“Em relação ao novo álbum, temos mais confiança para fazer coisas ainda mais estranhas!”, comenta o guitarrista Nico Elgstrand
O Katatonia nunca tratou sua própria identidade como uma fórmula imóvel. Entre densidade, melancolia e permanente depuração, a banda sueca transformou a mudança em linguagem e é esse novo momento que chega a São Paulo neste sábado, 21 de março, no Cine Joia, na turnê do 13º álbum, o reflexivo Nightmares as Extensions of the Waking State. A noite terá abertura da Falchi, banda da guitarrista Jéssica Falchi, em seu primeiro show já com o EP de estreia Solace lançado. A realização do show é da Powerline Music & Books. Ingressos no site da Fastix (clique aqui).
O momento atual do Katatonia passa menos por ruptura do que por recalibragem. Em entrevista, o guitarrista Nico Elgstrand indica que a banda vive uma etapa de maior confiança no palco, com uma entrega mais intensa e física do que em outros momentos recentes.
“A performance ao vivo agora é muito mais física, com mais energia e mais saída. E, em relação ao novo álbum, acho que a gente tem mais confiança para fazer coisas ainda mais estranhas.”
A frase ajuda a localizar o show de São Paulo dentro de um processo mais amplo. O Katatonia segue reconhecível em sua tensão entre melancolia, densidade e contenção, mas a formação atual parece trabalhar esse repertório com outro impulso.
Nico não fala em reinvenção brusca, e sim em amadurecimento interno de uma banda que conhece melhor suas possibilidades e, por isso mesmo, consegue ampliar sua presença sem violentar a própria linguagem.
Sua entrada no grupo foi guiada justamente por essa lógica. Em vez de chegar impondo contraste ou tentando “atualizar” o som da banda por fora, ele descreve um movimento de aproximação gradual, quase de estudo.
“A banda existe há muito tempo, então não acho que seja meu lugar mudar demais a receita. A não ser quando se trata de música nova, minha função é fazer justiça ao que já existe. É uma música bem complexa, leva tempo para entrar nos dedos, mas isso também é o que torna tudo mais recompensador.”
Essa postura aparece também em sua relação com a execução. Nico valoriza não só o que se toca, mas o que se deixa respirar. Ao falar sobre guitarra, dinâmica e construção, ele aponta para uma dimensão central da música do Katatonia: a capacidade de produzir peso também a partir de pausa, ressonância e contenção.
“Depois de muitos anos fazendo isso, cheguei à conclusão de que, se consigo desligar o cérebro e simplesmente tocar, sentindo o que vai acontecer ou não acontecer, essa é uma estratégia muito mais eficiente. E o silêncio é muito, muito importante. Hoje tudo é muito histérico, muito corrido, e as pessoas não dão uma chance ao silêncio. Menos pode ser mais.”
É uma observação que ajuda a explicar por que o Katatonia permanece tão particular mesmo depois de décadas. Em vez de perseguir o impacto pelo acúmulo, a banda segue trabalhando atmosfera e tensão. No palco, isso significa músicas que avançam não apenas por peso ou volume, mas por arquitetura emocional, uma característica que o novo show, pelo relato de Nico, parece acentuar em vez de abandonar.
Dentro do álbum mais recente, algumas faixas ganharam destaque especial para ele. “‘Thrice’ é muito divertida de tocar. Ela tem uma parte do meio muito legal e é uma música bem estranha, que passa por lugares diferentes de um jeito muito bom. ‘Lilac’ também foi desafiadora, e acho que acabou ficando muito representativa do álbum. E ‘In the Event Of’ tem algo muito espontâneo; é uma daquelas em que eu percebo que estou justamente com o cérebro desligado, do jeito que eu gosto.”
Ao mesmo tempo, Nico deixa claro que a apresentação em São Paulo não deve ficar restrita ao disco mais recente. A ideia é atravessar o catálogo da banda, trazendo músicas de fases diferentes sempre que possível. É aí que aparece um segundo traço importante desta turnê: a tentativa de equilibrar o novo momento com um repertório que já se tornou patrimônio emocional do público.
Quando fala dessas canções mais antigas, ele se permite um entusiasmo ainda mais solto. “Sempre amei ‘Old Heart Falls’. É uma música simples, mas incrível, muito Pink Floyd. E ‘Dead Letters’ tem arranjos de guitarra nos versos que são absurdamente legais. Mas é difícil escolher, porque tem muitas músicas muito boas. ‘Evidence’, por exemplo, é uma música incrível.”
Esse repertório amplo ganha um peso particular no Brasil, onde a banda volta a tocar diante de um público que Nico trata com evidente expectativa. Ele lembra que esta será sua segunda passagem pelo país com o Katatonia, fala da experiência anterior com entusiasmo e deixa claro que o show de São Paulo chega cercado de antecipação real dentro da própria banda.
“Adoraria passar três meses só no Brasil, porque a comida e as pessoas são incríveis. Da última vez foi insano, e agora a gente quer que seja mais insano ainda. Vamos tentar levar nosso melhor jogo para os palco, e espero que vocês façam o mesmo, porque juntos talvez a gente consiga transformar isso em uma noite de fato inesquecível.”
Por Erick Tedesco / Tedesco Mídia
SERVIÇO | KATATONIA EM SÃO PAULO Data: 21 de março de 2026 Horário: 18h (abertura da casa) Local: Cine Joia (Pça. Carlos Gomes 82, São Paulo, SP) Ingresso: FASTIX
Em um movimento ousado e principista, o lendário grupo Dead Can Dance saiu de seu hiato e anunciou que todos os seus futuros lançamentos serão vendidos exclusivamente pela plataforma de artistas Bandcamp, através de seu próprio selo, Holy Tongue Records. A decisão reflete uma postura firme contra as práticas abusivas das plataformas de streaming, que há anos são criticadas por explorar artistas, pagar valores irrisórios por reproduções e, agora, promover a música gerada por inteligência artificial (IA), uma tecnologia que ameaça a essência mesma da criação artística.
Em comunicado, a banda declarou: “Decidimos não mais apoiar plataformas de streaming que continuam a explorar artistas e incentivar a música gerada por IA. A partir de agora, nossa música será vendida diretamente ao público pelo Bandcamp, uma plataforma que segue apoiando artistas independentes e que, de forma louvável, baniu todas as formas de música gerada por IA, uma tecnologia que ameaça a própria vida e alma da nossa profissão.”
A decisão do Dead Can Dance não é isolada. Nos últimos anos, artistas e bandas de diversos gêneros têm abandonado ou boicotado plataformas como Spotify, Apple Music e Deezer, seja pela remuneração injusta, pela falta de transparência ou pela crescente invasão da IA no mercado musical. Bandas como Tool, Neil Young e Joni Mitchell já retiraram seus catálogos do Spotify em protesto contra desinformação ou baixos pagamentos. Outros, como Thom Yorke (Radiohead), há anos criticam o modelo de streaming por desvalorizar a arte e transformar música em “conteúdo descartável”.
O Dead Can Dance, com sua trajetória de quase 40 anos e álbuns atemporais como ‘Within the Realm of a Dying Sun’ (1987) e ‘The Serpent’s Egg’ (1988), sempre foi sinônimo de profundidade artística e integridade. Ao escolher o Bandcamp, uma plataforma que valoriza o artista, paga justamente e proíbe IA, a banda reafirma seu compromisso não só com a música, mas com a ética e a sobrevivência da criação humana.
“Our day will come”: o primeiro passo de uma nova era
O primeiro lançamento dessa nova fase é o single ‘Our Day Will Come’, disponível a partir de hoje no Bandcamp da banda. A música inaugura uma série de lançamentos mensais ao longo de 2026, cada um acompanhado por um PDF digital com arte original e letras, resgatando a ideia de que música é experiência, não apenas consumo.
Mas a iniciativa vai além da arte: 50% da renda de ‘Our Day Will Come’ será doada para a MAP (Medical Aid for Palestinians), organização que fornece assistência médica, alimentos e apoio nutricional ao povo palestino. Em um momento de crise humanitária, a banda une música e solidariedade, provando que arte pode — e deve — ser ferramenta de mudança.
A escolha do Dead Can Dance é um recado claro: a música não é mercadoria, e os artistas não são algoritmos. Ao comprar diretamente no Bandcamp, os fãs não só apoiam a banda de forma justa, como resistem a um sistema que reduz a arte a dados e cliques.
Enquanto gigantes do streaming seguem priorizando lucro e automação, iniciativas como essa mostram que há alternativas. E que o futuro da música pode (e deve) ser humano, ético e solidário.
Sobre o Dead Can Dance
Dead Can Dance é muito mais do que uma banda: é um marco na história da música experimental e uma ponte entre culturas, épocas e emoções. Formado em 1981 por Brendan Perry e Lisa Gerrard, o duo revolucionou a cena musical ao fundir elementos do darkwave, neoclassical, world music, folk e ambient, criando uma sonoridade única, hipnótica e atemporal. Seu som transcende gêneros, transportando o ouvinte para paisagens sonoras que evocam mistério, espiritualidade e uma melancolia profunda. Álbuns como os acima citados, não são apenas discos, mas obras de arte que desafiam o tempo, influenciando gerações de artistas, desde bandas de metal gótico até compositores de trilhas sonoras. A voz etérea de Lisa Gerrard, muitas vezes em línguas inventadas ou inspiradas em tradições antigas, e a produção meticulosa de Brendan Perry criaram uma linguagem musical que fala diretamente à alma, sem necessidade de palavras.
Além de sua genialidade artística, o Dead Can Dance representa resistência e autenticidade em uma indústria cada vez mais padronizada. Ao longo de quase quatro décadas, a banda manteve uma integridade inabalável, recusando-se a ceder às pressões comerciais ou às tendências passageiras.
Seu retorno em 2012, após anos de hiato, e a decisão recente de abandonar plataformas de streaming em protesto contra a exploração de artistas e o uso de IA na música, reforçam seu papel como guardiões de uma música feita por humanos, para humanos. Em um mundo onde a arte é frequentemente reduzida a algoritmos e playlists, o Dead Can Dance lembra que a música pode e deve ser uma experiência sagrada, transformadora e profundamente pessoal. Seu legado não está apenas nas notas que compõem suas canções, mas na coragem de defender a essência mesma da criação artística.
Show é realizado pela 30e e está marcado para o dia 16 de maio, no Allianz Parque, em São Paulo
Expoente do metal nacional, o Black Pantera é a nova atração confirmada para abrir a apresentação do KoЯn no Brasil. O trio de Minas Gerais construiu seu reconhecimento nacional e internacional ao unir thrash, hardcore e groove metal a letras contundentes sobre questões sociais e raciais, transformando seus shows em experiências intensas, políticas e explosivas. Em uma realização da 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, o retorno do KoЯn ao país após nove anos está marcado no dia 16 de maio, em São Paulo, no Allianz Parque. A apresentação conta também com os canadenses do Spiritbox e o Seven Hours After Violet, grupo de metal dos Estados Unidos, como atos de abertura. Vale lembrar que restam poucos ingressos disponíveis no site da Eventim (acesse aqui).
Com uma agenda cheia na América Latina, o KoЯn tem performances confirmadas em Bogotá, na Colômbia, no dia 2 de maio; Lima, no Peru, no dia 5 de maio; Santiago, no Chile, no dia 8 de maio; Buenos Aires, na Argentina, no dia 10 de maio; Assunção, no Paraguai, no dia 13 de maio; e no México, na Cidade do México, no dia 19 de maio.
Os californianos chegam ao Brasil embalados por um dos melhores momentos da carreira. Ao ocupar o posto de headliner de importantes festivais globais e esgotando os ingressos em estádios, o grupo demonstrou a atemporalidade de sua obra e ainda angariou novos fãs. A apresentação no Download Festival, em Donington (Inglaterra), por exemplo, foi transformada em uma experiência definitiva de celebração do legado da banda. “O KoЯn enfim assumiu o posto que lhe cabe — e, como era de se esperar, entregou uma performance arrebatadora”, afirmou a Louder. No Lollapalooza, em Chicago (EUA), a crítica relatou que o show foi “uma prova incontestável da longevidade e do talento que resiste ao tempo”.
Este recente reconhecimento reforça a importância de um grupo que contabiliza mais de 30 anos de carreira, vendeu mais de 42 milhões de discos em todo o mundo e recebeu dois prêmios Grammy Awards. Se por um lado os fãs mais antigos revivem a intensidade de clássicos como “Blind” e “Freak on a Leash”, por outro, um público jovem tem descoberto a força visceral das performances do KoЯn ao vivo.
Ao anunciar os shows pela América Latina, o grupo de Jonathan Davis (vocais), James “Munky” Shaffer (guitarra), Brian “Head” Welch (guitarra) e Ray Luzier (bateria) instigou o público com a pergunta: “Are you ready?”. O KoЯn sabe o poder do que tem para entregar um espetáculo e o público está pronto para testemunhar a performance de um dos maiores ícones do rock do mundo, que abriu caminho para muitos, sem nunca se repetir ou cair na mesmice. São raros os eventos históricos como esse.
SERVIÇO KoЯn @São Paulo Realização: 30e
SÃO PAULO Data: 16 de maio de 2026 (sábado) Local: Allianz Parque – Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca – São Paulo/SP Horário de Abertura da casa: 16h Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços: Cadeira superior – R$ 182,50 (meia-entrada) | R$ 365,00 (inteira) Pista – R$ 247,50 (meia-entrada) | R$ 495,00 (inteira) Cadeira inferior -R$ 322,50 (meia-entrada) | R$ 645,00 (inteira) Pista Premium – R$ 497,50 (meia-entrada) | R$ 995,00 (inteira) Hotseat – R$ 822,50 (meia-entrada) | R$ 1.145,00 (inteira) Pacote VIP – R$ 1.287,50 (meia-entrada) | R$ 1.785,00 (inteira) Início das vendas: Venda geral: 16 de outubro, às 13h Vendas online em:eventim.com.br/Korn Bilheteria oficial: Bilheteria A – Allianz Parque – Endereço: Rua Palestra Itália, 200. Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h * Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.
SOBRE A 30e: A 30e é a maior e a mais relevante companhia brasileira de entretenimento ao vivo. Com a missão de entregar felicidade e criar memórias inesquecíveis, a empresa tem a inovação, a excelência e as pessoas no centro de tudo o que faz. E, desta forma, a 30e ganhou reconhecimento global como a nova geração do setor. A companhia construiu credibilidade junto ao mercado e ganhou a confiança dos artistas internacionais e nacionais, além dos fãs de música. Já realizou shows de Paul McCartney, System of a Down, Lana Del Rey, Twenty One Pilots, Florence and the Machine, Kendrick Lamar, Slipknot, Gorillaz, The Killers, Roger Waters e Bring Me The Horizon no país. Como uma empresa 100% brasileira, a 30e tem as credenciais necessárias para dimensionar os artistas nacionais e idealizou tours que transformaram a perspectiva do showbiz no Brasil. A turnê Titãs Encontro, a SUPERTURNÊ do Jão, a despedida do Natiruts dos palcos e, agora, a última turnê de Gilberto Gil, TEMPO REI, são exemplos disso. A companhia realiza mais de 200 eventos por ano e tem a projeção de impactar 4 milhões de pessoas em 2025 — sempre desenvolvendo o seu posicionamento de “Delivering Happiness”.
Existe a possibilidade de um novo álbum do Keeper of the Seven Keys? Andi Deris, do Helloween, acredita que agora é o momento certo.
KEEPER OF THE SEVEN KEYS foi o álbum que lançou o Helloween ao estrelato em 1987. A sequência, KEEPER OF THE SEVEN KEYS PART 2, deu continuidade ao sucesso do primeiro álbum. Em 2005, a banda concluiu a série com KEEPER OF THE SEVEN KEYS – THE LEGACY – ou será que não?
Chaves suficientes
Em entrevista ao Metal Remains, o vocalista Andi Deris pondera sobre a possibilidade de uma nova sequência. Questionado se ainda restam chaves para o Guardião proteger, ele responde: “Definitivamente, ainda restam algumas chaves, mas é preciso levar em conta que o sucesso de KEEPER OF THE SEVEN KEYS depende muito da situação política.”
“Se eu fosse compor uma música ou um álbum agora, com certeza me inspiraria na política. Tanta coisa ruim está acontecendo no momento, então provavelmente seria a hora certa. Infelizmente – ou felizmente – acabamos de lançar um novo álbum“, reflete o vocalista.
Álbum político
Ele explica: “KEEPER OF THE SEVEN KEYS – THE LEGACY foi de fato inspirado pela Guerra do Iraque. É um álbum político. E o rei de ‘The King For A 1000 Years’ é o líder em torno do qual o álbum também trata politicamente. Claro, vocês nunca ouvirão palavras ou nomes específicos da nossa parte, mas isso faz parte do universo de ‘Keeper’”. “Se você ler a letra, fica óbvio sobre o que a música fala, sem mencionar nomes de pessoas específicas. Isso era muito importante para nós naquela época. Temos o privilégio de poder colocar tudo o que acontece na vida real em um mundo de fantasia sem apontar o dedo para ninguém. Você não precisa dizer em voz alta, mas ainda está lá. Qualquer um que leia sabe“, explica Deris. Ele conclui: “É isso mesmo. Seria um ótimo momento para o quarto álbum.“
Os 50 anos da Donzela passaram, mas as comemorações não param. Estamos no meio da tour comemorativa, Run For Tour Lives, que passa pelo Brasil nos dias 25 e 27 de outubro, em São Paulo, no Allianz Parque, tivemos a biografia fotográfica da banda, com imagens selecionadas pelo próprio Steve Harris, Infinite Dreams (que eu falo mais depois) e agora, a tão aguardada cinebiografia “Iron Maiden: Burning Ambition”.
O trailer foi lançado hoje, às 13h, horário de Brasília, junto com a pré – venda dos ingressos, para a sessão de 7 de maio, às 19h. Ainda não sabemos se os cinemas farão sessão única, ou se manterão a película em cartaz por mais tempo, já que o próprio aplicativo do Cinemark, por exemplo, informa que “não é possível a compra para datas seguintes, por hora”. Pode ser uma mensagem padrão? Sim, mas também pode ser uma ação de marketing para análise de retorno.
O Iron Maiden e a Universal Pictures, estúdio responsável pela montagem e lançamento do filme, já garantiram que a cinebiografia será lançada também em formatos Blue Ray e DVD, para alegria dos fãs e colecionadores, mas ainda sem data prevista.
Segundo a sinopse, a banda apresentará sua história, passando por altos e baixos (naturalmente curiosa para saber como eles falarão dos baixos, já que a banda se limita a falar o mínimo), chegando no retorno triunfal em 1999, com o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith ao Maiden.
Sinopse: “‘Se você é fã de Iron Maiden, você faz parte de uma família.’
IRON MAIDEN: BURNING AMBITION explora como o Iron Maiden ajudou a moldar um movimento cultural, desafiando visões convencionais sobre o rock e o impacto mais amplo do heavy metal na sociedade e na cultura. Com entrevistas com a banda e colaboradores como Javier Bardem, Lars Ulrich e Chuck D, este filme eletrizante oferece um olhar íntimo sobre sua visão intransigente e a conexão inabalável com seu exército global de fãs.”
Obviamente a cinebiografia vinha sendo montada e finalizada há um tempo considerável e, pela ausência de Simon Dawson da imagem de divulgação e do trailer, não sabemos se a entrada dele na banda, substituindo o querido e lendário Nicko McBrain, será mencionada.
Trecho do filme – Reprodução Internet
A última vez que a Donzela levou seus fãs ao cinema foi em 22 de abril de 2009, o “Maiden Day”, como a data é conhecida no mundo todo, remete à estreia de “Flight 666”, documentário que conta a história da “Somewhere Back in Time Tour”, projeto ambicioso onde Bruce Dickinson pilotava o Ed Force One, um Boeing 757, que carregava banda, convidados, equipe e equipamentos ao redor do mundo.
Uma história e tanto, não? E como eu prometi antes, vamos falar um pouco do livro “Infinite Dreams”. Ele é um compilado de fotos e pequenos textos, feito pelo próprio Steve Harris. O Chefe escolheu a dedo as fotos que ele queria que os fãs vissem, inclusive, muitas inéditas de seu próprio acervo. É uma edição para blood brother abraçar e guardar em berço esplêndido. Aqui no Brasil, você pode adquirir esse bonitão pela Editora Belas Letras, através do link e, usando o meu código AMANDABASSO10, você ganha 10% off no carrinho. Condição gostosa pra levar pra casa, né?!
Voltando ao documentário, os fãs esperamque, finalmente, a banda se abra para sua parte mais sombria e se humanize um pouco, saindo um pouco do Olimpo. Tudo o que foi feito, errado ou não, já passou e nada muda a importância que o Iron Maiden tem na história da música. Eles são gigantes, inesquecíveis e seu legado, imortal, então, caberia aqui uma dose de “humanidade”, para que nós, meros mortais, mais uma vez, agradeçamos por viver e sermos contemporâneos da maior banda de heavy metal de todos os tempos.
Up the Irons!
SERVIÇO:
Iron Maiden: Burning Ambition estréia nos cinemas do mundo todo em 7/05.
Pré – venda: 18/03
Ingressos: a partir de R$30,00 + taxa na rede Cinemark
Nas demais redes e cidades, é possível ver por aqui
No Palco Mundo, o dia 4 de setembro tem Rise Against, The Hives e Nova Twins, enquanto no 5 recebe mgk (Machine Gun Kelly) e Sepultura. Já no Sunset, o dia 4 conta com Capital Inicial convida Dado Villa-Lobos, Hot Milk, Detonautas convidam Biquini e Di Ferrero, e o dia 5 com Bad Omens, Poppy, Black Pantera convida Nervosa, além de Malvada convida Day Limns
Vai ter rock, bebê – e em dose dupla! Na edição de 2026, o Rock in Rio terá dois dias inteiros dedicados ao gênero que ajudou a moldar toda a história do festival, reunindo nomes de diferentes gerações e vertentes para abrir o Rock in Rio com energia máxima. No dia 4 de setembro, o Rise Against faz sua aguardada estreia na Cidade do Rock, levando ao palco a potência de uma das bandas mais relevantes do punk rock contemporâneo. Antes deles, os suecos do The Hives levam pela primeira vez ao festival seu garage rock explosivo e performances intensas que os consagraram como um dos nomes mais marcantes do revival do rock dos anos 2000. Abrindo o Palco Mundo no dia 4, o duo britânico Nova Twins faz sua estreia no Brasil trazendo seu som singular e eletrizante que mistura diferentes vertentes do rock. Já no dia 5, quem sobe ao palco é mgk (Machine Gun Kelly), que também faz show pela primeira vez no Rock in Rio trazendo a energia de sua fase pop-punk – responsável por recolocar o estilo no centro da cultura pop nos últimos anos. Na abertura deste dia está um dos maiores nomes da história do rock e do metal brasileiro: Sepultura. A banda faz, na Cidade do Rock, seu penúltimo show da carreira, em uma performance inédita e exclusiva que fará jus a todo o seu legado para a música.
No Palco Sunset, os dois dias também destacam diferentes vertentes do gênero. No dia 4 de setembro, o encerramento do palco fica por conta de Capital Inicial, que apresenta um show especial em homenagem ao Renato Russo, convidando Dado Villa-Lobos, guitarrista histórico da banda Legião Urbana. O encontro celebra os 30 anos da perda de Renato, comemorando todo seu legado. Antes deles, a banda britânica Hot Milk se apresenta pela primeira vez no festival, levando à Cidade do Rock a energia de um dos nomes mais promissores da nova geração do rock do Reino Unido. Já os Detonautas convidam o Biquini para um encontro marcado por diversos hits, enquanto a abertura do Palco Sunset fica por conta de Di Ferrero, que apresenta um show marcado por diferentes fases da carreira e que vai emocionar os fãs presentes com canções que atravessaram gerações.
Já no dia 5, a presença feminina será um dos grandes destaques no Palco Sunset.
O headliner do espaço é o Bad Omens, que estreia no Rock in Rio consolidando sua ascensão como um dos nomes mais influentes do rock moderno, com bilhões de streams, milhares de fãs no Brasil e no mundo, além de hits que dominaram as paradas de rock nos últimos anos. Antes, a americana Poppy também faz sua primeira apresentação no festival, trazendo sua mistura ousada de metal, pop e experimentalismo – trajetória que já lhe rendeu indicações ao GRAMMY e a reputação de uma das artistas mais inventivas da cena atual – além dos shows de Black Pantera convida Nervosa, em um encontro inédito e potente, e Malvada convida Day Limns, mais um show original do Rock in Rio nesta edição, que vai abrir uma programação no Sunset marcada por mulheres potentes no rock e no metal atual.
Primeiro dia da edição de 2026 do Rock in Rio conta com Rise Against, The Hives e Nova Twins no Palco Mundo
No dia 4 de setembro, o Rise Against faz sua estreia no Rock in Rio subindo ao Palco Mundo antes da apresentação do Foo Fighters, levando à Cidade do Rock a força de uma das bandas mais relevantes do punk rock contemporâneo. Formado em 1999, em Chicago, o grupo é composto por Tim McIlrath (vocal e guitarra rítmica), Zach Blair (guitarra solo), Joe Principe (baixo) e Brandon Barnes (bateria). Reconhecida pela franqueza e forte consciência social, a banda construiu uma trajetória marcada por múltiplos discos de ouro e platina, consolidando seu nome dentro do melodic hardcore com uma sonoridade que combina melodias marcantes, refrões explosivos, ritmo acelerado e uma atitude agressiva. Desde os primeiros álbuns, o Rise Against chamou atenção pelas letras politizadas e engajadas, abordando temas como desigualdade social, cenário político, direitos dos animais e questões ambientais, transformando sua música em um espaço de reflexão e posicionamento. Ao longo dos anos, ampliou seu alcance comercial com trabalhos que alcançaram o topo das paradas e expandiram sua base de fãs ao redor do mundo, equilibrando intensidade sonora e apelo radiofônico sem abrir mão do discurso crítico. Em 2025, a banda lançou Ricochet, seu décimo álbum de estúdio, reafirmando sua identidade ao unir energia, crítica social e melodias potentes.
Antes, The Hives sobem ao Palco Mundo para aquecer a Cidade do Rock com seu garage rock. Formada em 1993 na Suécia, a banda se consolidou como um dos nomes mais explosivos do rock das últimas décadas. O grupo ganhou projeção internacional no início dos anos 2000 com o álbum Veni Vidi Vicious, que rendeu discos de platina e colocou o hit “Hate to Say I Told You So” entre as músicas mais marcantes da década, ajudando a impulsionar o revival do rock cru e energético daquele período. A banda abriu no início deste ano os shows do My Chemical Romance, durante sua explosiva turnê por estádios pela América do Sul, incluindo duas noites no Allianz Parque, em São Paulo. Conhecidos por riffs acelerados, estética marcante e apresentações ao vivo intensas lideradas pelo vocalista Howlin’ Pelle Almqvist, o grupo construiu uma carreira influente com discos como Tyrannosaurus Hives (2004), The Black and White Album (2007) e Lex Hives (2012). Nos últimos anos, a banda retomou a atividade com o álbum The Death of Randy Fitzsimmons (2023) e seguiu em turnê mundial, preparando o terreno para seu sétimo trabalho de estúdio, The Hives Forever Forever The Hives (2025).
Na abertura do Palco Mundo no dia 4, o duo do Nova Twins se apresenta pela primeira vez no Brasil, consolidando cada vez mais sua posição como uma das propostas mais inovadoras e impactantes da nova geração do rock. Nos últimos anos, Amy Love e Georgia South se consolidaram como uma das forças mais celebradas e transformadoras da música contemporânea. Desde que surgiu na cena independente do Reino Unido, o duo – indicado ao Mercury Music Prize e duas vezes ao BRIT Award – vem redefinindo os limites do rock ao misturar elementos de alternative rock, punk, rap rock e influências eletrônicas, criando um som singular. Conhecidas por apresentações ao vivo eletrizantes e por uma identidade sonora construída sem o uso de sintetizadores, elas conquistaram público e crítica com faixas como “Antagonist”, “Cleopatra”, “Choose Your Fighter” e os singles mais recentes “Monsters”, “Soprano” e “Piranha”, que anteciparam seu terceiro álbum, Parasites & Butterflies (2025).
mgk (Machine Gun Kelly) e Sepultura se apresentam no Palco Mundo no dia 5 de setembro
No dia 5 de setembro, quando Avenged Sevenfold encerra os shows do Palco Mundo e Bring Me The Horizon também se apresenta no espaço, mgk faz sua estreia na Cidade do Rock. Da força crua do rap à explosão catártica do pop punk, o artista chega pela primeira vez ao Rock in Rio como um dos nomes que melhor traduzem a energia de uma geração. O cantor, que iniciou sua trajetória musical no rap, construiu, ao longo da década de 2010, uma base sólida de fãs e alcançou grande visibilidade com sucessos como “Bad Things”, parceria com Camila Cabello. Mesmo com o rap como ponto de partida, sua estética e atitude já indicavam uma inclinação natural para o rock, antecipando os caminhos que viriam a seguir. Essa transição se consolidou a partir de 2020, quando o artista mergulhou de vez em uma sonoridade mais rockeira e pop punk. O álbum Tickets to My Downfall marcou um divisor de águas, liderando as paradas e resgatando a energia do rock dos anos 2000 para uma nova geração, com sucessos como “Bloody Valentine”, que posteriormente ganhou uma versão acústica especial com a participação de Travis Barker, baterista do Blink-182, e “My Ex’s Best Friend”, faixa que contou com a participação de blackbear. O sucesso dessa nova fase se manteve com o lançamento de Mainstream Sellout, em 2022, um trabalho que aprofundou sua identidade no pop punk, reunindo colaborações com Bring Me The Horizon, Lil Wayne, WILLOW, iann dior, Young Thug, Landon Barker e blackbear. O impacto do álbum levou a Billboard a eleger mgk como o “novo príncipe do pop-punk”. Em 2025, ele ampliou ainda mais esse percurso com Lost Americana, disco que combina diferentes influências de sua carreira e apresenta um olhar mais direto sobre suas vivências, origens e a relação entre passado, expectativas e realidade nos Estados Unidos, reafirmando sua versatilidade artística.
Abrindo o Palco Mundo no dia 5 de setembro, o Sepultura leva à Cidade do Rock um show inédito e exclusivo – em que tocará somente músicas da fase do vocalista Derrick Green – trazendo a força de um dos maiores grupos do metal brasileiro e mundial. A apresentação vai marcar sua despedida do festival e também será o penúltimo show de sua trajetória no mundo, antes do encerramento definitivo em São Paulo. Presente desde a segunda edição, em 1991, o grupo construiu ao longo das décadas uma relação profunda com o Rock in Rio, protagonizando momentos icônicos, colaborações marcantes e performances inovadoras – como os encontros com o Tambours du Bronx, em 2011, e com Zé Ramalho, em 2013, além de apresentações nas edições internacionais em Lisboa, Las Vegas e Madrid, entre diversos outros destaques. Com uma trajetória marcada por reinvenção constante e impacto global, a banda construiu uma identidade sonora única ao combinar thrash metal, groove metal e influências brasileiras, ajudando a ampliar as fronteiras do gênero. Reconhecida mundialmente, a banda brasileira retorna ao festival para celebrar esse legado com a mesma força que a consagrou.
O Sepultura se despede da história do festival com uma apresentação que carrega um significado único: será o último show da banda no Rock in Rio e o penúltimo de sua trajetória no mundo, antes da apresentação final em São Paulo. Presente desde a primeira edição, em 1985, o grupo construiu ao longo das décadas uma relação profunda com o evento, protagonizando momentos icônicos e inovadores que marcaram gerações. Entre encontros históricos e performances memoráveis, como as colaborações com o Tambours du Bronx e Zé Ramalho, além de apresentações internacionais em palcos como Times Square, Las Vegas e Madrid, o Sepultura consolidou sua trajetória no festival com coragem artística e experimentação — incluindo shows com orquestra e formatos inéditos. Reconhecida mundialmente, a banda brasileira conquistou o respeito de gigantes do metal, como Iron Maiden e Metallica, e encerra esse ciclo no Rock in Rio em um show onde histórias se cruzam e prometem emocionar todo o público presente.
No dia 4 de setembro, o Palco Sunset tem Capital Inicial convidando Dado Villa-Lobos como headliner, e shows de Hot Milk, Detonautas convidam Biquíni e Di Ferrero
Encerrando o dia 4 no Palco Sunset, o Capital Inicial convida Dado Villa-Lobos em um show que vai agitar a Cidade do Rock com diversos hits, incluindo sucessos da banda Legião Urbana. Após o fenômeno da turnê “Acústico 25 Anos” (que percorreu mais de 45 cidades e atraiu meio milhão de pessoas em 2025), o Capital Inicial roda agora o país com a nova tour “Música Urbana”, marcando o retorno oficial da banda ao formato 100% elétrico. Para completar o ano – que acabou de começar – o Capital já anuncia sua nova participação no Rock in Rio 2026. Essa será a 11º da banda no maior festival de música do mundo. O Capital Inicial é uma das poucas bandas de rock nacional que conseguiu fazer o cross over e entrar no lar de todos os brasileiros. É daí que vem a incrível capilaridade do grupo que se apresenta para um público diverso, de norte a sul do país, incansavelmente há décadas. Recentemente lançaram o EP “Movimento”. O novo trabalho resgata a urgência do punk rock com uma sonoridade contemporânea, provando a vitalidade do grupo que acumula bilhões de streams e mantém clássicos, como “Primeiros Erros”, voltando ao Top 200 do Spotify Brasil, e constantemente no topo das paradas digitais e no centro do imaginário musical brasileiro. Convidado da banda, o guitarrista e compositor Dado Villa‑Lobos foi um dos integrantes do histórico e influente da banda Legião Urbana, formada em Brasília no início dos anos 1980 ao lado de Renato Russo e Marcelo Bonfá. Como guitarrista do grupo, participou de todos os álbuns de estúdio da banda, que se tornou um dos nomes mais marcantes do rock nacional. Após o fim do grupo, seguiu em carreira solo como músico, compositor e produtor, lançando discos autorais e realizando turnês pelo país, além de desenvolver novos projetos e repertórios que revisitam diferentes momentos de sua trajetória artística.
Antes, a banda Hot Milk faz sua estreia no Rock in Rio ao subir ao Palco Sunset, levando à Cidade do Rock a energia de um dos nomes mais promissores do rock britânico recente. Formada em Manchester, a banda é liderada pelo duo de vocalistas e guitarristas Han Mee e Jim Shaw, que dividem a linha de frente e conduzem o processo criativo do projeto, com Han Mee também representando a força feminina da nova geração do rock. Desde 2019, a dupla construiu sua trajetória com a trilogia de EPs Are You Feeling Alive?, I JUST WANNA KNOW WHAT HAPPENS WHEN I’M DEAD e The King And Queen Of Gasoline, lançamentos que ajudaram a consolidar sua identidade sonora e ampliar sua presença nos palcos do Reino Unido, incluindo grandes festivais e shows de destaque. O álbum de estreia, A Call To The Void, marcou um passo decisivo ao transformar experiências pessoais intensas em canções que equilibram peso, ironia e vulnerabilidade, em faixas como “Breathing Underwater”, “Horror Show”, “Party On My Deathbed” e “Bloodstream”. Misturando rock alternativo, punk e pop com influências de música eletrônica, drum and bass e EDM, a Hot Milk construiu um som energético e feito para o ao vivo. Em 2025, a banda lançou seu segundo álbum, Corporation P.O.P, dando sequência à evolução do projeto e reforçando sua proposta de unir intensidade, experimentação e refrões marcantes.
Ainda na mesma data, Detonautas convidam Biquini em um encontro que será marcante no Palco Sunset com direito a duas bandas completas em cima do palco. No cenário do rock brasileiro, poucas bandas conseguem se manter no mainstream e no coração das pessoas por mais de uma década. O Detonautas faz parte desta seleta lista. Com 29 anos de carreira, o grupo formado no Rio de Janeiro é um dos conjuntos de rock mais ouvidos nas plataformas digitais com um repertório que inclui sucessos como “Outro Lugar”, “Você Me Faz Tão Bem”, “Olhos Certos” e “Retorno de Saturno” – além do hit “Potinho de Veneno”, lançado no fim de 2025, que integra o recém-lançado álbum inédito Radio Love Nacional, reforçando o lugar de destaque do grupo nas rádios, plataformas digitais e festivais. Já Biquini, que faz sua estreia no Rock in Rio e possui mais de 2.800 shows realizados em mais de 800 cidades brasileiras, é uma das bandas mais presentes, queridas e ativas da música nacional. Ao longo de quatro décadas, atravessou gerações levando seu som a todos os cantos do Brasil e também fora dele. A banda já se apresentou em países como Estados Unidos, Portugal e Dinamarca, conquistando palcos e corações com a mesma energia e verdade que marcaram seu início nos anos 80.
E para abrir as atrações do Palco Sunset neste dia, Di Ferrero apresenta um show que revisita momentos marcantes de sua carreira. Conhecido por sua trajetória à frente do NX Zero — uma das principais bandas do rock nacional dos anos 2000 —, o artista explora novas sonoridades em suas apresentações e reúne sucessos da fase solo, como “Aonde é o Céu”, “Intensamente” e “Um Brinde”, além das mais recentes “Azul (Oceano), “O Som da Desilusão” e “Além do Fim”, e faixas que marcaram sua história, como “Razões e Emoções”, “Só Rezo” e “Cedo ou Tarde”. O resultado é uma apresentação emocionante, que promete envolver o público e trazer um clima de nostalgia para os fãs presentes.
Bad Omens, Poppy, Black Pantera convida Nervosa, além de Malvada convida Day Limns se apresentam no Palco Sunset no dia 5
Headliner do Palco Sunset no dia 5 de setembro e fazendo sua estreia na Cidade do Rock, Bad Omens vem remodelando a aparência e a essência do rock moderno: cinematográfico, carregado de emoção e feito para grandes produções. Após o sucesso estrondoso de The Death of Peace of Mind (2022), álbum certificado Ouro pela RIAA que impulsionou seu catálogo para mais de 2,7 bilhões de streams globais, a trajetória da banda mudou de favorita cult para força inegável. Músicas como “Just Pretend” (certificada Platina), “Like A Villain” (certificada Ouro) e a faixa-título do álbum não apenas acumularam números expressivos, como também apresentaram um novo tipo de banda de rock para uma nova geração de ouvintes. Em 2025, o Bad Omens entrou em um capítulo decisivo com lançamentos que expandiram seu som e alcance: “Specter” se tornou o single que mais rapidamente alcançou o 1º lugar na parada Mainstream Rock Airplay da Billboard, além de entrar no Top 15 das rádios alternativas. “Dying To Love” deu continuidade a essa trajetória de sucesso, chegando ao 11º lugar na Mainstream Rock Airplay, estreando em 1º lugar na parada Alternative Digital Song Sales e se tornando um clássico entre os fãs de rock e streaming. Seu lançamento mais recente, “Left For Good”, estreou no Top 10 da parada Hot Hard Rock Songs, alcançando o 5º lugar e reforçando a capacidade da banda de evoluir sem perder sua essência. À medida que avançam rumo ao seu próximo álbum e além, o Bad Omens continua a construir algo maior do que um momento passageiro; eles estão construindo um mundo que parece totalmente seu, e que molda cada vez mais o rock moderno.
Antes, a americana Poppy se apresenta pela primeira vez no Rock in Rio. Uma inventividade insaciável impulsionou a ascensão surrealista da artista por inúmeros cantos dos mundos das artes e da música, com cada um de seus muitos projetos revelando um vislumbre diferente de uma verdadeira visionária, desapegada de gêneros, indiferente a convenções e sempre desafiando expectativas. É esse ecletismo que consolidou a reputação de Poppy como uma artista que rompe fronteiras, gravando músicas que abrangem desde breakdowns brutais de metal e o pop chiclete dos anos 60 até trap-pop e grunge-punk. Sua indicação ao GRAMMY de 2021 na categoria Melhor Performance de Metal (“BLOODMONEY”) marcou a primeira vez que uma artista solo feminina foi indicada nessa categoria. Em 2025, Poppy recebeu sua segunda indicação ao GRAMMY de Melhor Performance de Metal por sua colaboração com o Knocked Loose na faixa “Suffocate”. Os últimos anos de Poppy foram memoráveis, entre turnês com 30 Seconds to Mars e Avenged Sevenfold, e o lançamento de singles colaborativos de sucesso com artistas como Bad Omens (“V.A.N.”), Knocked Loose (“Suffocate”) e Baby Metal (“from me to u”). Agora, a artista mergulha em sua próxima era ousada com o lançamento de seu quinto álbum, Negative Spaces. O disco continua o espírito aventureiro sonoro do hino industrial radiante “new way out”, também explorando o pop delicado (“yesterday”), os gritos viscerais (“have you had enough”), o retrofuturismo oitentista com sintetizadores (“crystallized”) e o pop-punk energético dos anos 2000 (“Negative Spaces”). Mais recentemente, Poppy, Amy Lee e Courtney LaPlante Spirit Box lançaram uma faixa colaborativa intitulada ‘End of You’.
Ainda no mesmo dia, Black Pantera convida Nervosa para um show inédito que vai energizar o Palco Sunset. Formado pelos irmãos Charles da Gama (vocal e guitarra) e Chaene Gama (baixo e vocal), junto a Rodrigo Pancho (bateria), o Black Pantera surgiu em 2014, em Uberaba-MG. Em 2020, lançaram o single “I Can’t Breathe”, em referência ao assassinato de George Floyd, e o EP Capítulo Negro, com releituras de músicas antirracistas. Em 2022, apresentaram Ascensão, um divisor de águas na carreira do trio. Em 2024, lançaram seu quarto álbum, PERPÉTUO, expandindo seu som e fortalecendo sua identidade. Em 2025, o Black Pantera venceu o prêmio APCA na categoria “Melhor Música” com a faixa “TRADUÇÃO”, do álbum PERPÉTUO. Já a banda Nervosa conquistou espaço no cenário internacional do thrash metal com turnês ao lado de grandes nomes do gênero e uma trajetória marcada por discos aclamados. Em 2023, a banda alcançou posições de destaque em listas de “melhores álbuns do ano” em diversos países com Jailbreak, que inclui faixas como “Endless Ambition”, “Seed of Death”, “Sacrifice” e a própria “Jailbreak”. Com uma discografia que também reúne trabalhos como Perpetual Chaos (2021) e Downfall of Mankind (2018), além dos singles recentes “Slave Machine” e “Ghost Notes”, o grupo se consolidou como uma das principais referências do metal feminino e do thrash metal mundial.
Abrindo as apresentações do espaço, Malvada convida Day Limns em show original do Rock in Rio. Malvada é uma banda de hard rock moderno formada por Indira Castillo (vocais), Juliana Salgado (bateria), Bruna Tsuruda (guitarra) e Rafaela Reoli (baixo). Conhecida por sua presença de palco marcante e energia eletrizante, a banda já dividiu o palco com artistas como Tom Morello, Pitty e Extreme. Em 2025, lançaram seu segundo álbum, Malvada, pelo renomado selo italiano Frontiers Records. Apontada pela Rolling Stone Brasil como um dos 25 artistas que estão moldando o futuro da música, a Malvada é pura potência do rock. Já Day Limns, é cantora, compositora e escritora, além de uma das vozes mais autênticas da nova geração da música brasileira. Durante sua fase mais voltada ao pop rock alternativo – com os projetos Bem-vindo ao Clube, VÊNUS≠netuno e VÊNUSNETUNO II – conquistou espaço na cena, abrindo shows para artistas como Avril Lavigne, 5 Seconds of Summer, Pitty, Fresno, NX Zero e Fletcher, além de se apresentar nos principais festivais do país.
Marcado para acontecer na Cidade do Rock, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro de 2026, o Rock in Rio já divulgou diversos nomes do line-up. Entre os confirmados no primeiro fim de semana do Rock in Rio, o dia 4 de setembro tem Foo Fighters como headliner do Palco Mundo. No dia 5, o Palco Mundo recebe Avenged Sevenfold fechando os shows do espaço, além da apresentação do Bring Me The Horizon. Já no feriado de 7 de setembro, o Palco Mundo terá como principal atração Elton John, além de shows de Gilberto Gil, Jon Batiste e Luísa Sonza convida Roberto Menescal. Na mesma data, no Palco Sunset o público poderá assistir as apresentações de Laufey, Péricles canta Motown, Roupa Nova convidando Guilherme Arantes, e Vanessa da Mata convidando Rubel. Já o palco New Dance Order recebe Fatboy Slim.
No segundo fim de semana do Rock in Rio, o dia 11 de setembro traz ao Palco Mundo Stray Kids como headliner, além de shows de Alok, HWASA e NEXZ. Na mesma data, a programação do Palco Sunset inclui Jamiroquai, PJ Morton, Os Garotin convidando Duquesa, e Jota.pê convidando Luedji Luna e Zaynara. No dia 12 de setembro, o Palco Mundo tem Maroon 5 fechando os shows do espaço no dia, além de Demi Lovato, J Balvin e Pedro Sampaio. Ainda no dia 12, no Palco Sunset se apresentam Mumford & Sons, João Gomes com a Orquestra Brasileira, Gilsons convidando Daniela Mercury e Olodum, além do encontro entre Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago.
Além dos artistas, o festival chega com novidades marcantes: o Palco Mundo ganha uma cenografia totalmente inédita e, pela primeira vez, toda sua estrutura frontal será revestida por 2.400 m² de painéis de LED de altíssima definição, transformando o espaço em um único e imenso painel visual. A maior pista de dança da Cidade do Rock, o New Dance Order também retorna em 2026 com uma cenografia totalmente nova, com 56,50 metros de largura e 22,5 metros de altura, reforçando sua presença monumental no festival. O palco amplia ainda mais a experiência do público, enquanto os 502m² de painéis de LED são um dos grandes destaques do projeto visual, criando uma atmosfera imersiva que integra música, luz e movimento.
Outra novidade é a Gourmet Square, que contará com uma curadoria assinada pelo chef Pedro Siqueira, reconhecido entre os 100 melhores pizzaiolos do mundo pelo The Best Pizza Awards 2025, que também levará a gastronomia do Sìsì em um dos restaurantes do espaço. Outro destaque é o retorno do espetáculo aéreo The Flight, um dos momentos mais pedidos pelo público e que volta após apresentações históricas no festival – prometendo ainda mais emoção com manobras acrobáticas sincronizadas, trilha sonora especial e 756 disparos de fogos diurnos. Os fãs que não conseguiram comprar o Rock in Rio Card terão uma nova oportunidade na venda oficial agendada para 2026. A data será anunciada em breve.
Sobre o Rock in Rio
1985 marca a primeira edição do evento idealizado por Roberto Medina e que hoje, 41 anos depois, é considerado o maior festival de música e entretenimento do mundo – o Rock in Rio. A história do evento se entrelaça com a do entretenimento no Brasil, sendo responsável por colocar o país na rota dos eventos internacionais, já que pela primeira vez, um país da América do Sul sediou um evento musical dessa magnitude. Em uma área de 250 mil m2, em Jacarepaguá, durante dez dias, 1 milhão e 380 mil pessoas foram iluminadas pela primeira vez e começaram a fazer parte do grande espetáculo. No palco – o maior do mundo na época, com 80m de boca de cena – 15 atrações nacionais e 16 internacionais. Originalmente organizado no Rio de Janeiro, o festival ganhou o mundo chegando a Lisboa (Portugal), onde é realizado até hoje, passando por Madrid (Espanha) e Las Vegas (USA).
Desde a primeira edição, já gerou mais de 297,6 mil empregos diretos e indiretos e, apenas na última, em 2024, um impacto econômico de R$ 2.9 bilhões na cidade do Rio de Janeiro. Em 2022, o Rock in Rio foi considerado patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro. Pelas Cidades do Rock, desde 1985, já passaram mais de 12.3 milhões de visitantes, que assistiram a mais de 4.667 artistas em 141 dias de magia. Dentre os números gigantes do festival, mais de 146 milhões de pessoas alcançadas pelas comunicações nas redes sociais na edição que celebrou os 40 anos do Rock in Rio.
Gerando impactos positivos nos países onde é realizado e consciente do poder disseminador da marca, o Rock in Rio pauta-se por ser um evento com o propósito de construir um mundo melhor para pessoas mais felizes, confiantes e empáticas num planeta mais saudável. Adotando e incentivando práticas que apoiam o coletivo, se une a empresas que possuem este mesmo olhar e diretriz. O festival investiu, junto com seus parceiros, mais de R$ 118 milhões em diferentes projetos, passando por temas como sustentabilidade, educação, música, florestas, entre outros. Apenas na Amazônia, mais de 4 milhões de árvores foram plantadas. A marca foi pioneira em ter a certificação ISO 20121 – Eventos Sustentáveis, é neutra em carbono desde 2006 e, em 2022, começou a trabalhar ambiciosas metas para 2030, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Das 24 edições, dez ocorreram no Brasil (1985, 1991, 2001, 2011, 2013, 2015, 2017, 2019, 2022 e 2024), dez em Portugal (2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2014, 2016, 2018, 2022 e 2024), três na Espanha (2008, 2010 e 2012) e uma nos Estados Unidos (2015).
A apresentação sold-out no Allianz Parque transforma a experiência ao vivo em um evento imersivo com sessões especiais no mês de março em vários cinemas pelo mundo
O Bring Me The Horizon realizou o maior show solo da sua carreira no Allianz Parque, em São Paulo, no final de 2024, em uma realização da 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo. A apresentação reuniu 50 mil pessoas e, agora, ganhará as telas de cinema com o filme Bring Me The Horizon: L.I.V.E. in São Paulo (Live Immersive Visual Experiment). Anunciado oficialmente pela banda nas redes sociais, o longa será exibido mundialmente em sessões nos dias 25 e 28 de março. No Brasil, além das duas datas, terão exibições extras nos dias 18, 26, 27 e 29 de março, em diversas redes de cinema, como UCI, Kinoplex, Cinemark, Cinépolis e Cine Belas Artes. Os ingressos para as sessões estão disponíveis e podem ser adquiridos na página oficial do projeto (acesse aqui).
Passando por álbuns como Sempiternal (2013), That’s the Spirit (2015), amo (2019) e a série POST HUMAN, que teve início em 2020 com POST HUMAN: HORROR SURVIVAL até o último disco POST HUMAN: NeX GEn (2024), o filme percorre diferentes fases da carreira do grupo e evidencia a conexão única entre a banda e o público brasileiro, descrito pelos próprios integrantes como protagonista de uma das noites mais marcantes de sua trajetória.
A exibição global reforça o protagonismo do Brasil no circuito internacional de grandes turnês e projeta para o mundo a dimensão do espetáculo realizado pela 30e, em São Paulo.
A 30e é a maior e a mais relevante companhia brasileira de entretenimento ao vivo. Com a missão de entregar felicidade e criar memórias inesquecíveis, a empresa tem a inovação, a excelência e as pessoas no centro de tudo o que faz. E, desta forma, a 30e ganhou reconhecimento global como a nova geração do setor. A companhia construiu credibilidade junto ao mercado e ganhou a confiança dos artistas internacionais e nacionais, além dos fãs de música. Já realizou shows de Paul McCartney, System of a Down, Lana Del Rey, Twenty One Pilots, Florence and the Machine, Kendrick Lamar, Slipknot, Gorillaz, The Killers, Roger Waters e Bring Me The Horizon no país. Como uma empresa 100% brasileira, a 30e tem as credenciais necessárias para dimensionar os artistas nacionais e idealizou tours que transformaram a perspectiva do showbiz no Brasil. A turnê Titãs Encontro, a SUPERTURNÊ do Jão, a despedida do Natiruts dos palcos e, agora, a última turnê de Gilberto Gil, TEMPO REI, são exemplos disso. A companhia realiza mais de 200 eventos por ano e tem a projeção de impactar 4 milhões de pessoas em 2025 — sempre desenvolvendo o seu posicionamento de “Delivering Happiness”.
Os suíços do Silver Dust vem ao Brasil pela primeira vez, para o Bangers Open Air e para o ato de abertura para o Evregrey, no Manifesto, confiram nosso bate papo com Lord Campbell abaixo
HBR: A banda vem ao Brasil pela primeira vez; o que você já sabe sobre o país?
Apresentar-se no Brasil pela primeira vez é um marco massivo para nós. Crescemos ouvindo sobre a energia lendária da cena metal brasileira, é um público que não apenas assiste a um show, eles o vivem! Pessoalmente, sempre fui inspirado pelo poder bruto de Soulfly e Sepultura. Max Cavalera é um verdadeiro pioneiro cuja influência na comunidade metal global é imensurável. Nos sentimos incrivelmente afortunados por entrar neste território com o apoio da Dharma Music. Tenho estado em contato com o grande Rodrigo Oliveira há muito tempo. Sou um grande fã de seu trabalho como baterista e produtor, e ter alguém de seu calibre acreditando no Silver Dust é uma verdadeira honra. Ele montou uma equipe fantástica para nos ajudar a crescer no Brasil e na América do Sul, e esta colaboração honestamente não poderia ter acontecido em um momento melhor. O Silver Dust está mais forte do que nunca agora! Há uma coisa muito importante que pretendo fazer: ir e fazer uma oração no túmulo do grande Ayrton Senna em São Paulo. Para mim, ele foi um grande homem.
HBR: O estilo da banda é muito bem recebido em nosso país. Quais são suas expectativas em relação à reação do público brasileiro às suas apresentações?
Nós conhecemos o Bangers Open Air, e poder tocar lá é uma oportunidade tremenda. Estamos verdadeiramente animados para descobri-lo e apresentar o Silver Dust ao público brasileiro pela primeiríssima vez. Sim, sabemos que os fãs brasileiros estão entre os mais exigentes do mundo e nós absolutamente amamos isso. Estamos ansiosos para apresentar algo diferente, algo novo para o público. Vivenciar um show do Silver Dust significa viver uma experiência, dar um passo para dentro de outro mundo.
HBR: Além do Bangers Open Air, vocês farão a abertura do sideshow do Evergrey no Manifesto. Quais são suas expectativas para este evento específico?
Antes de tudo, sabemos que o Manifesto Bar é um lugar lendário e sou um grande fã do Evergrey. Eles são uma das bandas mais inovadoras do momento, e acho que são ótimos melodistas. Eles escreveram tantas músicas incríveis. Minha faixa favorita é “Falling From the Sun”, ela tem um dos melhores refrões que já ouvi. Também será o primeiríssimo show do Silver Dust em solo brasileiro, e para nós é histórico. Temos que dar tudo para o público brasileiro, e é exatamente isso que faremos!
HBR: Esta é a primeira vez que vocês tocam com o Evergrey?
Sim, é! E é uma honra real tocar antes do Evergrey!
HBR: A Suíça tem uma história forte na cena metal global. Quais foram suas principais influências quando a banda começou, e como a cena local ajudou ou inspirou você?
Para mim, minha banda cult é o Coroner, e na Suíça temos muito, muito orgulho deste grupo. É uma banda que sempre me inspirou, e Tommy Vetterli é, na minha opinião, um dos maiores guitarristas e compositores do metal. Conheço bem a banda, e o baterista Diego Rapacchietti é um amigo próximo com quem toquei no passado no Paganini, outra banda suíça. Diego é um baterista incrível, e tocar com ele no passado me ensinou muito!
HBR: Vivemos em um mundo onde produzir música tornou-se bastante difícil. Como você vê o futuro da banda no momento?
O mercado da música colapsou, e eu me pergunto como chegamos aqui. Hoje, você tem duas escolhas: ou você chora e critica tudo o que está acontecendo, ou você continua produzindo álbuns de qualidade, faz turnês em todos os lugares e encontra os orçamentos para fazer sua banda crescer, porque o principal problema nesta indústria é, de fato, dinheiro. Eu escolhi a segunda opção, e somos muito afortunados por trabalhar com Fabienne Roth, nossa empresária e produtora executiva, que ajudou o Silver Dust a crescer. Devemos muito a ela. Estamos confiantes sobre o futuro. Trabalhar duro, lutar e ter paixão, essas são as palavras-chave!
HBR: Eu também gostaria de saber: qual é a perspectiva da banda sobre todo o caos que estamos passando atualmente?
Em relação às guerras atuais, não tenho um bom pressentimento sobre o que vem pela frente. Eu até acho que isso poderia se espalhar mais… Não aprendemos com as guerras passadas e continuamos repetindo os mesmos erros. É muito difícil entender como ainda podemos acabar nesta situação hoje… E em relação ao abuso de animais, é uma vergonha total! Eu não suporto o que está acontecendo também!
HBR: Quais são os principais temas que a banda gosta de explorar em sua música, e como vocês os desenvolvem?
Para mim, nosso último álbum, Symphony of Chaos, é um reflexo sonoro da turbulência que vemos no mundo hoje. Acompanho as notícias de perto e me vejo profundamente afetado pela direção de nossa sociedade. Uma parte importante da minha filosofia pessoal é uma defesa ferrenha dos direitos dos animais. Sou completamente oposto à crueldade em qualquer forma. O superconsumo global de carne é uma praga que causa imenso sofrimento tanto para animais quanto para humanos, uma decepção massiva que abordamos diretamente na música “I’m Flying“. Mas o caos não é apenas global, é também profundamente pessoal. A faixa “Goodbye” é um tributo ao meu melhor amigo, que foi levado por uma doença grave muito cedo. Este álbum foi minha maneira de processar esse luto ao lado de minhas observações do mundo. Artisticamente, este disco foi um empreendimento massivo. Como criador do Silver Dust, eu cuido de tudo de A a Z: composição, letras, arranjos, até o design gráfico e a arte da capa. Meu objetivo com o Symphony of Chaos era empurrar nosso som para um território de metal mais pesado do que nossos lançamentos anteriores. Eu queria criar uma experiência onde cada melodia grudasse no ouvinte, misturando vocais poderosos com loops eletrônicos intrincados e orquestrações clássicas épicas. Sou apaixonado pelo lado técnico, mergulhando fundo em programação e plug-ins para encontrar a atmosfera perfeita. Olhando para trás, estou incrivelmente orgulhoso do resultado. O título realmente diz tudo: é um equilíbrio entre o escuro e a luz, o brutal e o belo: uma terna sinfonia do caos!
HBR: Em relação à nossa cultura, o que você está mais curioso para vivenciar aqui e por quê?
Metal antes de tudo e acima de tudo, e quanto ao resto, acho que descobriremos seu país com grande alegria 🙂
HBR: Quais são os planos da banda após esta turnê latino-americana?
Temos alguns grandes festivais neste verão, e em janeiro de 2027 partiremos para uma turnê de um mês pela Europa. Enquanto isso, vou terminar de compor o novo álbum, e esperamos retornar ao seu país o mais breve possível!
HBR: Obrigado pelo seu tempo! Por favor, deixe uma mensagem para os leitores da Headbangers Brasil.
Pela primeira vez em sua história, o Silver Dust se apresentará no Brasil. É uma grande honra fazer parte deste maravilhoso lineup do Bangers Open Air e tocar com o Evergrey no Manifesto Bar. Estamos ansiosos para encontrar todos em São Paulo! Queridos amigos brasileiros, mal podemos esperar para ver vocês!
Obrigado pelo seu interesse, Augusto. Vejo você em breve!
Após a poderosa declaração de retorno com “Black Matter Manifesto”, o Samael revela “Hidden Empire”, a segunda faixa do seu próximo 12″ maxi single em vinil limitado, que chega em 24 de abril de 2026 através da Napalm Records.
A nova música explora as estruturas invisíveis que moldam a existência moderna, traduzindo seus temas sombrios em uma paisagem sonora tensa e pesada. Começando com ecos da era clássica do Samael e evoluindo para uma mistura esmagadora de riffs pesados e intensidade mecânica, “Hidden Empire” demonstra a habilidade da banda em equilibrar uma atmosfera opressiva com melodias hipnóticas. Junto com “Black Matter Manifesto”, a faixa forma uma poderosa declaração de duas músicas que prova que os pioneiros suíços continuam tão intransigentes e visionários quanto sempre.
Sobre “Hidden Empire”: “Escondido à vista de todos, bem na nossa frente, em todos os lugares e a todo momento. Não vemos mais o que estamos acostumados a ver; é a nossa realidade, uma realidade à qual nos submetemos voluntariamente para levar uma existência sem dor, mas sem significado.
Musicalmente, o início da canção lembra um pouco o clássico ‘My Saviour’ do Samael, mas rapidamente evolui para algo mais incomum para a banda. É uma música pesada, com um toque industrial, que mantém uma tensão alta do início ao fim.”
Assista ao videoclipe oficial de “Hidden Empire” AQUI:
Nove anos após “Hegemony“ (2017), os titãs suíços do metal Samael retornam com o poderoso 12″ maxi single em vinil limitado Hidden Empire, apresentando seu primeiro material novo em quase uma década.
Formado em 1987, o Samael está entre as forças mais influentes do metal extremo, redefinindo o gênero com clássicos atemporais como “Worship Him” e “Passage“. Mesclando black metal, industrial e elementos sinfônicos em um som inconfundível, a banda continua a ultrapassar limites com precisão sombria e grandiosidade apocalíptica.
“Black Matter Manifesto” marca o tão aguardado retorno do Samael: cru, potente e inconfundivelmente deles. Com “Hidden Empire”, os lendários pioneiros suíços reafirmam sua presença duradoura, entregando uma faixa que domina pela sua crudeza, enquanto exibe as melodias marcantes e riffs assombrosos que são a assinatura da banda. Juntas, essas músicas sublinham a incansável determinação do Samael em expandir um gênero que ajudaram a moldar — tão vital, intransigente e imponente quanto sempre.
Samael é: Vorph – Guitarras, Vocais Xy – Programação de bateria, Teclados, Samples e Percussão Drop – Guitarras Ales – Baixo
“Temos músicas do novo álbum e o repertório está bem diferente da última vez que estivemos no Brasil”, revela Nico Elgstrand
O Katatonia retorna a São Paulo neste sábado (21 de março), no Cine Joia, em noite que marca mais uma passagem nacional de uma das bandas mais respeitadas do metal melancólico e atmosférico europeu. Com abertura da Falchi (nova banda da guitarrista Jéssica Falchi), o show chega embalado pela turnê de Nightmares as Extensions of the Waking State, trabalho mais recente dos suecos, e por um set que, segundo o guitarrista Nico Elgstrand, trará mudanças sensíveis em relação à última visita ao país.
A guitarrista apresentará seu novo trabalho na abertura do Katatonia.
“Temos cerca de cinco músicas do novo álbum e o repertório está bem diferente da última vez que estivemos no Brasil”, afirma o músico, ao comentar a construção do setlist da atual turnê.
Nico adianta que o público brasileiro pode esperar uma combinação entre material recente e momentos já consolidados do catálogo da banda.
Entre as canções citadas por ele como parte do repertório atual estão “Soil’s Song” e “Lethean”, duas faixas de forte identificação com a trajetória mais melódica e emocional do Katatonia. Nico também menciona o desejo de incluir “Dead Letters”, além de destacar “Forsaker” como uma das músicas mais intensas de executar ao vivo.
A defesa do novo álbum no palco, segundo o guitarrista, é parte central desta fase. “Eu sei que muita gente quer ouvir este ou aquele favorito, mas, como banda, nós também falamos muito sobre as músicas novas e sobre levá-las para o palco, porque gostamos delas”, resume.
A fala ajuda a dimensionar o espírito desta turnê: um show que não se limita à nostalgia, mas que apresenta o Katatonia em movimento, sustentando o peso de sua discografia enquanto projeta a banda para o presente.
A atual formação também reforça uma dimensão importante desta nova etapa do Katatonia no palco. Segundo Nico Elgstrand, o impacto ao vivo mudou de forma perceptível com a dinâmica de duas guitarras, já que o repertório da banda foi concebido dessa maneira.
“Todas as músicas são escritas para duas guitarras”, explica o músico, ao destacar que a formação atual produz “uma energia diferente” e uma sonoridade mais fiel à arquitetura das composições.
Nico também lembra com entusiasmo da recepção brasileira nas passagens anteriores do grupo pela América do Sul. Ao recordar um dos shows da banda na região, ele relata um momento em que mal conseguia ouvir o que estava sendo tocado no palco por causa da resposta do público. Para São Paulo, a expectativa é de repetir essa intensidade em uma apresentação que promete unir atmosfera, densidade e repertório cuidadosamente equilibrado.
Nightmares as Extensions of the Waking State
Depois de mais de trinta anos de trajetória, o grupo liderado por Jonas Renkse reafirma sua relevância com um disco que equilibra peso, melancolia e experimentação, uma síntese das muitas fases de sua carreira, do death/doom inicial ao rock atmosférico e progressivo que definiu sua sonoridade atual.
“Nightmares… é um álbum muito centrado nas guitarras”, explica Jonas. “Sabíamos que teríamos novos integrantes chegando, e quis criar algo que mostrasse essa nova energia dentro da banda.”
O resultado é um Katatonia revigorado: riffs intensos, melodias hipnóticas e camadas instrumentais que alternam brutalidade e delicadeza. O disco marca também a estreia dos guitarristas Nico Elgstrand e Sebastian Svalland, que substituem o veterano Roger Öjersson e o cofundador Anders Nyström, encerrando um ciclo e abrindo outro com vigor renovado.
Gravado entre uma igreja convertida no interior da Suécia e o estúdio próprio da banda em Estocolmo, o álbum reflete um período de introspecção de Jonas Renkse, que se aproximava dos 50 anos durante o processo de composição.
SERVIÇO | KATATONIA EM SÃO PAULO Banda convidada: Falchi (show de lançamento do EP Solace)
Data: 21 de março de 2026
Horário: 18h (abertura da casa)
Local: Cine Joia (Pça. Carlos Gomes 82, São Paulo, SP)