Banda inglesa, uma das maiores referências do pós-punk e da música eletrônica, se apresenta em São Paulo em novembro após oito anos de sua última passagem pelo país

Uma das bandas mais importantes da música britânica está de volta ao Brasil. O New Order retorna a São Paulo em novembro de 2026 para uma apresentação que já despertou enorme procura entre os fãs e teve ingressos esgotados. O grupo sobe ao palco do Espaço Unimed, na Barra Funda, nos dias 23 e 25 de novembro, em duas noites que promete reunir clássicos responsáveis por transformar a música alternativa dos anos 1980.

As apresentações marcam o reencontro do New Order com o público brasileiro oito anos depois de sua última passagem pelo país, em 2018, quando a banda também passou por São Paulo, Uberlândia e Curitiba. A realização do show é da Balaclava Records, em parceria com a Music On Events.

Dos escombros do Joy Division a uma nova revolução musical

A história do New Order começou após a morte de Ian Curtis, vocalista do Joy Division. Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris decidiram seguir juntos e, com a chegada de Gillian Gilbert, deram origem ao New Order em 1980.

O grupo rapidamente construiu uma identidade própria ao misturar o pós-punk com elementos de música eletrônica, sintetizadores e pistas de dança. O resultado ajudou a estabelecer uma ponte entre o rock alternativo e a música eletrônica que influenciaria inúmeras bandas nas décadas seguintes.

O primeiro álbum, Movement, chegou em 1981, mas foi com Power, Corruption & Lies, de 1983, que o New Order encontrou de maneira mais definitiva sua assinatura sonora. O disco trouxe faixas como “Age of Consent” e consolidou a transformação da banda.

Na sequência vieram trabalhos fundamentais como Low-Life (1985), Brotherhood (1986), Substance (1987) e Technique(1989), período em que o grupo alcançou alguns de seus maiores sucessos.

“Blue Monday” e a transformação das pistas

Poucas músicas representam tão bem a fusão entre rock e música eletrônica quanto “Blue Monday”. Lançada em 1983, a faixa se tornou um dos maiores sucessos da carreira do grupo e uma referência definitiva para a música eletrônica e a cultura das pistas.

Ao longo da carreira, o New Order também produziu outros clássicos como “Bizarre Love Triangle”, “Temptation”, “True Faith”, “Regret” e “Age of Consent”, mantendo uma influência que ultrapassou gerações.

A importância do grupo está justamente nessa capacidade de não permanecer preso ao pós-punk. O New Order ajudou a aproximar guitarras, baixos e baterias de sintetizadores e batidas dançantes, tornando-se uma das formações mais influentes da música britânica das últimas quatro décadas.

Uma formação diferente

A passagem brasileira de 2026 também acontece em um momento particular da trajetória do grupo. Peter Hook, baixista e um dos fundadores, deixou o New Order em 2007 e não participa mais das apresentações da banda.

Para esta turnê, Stephen Morris e Gillian Gilbert também não acompanham o grupo, deixando Bernard Sumner como o único integrante original confirmado no palco brasileiro. A formação conta ainda com Phil Cunningham e Tom Chapman.

Mesmo com as mudanças, o repertório continua ligado à extensa história do New Order e aos clássicos que ajudaram a definir a sonoridade da banda.

Leave a comment