Então chegamos ao segundo dia do Rock In Rio, o tão falado Dia do Metal, ou o dia das camisas pretas chegaapostando em renovação e nomes clássicos lado a lado, mas um fato temque ser colocado: as novidades chegaram para o Heavy Metal e a nova geração a abraça com força e veemência, mas também não se esquece de nomes mais sedimentados do cenário.
Foi o sábado, o primeiro dia da chuva, que castigou o festival, algo que poderia realmente impactar no evento, mas pelo contrário, o público continuou chegando, fazendo dele um dia ainda melhor, já que chovia e fazia frio, o povo pulou mais, curtiu muito mais os diversos shows e ativações naquele dia cinza e chuvoso.
Nesse dia, saí mais cedo, para até mesmo estudar uma melhor forma de conseguir cobrir todos os espaços do Rock In Rio, mas confesso que não foi muito usado o trajeto selecionado, já que, o público compareceu em pes e um ponto já a ser colocado: a renovação chegou e a molecada estava presente em um número muito maior do que o esperado.
Provando que sim, os novos nomes no qual a produção do evento apostou, arrastou (e muito) o público-alvo e era visível até mesmo, pelas blusas das bandas usadas no dia. Esquece que foi mais visto blusa do Maiden ou Black Sabbath, AC/DC. Nada disso! Desde antes de chegar à Cidade do Rock, a maior parte da massa no qual eu cruzei, vestia uma banda: BRING ME THE HORIZON.
Dito isso, o dia cinza começou com a presença da Quantum, banda de Metal Moderno de Caxias, que se apresentou no Espaço Favela, não pude ver o show da banda, mas se faz necessária citar a presença desse belo nome do Underground Carioca no evento. Ao tentar chegar no Espaço Favela, vimos um pouco da passagem de som da MC Taya, mais uma artista oriunda da Baixada Fluminense, essa de Nova Iguaçú, mas Taya já vem se solidificando no cenário mais moderno com o seu Metal Mandrake, que une dois mundos completamente distintos, o Nu Metal e seus riffs e peso com o batidão do Funk Carioca e seu estilo super ousado e periférico. Acabei ficando para ver a apresentação, que foi muito competente, Taya e sua banda não dão mole, a vocalista manda o seu recado, faz um show com posicionamento bem claro: antifascista, antirracista, empoderamento feminino (no talo), sexualidade e liberdade de expressão. Impossível não citar o ponto alto, quando ela anuncia Mantra, aonde Tamy Leopoldo e Yasmin Amaral (já grávida quase 8 meses) da Eskröta sobem no palco para executar a música que gravaram juntas, no disco da Eskröta, belíssimo momento.

