Nesta sexta feira, dia vinte e dois (22) de maio, os fãs do Dimmu Borgir regogizam de alegria, pois o hiato de oito (8) anos sem um lançamento da banda cessa.
Desde o fraquíssimo e enfadonho Eonian, a banda não lançou nenhuma novidade, além da coletânea Inspiratio Profanus (resenha aqui) que nada de novo nos trouxe, sendo que acabou.
Grand Serpent Rising chega com a “responsabilidade” de resgatar a aura que a banda já teve um dia, de serem um dos nomes mais celebrados da “nova onda do Black Metal”, que trás orquestrações unidas a rispidez e agressividade do cenário. E eles conseguiram!!
Com essa nova formação estabilizada, Shagrath e Silenoz nos entregam um disco acima do nível, com orquestrações bem compostas e colocadas em suas músicas, andamentos incríveis, riffs memoráveis e músicas maravilhosas.
A revisita a sua fase mais inicial, em Ulvgjeld & Blodsodel (primeiro single do disco) e Slik Minnes en Alkymist são ótimas homenagens a um momento no qual a banda já passou tem tempo. A sonoridade que fez a banda ser reconhecida mundialmente, que começa lá em Enthrone Darkness Triumphant (resenha aqui) é a base do disco, que nos leva a outro patamar, não tem uma faixa ruim nesse disco!
Desde a faixa de abertura, Tridentium, que faz a ligação perfeita com Ascent (segundo single do disco), o Dimmu Borgir não perdoa em suas maravilhosas composições. As Seen In The Unseen aparece grandiosa na sequência.
The Qrypfarer mostra a faceta mais agressiva da banda, que retorna em Recognizant, músicas incríveis! Phantom Of The Nemesis e The Exonerated mantém o ritmo do disco em alta rotação, mas também temos faixas mais cadenciadas, aonde o Dimmu Borgir da as cartas, novamente no porquê é (e merece ser) tão celebrada. At The Precipite Of Convergence, seguida por Shadows Of A Thousand Perceptions são essas mais cadenciadas e com momentos ímpares. O disco fecha com a incrível Gjoll, aquele encerramento majestoso e instrumental que somente os Noruegueses conseguem entregar.
A nova encarnação da banda está incrível, Shagrath trabalha seu vocal com uns tons mais diferenciados, em momentos que parecem discursivos e jogados, como se ele “jogasse” palavras ao vento, em alguns momentos e isso ficou muito bom de ouvir. As guitarras de Silenoz e Kjell Åge “Damage” Karlsen estão em simbiose, as bases certeiras e os solos maravilhosos, sem jogar nada fora, tudo muito bem aproveitado
Parabenizar o ótimo trabalho na bateria, feita por Daray, se faz necessário, o baterista entende exatamente o que cada momento pede, entregando viradas primorosa, Blast Beats certeiros e até breakdowns em alguns momentos, daqueles de deixar qualquer pescoço dolorido, o baixo de Victor cobre bem todo esse trabalho, entregando um som limpo e coeso, com magistral idade e os teclados de Gerlioz tem um ótimo trabalho, bem dentro do que a banda precisa e pede, com aquele toque de beleza.
Um disco ótimo, a altura do nome que a banda criou e sustenta ao longo desses anos de carreira. Não é, de longe, um dos melhores sua extensa careira, mas com certeza é um disco que reescreve a importância do Dimmu Borgir no mundo.
NOTA: 5 / 5
FORMAÇÃO
Shagrath – vocais
Silenoz – guitarra base e backings
Kjell Åge “Damage” Karlsen – guitarra solo
Victor Brandt – baixo
Geir “Gerlioz” Bratland – teclados Dariusz “Daray” Brzozowski – bateria

