O At The Gates já estava pronto para lançar um disco ainda melhor, um disco que já seria considerado, e deverá ser, um dos melhores do ano de 2026 e um dos melhores de sua carreira, mas infelizmente, em Setembro de 2025 uma tragédia assola não somente a banda, mas como todo o mundo do Metal, com a perda de Thomas “Tompa” Lindberg, que perdeu a batalha para um câncer (saiba mais aqui).
Com isso, esse disco já ganha um peso maior e até mesmo mais emocional e, com o retorno de Anders Björler nas guitarras da banda, todo o resultado de The Ghost Of a Future Dead fica ainda melhor.
Com a formação que nos deu Slaughter Of The Soul reunida, o resultado não poderia ser outro, um disco que já nasce clássico, não somente pelo peso da perda de “Tompa“, mas por músicas que são simplesmente perfeitas, a química das guitarras de Anders e Martin são sentidas em cada riff, passagem, base, em todo o disco, bem como o casamento certeiro do baixo de Jonas e da incrível condução da bateria de Adrian, tudo isso somado ao vocal único que, infelizmente, não mais iremos ouvir em palco, mas temos aqui o último registro de uma lenda.
Desde as primeiras faixas, já lançadas como singles, The Fever Mask e The Dissonant Void, a todas a outras do disco, até mesmo a instrumental Förgängligheten, que vem antes do fechamento com Black Hole Emission, temos o At The Gates em sua melhor forma, mesclando agressividade, melodias cativantes e peso da forma que somente eles poderiam nos entregar.
O último capítulo de Thomas Lindberg está entregue de uma forma magistral, ele se vai, mas deixa pra gente esse clássico para ouvirmos eternamente, um disco que irá reverberar por muitos anos e irá influenciar diversas gerações.
Perfeito, um clássico que chega, com certeza, um dos melhores de 2026.
FORMAÇÃO
Tomas Lindberg — vocais
Adrian Erlandsson — bateria
Jonas Björler — baixo
Anders Björler — guitarra
Martin Larsson – guitarra
NOTA: 5 / 5

