Autor: Leonardo Tavares

  • Brujeria: mesmo sem Brujo e Pinche, mostrando força e coesão

    Brujeria: mesmo sem Brujo e Pinche, mostrando força e coesão

    BrujeriaDe Fabriek, Fortaleza, 07 de outubro de 2025

    Brujeria é uma banda respeitável do death metal/grindcore mundial. Mesmo tendo uma origem controversa, cheia de lendas e histórias envolvendo narcotráfico, corrupção política e cultos demoníacos — todos fortemente ligados à cultura mexicana e porto-riquenha —, essas narrativas só aumentam o fascínio do público e atraem cada vez mais fãs ao redor do mundo.

    E, diga-se de passagem, muito antes de Slipknot e Sleep Token, o Brujeria já subia ao palco mascarado, com bandanas cobrindo o rosto, como verdadeiros assaltantes de banco. Ninguém sabia quem eram os membros da banda — o que se sabia eram apenas boatos de que se tratava de músicos do Fear Factory e do Faith No More.

    Com cinco discos lançados e, recentemente, após perderem dois de seus principais vocalistas (mencionados aqui e ali durante o show) — El Brujo, um dos fundadores do grupo, e Pinche Peach, uma espécie de “bobo da corte” que animava os shows (mas também participou dos discos) —, o Brujeria segue firme e forte, mantendo as máscaras e os mistérios em torno de sua formação e dos convidados especiais (como a de Nicolas Barker na bateria em sua primeira apresentação em Fortaleza.

    Mesmo sendo uma terça-feira — dia pouco comum para shows na cidade — e sem banda de abertura, um público razoável compareceu ao De Fabriek (antigo Ópera Music), local que já recebeu nomes como Samael, Napalm Death, Ratos de Porão, entre outras bandas de médio porte importantes. Esta seria a segunda vez do Brujeria na cidade e a quarta vez que, esse que vos fala, os assistiria ao vivo. Posso afirmar, sem sombra de dúvida: os shows estão cada vez melhores.

    Mesmo desfalcados, com El Sangron assumindo a totalidade dos vocais principais e com apoio eventual nos backing vocals do guitarrista El Criminal, a banda mostrou força e coesão. A formação ainda conta com El Sativo na bateria e, nesta turnê de sete datas pelo Brasil — que incluiu também Fortaleza —, teve a presença da lenda Jeff Walker (vocalista e baixista do Carcass), mascarado como Fantasma, no baixo.

    No setlist, a banda não poupou na brutalidade sonora e incluiu todos os clássicos:
    Do disco Brujerismo: “Brujerismo”, “El Desmadre”, “Anti-Castro”, “Vayan Sin Miedo” e “División del Norte”. Do disco Raza Odiada: “Raza Odiada (Pito Wilson)”, “La Migra” (talvez a música mais conhecida da banda), “Hechando Chingazos”, “Colas de Rata”, “Revolución”, “La Ley de Plomo” e “Consejos Narcos”. Do disco Pocho Aztlán: praticamente apenas “Ángel de la Frontera”. Do disco Matando Güeros: “Chingo de Mecos”, “Desperado”, “Cristo de la Roca” e, claro, a clássica “Matando Güeros”, que encerrou o show com o público inteiro cantando junto.

    Ao final da apresentação, com a banda já se retirando do palco, tocou a clássica “Marijuana” — versão “brujerizada” da dançante “Macarena” — enquanto El Sangron tentava empalar Coco Loco, a cabeça decepada (e, obviamente, cenográfica) que ficou pendurada em frente à bateria durante todo o show. Claro que era um boneco…, mas a gente bem imagina de quem poderia ser essa cabeça.

    Gostaríamos de agradecer à produtora Estética Torta e ao De Fabriek pelo convite.
    “¡Viva Zapata! ¡Viva Chiapas! ¡Viva México! ¡Viva la Revolución!” (trecho da música “Revolución”).

    Como disse acima: a cada show, o Brujeria fica ainda melhor!

    Texto por George Frizzo
    Fotos por Liana Gifoni

  • Brujeria retorna a São Paulo no dia 11 de outubro para show histórico no Fabrique

    Brujeria retorna a São Paulo no dia 11 de outubro para show histórico no Fabrique

    Atual turnê celebra a memória dos saudosos ex-integrantes Brujo e Pinche Peach e conta com a participação de Jeff Walker, lendário baixista do Carcass

    No próximo sábado (11), a lenda do metal extremo latino-americano Brujeria chega a São Paulo para uma apresentação imperdível no palco do Fabrique Club. A realização é da Estética Torta e os ingressos estão à venda no site do Clube do Ingresso.

    Com quase 40 shows já realizados no Brasil durante sua história, a banda está prestes a tocar em Curitiba pela quarta vez. Na ocasião, o grupo contará com a presença especial do baixista El Cínico (Jeff Walker, do Carcass), que gravou os álbuns Pocho Aztlan (2016) e Esto Es Brujeria (2023). Após show na capital paulista, o Brujeria ainda sobe aos palcos em Belo Horizonte, Curitiba e Brasília.

    A banda ainda deve preparar um repertório especial que passa por todos clássicos de sua carreira e homenageia o legado de Peach e Brujo, dois dos integrantes mais longevos do grupo, sem nunca deixar de lado o trabalho mais recente, que a banda continua desenvolvendo com ferocidade e relevância, como pode ser comprovado nos já citados álbuns com El Cínico.

    Serviço

    Data: 11 de outubro

    Local: Fabrique Club

    Endereço: Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda – São Paulo/SP

    Horário: 17h30 (abertura da casa)

    Ingressos: a partir de R$150

    Venda online:

    https://www.clubedoingresso.com/evento/brujeria-saopaulo

    Brujeria

    Formada em 1989, com raízes entre Tijuana e Los Angeles, a banda é composta por músicos latino-americanos e norte-americanos que atuam sob pseudônimos. Desde o início, construiu sua identidade em torno de uma estética provocativa e violenta, assumindo o papel fictício de narcotraficantes procurados pelo FBI — o que justificaria o uso de nomes falsos e aparições mascaradas. As letras, todas em espanhol, abordam temas como satanismo, imigração, tráfico de drogas, violência policial e política, com uma abordagem crua e sem filtros.

    Ao longo das décadas, o Brujeria contou com integrantes de bandas como Fear Factory, Napalm Death, Carcass e Faith No More, consolidando uma sonoridade brutal e influente no cenário do metal extremo. Álbuns como Matando Güeros, Raza Odiada e Brujerizmo se tornaram cultuados por fãs do underground. Mesmo com mudanças constantes na formação, o grupo mantém sua proposta radical e continua se apresentando ao vivo, com shows intensos e carregados de crítica social. Mais informações @esteticatorta e @acessomusic.

    Foto: Divulgação

  • ForCaos 2025 começa nesta quarta-feira (16)

    ForCaos 2025 começa nesta quarta-feira (16)

    Nos dias 16, 23 e 30 de julho o Centro Cultural Banco do Nordeste recebe a edição 2025 do ForCaos, evento cultural-musical criado no ano de 1999 pela Associação Cultural Cearense do Rock (ACR). Pensado inicialmente como alternativa ao Fortal (Micareta de Fortaleza), ganhou destaque nacional como um dos maiores eventos do underground nacional. De 1999 a 2024 foram vinte e seis edições realizadas, sendo 24 na capital alencarina e duas na cidade de Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza.

    Abrindo a temporada, na quarta-feira, 16 de julho, a partir das 18h30, shows com as bandas Caixão, Darkside e Réu Podre. No dia 23 de julho, shows com as bandas KryzmaMusavenalMad Monkees. Já no dia 30 de julho, Just Noise, Thrunda e Lixorganico.

     A entrada será a doação de 1 quilo de alimento não-perecível. Os alimentos arrecadados serão destinados ao Coletivo Bem-Viver, que atua desde 2015 com distribuição de quentinhas, capacitação profissional, atividades esportivas e apoio direto a famílias em situação de vulnerabilidade.

    FORCAOS NO ESCONDERIJO ROCK PUB

    Na sexta-feira, dia 18 de julho,  às 19h, o ForCaos continua no Esconderijo Rock Pub, com as bandas Facada, Corja!, Totem And Barry´s e Contempto.

    A entrada será a doação de 1 quilo de alimento não-perecível. Os alimentos arrecadados serão destinados ao projeto Mesa Brasil, do Sesc.

    ROCK EM TODOS OS LUGARES!

    ForCaos 2025 terá programação no Titanzinho (25/07) na Vila das Artes (26/07).

    ForCaos 2025 é realizado pela  Associação Cultural Cearense do Rock (ACR)   e Jolson Produções Artísticas. Apoio: Esconderijo Rock Pub.  Apoio Institucional:  Sesc. Evento  Integrante da Rede de Festivais de Arte e Cultura do Ceará. Apoio: Vila das Artes, Instituto Iracema, Prefeitura Municipal de Fortaleza-Cultura,  Gabinete Deputada Larissa Gaspar. Patrocínio: Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) e  Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE).

    Serviço
    ForCaos 2025
    Centro Cultural Banco do Nordeste

    Dias 16, 23 e 30 de julho, às 18h30
    Ingresso: Doação de 1 quilo de alimento não-perecível.

    Esconderijo Rock Pub
    Dia 18 de julho, às 19h
    Ingresso: Doação de  1 quilo de alimento não-perecível.

    Mais informações: @forcaos @acr_ce

     

     

     

  • Immolation: uma banda ao mesmo tempo humilde e agressiva

    Immolation: uma banda ao mesmo tempo humilde e agressiva

    Já foi há praticamente um mês, mas um show dessa magnitude perdura na memória por muito tempo. Começamos falando que mais uma vez Eduardo Lane, da Tumba, pegou sua banda e chamou um grande expoente do metal extremo para acompanhá-los em uma longa excursão pelo Brasil, parando em cidades fora do eixo Sul-Sudeste que tem pouco ou nenhum costume de receber atos assim. Falaremos do show em Fortaleza, que, embora já tenha recebido grandes nomes, tem ficado de fora de muitas turnês que não sobem o Brasil além de Minas Gerais ou Brasília.

    A noite do metal da morte começa com a SYSYPHUS, capitaneada por Felipe Ferreira e apostando num Death Metal mais moderno, com influências de Black Metal e muita filosofia para apontar os absurdos da vivência humana, características presentes no significado de seu próprio nome e em seu álbum de estreia, o “Absurd”.

    Em seguida vêm os “donos da casa”, a NERVOCHAOS. Incansáveis, Edu Lane e seus parceiros viajam por todo o Brasil com bandas do calibre da IMMOLATION na bagagem. E seu show é também uma aula de death metal e brutalidade com as já icônicas “Pazuzu is Here” (antecedida, claro, pelos dizeres “Deus não está aqui”), “Total Satan” e “To The Death”, algumas com refrão pegajoso, todas com peso descomunal. Cabe lembrar também “For Passion Not Fashion”, canção que traduz o underground em música e a cadenciada “Feast of Cain”. Um show rápido, eficaz, poderoso, para que o público que já lotava o Hard Noise pudesse “beber do cálice da besta e saudar a prostituta do diabo”.

    Eis que chega a hora do IMMOLATION. A banda formada por Ross Dolan (baixo/vocal), Robert Vigna (guitarra/espetáculo), Steve Shalaty (bateria) e Alex Bouks (guitarra) é uma das mais respeitadas do Death Metal estadunidense. Por vezes confundida por alguns brasileiros com a INCANTATION, pela brutalidade de seu som e até pelos nomes parecidos, curiosamente o quarteto tocava então na mesma casa em que a banda conterrânea. Agora, não tinha como existir mais nenhuma dúvida. O som pode até ter mesmo certa semelhança, mas ver Robert Vigna no palco é um espetáculo à parte. Ele literalmente redefine o sentido de “air guitar” (e isso você só vai entender quando tiver também essa oportunidade – desculpe). Não só o guitarrista, careca, cara de mafioso, rouba a cena com seus trejeitos, “shredando” pra lá e para cá, como se estivesse usando a guitarra para estraçalhar a cabeça de um inimigo, como literalmente duela com o colega de seis cordas. E qual dos dois ganha a disputa? Nós. Principalmente quando empatam.

    No fundo tudo é uma parceria para trazer pra gente um som denso, conflituoso, complexo, brutal e muito, muito bom.

    Conosco o tempo inteiro hipnotizados, o quarteto começa sem pena com a novíssima  “An Act of God”, “Distorting Light” e “Kingdom of Conspiracy”, como se visitando sua discografia em ordem decrescente de lançamento.  “Obrigado por se juntar à gente. Obrigado por apoiar o metal. Primeira vez que tocamos na sua cidade. Preparamos um set com material novo, material velho”, agradece e avisa Dolan, se mostrando sempre, a despeito do peso de seu som, simpático a cada trinca de canções. Simpatia e humildade. E reverência. Reverência às bandas que tinham estado no mesmo palco naquela noite. “Quero ver vocês aplaudirem a SYSYPHUS, a NERVOCHAOS”. E, diretamente dirigindo-se a elas: “É uma honra dividir o palco com vocês”. Esse reconhecimento deveria ser norma, mas a gente sabe que é exceção. Sem estrelismo nenhum, Dolan aplaude Edu Lane, que também é o nome por trás da Tumba (produtora). “O Eduardo é o cara, é quem fez tudo”.

    O passeio pela discografia, que a essa hora já trouxe sons como “A Glorious Epoch”, já não mais seguindo aquela ordem estabelecida no começo, chega a 1991, quando lançaram seu primeiro álbum cheio, com “Into Everlasting Fire”. Dolan escolhe aleatoriamente alguém da plateia, um sujeito para ser o personagem da noite, aponta para ele e se declara feliz por ele estar feliz. “Assim que eu gosto de ver. Eu gosto de ver o entusiasmo”. E entusiasmo é o que ele e seus três companheiros de death metal mais dão e mais recebem de volta do público de Fortaleza. Sem medo de falhar, podemos incluir Ross na lista de artistas mais “pai d’égua” que tocaram por aqui. E a IMMOLATION deu uma aula de como tocar DEATH METAL, com brutalidade, mas também com humildade, companheirismo, parceria e, principalmente, entusiasmo.

    Agradecimentos:

    Tumba Productions, pela atenção e credenciamento

    Mago Chris Machado, pelas imagens que ilustram esta matéria

  • Revista Cangaço Rock revela capa de novo CD com arte inspirada em Chico da Silva

    Revista Cangaço Rock revela capa de novo CD com arte inspirada em Chico da Silva

    A Revista Cangaço Rock, que está em plena produção de sua aguardada segunda edição, acaba de revelar a capa do CD que acompanha a publicação. Mantendo o foco exclusivo na cena rock do Ceará, a revista reafirma seu compromisso com a valorização da produção musical local e com o fortalecimento da cultura underground nordestina.

    A arte da capa é assinada por Gabo Oliveira, artista trans e autista que atua como quadrinista, designer e multiartista. Em um gesto de homenagem e resgate simbólico, a imagem dialoga com o universo visual de Chico da Silva, um dos maiores nomes da arte popular brasileira, cuja trajetória está profundamente ligada ao bairro do Pirambu e à projeção do estado nas artes plásticas

    O CD reúne 23 bandas cearenses, transitando entre os gêneros Metal, Grunge, Hardcore, Punk e Hard Rock – uma amostra potente da diversidade e da força criativa da cena local. O álbum também será disponibilizado nas principais plataformas de streaming, ampliando o alcance das bandas e fortalecendo os laços entre artistas e público.

    A nova edição da Cangaço Rock promete mais uma vez trazer conteúdo de alta qualidade editorial, destacando histórias, sons e personagens que movimentam o rock feito no Ceará. Em breve serão reveladas as bandas participantes e mais conteúdo da revista.

    https://www.instagram.com/revistacangacorock/

    O projeto é apoiado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, com recursos da Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar n. 195/2022)

     

  • Fortaleza Extreme – Três dias de peso no Ophera

    Fortaleza Extreme – Três dias de peso no Ophera

    Festival Fortaleza Extreme, 10,11 e 12 de abril de 2025

    Chegando à sua segunda edição, o Festival Fortaleza Extreme solidifica sua importância no universo do rock pesado de Fortaleza. Este ano, o evento produzido pela M2F — merecidamente — se dividiu em três bombásticos dias: 10, 11 e 12 de abril, respectivamente. Aconteceu na nova casa de shows da cidade, o Ophera Music Bar, espaço de médio porte, com capacidade para 600 a 800 pessoas, facilmente. Confira como foi o show na matéria que é o debut de mais um colaborador em Fortaleza, o genial George Frizzo (S.O.H., livro Fortaleza Sônica), com fotos de Julis Novaes.

    Dia 01 – Quinta-feira, 10 de abril

    Muita expectativa foi criada quando se anunciou a vinda dos suíços do Samael pela primeira vez a Fortaleza. Um grupo que possui uma grande fanbase na cidade e que consegue reunir novos headbangers e a velha guarda do rock extremo para reverenciá-los. Nada mais justo que isso acontecesse no Fortaleza Extreme, logo no primeiro dia.

    A noite começou com os locais da Prion DC, que executaram um death/black metal brutal. Destaque para as já clássicas “Resíduo Necrótico” e “Libertados pela Morte”, presentes em seu disco de estreia Extinção das Divindades. Na sequência, o Necrophilosophy subiu ao palco com um set “curto e grosso” de apenas quatro músicas — culpa da produção? Mistério. O suficiente para mostrar que a banda está entrosada e vem crescendo no cenário local. As faixas apresentadas fazem parte do disco Contemplations of the Seven Philosophical Foundations.

    A casa já estava cheia quando os norte-americanos do Suffocation subiram ao palco, colocando o Ophera em ebulição com os primeiros acordes de “Seraphim Enslavement”. O repertório variou entre clássicos como “Infecting the Crypts”, “Thrones of Blood” e faixas mais recentes como “Perpetual Deception” e “Hymns from the Apocrypha”. Um verdadeiro show de brutalidade técnica.

    Para encerrar, o Samael iniciou com o hino “Black Trip”, seguido de “Celebration of the Fourth” e “Son of Earth”. Como anunciado, a banda percorreu o álbum Ceremony of Opposites faixa a faixa, na ordem original. O público delirava e cantava junto. Em seguida, vieram “Rain”, “Slavocracy”, “Until the Chaos”, “Black Supremacy” e, para fechar, “My Saviour”, do disco Passage. Uma noite memorável.

    Dia 02 – Sexta-feira, 11 de abril

    O segundo dia do festival teve uma pegada mais tradicional, com heavy metal e hard rock dominando a noite. Apesar de um atraso de uma hora e meia — que não se repetiu nos outros dias — os shows seguiram sem comprometer o clima.

    Os jovens da Storhed, banda vinda de Horizonte (CE), abriram a noite com um show curto, porém competente. Ainda sem registros gravados, apresentaram faixas como “Rise of Chaos”, “Forgotten Promises” e “Eternal Sacrifice”, dentro de um repertório de metal tradicional bem executado.

    Logo após, os veteranos da Darkside trouxeram seu thrash metal empolgante com músicas como “Relíquia Ritual”, “Cyberchrist” e “Born for War”, encerrando com as clássicas “Fragments of Time” e “Spiral Zone” — esta última aclamada pelo público.

    O lendário Dave Evans, primeiro vocalista do AC/DC, transformou sua apresentação em uma verdadeira aula de rock. Com apoio da banda Power Up, tocou músicas próprias como “Bad Ass Boy”, “Sold My Soul to Rock ’n Roll” e clássicos do AC/DC como “TNT”, “Highway to Hell” e “Let There Be Rock”, encerrando com elogios ao público brasileiro.

    Na sequência, o guitarrista Cesário Filho subiu ao palco mostrando impressionante domínio do instrumento, em faixas que mesclavam técnica e melodia. O show de Bruno Sutter fechou a noite com chave de ouro. Levando a sério seu papel como cantor e frontman, apresentou um setlist com clássicos de Yngwie Malmsteen e outros ícones do heavy metal, encerrando entre o público com “Paranoid” (Black Sabbath) e “Breaking the Law” (Judas Priest).

    Dia 03 – Sábado, 12 de abril

    “Não estou ouvindo nada de retorno de guitarra, nada!” — assim começou o terceiro e último dia, com a dupla Violated Rotten Tombs. Com um set de death grind splatter, mesmo com o tempo reduzido, empolgaram a galera que chegava e já se jogava no mosh.

    De Sobral, o Just Hate manteve a energia com seu hardcore agressivo, apresentando faixas como “Aqui Jaz um Rei”, “Napalm” e “Antropofagia”. Em seguida, a banda Into Morphin, de Teresina (PI), trouxe um som mais denso, com fortes elementos de doom, conquistando o público com peso e presença.

    O Dead Enemy ligou tudo no 220. Hardcore direto e enérgico, com direito a roda punk no meio do público e o vocalista Fernando totalmente integrado à galera.

    Vindos de São Luís (MA), os Basttardz trouxeram velocidade e irreverência. Destaque para o hit “Pop Corn Ice Cream” e um jacaré inflável que surfou a plateia até murchar.

    De longe, o mais experimental da noite foi o Sangue de Bode. Misturando black metal com elementos de rap, entregaram um show intenso e performático. O público foi sendo “engolido” pelo som da banda, como num ritual de possessão.

    E então, o que dizer de um show do Ratos de Porão? Boka, Juninho, Jão e João Gordo foram um soco na cara do começo ao fim. Clássicos como “Amazônia Nunca Mais”, “Suposiclor”, “Exército de Zumbis” incendiaram a casa. João Gordo, afiado como sempre, comandou o público como um mestre. Encerraram com “Beber Até Morrer”, “Aids, Pop, Repressão” e “Crianças Sem Futuro” ao coro ensandecido:
    “Não, eu não sei, eu não sei, eu não sei de naaadaaa! OUIEÁ!”

    Por fim, o Facada foi o rolo compressor que destruiu tudo o que restava. Com um repertório brutal de death grind, apresentaram clássicos como “Tu Vai Cair”, “Joio”, “Cidade Morta”, “O Cobrador”, e uma faixa nova: “Instagrinder”, que estará em um split com o ROT. Aguardemos.

    Agradecimentos:

    M2F, pela produção e credenciamento

    Julis Novais @eujulisnovais, pelas imagens que ilustram esta matéria. Confira mais fotos dos três dias nas galerias abaixo (clique para ampliar):

    Dia 1 – 10 de abril

    Dia 2 – 11 de abril

    Dia 3 – 12 de abril

     

  • Sirenia em Fortaleza – Galeria de Fotos do Show

    Sirenia em Fortaleza – Galeria de Fotos do Show

    E finalmente a banda de metal gótico SIRENIA se apresentou no Brasil. Apesar do temor de que os festivais produzidos pela malfadada MAD produtora tivessem influência negativa na turnê da banda norueguesa como aconteceu com outras bandas contratadas por esta produtora, os shows no Brasil, pelo menos os do estado de São Paulo e da capital cearense foram um sucesso (o show do Rio acontece na data em que este texto está sendo escrito). A exceção foram as datas no Sul do país, que realmente foram prejudicadas pelos problemas apontados pela (e contra) MAD. Para tanto, trabalharam de forma incansável e organizada a Venus Concerts e, em Fortaleza, a M2F e a D Music.
    Em 29 de março o Ophera Music Bar abrigou uma noite gótica pra fã nenhum botar defeito. Nesse sábado metálico apresentaram-se para um bom público com um som que foi apontado como perfeito da primeira à última banda do line up, começando pela SITRA AHRA (cover do THERION, cujo nome é o mesmo de um de seus álbuns mais clássicos) aquecendo o público. Em seguida, SAPHYRIAN (cover do NIGHTWISH, limitado à fase Tarja). Quem conhece a vocalista Talita “Turunen” até pode dizer que é parente da finlandesa, com vocal e semelhança física ressaltados pela maquiagem. Finalmente com as autorais, a LAND OF LEMURIA representou o metal cearense do estilo, não deixando nada a desejar em relação à qualquer banda gringa. Mas a atração principal da noite, claro, era a banda norueguesa (ou devo dizer “mi-norvégien, mi-français” SIRENIA. Trazendo clássicos e canções dos seus últimos álbuns, “Riddles, Ruins & Revelations” e “1977” em que revisitam suas influências mais rock and roll, a banda apresentou basicamente o mesmo set executado em todas as outras praças da longa turnê sul-americana. Note-se que 1977, o ano, é também o ano de nascimento do faz-tudo Morten Veland (a alma da banda) e da francesa Emmanuelle Zoldan, a quarta na posição. Sem baixista no palco (disso a gente não pode deixar de reclamar – que ideia boba, Morten, queremos ver estrondo poderoso saindo ao vivo das cordas de um baixista) a banda era completada pelo guitarrista (também francês Nils Courbaron) e do inglês Michael Brush na bateria.
    E claro, rolou “Voyage, Voyage” no idioma natal de Emma e Nils. Um grande momento em uma noite já grandiosa. Que voltem. E, se possível, em quinteto. Confira como foram os quatro shows nas fotos de Rubens Rodrigues.

  • Angra e Viper em Fortaleza: Uma Noite Épica de Metal

    Angra e Viper em Fortaleza: Uma Noite Épica de Metal

    Preparem-se, headbangers de Fortaleza, para uma noite inesquecível de metal! No dia 16 de março, domingo, o Complexo Armazém será palco de um show imperdível: o Angra retorna à cidade pela última vez antes de uma pausa na carreira, celebrando os 20 anos do icônico álbum “Temple of Shadows“. Este show promete ser uma experiência única e irrepetível, repleta de clássicos que marcaram gerações.

    Para tornar a noite ainda mais especial, o lendário Viper se junta à festa, marcando sua primeira apresentação em Fortaleza após o falecimento do baixista Pit Passarel. A banda, agora composta por Leandro Caçoilo, Felipe Machado, Guilherme Martin, Kiko Shred e Daniel Matos, promete uma performance explosiva que ficará na memória de todos os presentes.

    Por que você não pode perder:

    • Celebração dos 20 anos de “Temple of Shadows” com o Angra
    • Viper como convidado especial, em uma apresentação marcante
    • Última chance de ver o Angra antes da pausa na carreira

    Detalhes do Evento:

    • Data: 16 de março (domingo)
    • Horário: A partir das 18h
    • Local: Complexo Armazém, Rua Almirante Jaceguai, 19 – Centro, Fortaleza – CE, 60060-440, Brazil

    Ingressos:

    • Pista:
      • Meia Entrada: R145,00+R 14,50 (taxa)
      • Meia Solidária: R149,00+R 14,90 (taxa)
      • Inteira: R290,00+R 29,00 (taxa)
    • Camarote:
      • Meia Entrada: Esgotado
      • Meia Solidária: Esgotado
      • Inteira: Esgotado

    Os ingressos são limitados, então garanta já o seu e faça parte dessa noite épica de metal, mais uma trazida pelas D Music e M2F! Não perca a oportunidade de vivenciar uma apresentação que promete ser lendária. Nos vemos lá! 🤘

  • Garotos Podres, Lixorgânico, SOH e Crashkill em Fortaleza

    Garotos Podres, Lixorgânico, SOH e Crashkill em Fortaleza

    A lendária banda Garotos Podres retorna aos palcos de Fortaleza-CE para uma apresentação que promete ser inesquecível no dia 14 de fevereiro de 2025. O evento será realizado no Casarão Benfica, a partir das 19h, em uma noite memorável para os fãs de punk rock e todas as vertentes da música pesada.
    Garotos Podres, formada em 1982, é uma das bandas mais influentes do punk rock brasileiro. Com letras críticas e bem-humoradas, a banda conquistou uma legião de fãs ao longo das décadas. Álbuns como “Mais Podres do que Nunca” e “Com a Corda Toda” são marcos na história do punk nacional, abordando temas sociais e políticos com uma sonoridade única e irreverente.

    A noite será ainda mais especial com as bandas de abertura:

    • Lixorgânico: Conhecida por sua sonoridade crua e letras que abordam questões urbanas e sociais, a banda Lixorgânico tem se destacado na cena underground. Com uma energia de dar vertigem (você entendeu!), eles não vão deixar ninguém parado.
    • Siege of Hate: Com uma mistura poderosa de grindcore e death metal, Siege of Hate traz uma experiência sonora intensa e agressiva. A banda já tem uma sólida carreira internacional e cada show seu é uma ocasião imperdível.
    • Crashkill: Representando o thrash metal, Crashkill é uma banda que vem ganhando espaço com seu som rápido e pesado. Suas apresentações são marcadas por riffs intensos e uma presença de palco eletrizante.

    A produção do evento é da Underground Produções, reafirmando seu compromisso em proporcionar shows de alta qualidade para os fãs de rock.

    Não perca essa oportunidade de celebrar o punk rock com Garotos Podres e outras grandes bandas! Prepare-se para uma noite épica!

    Classificação 18 anos
    Menores de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis.
    É obrigatório apresentação do documento de identidade

    MEIA-ENTRADA

    – Estudantes: Somente com carteirinha do órgão estudantil oficial, dentro do prazo de validade e com foto;
    – Idosos: Idosos com idade superior a 60 (sessenta) apresentando o documento de identidade na entrada do evento;
    – Professores de Rede Pública: Professores da Rede Pública apresentando o comprovante na entrada do evento;
    – Portadores de Necessidades Especiais: Possuem direito a meia-entrada, estendido a um acompanhante.
    – Promocional:Válido para qualquer pessoa com a entrega de 1kg de alimento não perecível na entrada do show.

    Deve apresentar o cartão de benefício de prestação continuada de assistência social a pessoa com deficiência ou documento emitido pelo INSS que ateste aposentadoria.

    Setor Preço
    Pista – .Inteira Social + 1 kg de alimento
    R$ 80,00 + Taxa
    Pista – .Meia
    R$ 70,00 + Taxa
    Pista – Inteira
    R$ 140,00 + Taxa

    https://bilheto.com.br/comprar/2954/Garotos-Podres—Fortaleza

  • Fábio Lione está viajando pelo Brasil com a turnê Epic Tales

    Fábio Lione está viajando pelo Brasil com a turnê Epic Tales

    Este janeiro de 2025 já está começando com grande turnê no Brasil, com Fábio Lione que traz a grandiosa “Epic Tales Brasil Tour”, uma verdadeira jornada épica de Heavy Metal, cruzando o Brasil com banda e um repertório de tirar o fôlego de qualquer fã de Power Metal em qualquer lugar do Mundo. Os grandes clássicos do Rhapsody na interpretação única e verdadeira de seu criador, além de canções da Vision Divine, Angra, Kamelot e algumas surpresas.
    Clássicos como “Dawn Of Victory”, “Holy Thunderforce” (vídeo abaixo, com a banda original) e “Unholy Warcry” são parte do extenso repertório que Fabio e sua banda levarão para cada cidade do Brasil que receber um dos grandiosos shows dessa turnê histórica.
    O italiano, quase brasileiro agora, já se apresentou em Salvador-BA, Aracaju-SE, Arapiraca-AL, Caruaru-PE, João Pessoa, Natal-RN e (enquanto esta matéria está sendo escrita) está prestes a subir ao palco do Cangaço em Juazeiro do Norte-CE.
    Produtores interessados ainda podem tentar encaixar uma data para suas cidades. A produção é da Underground Produções.
    Quem acompanha Fábio nessa empreitada por todo o Brasil é a banda Enorion, Power Metal de Tatuí (SP).
    19/01/25 – Recife-PE @ Estelita
    23/01/25 – Belém-PA @ Botequim
    24/01/25 – São Luís-MA @ Parada 64
    25/01/25 – Teresina-PI @ Bueiro do Rock
    26/01/25 – Fortaleza-CE @ Centro de Eventos
    29/01/25 – Limeira-SP @ Mirage Eventos
    30/01/25 – São José dos Campos-SP @ Honey Club
    31/01/25 – Belo Horizonte-MG @ Mister Rock
    01/02/25 – Curitiba-PR @ CWB Hall
    02/02/25 – São Paulo-SP @ Vip Station
    07/02/25 – Londrina-PR @ Cativeiro Bar
    08/02/25 – Tupã-SP @ Brigola Buffet
    09/02/25 – Rio de Janeiro-RJ @ Agyto
    Turnê por: Underground Produções, E-mail: fabricio.underground.prod@gmail.com
    No link abaixo é possível acessar a venda de ingressos para todas as cidades da turnê.
    https://linktr.ee/EpicTalesTour