Nessa tarde, participamos de mais uma Coletiva Latino Americana, convidados pela Nuclear Blast e hoje, ouvimos as respostas para as mais variadas perguntas sobre o Diorama, disco novo dos Dinamarqueses do MØL, com o vocalista Kim Song Sternkopf e ao lado dele, o baterista Ken Klejs.

Depois de algumas perguntas ótimas, a nossa participação foi interessante, já que, ao perguntar sobre o processo de gravação da banda, que vem de diversas influências, desde Symphonic Black Metal à Hardcore, Kim e Ken nos disseram que a banda, sempre chega em algo como uma “decisão democrática”, sempre visando o melhor para a música.

Ao perguntar sobre o conceito do disco e é aí que ficou ainda mais interessante a nossa participação, Kim Song e Ken se olham e escolhem a “versão mais curta” de nos falar sobre o conceito e Kim nos responde falando sobre o primeiro disco da banda, Jord(que quer dizer Terra) e que aquele disco existia um “Kim” que era mais “crente” de certas coisas.

Em Diorama esse “Kim” não existe mais, depois de passar por diversas situações, ver diversos acontecimentos o moldaram para um caminho de descrença e quase sucumbir a desejos mais letais, ele se coloca como a Charlie Graham, personagem do filme Hereditário, que, para rever a sua vida, se internaliza e cria Dioramas, e, internamente as reanalisar por diversos ângulos e prismas, tentando sempre uma evolução, seja ela como for, mas dentro para fora.

Diorama está disponível em todas as plataformas digitais e vale demais a audição, se você, amigo leitor, for fã de bandas como Amenra, Deafheaven e Alcest, o prato é muito cheio, recomendadíssimo.