a chance de entrar em um circuito maior, levando o nosso som, nossa raiz pra além mar, sim, mas porque não, com a chegada dessa gravadora, dessa potência, impor um roteiro nosso, melhorar as rotas Sul americanas e mostrar, de novo, ao mundo que se faz peso com qualidade aqui também??? Esse é o questionamento.

A Combat Records está de volta, com nova direção e com olhos para a gente, chegou a hora de mostrarmos que o Metal Brasileiro e Sul americano tem. E nós temos é qualidade.

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