Os estadunidenses do Stoner/Doom Metal Khemmis lançaram na última sexta feira seu quinto ábum de estúdio, auto intitulado Khemmis, que é um incrível cartão de visitas para você que não conhece a banda e para quem conhece, entender suas raizes e ver de onde eles vem. Esse é um disco que tem completamente o DNA da banda, mas que eles deixam aflorar todas as suas principais influências, criando uma atmosfera completamente única ao seu som.
Se você está esperando um disco somente de Doom clássico e aquele Stoner bem conhecido, esquece, pois em seu quinto lançamento, o Khemmis usou e abusou da sua conhecida criatividade e criou um personagem que passa pelas dores e sentimentos da vida nesse mundo no qual vivemos, mas isso tudo reflete em como eles compuseram o disco, colocando suas influências na pele e deixando elas fluírem em suas canções, como a maravilhosa abertura Invocation of the Dreamer, que abre dando um pique e uma noção diferente, pois a música começa com uma abertura clássica que deixa qualquer fã de Death Metal feliz em ouvir e depois disso.
A identidade forte da banda aparece, o mesmo acontece na maravilhosa Beneath The Scythe, que flerta com riffs e as clássicas guitarras gêmeas do Iron Maiden, mas com o código genético intrinseco do Khemmis na música, que tem um refrão extremamente cativante e o andamento ótimo, mas também temos momentos de um catártico e belíssimo Doom Metal, como somente os estadunidenses conseguem nos entregar, como em Corpsebloom Garden e Tomb Of Roses.
Outro ponto a ser destacado é como esse disco é variado em suas vozes, um trabalho incrível feito por Phill e Ben que impuseram ótimas passagens de vozes ao disco, com momentos que surgem guturais lindos em momentos chaves das suas canções, com um peso brutal e descomunal, ao mesmo tempo que em outros a voz limpa e bem cantada transmite um peso na tristeza de suas composições.
Esse é um disco de identidade do Khemmis, um cartão de visitas muito bem composto e posto para os fãs da banda, ele traz variedade em composições, músicas muito boas e mesmo usando e abusando de suas influências, a banda não deixou de entregar personalidade e identidade em seu trabalho, algo raro atualmente e que aqui foi feito com muita maestria. Um belo candidato a um dos melhores desse ano.
NOTA: 5 / 5
Formação:
Phil Pendergast – Vocals, Guitar
Ben Hutcherson – Guitar, Vocals
Zach Coleman – Drums
Dave Small – Bass


