Hoje o assunto é Thin Lizzy e para tal, o Headbangers Brasil convocou Phillipe Carlos Queiroz, carinhosamente conhecido como PhillLipão. Leiam abaixo o porque o Thin Lizzy é importante.

A pergunta é: porque o Thin Lizzy jamais pode ser esquecido?

Nos últimos anos, motivadas pelos mais variados (mega) festivais, “rock and roll of fame”, dedicatórias em shows, reportagens nas mais variadas mídias, ou mesmo através de um simples (e em alguns casos) controverso “cover”, muitas bandas têm sido homenageadas, o que, de certa maneira, confere um reconhecimento/importância outrora esquecido. Poderia citar uma grande quantidade, dos mais variados estilos e gostos, mas vou me ater àquela que motivou a pergunta inicial: Thin Lizzy! 

Poderia responder dizendo que se trata, seguramente, de uma das bandas que popularizaram as guitarras dobradas (ao lado das espetaculares Wishbone Ash, e The Allman Brothers Band), e sabemos o quão fundamental foi para o rock and roll, e para o heavy metal mais especificamente.

Poderia também citar a importância sonora, fruto das influências celtas, que também contribuíram para letras espetaculares originadas do folclore irlandês, mas principalmente do som agressivo e harmônico equilibrados na medida certa.

Irish rock band Thin Lizzy performing at Wembley Empire Pool, London, 22nd June 1978. Left to right: Brian Downey (drums), Phil Lynott, Brian Robertson and Scott Gorham. (Photo by Fin Costello/Redferns/Getty Images)

E não menos importante, diria até imprescindível lembrar, pela presença de palco da banda, que constantemente produziam destacadas “performances” onde tocavam, muito por conta de um dos maiores músicos que o mundo já viu. Aqui caberia um artigo específico (livro, filme, enciclopédia, série, o que mais for! Só que já existem, não é verdade?), sobre seu “frontman” Phillip Parris Lynott (RIP Phill).

A energia da banda, a capacidade de incendiar o público, a forma como Phill tocava e cantava, os solos antológicos das guitarras, e condução mais do que perfeita da bateria, inspiraram, e ainda motivam incontáveis bandas. 

Além de todas essas virtudes, e tenho certeza que deixei de lado muitas outras, me impressiona o impacto mundo afora! Sempre me surpreendo quando vejo camisas em shows, bandas locais que homenageiam integralmente, ou tocam uma ou duas músicas, e até eventos totalmente dedicados à banda. Poderíamos aqui dizer que estes só existem em constância, e em profusão na irlanda, não é verdade?

Ledo engano, pois existem vários. Tanto que um dos maiores e mais bem organizados eventos em relação a história, e ao conteúdo musical, com a chancela de ninguém menos do que Philomena Lynott, mãe do líder da banda, aconteceu por vários anos seguidos em Niterói, no Rio de Janeiro. A Thin Lizzy Sessions, idealizada, organizada, e mantida pelo grande produtor Luiz Carlos Galvão, não só manteve a memória da banda (nossa questão central),  mas como também difundiu e ampliou os fãs da banda.

Tudo apresentado, e aqui me despedindo, convidando todos a passear pela brilhante e vasta obra, desta magnífica banda, responderei nosso enigma de maneira singela, mas acima de tudo genuína: Thin Lizzy jamais pode ser esquecido porque se trata de uma banda que reuniu músicas com a mais alta emoção, peso, e harmonia, deixando um conteúdo com altíssima relevância, e shows memoráveis, que encantaram as gerações passadas, e que permanecerão entretendo as próximas.

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