Categoria: DESTAQUE

  • Bangers Open Air: Marenna Conta Trajetória e Sua Expectativa para o Festival

    Bangers Open Air: Marenna Conta Trajetória e Sua Expectativa para o Festival

    Um mês cravado para o início do maior e mais querido festival de metal do país, o Bangers Open Air. E como o HBr comemora isso? Com uma série de matérias que você vai curtir por aqui, para conhecer um pouco mais e se deleitar com as bandas que vão passar pelos quatro palcos do Memorial da América Latina, nos dias 25 e 26 de abril

    Para começar essa saga, conversamos com Rodrigo Marenna, gaúcho, idealizador da banda de Melodic Rock, Marenna

    Rod contou um pouco de sua trajetória com a banda, iniciada em 2014, mostrou um pouco de sua estratégia e responsabilidade para o andamento do projeto, provando que música é coisa séria e não um “passa tempo para conseguir encontros”.

     

    Headbangers Brasil: Sua experiência na música é vasta e possui capítulos incríveis através da primeira década de lançamentos. Quais os principais pontos para uma banda conquistar grandes passos e também ser eficiente como são, na sua opinião?

    Rod Marenna: Primeiramente, obrigado pelo espaço e pelo interesse em nosso trabalho.

    Eu acredito que a primeira coisa é coragem para empreender e, depois, o propósito, o que realmente te move como artista. Penso que a banda cresce quando entende que não é só arte, é projeto. Vai muito além de fazer música.

    Destaco como pontos principais a clareza de posicionamento artístico, consistência de entrega e mentalidade profissional.

    Muita gente foca só na música, mas quem dá passos maiores pensa em marca, público e estratégia.

    Sabendo que nosso público é nichado, a gente sempre trabalhou com visão de longo prazo, tratando cada lançamento como um ativo e cada show como uma oportunidade de expansão.

     

    Headbangers Brasil: Recentemente vocês lançaram um álbum ao vivo com a captação da apresentação com Geoff Tate no Tokio Marine Hall, revelando inclusive faixas inéditas. Qual a importância de um registro ao vivo hoje em dia e a repercussão que tiveram?

    Ten Years After – Capa por: João Duarte

    Rod Marenna: O registro ao vivo hoje tem um papel muito importante, porque ele mostra a verdade da banda.

    No estúdio você constrói, mas ao vivo você prova o valor da banda e o que ela representa.

    Esse lançamento foi especial porque capturou um momento único da nossa história, dividindo o palco com o Geoff Tate em um lugar icônico.

    Além disso, incluir faixas inéditas de estúdio trouxe um frescor ao projeto, como se estivéssemos dando uma continuidade a Voyager e consolidando o nosso line-up.

    A repercussão foi extremamente positiva. Embora saibamos que álbuns ao vivo têm um público mais direcionado, optamos por lançar esse trabalho da melhor forma possível.

    E, cá entre nós, a arte do CD físico ficou linda (obrigado, João Duarte).

    Principalmente, conseguimos transmitir a energia e a conexão daquele momento, um verdadeiro fragmento no tempo.

    Muitas pessoas passaram a entender melhor a força da Marenna ao vivo, e isso é algo que nenhum algoritmo substitui.

     

    HBr: O que podemos saber sobre o novo álbum de estúdio? Tendo em vista as mensagens realistas e necessárias que a banda passa, teremos então esse direcionamento?

    RM: Sem dúvida. Esse novo álbum seguirá uma linha ainda mais madura e honesta.

    A gente sempre falou sobre superação, desenvolvimento pessoal e reflexão, mas agora isso vem de uma forma mais direta, mais humana, mais existencial e também mais crítica.

    São músicas que conversam com o momento atual das pessoas: dúvidas, desafios, recomeços, gatilhos emocionais e questionamentos.

    Musicalmente, ele mantém a essência do melodic rock em que acreditamos, mas com uma produção ainda mais refinada e contemporânea.

     

     

    HBr: “How Long” ganhou um vídeo bem interessante com temas importantes, além de mostrar novamente a importância do apelo visual para uma banda que trabalha muito bem em vários aspectos. Pensando como as redes sociais são importantes nos dias atuais, o quanto os registros em vídeo ainda são interessantes como divulgação direta com os conceitos abordados?

    RM: Hoje o vídeo não é mais um complemento, é uma parte central da comunicação entre arte, mensagem e público.

    As pessoas se conectam primeiro pelo olhar e depois pelo som.

    Por isso, traduzir a mensagem da música em imagens é sempre um desafio importante e essencial para ampliar o impacto do projeto como um todo — especialmente no formato de videoclipe.

    “How Long” é um exemplo claro disso. A música já traz uma reflexão importante, mas o vídeo potencializa essa mensagem e cria uma experiência mais completa.

    Num cenário dominado pelas redes sociais, com a perda do contato humano e a massificação do que é verdade ou não, o conteúdo visual acaba sendo o principal motor de descoberta.

    E, quando está alinhado com propósito e narrativa, deixa de ser apenas divulgação e passa a ser conexão real.

     

    HBr: Outra notícia boa foi a confirmação para o primeiro dia do Bangers Open Air, um dos grandes festivais de metal do país e atualmente, a maior referência do gênero. Quais as principais expectativas sobre a apresentação? Teremos algumas surpresas?

    RM: Tocar no Bangers Open Air será um grande marco pra gente.

    É um festival com enorme relevância, então nossa expectativa é entregar um show intenso, energético e muito verdadeiro, mostrando exatamente quem somos ao vivo.

    Sobre surpresas… a gente sempre gosta de criar momentos especiais.

    Posso dizer que estamos preparando “algo a mais” para tentar nos conectar ainda mais com o público e com a nossa história.

     

    HBr: Gostaria de abordar dois assuntos bem legais que vi recentemente: o primeiro sobre vocês serem apoiados pelo Wacken Foundation… como se deu a oportunidade? Já o segundo, referente à última tour que fizeram, passando por vários países e locais icônicos, incluindo o Cart and Horses… como foram as experiências e, principalmente, como foi tocar em um dos lugares onde o Iron Maiden começou?

    RM: O apoio da Wacken Foundation tem sido muito significativo pra nós, porque valida o nosso trabalho dentro de um cenário extremamente competitivo como o do rock/metal.

    A tour foi uma experiência transformadora. Com todo o suporte da Som do Darma, além das bandas e produtores envolvidos, o processo fluiu muito bem.

    Passar por diferentes países, culturas e públicos só reforça o quanto a música conecta pessoas.

    E tocar no Cart and Horses foi realmente especial. É um lugar carregado de história, e estar ali, onde o Iron Maiden começou, traz uma sensação difícil de descrever.

    É quase como tocar dentro de um capítulo vivo do rock.

     

    HBr: Finalizando o bate-papo, gostaria de deixar alguma mensagem para seus seguidores?

    RM: Quero agradecer a todos que acompanham o Marenna ao longo dessa jornada.

    Nada disso acontece sozinho, cada mensagem, cada compartilhamento e cada presença nos shows fazem a diferença.

    E a mensagem principal é: acreditem e façam valer o processo de vocês (cada um tem o seu).

    Os caminhos nem sempre são fáceis e, muitas vezes, não existem, ou quase nunca há atalhos.

    Mas quando existe verdade, persistência e estratégia, as coisas acontecem.

    A gente segue daqui, criando, evoluindo e levando nossa música cada vez mais longe, junto com vocês.

    Até breve!

     

    A banda Marenna vai se apresentar no Palco Waves, às 15:50h, no sábado, dia 25. 

     

    Ainda existem ingressos disponíveis para os dois dias, a partir de R$759,00 (por dia). Consulte o lote e a forma de pagamento aqui.

     

    SERVIÇO: 

    Bangers Open Air

    25 e 26 de Abril

    Memorial da América Latina

    Endereço: Avenida Mário de Andrade, 664 – Barra Funda

    Abertura dos Portões: 11h

    Primeiro Show: 12h

     

    A ENTRADA SERÁ PERMITIDA ATÉ ÀS 20H!

     

    Informações Gerais:

    https://bangersopenair.com/informacoes/

     

     

    Texto por: Amanda Basso 

    Colaboração: Vini Almeida (Rock Vibrations)

    Agradecimentos: Rod Marenna; Susi dos Santos (Som do Darma)

    Fotos: Divulgação

  • Paul Gilbert anuncia relançamento de álbum tributo a Jimi Hendrix; confira os detalhes

    Paul Gilbert anuncia relançamento de álbum tributo a Jimi Hendrix; confira os detalhes

    ​O virtuoso da guitarra Paul Gilbert irá relançar seu álbum de 1991, “Tribute to Jimi Hendrix”, no dia 12 de junho através da Music Theories Recordings. O lançamento celebra o 25º aniversário da obra (em sua edição especial), marcando também a primeira vez que o álbum ganha um lançamento digital oficial.

    ​Este é o álbum que quase nunca existiu — ou que, talvez, nem devesse ter acontecido. Imagine a cena: 2 de junho de 1991. Paul Gilbert foi convidado para o Frankfurt Jazz Festival, na Alemanha, para trocar alguns solos com a lenda Albert Collins, que seria o headliner do evento.

    ​Naquela época, Gilbert estava no topo das paradas com o Mr. Big, e o álbum Lean Into It havia acabado de ser lançado. “Eu já estava na Europa, finalizando uma turnê com o Mr. Big, então a viagem seria fácil. Eu disse: ‘Sim!’”, relembra Gilbert.

    O Caos no Backstage: De Convidado a Headliner

    ​No entanto, pouco após chegar ao local, Gilbert soube que Collins havia sofrido um problema súbito de saúde e não poderia se apresentar. “O promotor estava em pânico e me pediu para ser a atração principal no lugar dele”, conta o guitarrista. “Eu não tinha uma banda comigo. E não tinha nenhum material solo preparado.”

    ​O promotor agiu rápido e reuniu uma banda de apoio utilizando o baixista e o baterista do Ten Years After — o lendário grupo liderado por Alvin Lee, que também se apresentaria no festival.

    Faltavam apenas algumas horas para o show. “A única coisa que consegui pensar foi ensaiar rapidamente algumas músicas de Jimi Hendrix e esticar os solos o suficiente para preencher um set inteiro. Eu disse ao promotor: ‘Só temos tempo para aprender 5 músicas, então vou ter que tocar SOLOS REALMENTE LONGOS’. O promotor respondeu: ‘É um festival de jazz! Isso vai ser ótimo!’”

    Incendiando o Palco com o Espírito de Hendrix

    ​Assim, a banda e Paul mergulharam nos ensaios e, poucas horas depois, entregaram um show com versões incandescentes de “Red House”, “Hey Joe”, “Highway Chile”, “Midnight” e “Purple Haze”. “Acabou sendo fantástico”, diz ele. “Acho que nunca toquei solos tão longos na minha vida!”

    ​Refletindo sobre a espontaneidade da situação, Gilbert analisa: “O pânico que vem ao tentar apenas SOBREVIVER a uma situação musical inesperada pode extrair coisas de um músico que nunca aconteceriam se tudo fosse ensaiado e planejado. Enquanto a IA descobre como fazer produções perfeitas, talvez seja a reação de um ser humano a reviravoltas inesperadas que seja o mais interessante de se ouvir. Ao mesmo tempo, eu ainda gosto de ensaiar com minha banda antes de uma turnê, se eu puder!”

    A Experiência com o “The Electric Fence”

    ​Gilbert também relembrou seus projetos paralelos da época: “Naquela fase, eu tinha uma banda de covers chamada ‘The Electric Fence’ com meus amigos Jeff Martin e Russ Parrish. Quando eu voltava para casa entre as turnês do Mr. Big, nós fazíamos uma lista de 25 músicas e nos desafiávamos a aprendê-las em uma semana. Depois fazíamos um show. A maioria era Hendrix, Beatles, David Bowie, etc., e eu assumia boa parte dos vocais principais. Então, subir no palco com pouca preparação era algo a que eu estava acostumado e que curtia muito!”

    ​Sobre a influência eterna de Hendrix, Paul acrescenta: “As músicas de Jimi são veículos incríveis para jams. A composição dele convida os músicos a tocarem e ouvirem uns aos outros. As canções são flexíveis o suficiente para permitir que os músicos mantenham seu próprio estilo e, ainda assim, façam a música funcionar.”

    Autenticidade no Improviso

    ​Apesar de inicialmente se preocupar que um tributo a Jimi Hendrix devesse ser uma missão importante, exigindo muito tempo de preparo e produção, Gilbert agora acredita que a espontaneidade daquela performance capturou o espírito de Hendrix de forma mais autêntica.

    “No fim das contas, a pressão de organizar tudo rapidamente na frente de um público — e estar livre de preocupações sobre improvisações intermináveis na guitarra — pode, na verdade, ter me aproximado mais do espírito de Hendrix do que se eu tivesse planejado tudo sentado em uma cadeira”, finaliza.

    “Tribute To Jimi Hendrix” estará disponível em todas as plataformas digitais em 12 de junho, para ouvir a faixa Purple Haze que já está liberada, clique na capa abaixo.

  • Alice Cooper E Sua Esposa Renovaram Seus Votos De Casamento.

    Alice Cooper E Sua Esposa Renovaram Seus Votos De Casamento.

    Alice Cooper e sua esposa Sheryl celebraram recentemente suas bodas de ouro. Nessa ocasião, eles renovaram seus votos.

    O casamento entre Alice Cooper e Sheryl Cooper (nascida Goddard) é indiscutivelmente um dos mais duradouros da história do rock. No dia 21 de março, o casal celebrou seu 50º aniversário de casamento. Durante uma cerimônia na histórica Wrigley Mansion, em Phoenix, Arizona, Alice e Sheryl renovaram seus votos.

    Nos bons e nos maus momentos.

    Diante de 220 convidados, incluindo seus três filhos – Calico (44), Dashiell “Dash” (41) e Sonora (33) – bem como seus netos, o pai de Sheryl, William Goddard, de 92 anos, oficiou o casamento. Goddard, que, assim como o pai de Cooper, já havia sido pastor, também desempenhou essa função no casamento em 1976. Os Coopers se conheceram apenas um ano antes, quando Sheryl se juntou à companhia de Alice Cooper como dançarina durante a turnê “Welcome To My Nightmare”.

    Nas décadas de 1970 e 80, Alice Cooper lutou repetidamente contra o alcoolismo e o vício em cocaína. Isso quase levou ao fim de seu relacionamento – Sheryl chegou a pedir o divórcio. Mas Alice superou o vício e o casal se reconciliou. Segundo o próprio músico, ele não usa drogas nem álcool desde 1984.

    Até hoje, os dois dividem o palco. “Nós dois estamos no mundo do entretenimento a vida toda“, explicou Cooper à Billboard alguns anos atrás. “Quando estamos no palco, ela não é Sheryl, minha esposa — ela é uma personagem, e eu sou um personagem. Não nos vemos como um casal no palco.” A melhor parte, no entanto, é: “Nunca nos separamos.”

    Em 2019, surgiram rumores de que Alice e Sheryl teriam feito um pacto suicida. Cooper negou isso, afirmando: “Amamos muito a vida. O que eu quis dizer é que estamos quase sempre juntas, em casa e na estrada, então, se algo acontecesse com uma de nós, provavelmente estaríamos juntas. Mas nenhuma de nós tem um pacto suicida. Temos um pacto de vida.” No fim das contas, ele disse que uma declaração foi simplesmente tirada de contexto.

    Tradução: Hector Cruz
    FONTE: METAL HAMMER

  • Eddie Trunk e Walcir Chalas serão hosts da nona edição do Monsters of Rock, em São Paulo

    Eddie Trunk e Walcir Chalas serão hosts da nona edição do Monsters of Rock, em São Paulo

    Monsters of Rock confirma dois nomes de peso para comandar a sua nona edição: o renomado jornalista e apresentador norte-americano Eddie Trunk e o brasileiro Walcir Chalas serão os hosts do festival, que acontece no dia 4 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo.

    Reconhecido mundialmente como uma das maiores autoridades do rock e do heavy metal, Eddie Trunk é um dos mais respeitados nomes do jornalismo especializado em rock e heavy metal, com uma carreira consolidada no rádio e na televisão norte-americana. Ficou amplamente conhecido como apresentador do programa “That Metal Show”, exibido pelo canal VH1 Classic, onde entrevistou alguns dos maiores artistas do gênero. No rádio, comandou atrações de grande alcance como o “Trunk Nation”, atualmente na SiriusXM, e o “Friday Night Rocks”, que se tornou referência entre os fãs. Ao longo de décadas, construiu uma reputação sólida por seu profundo conhecimento da cena, tornando-se uma voz influente e respeitada no universo do rock.

    Já Walcir Chalas é uma figura emblemática do rock nacional e fundador da lendária Woodstock Rock Store, loja fundada em 1978 no centro de São Paulo e ponto de encontro para gerações de fãs e músicos do heavy metal. Mais do que uma loja, a Woodstock se consolidou como um espaço fundamental para a difusão do rock e do metal no país, influenciando diretamente no surgimento de bandas e na formação de público ao longo de décadas. 

    A presença dos dois hosts reforça o prestígio internacional do Monsters of Rock e promete enriquecer o evento e conectar fãs e artistas ao longo de toda a programação.

    SOBRE A MERCURY CONCERTS

    Mercury Concerts é responsável pelo agenciamento de turnês internacionais, idealização e produção de shows e festivais de grande sucesso em todo o Brasil. Entre suas realizações nesses 30 anos de história estão festivais como Monsters of Rock, Ruffles Reggae, Close-up Planet, Skol Rock, São Paulo Trip e Rockfest. Além disso, a Mercury realizou no país shows e turnês de artistas de renome como AC/DC, Bon Jovi, Yes, Black Sabbath, David Gilmour, Sting, KISS, Guns N’ Roses e Aerosmith.

    Site oficial: https://mercuryconcerts.com/

    Redes Sociais:

    @monstersofrockbr
    @mercuryconcerts

  • Kelly Osbourne termina O Noivado Com Sid Wilson

    Kelly Osbourne termina O Noivado Com Sid Wilson

    Kelly Osbourne e o roqueiro do Slipknot, Sid Wilson, não são mais um casal e declararam o noivado nulo e sem efeito.


    Kelly Osbourne teve que suportar recentemente comentários ultrajantes sobre seu corpo, mas a filha de Ozzy Osbourne tem preocupações muito maiores. De acordo com os tabloides TMZ e Daily Mail, seu relacionamento com o DJ do Slipknot, Sid Wilson, está em ruínas. Os dois haviam ficado noivos em uma cerimônia grandiosa no show de despedida do Black Sabbath e do “Príncipe das Trevas” em 7 de julho de 2025.

    Problemas subjacentes

    Apenas oito meses após o pedido de casamento de Wilson a Kelly Osbourne, o casal cancelou o noivado. Eles têm um filho de três anos, Sidney. O Daily Mail citou uma fonte anônima sobre o fim do relacionamento: “Kelly e Sid decidiram cancelar o noivado. Kelly tem sofrido muito com a perda do pai. O processo de luto tem sido incrivelmente difícil e ela está fazendo tudo o que pode para lidar com a situação.


    Na verdade, ela e Sid vinham enfrentando desafios no relacionamento há algum tempo. As coisas não eram o que pareciam. Eles tentaram fazer dar certo — principalmente pelo bem do filho — mas, no fim, decidiram que a separação era o melhor caminho a seguir. Kelly teve que suportar muita coisa no último ano. Apesar de tudo, ela permanece equilibrada e agora está focada em si mesma e em seu papel como mãe. 

    Para o pedido de casamento, Sid Wilson reuniu os familiares Sharon, Ozzy e Jack Osbourne nos bastidores do show “Back To The Beginning“. O metaleiro então pegou a mão de Kelly e começou: “Kelly, você sabe que eu te amo mais do que tudo no mundo“. Ozzy respondeu em tom de brincadeira: “Vai se ferrar, você não vai casar com a minha filha!“. Isso provocou risos gerais. Mesmo assim, Wilson continuou: “Nada me faria mais feliz do que passar o resto da minha vida com você. Então, na frente da sua família e de todos os nossos amigos, eu te pergunto: você quer casar comigo?“. Vejam abaixo, no Insagram da Rádio Alpha FM.

    https://www.instagram.com/reel/DL0WXdtM9VD/?igsh=MXZyOGc3MzljeWhvZw==a

    Durante seu breve discurso, o DJ do Slipknot vasculhou freneticamente sua pochete, de onde tirou uma pequena caixa contendo o anel de noivado no momento perfeito e se ajoelhou. Kelly, por sua vez, exibiu uma expressão genuinamente surpresa e emocionada ao ver o anel. Embora não tenha respondido verbalmente com o obrigatório “sim”, provavelmente porque cobriu a boca com as mãos em silêncio, ela olhou para Sid Wilson e assentiu em aprovação. Então, é claro, Ozzy teve que inspecionar o anel.

    Finalmente, Sid o colocou no dedo anelar esquerdo de sua futura esposa — e os dois se abraçaram da maneira mais íntima possível em meio a aplausos estrondosos.

    Tradução: Hector Cruz
    FONTE: METAL HAMMER

  • HBr Indica: Jayler, os Meninos que Amam Led Zeppelin

    HBr Indica: Jayler, os Meninos que Amam Led Zeppelin

    Quem conhece minhas indicações, sabem bem da minha fixação por bandas que curtem reviver a Era de Aquarius, vocês conheceram aqui Hammerhead Blues, Siena Root (e vão conhecer mais algumas que estão na fila)… E, com o Monsters of Rock apontando aí em 12 dias, o nome Jayler começou a pairar na minha mente.

    E, se você também gosta de um “revival” ou um “inspired”, com certeza os garotos do Jayler vão agradar bastante seus ouvidos. Sim, vai ser comum a comparação com o Led Zeppelin, porque o estilo, de fato é bem parecido, mas não é incrível como cada época tem seu “Led 2.0”? Na década de 80, quando a banda havia se despedido dos palcos 7 anos antes, os alemães do Kingdom Come foram os primeiros a assumir o estigma de caminhar na mesma estrada que os pais do hard rock psicodélico. “Get It On” é comparada a Kashmir, presente no álbum Physical Graffiti, de 1975.

     

    Reprodução: Internet

    Na virada para os anos 2000 conhecemos o Wolfmother, que nasceu em Sidney no mesmo ano. Em 2005 o álbum de estreia da banda chega às lojas, e as comparações com Led são inevitáveis, afinal, o timbre e o alcance de Andrew Stockdale impressionantemente nos remetem a Robert Plant. “Woman” é uma faixa que poderia entrar no meio de um dos solos mirabolantes de Jimmy Page, facilmente. Andrew ganhou mais notoriedade quando participou do álbum de estreia da carreira solo de Slash, em 2010, na música “By The Sword”.

    Greta Van Fleet, o novo “Led Zeppelin”. Os

    Foto por: Stefan Brending

    fãs antigos xingaram, disseram que era uma banda sem nenhuma criatividade e que “apenas” emulava os ingleses. Agora eu digo: “apenas?” Será que alguém sabe como é complicado copiar a guitarra do Page com perfeição? E as notas do Plant, com todo aquele transe e hipnose? E o peso do baixo e do órgão de Paul Jones? E o trovão do Bonzo? Revolta à parte, sempre acreditei que revisitar o passado pode ser arriscado, mas também uma forma de trazer para o presente algo que te inspira e mostrar para o público a tua raiz

    Mas a década mudou e, enquanto Josh Kiszka e o Greta dominaram a década de 2010, o Jayler vem despontando na década atual. Os britânicos começaram a banda em 2022, e chamaram a atenção de público e crítica pela semelhança dos vocais e do timbre da guitarra com o Led Zeppelin. Como eu disse, cada época tem seu “Led 2.0”. Essa encarnação traz James Bartholomew nos vocais, Tyler Arrowsmith nas guitarras, Rick Hodgkiss no baixo e nos teclados (até isso!) e Ed Evans na bateria.

    James Bartholomew – Foto por: Myke Gary Photography

    A postura de palco, a introdução da música, a voz, timbre, o sotaque… definitivamente essa foi a versão que mais me impressionou como “continuação do Zeppelin”. Então, se você quiser sentir um déjà vu, ou uma sensação estranha de curtir uma situação que você parece conhecer, Jayler é a resposta! O primeiro impacto com o público foi “No Woman”; o viral aconteceu esse ano, quando a música estourou no Tik Tok e Instagram, despertando interesse no Reino Unido e no Brasil.

     

    A banda possui seis singles em toda a sua curta história, e seu primeiro álbum de inéditas, “Voices Unheard”, será lançado em 29 de maio deste ano. Sinceramente estou bem ansiosa para ele, porque os singles lançados até hoje têm muita qualidade.

    E a boa notícia é que esses ingleses vão abrir o grande festival Monsters of Rock, que acontece aqui em São Paulo, no dia 4 de abril. O show deles começa às 11:30h, portanto chegue cedo! Mas, se por acaso você não conseguir estar no Allianz Parque neste momento, o Jayler, junto com o Dirty Honey (outro parceiro de inspiração), a segunda atração do festival, vai fazer um side show no dia 2 de abril, na Audio. Agora, se você estiver curtindo a Páscoa no Rio de Janeiro, pode aproveitar um show delicioso com os meninos do Jayler, também Dirty Honey e os monstros do Lynyrd Skynyrd. Se você é fã de conhecer novas bandas, acho muito válida essa experiência.

    Horarios – Reprodução: Instagram

    Se você gostou do Hammerhead Blues, do Siena Root e confia na minha indicação, vai por mim e corre pro streaming pra conhecer esses garotos!

     

    SERVIÇO:

    Jayler & Dirty Honey Sideshow em SP 

    Data: 2 de abril, quinta-feira 

    Audio 

    Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca 

    Abertura dos Portões: 19h

    Jayler: 20:30h

    Dirty Honey: 22h

    Ingressos: a partir de R$225,00

    Compre aqui!

     

    Jayler em São Paulo – Monsters of Rock

    Allianz Parque

    Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca 

    Abertura de Portões: 10h

    Hora do Show: 11:30h

    Valor do Ingresso: a partir de R$300,00

    Compre aqui!

     

    Jayler & Dirty Honey Sideshow no RJ

    Suporte para Lynyrd Skynyrd 

    Qualistage

    Endereço: Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca 

    Abertura de Portões: 19h

    Jayler: 20h

    Dirty Honey: 21h

    Lynyrd Skynyrd: 22h

    Valor do Ingresso: a partir de R$225,00

    Compre aqui!

     

    Texto por: Amanda Basso 

    Fotos: Reprodução Instagram

     

  • Halestorm Desembarca no Brasil e Mostra que Lzzy Tem a Voz Mais Alta que a Própria Tempestade

    Halestorm Desembarca no Brasil e Mostra que Lzzy Tem a Voz Mais Alta que a Própria Tempestade

    Uma das mulheres mais respeitadas na cena mundial, Lzzy Hale, nascida Elizabeth Hale, 10 de outubro de 1983, em Red Lion, Pennsylvania, mostra desde a formação do Halestorm, a personalidade da líder de uma geração. 

    Em 2023, em entrevista ao canal do YouTube Riff X, com transcrição pelo site Blabbermouth, Hale confessa que a indústria musical é bastante agressiva e categórica no que diz respeito a apresentação e comportamento da mulher no palco: “fui sexualizada através dos anos, você é forçada a isso!”. A cantora deixa claro que essa é a posição da indústria para que você, como mulher, tenha qualquer espaço. Sua luta contra essa objetificação tem sido clara, mostrando sua opinião severa em entrevistas e com depoimentos e conversas em suas redes sociais. 

     

    Lzzy acredita que hoje, com a maior visibilidade dela e da banda, uma de suas responsabilidades é defender que meninas que queiram ingressar neste meio não sejam obrigadas a passar pelo mesmo que ela foi. Ela deixa claro que esta escolha está muito além de figurinos sensuais ou que marquem seus corpos, mas no poder de escolha de fazerem o que quiserem, da forma que quiserem.

    Hale deixa claro que usar roupas provocantes não é um sinal verde para qualquer tipo de avanço, é apenas um estilo. Não é uma permissão. Um comportamento mais permissivo no palco, não significa que fora dele seja igual, e é isso que ela vem defendendo em todo espaço que ela tenha para discussão. 

    Reconhecendo seu talento e sua expressão na cena, a lendária marca Gibson lançou em 2014 uma série de guitarras assinatura, a LH Explorer Alpine White, aumentando a coleção em 2018 com a LH Explorer Dark e, em 2022, a primeira guitarra idealizada pela própria Lzzy, a LH Explorerbird Cardinal Red, que consiste no corpo de uma Gibson Explorer com o braço de uma Gibson Non-Reverse Firebird. A capitação também mudou: não sendo mais os Cassic ‘57 + Classic ‘57 Plus, mas Double Humbuckers ‘70. Lzzy é a primeira mulher nomeada Embaixadora da Gibson

     

    Suas lutas e vulnerabilidades sempre apareceram em sua arte. As músicas do Halestorm estão repletas de confissões e gatilhos da depressão e combate à ansiedade da cantora: “Back From The Dead”, do álbum homônimo de 2021, foi escrita e lançada durante a pandemia da COVID-19, e descreve a tentativa de encarar seu caos e renascer, enfrentando seus momentos mais dolorosos e obscuros; já “Darkness Always Wins”, presente no álbum Everest, sucesso de 2025, é um pedido de socorro. Ela mostra nossa fragilidade quando não conseguimos afastar nossos pensamentos mais tenebrosos, dizendo que nem sempre os finais são felizes. A luta contra a depressão é constante e resiliente.

     

    Hale fez uma carta aberta em seu perfil pessoal no Instagram, falando de seu começo na música, suas lutas e suas responsabilidades: “Dia Internacional da Mulher. Eu vivo isso todos os dias. Eu sei o que é ser uma mulher que forja o próprio caminho. […] A vida não é gentil, cria-se gentileza na loucura. […] A nossa responsabilidade é simples, mas monumental: segurar a tocha o máximo de tempo possível, para passá-la adiante. Eu amo vocês, eu vejo vocês, eu ouço vocês, eu sinto vocês e… estou lutando por vocês!”

     

    https://www.instagram.com/p/DVpVYATEZv1/?igsh=a3dlZjRrcmU1dGx0

    Lzzy Hale abriu sua humanidade e fragilidade para o mundo quando assumiu sua depressão e seu alcoolismo. Seu cotidiano lutando e lidando com esses problemas foram relatados em suas redes e entrevistas. Seus fãs tiveram acesso às suas dores, fazendo com que todos pudéssemos nos identificar e até sentir um acolhimento e uma inspiração para combater nossos próprios monstros. Essa identificação fez de Lzzy um norte para muitas meninas que não entendiam como lidar com os próprios medos e sentimentos. Suas músicas e seu diário aberto no Instagram abrigaram muitas mentes perturbadas e apavoradas pelos próprios fantasmas.

    E, com toda essa carga de responsabilidade e admiração Lzzy Hale e sua tempestade, Halestorm, desembarcam no Brasil em 1 de abril (e não é mentira) para uma mini tour: 01/04 em Porto Alegre; 04/04 em São Paulo, no Monsters of Rock; 08/04 em Curitiba. E se você é fã dessa banda, fã da Lzzy, ou só quer um programa legal com uma ótima música, esses três shows podem oferecer tudo isso a você!

     

    Sobre o show aqui de São Paulo, Lzzy foi a única mulher convidada para o tradicional festival Monsters of Rock, que teve seu marco inicial em 1994, com Kiss, Black Sabbath, Slayer, entre outros ícones, sendo a primeira edição fora da Europa. E sim, Halestorm já tem bagagem suficiente pra ser um monstro para sua geração, dividindo o palco com divindades como Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd, Extreme, Malmsteen, além dos candidatos ao Olimpo, Dirty Honey e Jayler. Imperdível!

     

    Halestorm é conhecido por variar o setlist e viajar bastante quando eles têm bastante tempo de palco, no Monsters of Rock, a média de tempo será de 1h15 de duração, o que daria um set de 15, 16 músicas. Em 30 de janeiro desse ano, a banda fez um show em Miami, no Shiprocked, com, mais ou menos a mesma duração que eles terão aqui, e foi isso que eles fizeram:

       

    I Miss the Misery

    Love Bites (So Do I)

    Fallen Star

    I Get Off

    Rain Your Blood on Me

    Like a Woman Can

    Shiver

    Freak Like Me

    Mz. Hyde

    Everest

    K-I-L-L-I-N-G

    Uncomfortable

    I Gave You Everything

    I Like It Heavy

    Here’s to Us

     

     

     

    SERVIÇO:

    Halestorm em Porto Alegre 

    Suporte para o Guns N’ Roses

    Jockey Clube de Porto Alegre

    Endereço: Avenida Diario de Noticias, 750 – Cristal

    Valor do Ingresso: a partir de R$485,00

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    Halestorm em São Paulo – Monsters of Rock

    Allianz Parque

    Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca 

    Abertura de Portões: 10h

    Hora do Show: 15:15h

    Valor do Ingresso: a partir de R$300,00

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    Halestorm em Curitiba 

    Suporte para o Extreme

    Live Curitiba (antigo Master Hall)

    Endereço: Rua Engenheiro Antônio Bastos, 145 – Novo Mundo

    Valor de ingresso: a partir de R$310,00

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    Texto por: Amanda Basso

    Fotos por: Reprodução Instagram 

     

     

  • Classic Review – Nevermore- Dead Heart in a Dead World (2000)

    Classic Review – Nevermore- Dead Heart in a Dead World (2000)

    Lançado em 2000, Dead Heart in a Dead World é mais do que um grande disco de metal — é um marco criativo que consolidou definitivamente o Nevermore como uma das bandas mais sofisticadas e emocionais do metal moderno. Com uma combinação perfeita de técnica absurda, composição refinada e profundidade lírica, o álbum atravessou décadas sem perder relevância e hoje pode ser considerado, sem exagero, um dos melhores discos de metal do século 21.

    A gravação do álbum é simplesmente impecável. Cada instrumento soa cristalino e poderoso ao mesmo tempo. As guitarras de Jeff Loomis criam uma parede sonora pesada e extremamente definida, enquanto a bateria de Van Williams conduz as músicas com precisão cirúrgica. A produção é praticamente perfeita: pesada, moderna e ainda hoje serve como referência de como gravar metal técnico sem perder impacto. O disco foi produzido por Andy Sneap, um dos nomes mais respeitados da produção de metal, e gravado no Backstage Studios, o que explica o nível absurdo de definição sonora e peso alcançado.

    Mas o verdadeiro coração do disco está na voz e nas palavras de Warrel Dane. Suas letras abordam alienação, conflitos internos, espiritualidade e críticas sociais com uma profundidade rara no metal.

    Para muitos fãs — e me incluo nisso — suas palavras foram mais do que música: foram companhia em momentos difíceis. Em períodos de depressão, as letras de Warrel funcionaram como um espelho emocional e também como uma forma de entender melhor as próprias batalhas internas.

    Mais de duas décadas depois, Dead Heart in a Dead World permanece como um álbum atemporal, capaz de equilibrar agressividade, técnica e emoção de forma quase perfeita.

    Faixa a Faixa

    1. Narcosynthesis

    A abertura do disco já demonstra imediatamente o nível técnico da banda. Um riff pesado e cheio de variações conduz a música, enquanto a bateria alterna entre peso e precisão com naturalidade. As guitarras de Jeff Loomis misturam agressividade e melodia, com passagens técnicas que já antecipam o nível instrumental do restante do álbum. Liricamente, Warrel Dane aborda manipulação social, controle de massas e alienação coletiva, criando uma atmosfera quase distópica que define bem o tom conceitual do disco.

    2. We Disintegrate

    Mais direta e agressiva, essa faixa apresenta riffs cortantes e uma estrutura que flerta com o thrash metal moderno. A bateria de Van Williams trabalha com viradas rápidas e uma condução firme que dá peso à música. O solo de Jeff Loomis surge com uma abordagem melódica, contrastando com a brutalidade do riff principal. Na letra, Warrel Dane explora a ideia de decadência humana e a sensação de colapso interno diante de um mundo cada vez mais desumanizado.

    3. Inside Four Walls

    Uma das músicas mais atmosféricas do álbum. A introdução mais cadenciada cria um clima introspectivo que cresce ao longo da faixa. Instrumentalmente, o destaque está na construção dinâmica da música, alternando momentos mais suaves com explosões de peso. O vocal de Warrel Dane carrega uma interpretação extremamente emocional. A letra mergulha em temas de isolamento psicológico e aprisionamento mental, retratando a sensação de estar preso dentro da própria mente.

    4. Evolution 169

    Aqui o Nevermore mostra sua faceta mais progressiva. A música possui várias mudanças rítmicas e riffs complexos que demonstram a habilidade técnica da banda. Jeff Loomis entrega um trabalho impressionante de guitarras, com frases rápidas e solos extremamente expressivos. A bateria acompanha essas mudanças com precisão quase matemática. Liricamente, a música discute a evolução da humanidade e questiona se o progresso realmente trouxe evolução moral ou apenas novas formas de destruição.

    5. The River Dragon Has Come

    Um dos maiores clássicos da banda. O riff principal é simplesmente devastador e imediatamente memorável. A música combina groove, peso e melodia de forma magistral. O solo de Jeff Loomis é um dos pontos altos do disco, misturando técnica e emoção. Warrel Dane canta com intensidade dramática enquanto a letra apresenta uma metáfora poderosa sobre corrupção, ganância e destruição ambiental, usando a figura do “dragão do rio” como símbolo desse colapso.

    6. The Heart Collector

    Uma das músicas mais emocionais do álbum. Começa com uma atmosfera melancólica e cresce gradualmente até atingir um refrão poderoso. Instrumentalmente, a banda explora mais o lado melódico, com guitarras que criam camadas harmônicas ricas. O solo é carregado de sentimento. A letra fala sobre perda, fragilidade emocional e relacionamentos destruídos, com Warrel Dane entregando uma das interpretações vocais mais marcantes de sua carreira.

    7. Engines of Hate

    Uma das faixas mais pesadas do disco. O riff principal é extremamente agressivo e a bateria imprime um ritmo quase militar. A música mostra o lado mais brutal do Nevermore, com guitarras afiadas e uma estrutura direta e impactante. Liricamente, Warrel Dane aborda a violência e o ódio que movem sistemas de poder e conflitos humanos, criando um retrato sombrio da natureza humana.

    8. The Sound of Silence

    A releitura do clássico de Simon & Garfunkel ganha uma atmosfera completamente diferente aqui. O arranjo transforma a música em uma peça sombria e pesada, com guitarras densas e uma interpretação vocal profundamente melancólica. Warrel Dane consegue transmitir um sentimento de solidão ainda mais intenso do que na versão original, reforçando o caráter existencial da letra.

    9. Believe in Nothing

    Uma das composições mais profundas e reflexivas do álbum. A música possui uma construção emocional muito forte, com momentos mais contidos que explodem em refrões intensos. Jeff Loomis entrega um trabalho de guitarra cheio de nuances, alternando peso e melodia. A letra aborda a perda de fé — não apenas religiosa, mas também em sistemas, ideologias e até nas próprias pessoas. É uma reflexão amarga sobre desilusão e vazio existencial.

    10. Dead Heart in a Dead World

    A faixa-título encerra o disco com um clima épico e melancólico. A música cresce lentamente, com guitarras carregadas de atmosfera e um vocal dramático de Warrel Dane. Instrumentalmente, é uma composição que privilegia emoção e construção gradual. A letra funciona quase como um resumo temático do álbum: um retrato de um mundo emocionalmente vazio, onde a humanidade parece ter perdido sua essência.

    Repercussão e legado

    Na época de seu lançamento, Dead Heart in a Dead World foi amplamente elogiado pela crítica especializada, consolidando o Nevermore como uma das forças mais criativas do metal mundial. O álbum apareceu em diversas listas de melhores do ano em publicações especializadas e ajudou a expandir o alcance da banda para além do público tradicional do metal extremo.

    Com o passar dos anos, sua reputação só cresceu. O disco passou a ser constantemente citado como um dos trabalhos mais importantes do metal moderno, influenciando inúmeras bandas que buscavam equilibrar técnica, peso e profundidade emocional. Hoje, é visto como um verdadeiro clássico cult — daqueles que não apenas marcaram uma época, mas ajudaram a moldar o som de toda uma geração.

    O retorno do Nevermore

    Depois de mais de uma década de hiato e da morte de Warrel Dane em 2017, o Nevermore inicia um novo capítulo. A banda retorna liderada por Jeff Loomis e Van Williams, agora com o vocalista turco Berzan Önen.

    Os fãs brasileiros serão alguns dos primeiros a testemunhar essa nova fase ao vivo. A banda está confirmada no Bangers Open Air no dia 26 de abril de 2026, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

    Além do festival, o grupo também fará um show especial no dia 28 de abril de 2026, no Carioca Club, também em São Paulo, prometendo uma apresentação mais longa e dedicada ao repertório clássico da banda.

    Para quem cresceu ouvindo Dead Heart in a Dead World, essa volta não é apenas o retorno de uma banda — é a chance de reviver o legado de um álbum que ajudou a definir os rumos do metal moderno. Um clássico absoluto que continua tão poderoso hoje quanto no dia em que foi lançado.

  • João Gordo foi detido em Belo Horizonte

    João Gordo foi detido em Belo Horizonte

    João Gordo, vocalista do Ratos de Porão e apresentador foi detido hoje, no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, quando estava embarcando para São Paulo.

    A banda está em turnê, celebrando 40 anos de carreira, junto do D.R.I. e tinham de apresentado no Mister Rock, em Belo Horizonte. Estivemos no show deles aqui no Rio de Janeiro, confira como foi aqui.

    De acordo com a matéria do G1, foi detectado um isqueiro com 5g de Haxixe e Maconha, após isso, o vocalista foi conduzido pela Polícia Federal, e ao assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), o vocalista foi liberado.

    A turnê com o D.R.I. segue, mas até dado momento, não se sabe se o show hoje, de São Paulo, irá ocorrer, mas esperamos que sim.

  • D.R.I. e Ratos de Porão dão aula de Crossover no Circo Voador

    D.R.I. e Ratos de Porão dão aula de Crossover no Circo Voador

    O Circo Voador então, mais uma vez, abre as portas para o peso e velocidade, ontem recebendo o clássico D.R.I. (Dirty Rotten Imbeciles), que retornou ao Brasil e juntos da instituição Ratos de Porão, celebraram ambas seus 40 anos de carreira, com shows simplesmente avassaladores!

    Mas como no Rio a produção do evento ficou a cargo da clássica Tomarock Produções, a noite teve dois atos de abertura, e entre uma banda e outra, entre as trocas de palco, a nossa colaboradora, a DJ Cammy, aquecia a galera com uma seleção de músicas clássicas, dentro do que as bandas apresentariam em palco, melhorando ainda mais a nossa noite.

    Antes dos shows principais e vamos começar pela primeira banda, a Minissaia é um quarteto carioca que executa um Punk Rock bem redondo e descente.

    Composto por quatro meninas, a banda Riot Girl, não poupou esforços para entregar um ótimo show, mas, era visível a emoção das meninas em estarem naquele palco e também o nervosismo, que deve ter pego elas, pois o decorrer do show delas alguns problemas pontuais aconteceram, mas ainda assim, conseguiram entregar um belo show. 

    Logo após a rápida troca de palco, o Pavio sobe ao palco, depois da colocação de um banco no palco e uma piada do produtor Luciano Paz, que é sempre o mestre de cerimônias dos seus eventos, a banda vem e a Cynthia Tsai (bateria), João Mugrabi (baixo), Pedro Vieira (guitarra) Marcelo Prol (vocal) sobem ao palco arrasando. 

    Pra quem já viu o Pavio em palco, sabe que a banda se movimenta muito, mas o vocalista Marcelo está se recuperando de uma cirurgia no joelho, o que o limitou muito e mesmo assim, o cara entregou demais pra galera presente. Era visível o joelho inchado e mesmo assim, ele quase não parava. A banda entregou ainda mais, vendo o esforço de seu vocalista. Músicas do recém lançado EP Soberania Popular e outras de seu repertório foram executadas perfeitamente. Uma banda competente e que sempre entregam um show acima do nível, que showzaço.

    Depois desse showzaço chegaria a hora de vermos o Ratos de Porão, sempre um show incrível, mas ontem teríamos um membro diferente, já que o guitarrista e fundador da banda, Jão, se acidentou e está em recuperação, o guitarrista Maurício Nogueira subiu ao palco, ao lado de Gordo, Boka e Juninho para entregarem um baita showzaço e mesmo com Gordo passando um pouco mal, a banda entregou, mais uma vez, uma apresentação ótima, mas dessa vez temos que colocar alguns pontos. 

    Mauricio é um exímio guitarrista, mas em diversos momentos do show não se ouviam a sua guitarra, esse problema foi o mais latente ontem, mas, pra mim, o estilo dele tocar não casou com a máquina Crossover, em diversos momentos eu sentia falta de algum detalhe aqui e ali, sabemos que casa ser humano é único e seus estilos também, mas senti muita falta de detalhes que fazem a música maior, possivelmente o jeito de cada um, o estilo de tocar, tudo isso me fez sentir uma falta enorme de ver o Jão em palco, mas ainda assim, tivemos um ótimo show do Ratos de Porão.

    Alterta Antifascista, Amazônia Nunca Mais, Solidão e diversos outros clássicos foram executados no show de ontem, que, apesar dessa falta nas guitarras, a bateria de Boka tava perfeita, aquele tiro certeiro, Juninho e seu baixo largando mais e mais timbres estalados e Gordo, que ainda entrega o caos pela sua garganta, fizeram valer a química única entre Circo Voador e Ratos de Porão.

    FOTOS POR ADRIANA DE ALMEIDA

    Então era chegada a hora dos estadunidenses do D.R.I. subir pela primeira vez no palco do Circo Voador e entregar o seu clássico Crossover, mais uma vez, ao Rio de Janeiro e a banda entregou um belo show. Uma constatação é que, incrivelmente, os problemas no som da guitarra do Ratos desapareceram, o som do D.R.I. estava soberbo e Spike Cassidy (guitarra), Kurt Bretch (vocal), Greg Orr (baixo) e Danny Wilker (bateria) entregaram um ótimo concerto.

    Como a banda não tem, literalmente, nenhum disco novo, desde Full Speed Ahead, lançado em 1995, já sabíamos que a banda iria trocar diversos sons de sua carreira, mas eles, mesmo sendo ótimos, em nada empolgaram a maior parte do público, tendo a presença daquela galera que já estava agitando antes, mas para o resto presente, não foi empolgante o bastante, para transformar o Circo Voador naquele “caos gostoso” que geralmente é.

    Mesmo com essa apatia da maior parte do público, músicas como The Five Year Plan, Who Am I?, Beneath The Wheel, Thrashard, Violent Pacification foram bem executadas, fazendo dessa visita da banda bem divertida, mas o público ficou bem apático, o que me entristece um pouco. 

    Uma sexta feira ótima para lavar a alma de todos que investiram nesse tempo de qualidade. Agradecemos a Tedesco Midia, Tomarock Produções e Maraty pela confiança em nodso trabalho.