Categoria: DESTAQUE

  • Muita emoção e intensidade com uma noite de Bryan Adams na Vibra SP

    Muita emoção e intensidade com uma noite de Bryan Adams na Vibra SP

    O dia 7 de março de 2026, foi marcado por uma verdadeira viagem no tempo ao som de um dos maiores nomes do rock mundial. O cantor canadense Bryan Adams transformou o palco da Vibra São Paulo em um grande encontro entre gerações, reunindo fãs para uma apresentação intensa, emocionante e repleta de sucessos que marcaram décadas.

    A passagem pela capital paulista aconteceu logo após o artista se apresentar na cidade do Rio de Janeiro e integra a turnê Roll With The Punches Tour, que traz ao Brasil uma mistura equilibrada entre novas músicas do seu mais recente e trabalho mesclando com clássicos que consolidaram a carreira do artista.

    Desde os primeiros minutos, Adams deixou claro que a noite seria especial. Fugindo do tradicional, ele iniciou o espetáculo em um pequeno palco montado no meio da plateia, surpreendendo o público e criando uma atmosfera de proximidade imediata. O gesto foi recebido com entusiasmo pelos fãs, que se viram literalmente ao lado de um dos artistas mais icônicos do rock.

    Carismático e cheio de energia, o cantor demonstrou porque continua sendo um tão admirado ao redor do mundo. No palco principal, quatro microfones distribuídos estrategicamente permitiram que ele se movimentasse constantemente pelo cenário e mantendo um diálogo contínuo com o público.

    Outro detalhe que ajudou a transformar o espetáculo em uma experiência imersiva foi o uso de pulseiras luminosas entregues na entrada do evento, que iluminaram a arena durante diversos momentos do show. O clima de celebração ganhou ainda mais força durante a execução da faixa-título da turnê, quando um grande dirigível em formato de luva de boxe foi lançado sobre a plateia, flutuando entre os fãs enquanto a música ecoava pelo espaço. Em outro momento divertido da noite, um carro inflável “passeou” sobre o público durante a canção “So Happy It Hurts”, arrancando sorrisos e aplausos.

    Clássicos e mais clássicos 

    Mas foi quando os primeiros acordes dos clássicos começaram a soar que a Vibra São Paulo se transformou em um enorme coro coletivo de fãs novos e veteranos. Músicas como Summer of ’69, Heaven, Please Forgive Me, (Everything I Do) I Do It for You e This Time foram cantadas em por milhares de vozes, criando momentos de pura emoção.

    Outros sucessos como Somebody, Shine a Light, 18 Til I Die e Back to You também fizeram parte do repertório, mostrando a força de um catálogo musical que atravessa gerações pelo mundo. Além das trilhas sonoras dos filmes Spirit (Here I Am) e Don Juan DeMarco (Have You Ever Really Loved a Woman?)

    Um dos pontos mais intensos da apresentação aconteceu com Run to You música que o próprio Adams revelou ser sua favorita. A execução foi explosiva e levantou a plateia, encerrando o momento com o público completamente entregue à energia do show.

    Durante quase duas horas, Bryan Adams conduziu uma apresentação marcada por emoção, nostalgia e muita interação. Entre risadas, histórias, momentos intimistas e explosões de rock, o artista mostrou que mais de quatro décadas de carreira não diminuíram em nada sua paixão pelo palco.

    Ao final da noite, a sensação entre os fãs era de privilégio. Mais do que um simples concerto, o que aconteceu na Vibra São Paulo com patrocínio da Mercury Concerts foi uma celebração única de música e da conexão que poucos artistas conseguem manter com seu público ao longo do tempo.

    Se a resposta calorosa dos brasileiros serve como termômetro, uma coisa é certa: sempre que Bryan Adams voltar ao país, encontrará plateias prontas para cantar cada verso ao seu lado.

    TEXTO POR CYNTHIA LEMBKE

    Fotos por Ricardo Matsukawa/Mercury Concerts

  • Dia Internacional das Mulheres: as vozes negras que transformaram dor em revolução na história da música

    Dia Internacional das Mulheres: as vozes negras que transformaram dor em revolução na história da música

    Três trajetórias marcadas por racismo, violência e apagamento histórico mostram como mulheres negras ajudaram a redefinir os caminhos da música no século XX

    A história da música costuma ser contada por movimentos culturais, estilos e revoluções sonoras. Mas, para muitas mulheres negras, essa história também é sobre resistência.

    Por trás de algumas das vozes mais poderosas existem histórias de superação, desigualdade e luta por espaço em um mundo que, por muito tempo, tentou silenciá-las.

    Neste Dia Internacional das Mulheres, lembrar dessas trajetórias significa reconhecer que muitas artistas não apenas fizeram história na música. Elas também desafiaram estruturas sociais que limitavam suas possibilidades de existir, criar e ocupar espaços.

    Algumas das vozes mais poderosas da música nasceram justamente em contextos de silêncio, violência e desigualdade. Ainda assim, foram essas vozes que ajudaram a mudar a história. Essas mulheres cantaram não apenas para entreter, mas para reivindicar o direito de existir, de resistir e de serem ouvidas.

    Sister Rosetta Tharpe, Elza Soares e Tina Turner nasceram em contextos muito diferentes: Brasil marcado por desigualdade, Estados Unidos segregacionista e a indústria internacional do rock dominada por homens.

    Apesar das diferenças, todas enfrentaram racismo estrutural, violência de gênero, barreiras na indústria musical e tentativas de apagamento histórico. A força de suas vozes mostra que a música pode ser uma forma de resistência e de sobrevivência.

    Infelizmente, a violência contra mulheres continua sendo uma realidade em muitas partes do mundo. Segundo dados recentes das Nações Unidas, cerca de 50 mil mulheres e meninas foram assassinadas em 2024 por parceiros íntimos ou familiares.

    Isso representa aproximadamente 137 mortes por dia, ou uma mulher morta a cada dez minutos por alguém próximo. A maioria desses crimes acontece dentro do ambiente doméstico, justamente o espaço que deveria oferecer proteção e segurança.

    No Brasil, a situação também preocupa. O país registra mais de 1.400 feminicídios por ano, o equivalente a cerca de quatro mulheres mortas diariamente por razões de gênero.

    Entre as vítimas, mulheres negras representam mais de 60% dos casos, um dado que evidencia como racismo estrutural e desigualdade social ampliam esse cenário. Esses números ajudam a compreender o contexto em que muitas artistas negras construíram suas trajetórias.

    Antes de se tornarem ícones culturais, várias delas precisaram enfrentar realidades marcadas por adversidade. Em muitos casos, foi justamente dessa experiência que nasceu a força criativa que transformou suas vozes em símbolos de resistência.

    Sister Rosetta Tharpe – a pioneira do rock

    Muito antes de o rock se tornar um fenômeno global, uma artista negra já misturava gospel, blues e guitarra elétrica de forma revolucionária. Nascida em 1915 em Cotton Plant, Arkansas, Sister Rosetta Tharpe cresceu cantando gospel com a mãe, que era evangelista, e começou a se apresentar ainda criança. Sua técnica inovadora e a fusão de gospel com blues anteciparam muitas características do rock and roll que surgiria décadas depois.

    Nos anos 1930 e 1940, Tharpe viajou pelos Estados Unidos, se apresentando em grandes igrejas e eventos gospel, e se tornou conhecida como “A Rainha do Gospel Elétrico”. Sua habilidade na guitarra influenciou diretamente artistas que seriam ícones do rock, como Chuck Berry, Little Richard e Elvis Presley.

    Durante décadas, seu papel foi pouco reconhecido fora da comunidade gospel, mas hoje é celebrada como pioneira do rock e símbolo de resistência negra.

    A história da música também é feita por vozes que se recusaram a ser silenciadas, e Sister Rosetta Tharpe provou que talento e coragem podem desafiar barreiras sociais e transformar o mundo através da arte.

    Elza Soares – a voz que veio do “planeta fome”

    Elza Soares nasceu em 1930 na favela da Moça Bonita, no Rio de Janeiro. Cresceu em extrema pobreza, enfrentou perdas familiares e foi obrigada a se casar ainda adolescente. Desde cedo, precisou lidar com violência e desigualdade, mas encontrou na música um caminho de sobrevivência e expressão.

    Nos anos 1950, participou de programas de rádio apresentados por Ary Barroso, onde foi reconhecida por sua voz única e personalidade marcante. Sua frase icônica, “Eu vim do planeta fome”, simboliza não apenas sua origem, mas também sua coragem de afirmar identidade e dignidade em meio à adversidade.

    Elza construiu uma carreira longa e versátil, transitando pelo samba tradicional, bossa nova e experimentações contemporâneas. Sua voz rouca, intensa e cheia de emoção tornou-se símbolo de resistência, liberdade artística e força feminina. Ela provou que transformar dor em arte é também uma forma de resistir e reivindicar espaço.

    Tina Turner – a força que reescreveu a própria história

    Nascida Anna Mae Bullock em 1939, no Tennessee, Tina Turner começou sua carreira nos anos 1950 ao lado de Ike Turner. Embora tenha alcançado sucesso internacional, enfrentou anos de violência doméstica e abuso psicológico dentro do casamento.

    Na década de 1970, Tina tomou a decisão corajosa de deixar Ike e recomeçar praticamente do zero. Nos anos 1980, voltou ao topo com o álbum Private Dancer, que trouxe sucessos como What’s Love Got to Do with It,

    consolidando sua posição como uma das maiores performers da história do rock. Sua voz potente, presença de palco explosiva e capacidade de reinvenção a transformaram em ícone global e inspiração para milhões de artistas ao redor do mundo.

    Quando essas mulheres cantaram, não estavam apenas fazendo música. Estavam reivindicando o direito de existir, de resistir e de serem ouvidas!

    A trajetória de Tina Turner é um exemplo de superação e de como a arte pode ser uma arma poderosa contra qualquer forma de violência ou apagamento.

     

    Muito além da música

    As histórias de Sister Rosetta Tharpe, Elza Soares e Tina Turner mostram que a música é também um espaço de disputa de memória e reconhecimento. Essas artistas enfrentaram racismo, violência e silenciamento, transformando essas experiências em arte, inovação cultural e inspiração para milhões de pessoas.

    Antes de se tornarem lendas, muitas dessas mulheres precisaram lutar simplesmente para existir e serem ouvidas.

    Neste Dia Internacional das Mulheres, lembrar dessas trajetórias vai além da homenagem. Significa reconhecer que vozes poderosas nasceram em contextos de adversidade e transformaram dor em expressão artística.

    Sister Rosetta Tharpe, Elza Soares e Tina Turner não foram apenas divas. Foram mulheres que ajudaram a reescrever a história da música e ampliar seus limites, deixando um legado que ecoa até hoje.

    Porque quando essas mulheres cantaram, não estavam apenas fazendo música. Estavam reivindicando o direito de existir, de resistir e de serem ouvidas. Essas vozes sobreviveram, e sua arte continua inspirando gerações.

    Por Cintia Seidel e Thaty Giannotti 

  • Kali, Tantra e Black Metal: O Universo Espiritual do Cult Of Fire

    Kali, Tantra e Black Metal: O Universo Espiritual do Cult Of Fire

    O Cult Of Fire não é uma simples banda de Black Metal com uma temática comum!

    Hoje eu quero trazer para você, caro leitor, parte do que pode estar oculto em todas as obras do Cult Of Fire, mas que um álbum específico pode trazer à tona e iluminar completamente o que é o Cult Of Fire. Nós vamos ter que nos aprofundar bastante no que está sendo transmitido pelos caras. Porque, se não, o que restará será somente uma banda de Black Metal com um som foda. E está tudo bem se você busca somente isso. Mas aqui os caras estão propondo muito mais.

    O Cult Of Fire surgiu em 2010, em Praga, na República Tcheca, criado pelo guitarrista e compositor Vladimír Pavelka, figurinha carimbada da cena black metal tcheca dos anos 90, mais conhecido como Infernal Vlad, já tendo passado por bandas conhecidas do underground como Maniac Butcher. Junto a ele estava o baterista Tom Coroner.

    No começo, a banda ainda tinha um black metal relativamente tradicional, mas com uma visão épica e ritualística. O primeiro lançamento foi o EP “20:11”. Esse EP foi inspirado no desastre nuclear de Chernobyl disaster, lançado no aniversário de 25 anos da tragédia. Ou seja, no início a banda ainda não tinha a temática hindu totalmente definida.



    Em 2012 lançaram o primeiro álbum completo, intitulado “Triumvirát”. Esse disco ainda mistura vários conceitos espirituais e filosóficos. Mas a identidade verdadeira da banda só apareceu no álbum seguinte: मृत्यु का तापसी अनुध्यान (Mṛtyu Kā Tāpasī Anudhyāna).

    Esse é o terceiro disco do Cult of Fire, lançado em 2013, e marcou a transformação definitiva da banda em um projeto profundamente inspirado pela espiritualidade da Índia.

    O título costuma ser traduzido como “Ascetic Meditation of Death”.

    O nome do álbum está em hindi/sânscrito:

    मृत्यु का तापसी अनुध्यान

    Tradução literal:

    Mṛtyu (मृत्यु) significa morte

    Kā (का) significa “de” ou “da”

    Tāpasī (तापसी) significa asceta, alguém que pratica austeridade espiritual extrema

    Anudhyāna (अनुध्यान) significa meditação profunda ou contemplação

    Tradução completa: “A meditação ascética sobre a morte.”

    Ou, como foi divulgado internacionalmente: Ascetic Meditation of Death.

    Mas a ideia não fica só no título do álbum. Existe uma estrutura espiritual “oculta” em मृत्यु का तापसी अनुध्यान (Mṛtyu Kā Tāpasī Anudhyāna) que vem da forma como o álbum organiza morte, ascetismo e libertação espiritual ao longo das músicas.

    Não é um “manual explícito” dentro do encarte. O álbum pode ser interpretado como uma jornada espiritual que passa por quatro estados principais, inspirados em conceitos presentes na filosofia do Hinduism. Esses estados são frequentemente associados ao caminho rumo à libertação final, chamada de Moksha.

    O primeiro desses estados é o confronto com a morte. A primeira etapa da jornada espiritual é encarar a morte diretamente. Isso aparece no próprio título do disco: मृत्यु (Mṛtyu) = morte.

    Nas tradições tântricas, contemplar a morte serve para destruir a ilusão de permanência. Essa prática é comum entre os ascetas chamados Aghori, que meditam em locais de cremação.

    A ideia é simples: tudo é impermanente, o ego é ilusório, e a vida e a morte fazem parte do mesmo ciclo.

    A música do álbum começa exatamente com essa atmosfera: sombria, contemplativa e ritualística, como se fosse um ritual funerário.

    A segunda fase envolve a prática chamada tapas. Tapas significa literalmente “calor espiritual”, o esforço extremo usado para purificar a mente e o corpo.

    O termo तापसी (Tāpasī) do título refere-se a:

    ascetas
    eremitas
    praticantes de austeridade espiritual

    Essas pessoas buscam iluminação através de isolamento, meditação e renúncia ao mundo.

    No contexto do álbum, isso aparece na forma de músicas repetitivas e hipnóticas, que simulam um estado meditativo.

    O terceiro estado é a dissolução do ego. Aqui entra o simbolismo da deusa Kali.

    No tantra, Kali representa:

    destruição do ego
    dissolução da identidade
    destruição do universo ilusório (maya)

    Por isso ela é representada com cabeças cortadas, usando colares de crânios e dançando sobre cadáveres.

    Mas, no simbolismo espiritual, isso não significa maldade. Significa libertação da ilusão da individualidade.

    O álbum usa essa iconografia para representar o momento em que o praticante abandona completamente o ego.


    O estágio final é chamado de moksha.

    Essa palavra significa libertação do ciclo de renascimento chamado Samsara.

    Quando alguém alcança moksha:

    não renasce mais
    transcende o universo material
    torna-se uno com o absoluto

    Embora o álbum não declare explicitamente isso nas letras, o conceito aparece simbolicamente através da meditação profunda:

    अनुध्यान (Anudhyāna) = contemplação espiritual profunda.

    Isso transforma o álbum em algo que funciona quase como um ritual de iniciação espiritual.

    Claro que não podemos deixar de falar da sonoridade e dos nomes das faixas. Porque, enquanto você, como ouvinte, escuta riffs, vocais, baterias e levadas típicas de black metal, ao mesmo tempo há letras sendo cantadas em sânscrito — que imagino não ser uma língua tão comum para todos os ouvintes — e os caras ainda trazem uma ambiência sonora típica de devoção ritualística “mantral”, com origem em práticas hindus.

    1 — संहार रक्त काली
    Transliteração: Samhāra Rakta Kālī
    Tradução aproximada: “Kali do sangue destruidor” ou “Kali do massacre sangrento”.

    Significado:
    Samhāra = destruição cósmica
    Rakta = sangue
    Kālī = a deusa Kali

    Essa faixa apresenta Kali como força de destruição do universo, conceito comum no tantra e na mitologia hindu. Ela representa o início da jornada espiritual através da destruição.

    2 — अस्तित्व की चिता पर
    Transliteração: Astitva Kī Citā Par

    Tradução: “Sobre a pira funerária da existência.”

    Significado:
    Astitva = existência
    Citā = pira funerária de cremação

    A frase sugere que toda existência está sendo queimada, lembrando os rituais funerários do Ganges. É uma metáfora espiritual: o universo inteiro é uma pira funerária.

    3 — शव साधना
    Transliteração: Śava Sādhana

    Tradução: “Prática espiritual com cadáver.”

    Significado:
    Essa é uma prática real do tantra.

    Śava = cadáver
    Sādhana = prática espiritual

    O asceta medita sobre ou ao lado de um cadáver para destruir o medo, o ego e o apego à vida. Essa prática está ligada à devoção a Kali.

    4 — काली मां
    Transliteração: Kālī Mā
    Tradução: Mãe Kali.

    Significado:
    Apesar da imagem assustadora da deusa, Kali é chamada de Mãe pelos devotos. Ela representa destruição do ego, libertação espiritual e proteção contra a ignorância.

    Essa faixa funciona quase como um momento de devoção ritualística no álbum.

    5 — मृत्यु ही सत्य है
    Transliteração: Mṛtyu Hī Satya Hai
    Tradução: “Somente a morte é a verdade.”

    Significado:
    Mṛtyu = morte
    Satya = verdade

    Essa frase reflete uma visão filosófica presente no ascetismo: tudo no universo é transitório, exceto a morte. Isso reforça a ideia central do álbum: contemplar a morte para alcançar libertação espiritual.

    6 — मृत्यु का वीभत्स नृत्य
    Transliteração: Mṛtyu Kā Vībhatsa Nr̥tya
    Tradução: “A dança grotesca da morte.”

    Significado:
    Essa imagem lembra a dança destruidora de Kali, que simboliza o colapso do universo e o ciclo eterno de criação e destruição. Na iconografia hindu, Kali frequentemente dança sobre cadáveres.

    7 — खण्ड मण्ड योग
    Transliteração: Khaṇḍa Maṇḍa Yoga
    Tradução aproximada: “Yoga da desintegração do corpo.”

    Significado:
    Essa é uma prática tântrica extremamente radical. Segundo tradições esotéricas, o asceta visualiza ou simbolicamente “desmembra” o próprio corpo durante a meditação para transcender o ego, o corpo físico e a identidade individual. É uma metáfora de dissolução do eu.

    8 — दिव्य प्रेम की ज्वाला से दग्ध
    Transliteração: Divya Prema Kī Jvālā Se Dagdha
    Tradução: “Queimado pela chama do amor divino.”

    Significado:
    Essa faixa representa o estágio final da jornada espiritual. Depois da destruição do ego, resta apenas amor divino, união com o absoluto e libertação espiritual. Esse conceito se aproxima da ideia de moksha.

    O Cult of Fire não escolheu essas palavras aleatoriamente. Todas pertencem a um vocabulário específico do tantra e do yoga, conectado a práticas reais do hinduísmo. Isso explica por que o álbum soa mais ritualístico e espiritual do que a maioria dos discos de black metal.

    Isso faz com que o álbum funcione quase como uma tradução musical de uma prática espiritual real.

    A filosofia deles é simples e brutal: tudo no universo é sagrado, inclusive a morte e a decomposição. Essa visão é praticamente o coração filosófico do álbum.

    Um detalhe ainda mais interessante: depois desse disco, a banda continuou explorando essa jornada espiritual em álbuns posteriores, como मुक्ति की अग्नि (Mukti Ki Agni) e Nirvana.

    Os próprios títulos mostram a progressão espiritual: morte, purificação, libertação, nirvana etc. Ou seja, o Cult of Fire construiu praticamente uma cosmologia espiritual dentro da própria discografia.

    A estética sonora do disco

    Musicalmente, o álbum mistura black metal atmosférico, passagens ritualísticas, melodias épicas, coros e uma ambiência mística. A música muitas vezes parece um ritual religioso, não apenas um disco de metal.

    O resultado é uma atmosfera que lembra cerimônias espirituais, meditações e rituais funerários.

    A arte e o material gráfico também seguem a estética hindu. Eles usam mandalas, símbolos tântricos, iconografia de Kali e tipografia em sânscrito. Isso reforça a ideia de que o álbum é uma obra conceitual espiritual.


    Esse disco ajudou a consolidar o Cult of Fire como uma banda única dentro do gênero. Enquanto muitas bandas usam símbolos religiosos apenas por choque ou estética, o Cult of Fire construiu uma obra baseada em filosofia hindu, ascetismo, tantra e contemplação da morte.

    Por isso o álbum se tornou um cult clássico do black metal atual.

    Um detalhe curioso é que o líder da banda, Infernal Vlad, já mencionou em entrevistas que viajou à Índia e teve contato direto com templos e tradições espirituais que inspiraram esse álbum.

    Ou seja, o disco inteiro funciona como uma jornada mística da destruição até a libertação.

    Texto: Hector Cruz

  • Nevermore fará sideshow especial em São Paulo

    Nevermore fará sideshow especial em São Paulo

    O Nevermore entra em 2026 com força total, propósito renovado e a confiança de quem sabe exatamente o que representa. Desde sua formação após o fim do Sanctuary, a banda construiu uma identidade marcada por técnica impecável, composições ousadas e intensidade emocional. Do álbum de estreia, lançado em 1995, a clássicos como Dead Heart in a Dead World e This Godless Endeavor, o Nevermore conquistou fãs no mundo inteiro e se firmou como uma das vozes mais originais e influentes do metal moderno.

    Agora, esse legado ganha um novo capítulo. Sob a liderança de Jeff Loomis e Van Williams, o Nevermore ressurge com uma formação poderosa: Jack Cattoi nas guitarras, Semir Özerkan no baixo e Berzan Önen nos vocais. Depois de anos afastados, a energia criativa que sempre moveu a banda voltou a pulsar com força. “Isso vem sendo gestado há bastante tempo e agora começou a se concretizar. Então que momento melhor para dar início a tudo do que agora?”, afirma Van, resumindo o espírito dessa nova fase.

    E esse retorno já tem data marcada para acontecer diante do público brasileiro. O Nevermore é uma das atrações confirmadas do Bangers Open Air 2026, que acontece nos dias 25 e 26 de abril no tradicional Memorial da América Latina, em São Paulo. A banda se apresenta no segundo dia do festival, prometendo um show histórico para celebrar essa nova era.

    Mas as novidades não param por aí. Para quem quer uma experiência ainda mais intensa e próxima, o Nevermore também fará um side show exclusivo no dia 28 de abril de 2026, no Carioca Club, em São Paulo. Uma oportunidade única para ver de perto a química da nova formação e sentir toda a força desse renascimento nos palcos.

    Com o anúncio dos shows no Brasil, o Nevermore deixa claro que voltou para valer: honrando sua história, celebrando sua identidade e abrindo caminho para um futuro tão ousado quanto sua música sempre foi. Um novo ciclo começa, e os fãs brasileiros serão os primeiros a testemunha.

    SERVIÇO – NEVERMORE
    Data: 28 de abril de 2026 (terça-feira)
    Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo/SP)
    Abertura dos portões: 19h
    Realização: Bangers Open Air
    Produção: Honorsounds
    Ingressos disponíveis em: https://www.clubedoingresso.com/evento/nevermore-saopaulo

  • O Ozzfest vai acontecer em Birmingham e nos EUA, revela Sharon Osbourne.

    O Ozzfest vai acontecer em Birmingham e nos EUA, revela Sharon Osbourne.

    Sharon Osbourne quer testar o Ozzfest em 2027 primeiro e, se houver demanda suficiente, torná-lo maior em 2028.

    Sharon Osbourne confirmou duas vezes que o Ozzfest voltará (leiam sobre aqui). Agora, a empresária revelou mais alguns detalhes no podcast da família. Segundo ela, o festival acontecerá primeiro em Birmingham, onde o patriarca da família, Ozzy Osbourne, que faleceu em 22 de julho de 2025 , se despediu dos fãs com um show memorável com o Black Sabbath. Depois, o evento seguirá para os Estados Unidos.

    Teste de execução

    Queremos fazer dois dias no estádio do Aston Villa e depois ir para os Estados Unidos”, revela Sharon. “E queremos ouvir a opinião de todos sobre onde devemos ir nos Estados Unidos. Também precisamos encontrar muitos músicos jovens e novos, porque é isso que o Ozzy gostaria.” Jack Osbourne então especifica que, depois de Birmingham, o Ozzfest também acontecerá “em algum lugar da América do Norte por dois dias”. Sharon acrescenta: “E então veremos como será. E se as pessoas quiserem, estaremos lá nos próximos anos.

    Com essa declaração, a viúva de Ozzy Osbourne esclarece que o Ozzfest 2027 ainda não será um festival itinerante como antigamente, mas sim um teste. Se houver demanda suficiente, o evento poderá voltar a fazer turnê a partir de 2028. Sharon explica ainda o que torna o festival ao ar livre tão especial: “Era mais divertido. Quando você vai a outros festivais, todo mundo é muito tenso. Esse sempre foi o objetivo do nosso festival: nunca havia ninguém tentando se impor ou se achando melhor do que os outros. Era como um acampamento de verão.” Sharon também disse que quer “ver Rob Halford lá“, o que pode significar que o Judas Priest tem boas chances de se apresentar.

    Em um painel de discussão na conferência da indústria MIDEM em Cannes, França, Sharon falou recentemente sobre seus planos para o Ozzfest: “Sim, com certeza, vamos fazer.  Fizemos a última edição em 2018. Foi apenas um mês antes de Ozzy ficar doente. E foi no Forum em Los Angeles. Na época, não havia planos de parar, mas Ozzy não pôde se apresentar. Ozzy e eu conversamos sobre isso, e ele disse: ‘Você acha que o Ozzfest funcionaria sem mim?’ Eu respondi: ‘Sim, é uma marca. Vai funcionar sem você.’ Então ele decidiu: ‘Deveríamos fazer’”. A cantora de 73 anos acrescentou: “Gostaria de misturar os gêneros”.

    Assistam abaixo o Podcast da Familia Osbourne falando sobre o retorno do Ozzfest.

    TEXTO POR HECTOR CRUZ
    FONTE: METAL HAMMER

  • Edu Falaschi revela capa e tracklist de MI’RAJ, capítulo final da trilogia iniciada com Vera Cruz e Eldorado

    Edu Falaschi revela capa e tracklist de MI’RAJ, capítulo final da trilogia iniciada com Vera Cruz e Eldorado

    O cantor, compositor e produtor Edu Falaschi anuncia oficialmente o lançamento de seu novo álbum de estúdio, MI’RAJ, que encerra a trilogia fictícia e conceitual, com enredo desenvolvido juntamente com o artista e escritor Fábio Caldeira, obra iniciada com Vera Cruz (2021) e continuada com Eldorado (2023). O novo trabalho representa o desfecho definitivo da saga construída ao longo dos últimos anos, consolidando uma das fases mais ambiciosas de sua carreira solo, com lançamento previsto para Junho deste ano.

    A mixagem e masterização ficará a cargo do renomado produtor Dennis Ward, responsável pelo acabamento sonoro de Vera Cruz e Eldorado, além de trabalhos marcantes com Helloween, Unisonic, Angra, etc.

    A arte de capa de MI’RAJ foi desenvolvida pelo artista gráfico Carlos Fides, com um conceito apresentando uma Vidente como figura central, guardiã do Portal dos Doze Véus que guia Jorge em sua travessia pelo deserto rumo à descoberta interior e à ascensão espiritual. Entre o azul profundo da noite e o dourado intenso do dia, a imagem revela a dualidade que sustenta toda a narrativa: luz e sombra, bem e mal, representados pelos exércitos da Ordem de Cristo e da Cruz de Nero. A luz que ela segura simboliza o conhecimento que conduz além do conflito exterior.

    Os quatro elementos moldam essa jornada: a terra do deserto que prova a resistência, a água como fonte de vida e memória, o fogo que purifica e transforma, e o ar que guia o espírito. No céu, a constelação de Órion surge como símbolo de orientação ancestral, lembrando que, mesmo na batalha mais árdua, sempre existe um caminho para aqueles que sabem olhar além do horizonte.

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    Ambientado no ano de 1519 em territórios Otomanos, MI’RAJ apresenta o capítulo final da jornada do protagonista Jorge, em meio a conflitos espirituais e batalhas entre a Cruz de Nero e a Ordem de Cristo.

    Se Vera Cruz fala de descoberta e Eldorado fala de conquista e ambição, MI’RAJ fala de revelação e sobre entender quem nós somos, qual nosso propósito depois de atravessar nosso grande deserto interior.

    Nessa ficção Jorge precisava voltar ao berço espiritual da humanidade para entender que a verdadeira jornada nunca foi geográfica, mas sim interna.

    A atmosfera medieval da região influencia diretamente a identidade estética do álbum, tanto no conceito lírico quanto na sonoridade.

    Musicalmente, trata-se do disco mais diverso da trilogia. MI’RAJ incorpora elementos característicos da musicalidade étnica da região, como escalas modais, timbres e texturas atmosféricas, características, inclusive, muito presentes na música nordestina do Brasil, que adquiriu através da cultura ibérica, elementos andaluzes, tudo isso integrados à base sólida do heavy metal. O álbum transita entre o power metal, o rock progressivo, rock fusion e abordagens contemporâneas de arranjo e produção. É um trabalho variado, cinematográfico e tecnicamente sofisticado, ampliando o espectro sonoro apresentado em Vera Cruz e Eldorado.

    Outro momento marcante é a faixa “INTUIÇÃO”, a primeira música inédita em português lançada por Edu Falaschi em 24 anos, um marco simbólico dentro da trajetória do artista e da própria narrativa da trilogia.

    Produção e gravações

    O álbum está sendo coproduzido por Thiago Bianchi, parceiro de longa data que já esteve à frente da produção de Vera Cruz. As gravações estão acontecendo no Fusão Estúdio, estúdio de Bianchi, reforçando a continuidade estética e a confiança artística entre os dois músicos. Para Edu, gravar novamente ao lado de um grande amigo, presente em tantos momentos importantes de sua carreira, tem sido uma experiência especial e inspiradora.

    As orquestrações de MI’RAJ serão novamente assinadas por Pablo Greg, reforçando a grandiosidade e o caráter cinematográfico do álbum.

    A formação do álbum conta com:

    Edu Falaschi: vocal
    Victor Franco: guitarras
    Diogo Mafra: guitarras
    Raphael Dafras: baixo
    Jean Gardinalli: bateria
    Fábio Laguna: teclados

    As gravações de bateria aconteceram recentemente, marcando o primeiro registro oficial de Jean Gardinalli dentro da trilogia, agora com material totalmente inédito e identidade própria nos arranjos. Jean imprime personalidade, peso e maturidade às composições, consolidando sua assinatura artística neste novo capítulo.

    Também foram concluídas as gravações de guitarra com o guitarrista Victor Franco, que estreia como músico oficial da banda, registrando pela primeira vez as guitarras de MI’RAJ. Com timbres próprios e personalidade marcante, Victor traz energia renovada, técnica refinada e forte identidade melódica, contribuindo para a complexidade e emoção que definem este álbum.

    Na sequência vieram as gravações de baixo com Raphael Dafras, parceiro de longa data e reconhecido como um dos maiores baixistas do mundo. Neste novo trabalho, ele imprime sua marca inconfundível, unindo precisão técnica, musicalidade e timbres característicos que já são amplamente reconhecidos pelo público.

    O disco ainda conta com participações fundamentais do guitarrista Diogo Mafra, especialmente em solos marcantes, e do tecladista Fábio Laguna, ambos companheiros de estrada há muitos anos. Cada um com estilo muito característico, agregam identidade, sofisticação e grandiosidade às gravações que concluem essa trilogia.

    Como já é tradição nos trabalhos de Edu Falaschi, MI’RAJ também contará com convidados especiais, cujos nomes serão revelados em breve.

    Tracklist oficial: MI’RAJ

    WATCHERS OF THE LIGHT
    HERE I STAND
    MI’RAJ
    ECHOES OF VOWS
    UNCHAINED
    INTUIÇÃO
    CIRCLE OF DUST
    ON YOUR OWN
    WRATH INTO THE WAR

    Com MI’RAJ, Edu Falaschi conclui uma trilogia que atravessa continentes, épocas e dimensões espirituais, reafirmando sua vocação para grandes narrativas épicas e consolidando sua identidade artística em um trabalho que une tradição, diversidade sonora e maturidade criativa.

    Mais informações:
    Site Oficial: https://www.edufalaschi.com.br/

    Instagram: https://www.instagram.com/edu_falaschi/

  • Baterista do Living Colour, Will Calhoun faz shows únicos no Blue Note em São Paulo (8/3) e no Rio (10/3) e apresenta “os sons do Afrofuturismo” com quarteto brasileiro

    Baterista do Living Colour, Will Calhoun faz shows únicos no Blue Note em São Paulo (8/3) e no Rio (10/3) e apresenta “os sons do Afrofuturismo” com quarteto brasileiro

     

    Após a turnê da banda no Brasil, músico duas vezes vencedor do Grammy toca com duas sessões por noite e formação diferente em cada cidade.

    Depois de passar pelo Brasil com o Living Colour, o baterista e percussionista Will Calhoun estende a temporada no país para duas apresentações especiais à frente do Quarteto de Batucada, projeto que ele define como uma viagem pelos “sons do Afrofuturismo”. A proposta é colocar Calhoun no centro de um formato mais livre e visceral, no qual sua linguagem rítmica ganha espaço para explorar timbres, improvisos e cruzamentos de estilos.

    Conhecido por transitar sem esforço entre universos distintos, Calhoun construiu uma assinatura que conecta jazz e rock a elementos de funk, blues, música latina, eletrônica, ambient e referências de matrizes tradicionais, sempre com foco na criação de texturas e na conversa direta com os músicos ao redor. Formado no Berklee College of Music em Engenharia de Som e Gravação, ele também é duas vezes vencedor do Grammy com o Living Colour, grupo que se consolidou justamente por desafiar fronteiras estéticas.

    Além do trabalho na banda, Will Calhoun colaborou com alguns dos grandes nomes do jazz e da música instrumental, como Wayne Shorter, Pharaoh Sanders, McCoy Tyner, Ron Carter, Jaco Pastorius, Marcus Miller e Mike Stern, entre outros. No Brasil, a ideia é somar essa bagagem a encontros com músicos locais, em formações específicas para cada cidade, com duas sessões por noite no Blue Note.

    Serviço:

    São Paulo

    Will Calhoun Quarteto de Batucada ao vivo
    Data: Domingo, 8 de março
    Local: Blue Note São Paulo (Conjunto Nacional, 2º piso)
    Endereço: Av. Paulista, 2073, Consolação, São Paulo
    Sessões: 19h e 21h
    Ingressos: https://www.eventim.com.br/event/will-calhoun-baterista-do-living-colour-blue-note-sao-paulo-21240736/

    Formação:

    Vitor Alcantara (saxofone e flauta)
    Marcos Romera (piano)
    Carlos Ribeiro (baixo)
    Will Calhoun (bateria)

    Rio de Janeiro

    Will Calhoun Quarteto de Batucada ao vivo
    Data: Terça-feira, 10 de março
    Local: Blue Note Rio
    Endereço: Av. Atlântica, 1910, Copacabana, Rio de Janeiro
    Sessões: 20h e 22h30
    Ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/blue-note-rio/will-calhoun-baterista-do-living-colour-4076952/

    Formação:

    Jorge Continento (saxofone e flauta)
    Kiko Continento (piano)
    Alberto Continento (baixo)
    Will Calhoun (bateria)

  • Ozzy Osbourne será homenageado com estátua no recinto do Hellfest

    Ozzy Osbourne será homenageado com estátua no recinto do Hellfest

    O vocalista do Black Sabbath, Ozzy Osbourne, será homenageado com uma estátua de seis metros de altura no Hellfest deste ano.

    O Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, será homenageado mais uma vez por sua obra: uma estátua de seis metros de altura do músico será inaugurada no Hellfest deste ano , que acontece de 18 a 21 de junho, em Clisson, na França Ela estará localizada na entrada do festival. Sua empresária e viúva, Sharon Osbourne, comentou sobre a homenagem.

    Lá está ele. Olhem para ele, um deus do rock! A estátua será inaugurada no Hellfest em 18 de junho. Toda a família estará lá. É uma grande homenagem. Simplesmente fantástica. Só posso agradecer ao Ben (Barbaud, organizador do Hellfest). Muito obrigada! É uma obra de arte impressionante”, disse Sharon Osbourne em fevereiro, no MIDEM 2026, em antecipação à homenagem ao seu falecido marido. Ele não é o único a receber um monumento desse tipo no Hellfest.

    Em junho de 2022, uma estátua do lendário vocalista do Motörhead, Lemmy Kilmister, foi inaugurada no recinto do festival . Ela substituiu a escultura anterior do músico, que havia sido erguida seis anos antes, mas se desfez devido ao gesso extremamente quebradiço de que era feita.

    A estátua de Lemmy, repaginada, foi criada por Caroline Brisset, uma escultora francesa promissora que já expôs seu trabalho na França e na Bélgica.

    TEXTO POR HECTOR CRUZ

    FONTE: METAL HAMMER

  • Iron Maiden está considerando uma nova música de entrada.

    Iron Maiden está considerando uma nova música de entrada.

    O guitarrista do Iron Maiden, Adrian Smith, falou sobre a ideia de substituir “Doctor Doctor” do UFO como música de entrada.

    Ele já tem uma alternativa pronta.

    Desde a virada do milênio, uma música sempre foi tocada antes do Iron Maiden subir ao palco: “Doctor Doctor” (do álbum PHENOMENA, 1974) do UFO . Mas isso pode mudar em breve, como revelou o guitarrista Adrian Smith. Se dependesse dele, eles escolheriam uma música diferente para entrar em seus shows.

    Seus companheiros de banda também já insinuaram que, embora gostem de “Doctor Doctor“, poderiam imaginar outra faixa em seu lugar.

    Será este o fim dos OVNIs?

    Eu adoro UFO – eles são uma das minhas bandas favoritas – mas talvez devêssemos tocar algo diferente”, especulou Smith em entrevista à rádio sueca Bandit Rock. “Tínhamos outra música – uma música do AC/DC chamada ‘It’s A Long Way To The Top (If You Wanna Rock ’N’ Roll)’ (TNT, 1975), com gaita de foles e tudo. Talvez devêssemos trazê-la de volta. Mas eu gosto muito de ‘Doctor Doctor’”.

    Em fevereiro de 2022, durante uma sessão de perguntas e respostas em seu show de spoken word no Vic Theatre em Chicago, Illinois, o vocalista Bruce Dickinson foi questionado sobre o motivo da banda sempre usar “Doctor Doctor” como música de entrada. Ele respondeu: “Tem a vantagem adicional de avisar a todos que vamos tocar ‘Doctor Doctor’ antes de subirmos ao palco. São cinco minutos de ‘Doctor Doctor’ antes da introdução. É genial, assim as pessoas ficam tipo, ‘Ei, rápido! Parem de fazer xixi, terminem a última cerveja e vão para seus lugares.’ ‘Doctor Doctor’ está tocando. Eles estão prestes a entrar. E é ótimo para os roadies também. É tipo, ‘Parem de se masturbar no banheiro. Limpem a bunda.‘”

    Segundo o baixista Steve Harris, outra música do UFO seria igualmente adequada para a entrada do Iron Maiden.

    Em 2021, ele citou “Love To Love” (do álbum STRANGERS IN THE NIGHT, 1979) como uma das oito músicas que mudaram sua vida. Em entrevista à revista britânica Metal Hammer, Harris explicou: “O UFO tem muitas músicas e álbuns ótimos, mas essa versão do STRANGERS IN THE NIGHT me tocou particularmente. É a interação entre luz e sombra e a construção dinâmica que realmente me cativa.

    TEXTO POR HECTOR CRUZ

    FONTE: METAL HAMMER

  • Kreator: Mille Petrozza rejeitou oferta do Celtic Frost

    Kreator: Mille Petrozza rejeitou oferta do Celtic Frost

    O vocalista do Kreator cogitou uma possível transferência para o Celtic Frost. Ele desistiu da ideia porque tinha seus próprios planos.

    Antes do sucesso de Mille Petrozza com o Kreator , ele considerou se juntar à banda suíça de Black Metal Celtic Frost, como revelou em uma entrevista ao podcast ‘Heavy Stories‘. No fim, ele decidiu não aceitar. O motivo: o músico tinha seus próprios planos.

    Sem tempo para tarefas secundárias

    Fiquei impressionado porque tinha muito respeito por eles e os considerava uma das melhores bandas do mundo. E ainda acho que eles estavam definitivamente entre os inovadores”, disse Petrozza. “Eu sabia que tinha minha própria banda, mas ainda queria ver como eles trabalhavam porque são ótimas pessoas e ainda somos amigos até hoje. Eu só queria vivenciar isso. Olhando para trás, eu adoraria ter feito um jam com Reed St. Mark (bateria) – e claro, com Martin (Eric Ain, baixo) e Tom (G. Warrior, vocal, guitarra). Mas para mim, Reed St. Mark era o melhor baterista do mundo” Eu tinha um pressentimento estranho sobre isso. Claro, eu já sabia que não participaria. Mas, definitivamente queria experimentar e ver como era. No fim, decidi não me tornar o parceiro do Tom Warrior, mas sim formar minha própria banda. Passei uma semana lá. Gostaria que houvesse gravações daquela sessão, porque achei que eles foram incrivelmente profissionais. E Reed St. Mark era um baterista incrível. Eles tocaram em um antigo bunker da Segunda Guerra Mundial em Zurique.

    Eram pessoas ótimas — muito, muito inteligentes, muito vanguardistas. E eu era apenas um fã de metal de 18 ou 19 anos. Mas quando voltei, eu sabia que não ia fazer aquilo. Eu sabia que ia seguir meu próprio caminho.

    TEXTO POR HECTOR CRUZ

    Fonte: METAL HAMMER