Então em 2026 nós chegamos a mais um ano de Rock In Rio e o evento prometeu grandes nomes e estivemos lá, no primeiro dia, na grande abertura do Maior Festival de Música e Entretenimento da América Latina para conferir o que nos esperava nesse ano. 

Antes da festa inteira, antes do evento, o editor Augusto Hunter, enquanto esperava o ônibus que o levaria, junto da fotógrafa Amanda Respício para o evento, resolveu se proteger e mandar um recado, atualizando as suas vacinas, em um ponto de vacinação, montado no Shopping Metropolitano, na Barra da Tijuca, vejam abaixo.


Depois de celebrar 40 anos de existência e remodelar todo o Palco Mundo, apresentando uma estrutura de telas, no mínimo, invejável para qualquer evento desse porte, o Rock In Rio abriu as suas portas, pela primeira vez na sexta – feira, 04 de Setembro com qualidade e a organização já esperada e vimos o público chegando e já se posicionando em seus pontos de preferência, esperando para ver seu artista predileto.

Esse foi um dia no qual diversas bandas tocaram, como o Di Ferrero, ex-vocalista da banda Emocore NX Zero, que fez uma apresentação consistente no Palco Sunset, vimos também um pouco do Chady no Espaço Supernova, que com o seu Pop Rock deu uma levantada no público presente, outra apresentação que valeu a pena ter dado uma leve atenção nesse dia foi o Detonautas+Biquini, a primeira parte interessante foi o vocalista do clássico Biquini, que dispensou qualquer tipo de cerimônia e foi para a Cidade do Rock usando o BRT Carioca, confiram a postagem abaixo:

 

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Mesmo não sendo um grande fã, ou melhor dizendo, não gostando da carreira do Detonautas, não tem como não bater palmas para uma apresentação enérgica e muito boa da banda, fazendo diversos fãs que estavam esperando esse encontro e momento se deleitarem com um ótimo show, homenageando um dos grandes nomes do Rock Brasileiro e entregando demais. 

Na sexta feira, nosso foco estava todo no Palco Mundo e para começar, não tem como não citar uma das experiências mais legais e recém inclusas no Rock In Rio e falo do “The Flight”. A apresentação da Esquadrilha da Fumaça, passeando pela Cidade do Rock, dando um show para todos os atendentes é sempre emocionante e esse ano ficou ainda melhor, pois, com toda a estrutura de telão no Palco Mundo, eles conseguiram sincronizar a passagem dos aviões pelo palco, fazendo a ilusão de que os mesmos estavam saindo de lá, simplesmente lindo!! 

Após a passagem da Esquadrilha, o Nova Twins invade o palco, formada pela dupla Amy Love (vocal e guitarra) e Georgia South (baixo, vocais de apoio, teclado), com o baterista Luke Campbell finalizando a formação, fez um show incrível!!  A música delas, que tem uma mistura de grime (estilo Londrino que combina várias vertentes da música negra) com Rock e Punk foi simplesmente avassaladora. Elas entregaram um show ímpar no Palco Mundo, com seus doze anos de carreira, a banda mostrou competência, peso (sim, muito peso), um groove maravilhoso (o baterista que veio com elas é ótimo), um som de baixo lindo, como eu nunca tinha ouvido. Pontos muito legais do show em se destacar são das roupas usadas em palco, todas feitas por elas e o som do baixo, extremamente poderoso e pesado, as guitarras bem sintetizadas e tocada também. Para quem, como eu, estava curioso para conhecer o nome, saiu do show arrebatado pela banda!! Que belo início de palco.

Após essa abertura luxuosa do Nova Twins, iríamos ver uma apresentação visceral, forte, com atitude de sobra e esse seria o Rock n´Roll / Punk do The Hives e que apresentação!! Os suecos de Fagersta, formada por Howlin’ Pelle Almqvist (Per Almqvist – vocais), Nicholaus Arson (Niklas Almqvist – guitarra), Vigilante Carlstroem (Mikael Karlsson Åström – guitarra), Dr. Matt Destruction (Mattias Bernvall – baixo), Chris Dangerous (Christian Grahn – bateria) foi simplesmente surreal, atitude, movimentação, um show que tem tudo do clássico Garage Punk e com uma entrega que me deixou inebriado, mesmo desconhecendo uma boa parte de sua carreira, a apresentação, com um palco simples, composto com grandes bolas penduradas, formando o seu nome e a banda usando um traje esporte fino iluminado, com luzes passando por cima das costuras de suas peças externas, foi uma apresentação que mostra um dos grandes motivos de poder falar o porquê o Rock não morreu! Showzaço com energia de sobra, boa música de monte e empolgação nas alturas

Um descanso, aquela passada pela Sala de Imprensa, a participação na Live do Rock On Board, que sempre faz na Sala de Imprensa, sendo um momento legal na cobertura do Rock In Rio, confiram abaixo:

Saímos da sala para ver o maravilhoso Rise Against, banda Estadunidense de Post-Hardcore que merece ser muito celebrada, formada por Tim McIlrath (vocal e guitarra base), Joe Principe (baixista e vocal de apoio), Brandon Barnes (baterista) e Zach Blair (guitarra solo e vocal de apoio), a banda fez um dos shows com maior entrega de público/banda, uma simbiose que foi, em pontos, até maior do que o grande nome daquela noite, era normal olhar em volta e ver pessoas emocinadas, umas cantando as letras junto de Tim, outras chorando e vivendo aquele momento e em sua maioria, abrindo as clássicas “rodas punk”, ou moshpits (como preferir) e curtindo a apresentação de um nome que a muito tempo merecia estar ali, tocando naquele palco. Foi um dos grandes shows do dia, mas nada foi como o principal nome da noite.

Depois desse showzaço, chegou a hora do grande nome da abertura do festival, o Foo Fighters retornaria ao Rock In Rio para trazer um show incrível e como foi, digno do tamanho que a banda é. Na formação desse ano, a banda contava com o grande Dave Grohl (voz/guitarra) e seus correligionários Ilan Rubin (bateria), Nate Mendel (baixo), Rami Jaffee (teclados), Pat Smear e Chris Shiflett (guitarras), o show foi simplesmente empolgante, do início ao fim e mesmo o avançado horário da apresentação e o cansaço do dia inteiro, o público respondeu muito bem para cada música tocada, até mesmo a Windows, música do disco novo que foi muito bem recebida, a bela Marigold que foi executada em homenagem a Taylor Hawkins, além dos clássicos atemporais, como The Pretender, Times Like These, Best Of You, uma que particularmente me deixou muito feliz, Monkey Wrench, e outras, fez dessa apresentação do Foo Fighters incrível, para quem já tinha visto e comentou comigo, foi razoável, para quem viu pela primeira vez (como foi o meu caso), valeu demais a pena ter visto essa apresentação. E foi assim que o primeiro dia do evento se encerrou, com a energia lá em cima, mas ainda tínhamos o Dia do Metal, o dia do “pata rachada”, com novos nomes em voga, dividindo espaço com alguns figurões em palcos diversos pela Cidade do Rock e também estivemos lá…

TEXTO POR AUGUSTO HUNTER
FOTOS POR AMANDA RESPÍCIO
FOTOS DO FOO FIGHTERS POR ROCK IN RIO (LALI MOSS e DIEGO PADILHA)

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