O segundo dia do M’Era Luna 2026 foi ainda mais diversificado do que o primeiro, com um line-up que abrangeu desde darkwave e rock gótico até metal industrial e folk metal. Cada banda trouxe sua própria identidade para o palco, criando uma jornada musical única que cativou o público do início ao fim. A organização, mais uma vez, foi impecável: os intervalos entre as apresentações foram curtos, permitindo que os fãs aproveitassem ao máximo cada momento sem pressa.

Além da música, o festival ofereceu uma experiência completa. Os food trucks e bares temáticos continuavam a oferecer opções variadas, e a estrutura do evento, com áreas de descanso e banheiros bem distribuídos, garantia o conforto de todos. O M’Era Luna  é um encontro de culturas, estilos e emoções, onde cada detalhe é pensado para criar uma imersão total.

 

Skynd: Crime Music com muita energia

O Skynd abriu o segundo dia do M’Era Luna 2026 com uma performance única e arrepiante, onde a música e o true crime se fundiram em um espetáculo sombrio. A banda, liderada pela vocalista Skynd e pelo multi-instrumentista Father, trouxe ao palco um som que mescla darkwave e eletrônica, mas com um toque narrativo perturbador. Canções como “Columbine” e “Johnny Kitagawa” foram tocadas com uma intensidade emocional que transportou o público para um universo de crimes reais e mistérios não resolvidos, onde cada letra parece contar uma história macabra.

O visual do show foi minimalista, mas impactante, com luzes que criavam uma atmosfera de suspense, como se o palco fosse um cenário de investigação criminal. A voz envolvente de Skynd e os arranjos eletrônicos de Father criaram uma conexão imediata com a plateia, que se deixou levar pela narrativa sombria da banda. Para os fãs de darkwave com um toque de true crime, foi um início de dia inesquecível, que provou que a música pode ser tão cativante quanto as histórias que a inspiram.

 

Then Comes Silence: Gótico e sofisticado

Em seguida, subiu ao palco o Then Comes Silence, uma das bandas mais elegantes e sofisticadas da cena do rock gótico sueco. Com um som que mistura post-punk, darkwave e elementos de rock clássico, a banda entregou um show refinado e cheio de personalidade. Canções como “The Dead Cry for No One” e “Strangers” foram recebidas com entusiasmo pelo público, que já começava a se aquecer para o dia.

A performance do Then Comes Silence foi técnica e emocionante, com os músicos demonstrando grande habilidade em seus instrumentos. O vocalista Alexander Sternberg brilhou com sua voz grave e cativante, enquanto as guitarras e o baixo criavam uma atmosfera densa e envolvente. O show foi um momento de pura classe, provando por que a banda é tão respeitada na cena alternativa.

 

The 69 Eyes: Gótico finlandês com atitude

O The 69 Eyes, uma das bandas mais carismáticas e icônicas do rock gótico finlandês, subiu ao palco com toda a sua atitude e estilo. Com um som que mistura rock clássico, punk e elementos góticos, a banda entregou um show energético e cheio de personalidade. Canções como “Gothic Girl” e “Lost Boys” foram executadas com uma intensidade que só o The 69 Eyes pode oferecer.

O vocalista Jyrki 69 foi o centro das atenções, com sua presença de palco magnética e sua voz rouca e cheia de atitude. A banda, vestida com seus figurinos característicos, dominou o palco com uma energia contagiante. Para os fãs de rock gótico com um toque de rebeldia, foi um dos momentos mais marcantes do dia.

 

L’Ame Immortelle: Darkwave e drama

O L’Ame Immortelle, projeto do austríaco Thomas Rainer com a diva Sonja Kraushofer, trouxe um toque de drama e intensidade ao segundo dia do M’Era Luna. Com um som que mistura darkwave, neoclassical e elementos eletrônicos, a performance foi visualmente impressionante, com figurinos elaborados e uma presença de palco teatrais. Canções como “Judgement” e “Bitterkeit” foram recebidas com euforia pela plateia.

O show do L’Ame Immortelle foi um espetáculo à parte, com uma produção que lembrava uma ópera sombria. A interação com o público foi constante, e a energia no palco era hipnótica. Para os fãs de música darkwave com um toque de grandiosidade, foi um dos destaques do dia.

 

Floor Jansen: Diva e emoção

A Floor Jansen, uma das vozes mais poderosas e emocionantes do metal sinfônico, subiu ao palco para um show intimo e grandioso ao mesmo tempo. Com uma carreira que inclui passagens por bandas como After Forever e Nightwish, Floor entregou uma performance cheia de emoção e técnica. Canções como “My Indigo” e “Storm” foram executadas com uma intensidade que só uma voz como a dela pode oferecer.

O show de Floor Jansen foi um momento de pura conexão emocional. Com um visual simples, mas elegante, a cantora dominou o palco com sua presença cativante e sua voz cristalina e potente. Para os fãs de metal sinfônico e música emocional, foi um dos momentos mais tocantes do festival.

 

Aesthetic Perfection: Industrial com energia brutal

O Aesthetic Perfection, projeto solo do americano Daniel Graves, trouxe uma explosão de energia industrial ao segundo dia do M’Era Luna. Com um som que mistura EBM, industrial e elementos de metal, a banda entregou um show agressivo e cheio de atitude. Canções como “Antibody” e “Spit it out” foram executadas com uma intensidade que deixou o público eufórico.

A performance do Aesthetic Perfection foi técnica e impactante, com Daniel Graves dominando o palco com sua voz poderosa e sua presença magnética. As luzes e os efeitos visuais complementaram perfeitamente o som, criando uma atmosfera imersiva e cheia de energia. Para os fãs de música industrial com um toque de modernidade, foi um dos momentos mais intensos do dia.

 

Lacrimosa: Tradição e grandiosidade

O Lacrimosa, uma das bandas mais icônicas e influentes do metal gótico alemão, subiu ao palco para um show grandioso e cheio de emoção. Com uma carreira que já ultrapassa 30 anos, a banda liderada por Tilo Wolff e a finlandesa Anne Nurmi entregou uma performance técnica e emocionante, com canções como “Schakal” e “Der Morgen danach” sendo executadas com perfeição e intensidade.

O show do Lacrimosa foi um espetáculo visual e sonoro, com atuações lindas que complementavam a música. Tilo Wolff, com sua voz poderosa e sua presença de palco cativante, dominou o público, que cantava cada palavra em coro. Para os fãs de metal gótico com um toque de grandiosidade, foi um dos momentos mais memoráveis do festival.

 

Die Krupss: Industrial e pioneirismo

O Die Krupps, uma das bandas mais pioneiras e influentes da cena industrial alemã, subiu ao palco para um show cheio de energia e atitude. Com um som que mistura EBM, industrial e elementos de metal, a banda entregou uma performance técnica e impactante, com canções como “The Machineries of Joy” e “Wahre Arbeit – Wahrer Lohn” sendo executadas com precisão e intensidade.

O show do Die Krupps foi um momento de pura nostalgia e modernidade. Com um visual industrial e futurista, a banda dominou o palco com sua energia contagiante e sua presença magnética. Para os fãs de música industrial com um toque de pioneirismo, foi um dos momentos mais marcantes do dia.

 

IAMX: Alternativo e inovação

O IAMX, projeto solo do britânico Chris Corner, trouxe um toque de inovação e intensidade ao segundo dia do M’Era Luna. Com um som que mistura darkwave, eletrônica e elementos de rock, a banda entregou um show cheio de energia e personalidade. Canções como “Spit It Out” e “Nightlife” foram executadas com uma intensidade que deixou o público eufórico.

A performance do IAMX foi técnica e cativante, com Chris Corner dominando o palco com sua voz poderosa e sua presença magnética. As luzes e os efeitos visuais complementaram perfeitamente o som, criando uma atmosfera imersiva e cheia de energia. Para os fãs de música darkwave com um toque de modernidade, foi um dos momentos mais intensos do dia e com certeza um dos melhores shows do festival.

 

Saltatio Mortis: O grande final com folk alemão

E então, chegou o momento mais aguardado da noite: o show do Saltatio Mortis. A banda alemã, uma das maiores referências do folk metal, subiu ao palco principal para fechar o segundo dia do M’Era Luna com grandeza e emoção. Com uma carreira que já ultrapassa 20 anos, o grupo liderado por Aleah Stanbridge e Michael “Dagon” Seifert não poupou esforços para entregar um espetáculo inesquecível.

O show começou com “We Might Be Giants”, uma das faixas mais icônicas da banda, e desde os primeiros acordes, a plateia explodiu em euforia. A banda apresentava um visual impecável, com um palco repleto de luzes, fogos de artifício e telões gigantes que exibiam imagens sincronizadas com as músicas. Aleah Stanbridge, com sua voz angelical e presença de palco cativante, dominou o público, que cantava cada palavra em coro. Canções como “Falsche Freunde”, “Wach Auf!” e “Tanzwut” foram executadas com perfeição técnica e emocional, provando por que o Saltatio Mortis é uma das bandas mais amadas e respeitadas do gênero.

O setlist foi bem equilibrado, misturando clássicos atemporais com faixas mais recentes. O público, visivelmente emocionado, não parava de cantar, pular e acenar com luzes de celular, criando um mar de estrelas que iluminava a noite alemã. Quando o show chegou ao final, com “Spielmannsschwur”, a sensação era de que todos haviam vivenciado algo único e transformador.

 

Final do segundo dia

O segundo dia do M’Era Luna 2026 foi, sem dúvida, um dos mais intensos e diversificados da história do festival. Com um line-up que abrangeu desde darkwave e rock gótico até folk metal e industrial, o evento provou mais uma vez por que é um pilar da cena alternativa europeia. Cada banda trouxe sua própria magia, mas o Saltatio Mortis fechou a noite com chave de ouro, entregando um show que ficará na memória dos fãs por muitos anos.

Além da música, o festival ofereceu uma experiência completa, com uma organização impecável, uma estrutura que priorizou o conforto dos participantes e um público apaixonado e engajado. O M’Era Luna não é apenas um festival: é um encontro de almas afins, um espaço onde a música, a arte e a emoção se encontram para criar momentos inesquecíveis.

Para quem esteve presente, os dois dias do M’Era Luna 2026 foram um presente. Para quem não pôde ir, fica o convite para não perder as próximas edições. O festival já é lenda, e o segundo dia de 2026 apenas reforçou esse status.

Textos e fotos por: Edi Fortini

Leave a comment