Quando se trata de uma banda que começou fazendo turnês para celebrar e relembrar o momento inicial de um dos maiores nomes do cenário extremo do mundo, o assunto fica um pouco mais estreito, pois o serviço aqui é exatamente esse. O Left to Die surgiu quando Terry Butler e Rick Rozz resolvem se reunir com Matt e Gus para essa “homenagem” ao gigante Death, em sua fase mais primal e assim eles conseguiram renome e assinaram com a Relapse Records e lançaram esse ano seu debut, Initium Mortis, o primeiro disco da banda.
Em análise bem fria e nada emocionada, não temos nada de novo aqui, nada mirabolante, nada “torto” ou fora do que se espera de uma banda no qual se propunha a tocar Death e na composição não poderíamos esperar nada do que, mais uma vez, a tentativa de emular a obra de Chuck Schuldiner, mas, se vocês acham que essa tentativa é ruim, não.
Ouvir Initium Mortis é como ouvir o Death novamente, como se fosse um “sucessor” direto do que, imaginavasse que poderia ter sido, caso Chuck não mudasse completamente o caminho de sua banda após o lançamento do maravilhoso Spiritual Healing. Se você tem essa curiosidade, é nesse disco do Left To Die que você irá matar toda ela, o disco corre como se fosse essa sucessão no qual, não tínhamos noção. Com certeza a presença de Terry e Rick ajudaram Matt e Gus a seguirem esse caminho (não que eles não conseguissem sem…), mas eles com certeza deram uma guia maior aos dois.
O que deixa o disco mais interessante é que eles resolveram aqui, visitar as demos pré-Death, regravando coisas da época do Mantas, e essas regravações ficaram bem legais, uma homenagem a semente de tudo no qual conhecemos na carreira da banda. Summoned To Die e Death By Metal, foram, de longe, as que mais curti nesse trabalho, que vale a pena parar e ouvir com calma. Um disco de fã pra fã, com certeza.
NOTA: 4 / 5
FORMAÇÃO:
Terry Butler (baixo)
Rick Rozz (guitarra)
Matt Harvey (vocais/guitarra)
Gus Rios (bateria)


