Tag: Germania Opus Mortis

  • Retrospectiva 2025: Os melhores do ano por Opus Mortis

    Retrospectiva 2025: Os melhores do ano por Opus Mortis

    O ano de 2025 foi marcado por lançamentos que reafirmaram a vitalidade e a coragem estética do metal extremo e de suas margens mais sombrias. Em meio a tendências pasteurizadas e discursos esvaziados, algumas obras se destacaram justamente por irem na contramão: honestas, densas, espiritualmente inquietas e artisticamente coerentes.

    Esta lista não pretende ser definitiva mas apenas um recorte, bem doloroso e pessoal. Doloroso por ter deixado muitos outros álbuns incríveis e artistas que admiro demais, de fora. Doloroso também colocar em uma ordem numérica e, para mim, ela não representa o real: todos estariam no mesmo lugar.

    Os discos aqui reunidos dialogam com dor, transcendência, espiritualidade, violência simbólica, identidade e ruptura. Não há concessões fáceis: há propósito. Do Black Metal ritualístico às manifestações mais experimentais e viscerais, cada álbum listado carrega uma assinatura própria e um motivo claro para estar aqui.

    1 – Opus Mortis – Outlaw

    2 – Prophet Ilja – Patriarkh

    3 – Bellum Regiis – Hate

    4 – Eyes of Despair – The Damnnation

    5 – The Craft of Pain – Pesta

    6 – Kremess – Gràb

    7 – Braiding the Stories – Gaahls Wyrd 

    8 – Como Nascem os Monstros – Manger Cadavre?

    9 – Monopoly of Violence – Desalmado

    10 – Musta Aurinko – Kalmankantaja

    Meu melhor show do ano, apesar dos problemas de sonorização inerentes à banda, foi o show da banda Groza em BH. Inclusive, fiz uma cobertura do evento, que você pode ler, clicando aqui. Foi único e sublime.

  • Entrevista com Gaby Fullone do Tungsteno

    Entrevista com Gaby Fullone do Tungsteno

    A nossa colaboradora Germania Opus Mortis bateu um baita papo com Gaby Fullone, da banda de Thrash Metal  dos nossos hermanos da Argentina. Em uma conversa super amistosa, eles abordam pontos como shows, discos e tudo mais dentro do cenário, sem contar com as diferenças entre Brasil e Argentina.

    Vejam abaixo a maravilhosa entrevista, que está online no nosso canal do YouTube e já peço que assinem nosso canal, curtam os vídeos e aproveitem, tem muito mais em nosso canal!!

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  • Sombras de Outubro: Ocultismo e Obscuridade em Reverência ao Véu dos Mortos

    Sombras de Outubro: Ocultismo e Obscuridade em Reverência ao Véu dos Mortos

    Outubro é o mês em que as sombras ganham vida e nos convidam a explorar o limiar entre o mundo dos vivos e dos mortos. Para quem vive o metal, essa época é mais do que uma data: é uma fusão de misticismo e devoção, onde as celebrações se unem à escuridão e à ancestralidade. Particularmente para essa que vos fala, é uma tripla comemoração: Dia das Bruxas, Honrarias à Santíssima Muerte e aos antepassados e, também, a nossa cultura e tradição através da imagem do Saci.

    O Halloween traz ecos do Samhain, o antigo festival celta que marcava a passagem para o inverno, quando o véu entre os mundos se tornava mais sutil. Já o Dia dos Mortos, com suas raízes latinas, nos lembra de que a morte é parte integrante da vida, um portal para reencontros e homenagens. No Brasil, o Dia do Saci nos conecta com seu espírito indomável e travesso e também com nosso folclore. O Saci é uma figura que desafia convenções e nos lembra da beleza naquilo que é considerado estranho ou marginal, quase uma alusão ao orixá da transformação, Exu.

    Particularmente, minha devoção à Santíssima Muerte é um ponto central nessa celebração, pois ela representa o ciclo completo da existência, a certeza derradeira, além da reconexão com os antepassados e nossa essência. Para aqueles que entendem o poder da escuridão e do oculto, a Santíssima Muerte não é um fim, mas uma guardiã compassiva, uma amiga que nos guia nas transições mais profundas.

    Para acompanhar essa jornada de sombras, selecionei clássicos do metal que evocam a atmosfera sombria e ritualística do período: no metal gringo, indico, entre outras,  “Fear of the Dark” do Iron Maiden, “Halloween” do Mercyful Fate, “Helloween” do Helloween e “Black Sabbath” do Black Sabbath. No metal nacional indico “Witches’ Sabbath” da Pesta, “Burning Inside My Chest” do Space Grease e o obscuro “Sacrifice to the Evil One” da The Evil. Cada uma dessas músicas, com seus acordes e atmosferas densas, honram a escuridão que nos rodeia e o poder das forças invisíveis.

    Neste Halloween, Dia do Saci e Dia dos Mortos, eu, Opus Mortis, convido você a reverenciar o sombrio com devoção e respeito. Que a Santíssima Muerte nos guie e proteja, e que possamos celebrar essa noite com intensidade, misticismo e a certeza de que na escuridão há beleza, reverência e mistério. Que os espíritos, o Saci e a Santíssima Muerte estejam conosco, nos levando a honrar nossos antepassados e a abraçar o desconhecido. Abrace o portal do Véu dos Mortos!

    TEXTO POR GERMANIA OPUS MORTIS