Categoria: Resenhas

  • Avenged Sevenfold Realiza Seu Maior Show no Allianz Parque

    Avenged Sevenfold Realiza Seu Maior Show no Allianz Parque

     

    Show contou com aberturas de Mr. Bungle e A Day To Remember e percorreu diferentes fases da carreira da banda americana.

    O Avenged Sevenfold se apresentou no Allianz Parque, em São Paulo, no último sábado (31) em uma noite marcada por casa cheia, produção grandiosa e forte resposta do público. Com abertura do Mr. Bungle e do A Day To Remember, o evento reuniu milhares de fãs e consolidou mais uma passagem marcante da banda pelo Brasil, sendo o maior show solo de sua história, diante de um público estimado em 50 mil pessoas, segundo anúncio feito pelo próprio M. Shadows durante a apresentação. Antes de chegar a São Paulo, o Avenged Sevenfold passou por Curitiba, onde também foi sold out. 

    O acesso ao Allianz Parque exigiu paciência do público. A produção e a organização do estádio adotaram um procedimento de revista rigoroso, com o objetivo de impedir a entrada de sinalizadores e outros objetos proibidos. As filas se estenderam por longos trechos, chegando próximo ao Terminal Barra Funda, e provocaram atrasos no fluxo de entrada, gerando reclamações de parte dos presentes.

    A noite começou com o Mr. Bungle, que manteve sua proposta experimental e provocativa. O grupo chamou atenção logo nos primeiros minutos de apresentação, especialmente quando o vocalista Mike Patton se declarou “velho e macumbeiro gringo” e entoou “Laroyê”, gesto que foi recebido com entusiasmo e surpresa pela plateia. A performance dividiu opiniões, mas cumpriu o papel de criar um clima imprevisível e fora do convencional, misturando muitos covers. Com Scott Ian ausente desta série de shows pela sua agenda, a guitarra ficou a cargo da presença ilustre de Andreas Kisser, do Sepultura, e em homenagem ao metal brasileiro, “Refuse/Resist” foi tocada, arrancando gritos do público, que foi comemorada e cantada como um hino. 

    Entre outros momentos, “Habla Español o Muere” se traduziu em “Speak Portuguese or Die”, enquanto Mike Patton surpreendeu com o cover de “Hopelessly Devoted to You”, famosa na voz de Olivia Newton – John, no filme Grease, e a uma paródia do refrão de ”All By Myself” com a frase “Tomar no Cú” no lugar, divertindo os fãs.

    Patton ainda dedicou a apresentação à Pomba Gira, mostrando seu respeito, sua admiração e devoção a essas tradições.

    Na sequência, o A Day To Remember, que havia vindo ao Brasil em 2024 pelo I Wanna Be Tour, subiu ao palco incendiando o estádio com uma produção ótima, que impressionou pelo apelo visual, com uso de pirotecnia, confetes, luzes e fumaça além de músicos entrosados e constantemente em movimento, que agradou muito o público.  

    A apresentação cumpriu com eficiência seu papel de aquecer o público para a atração principal. No setlist a banda incluiu “All My Friends” pedindo para que todos levantassem seus copos e cantassem com seus amigos, o que resultou em grandes abraços coletivos, superando o valor e o clima abafado presente no Allianz. A Day To Remember ainda desfilou hits como “The Downfall of Us All” que levou a plateia a loucura entoando em coro o famoso “de-de-de”, “2nd Suckse “All I Want”, mantiveram o nível de energia alto, com rodas se abrindo pelo estádio. Mesmo as pessoas que não se consideram fãs da banda, afirmaram nas redes sociais que, por terem curtido tanto, repetiram a dose!

    O show marcou um momento muito especial tanto para Jeremy McKinnon, Neil Westfall, Kevin Skaff, Tom Denney e Alex Shelnutt, quanto para os quem estava presente naquela plateia quente. Detalhe que neste momento, quando os meninos caminhavam para o final de sua memorável apresentação, toda a arena estava lotada: arquibancada, pistas, cadeiras… Não se via espaço!

    Em vários momentos, visivelmente emocionados, todos agradeciam ao público, interrompendo o set em diversos momentos para dizer que aquele era o maior show da carreira deles no Brasil! O vocalista Jeremy McKinnon afirmou: “Vocês são loucos, tocar aqui é insano”. A banda saiu do palco satisfeita, com a sensação de dever cumprido. E o público? Ah, o público amou também!

    O Avenged Sevenfold era aguardado desde 2024, quando foi atração principal do dia do Metal esgotado no Rock in Rio, diante de um público estimado em 100 mil pessoas.

    A expectativa para a entrada da banda era visível no Allianz Parque, já que esse reencontro tão ansiado havia sido adiado de outubro do ano passado para esta data. A alteração no show foi pedida pelo próprio Matthew Sanders, o M Shadows, que estava doente e com a voz afetada. E detalhe: ele cantou muito neste show! Valeu cada dia de espera.

    Antes mesmo das luzes se apagarem, gritos já ecoavam pelas arquibancadas (Sevenfold! Sevenfold! Sevenfold!), misturados a aplausos, celulares erguidos e um jogo de luzes que tomava o estádio. Havia um clima de comoção: pessoas abraçadas, outras em silêncio absoluto, todas com os olhos fixos no palco, como se esperassem um acontecimento maior do que um simples show.

    Às 20h44, a espera chegou ao fim!

    Avenged Sevenfold surge no palco, a resposta do público foi imediata e ensurdecedora. A banda foi ovacionada enquanto executava “Game Over”, primeira música da noite, marcando o início de um espetáculo que rapidamente se transformou em euforia coletiva. M. Shadows apareceu mascarado, ocultando seu rosto, sentado em um trono, numa atmosfera teatral que prendeu completamente a atenção do estádio. O impacto visual, somado ao coro que se formava a cada verso, deixou claro que aquilo não seria “apenas” um show, mas um ritual que marcaria, de vez, o amor e a devoção entre banda e público. A emoção gritava e transbordava!

    O setlist foi especial e passeou por diferentes fases da carreira, agradando fãs antigos e os novos angariados – apresentou seu último trabalho, de 2023, “Life Is But A Dream…” (que segundo a própria banda, será seu canto do cisne, ou seja, o último), além de presentear a todos com seus grandes hits. A apresentação começou com “Game Over” e “Mattel”, faixas do último álbum, que dá nome à turnê, introduzindo o clima mais experimental da fase atual da banda. Mas o jogo virou e fez a plateia pegar fogo quando os primeiros acordes de “Afterlife” e “Chapter Four” começaram, preparando o terreno para “Hail to the King”, que representou o aceno mais claro ao metal tradicional; com a bandeira do Brasil em mãos, M. Shadows dedicou a música aos fãs brasileiros, que responderam a altura com muita empolgação. Durante esta música, muita gente desafiou as regras do evento, acendendo diversos sinalizadores. Essas pessoas foram tiradas do show.

    Durante a execução da música, um sutiã foi arremessado ao palco e acabou posicionado no pedestal de Synyster Gates, arrancando reações do público. 

    Também chamaram atenção faixas menos óbvias do repertório, como “Gunslinger”, semi-balada de influência country que nunca foi lançada como single.

    Vocês estão sempre no nosso Instagram pedindo sempre as mesmas músicas! Vocês realmente gostam tanto assim de Gunslinger? Não tocamos essa de propósito em Curitiba por que já tocamos essa para vocês! Se nós voltarmos outra vez podemos tocar outras músicas diferentes?” — Ironizou M Shadows em meio aos gritos do público comemorando.

    O setlist continuou com “Buried Alive”, música de estrutura mais progressiva que cresce gradualmente até um trecho final mais pesado. Um dos pontos altos mais emocionantes veio com “Seize the Day”, cantada praticamente inteira pelo público, em um coro uníssono, enquanto Synyster Gates acompanhava. Em seguida, no momento mais sensível da noite, “So Far Away”, tradicionalmente dedicada a The Rev, baterista e membro fundador que morreu em 2009, aos 28 anos, vítima de uma intoxicação aguda. A homenagem ganhou contornos ainda mais emocionais: luzes de celulares se espalharam pelo estádio, parecendo estrelas, enquanto M. Shadows conduzia a música de forma contida, deixando que o público assumisse grande parte dos vocais. Além de clássicos como “Bat Country” e “Nightmare”, que aprofunda essa fórmula com maior dramaticidade.

    A participação do público foi um elemento central da noite. Do início ao fim, o estádio se manteve em constante movimento, da arquibancada às duas pistas, com fãs cantando em coro, pulando e abrindo rodas em diferentes pontos. A banda frequentemente deixava o público assumir os vocais, transformando o show em uma verdadeira experiência para quem aguardava ansiosamente.

    O encerramento contou com músicas longas em sequência, como “Save Me” e “Cosmic”, antes de “A Little Piece of Heaven”, cujo tom irônico e teatral foi ressaltado pelo próprio M. Shadows, que brincou com a letra da canção, que versa sobre necrofilia. Os fãs muito emocionados e satisfeitos ovacionaram por minutos a banda ao se despedirem. Saindo do Allianz com os rostos felizes e nitidamente extasiados.

    Apesar do esquema de segurança reforçado, dois episódios envolvendo sinalizadores ocorreram no início do show do Avenged Sevenfold. Em ambas as situações, seguranças agiram de forma rápida e agressiva, contendo, agredindo e expulsando as pessoas envolvidas. Os episódios não interromperam a apresentação, mas repercutiram nas redes sociais ao longo da noite pela violência. O vocalista chegou a paralisar o show três vezes para que os bombeiros pudessem ajudar pessoas que passavam mal na pista, que estava abarrotada.

    Durante o show, M. Shadows destacou a relação especial da banda com o país, afirmando que o Brasil ocupa o “número um” no coração do Avenged Sevenfold. O vocalista também ressaltou o prazer de tocar para o público brasileiro e afirmou que a banda pretende retornar ao país em futuras turnês. Agora um adendo: se a banda afirma que “Life Is But A Dream…” é seu último trabalho de estúdio, será que vem aí uma tour revisitando grandes clássicos? Fica o questionamento!

    Com produção visual bem estruturada, execução técnica e forte conexão com os fãs, o Avenged Sevenfold entregou um show que marcou sua relevância no cenário do metal internacional e consolidou mais um capítulo marcante de sua trajetória no Brasil, sendo uma apresentação histórica e emocionante para todos os fãs.

     

    Texto por: Izabel Santa Fé 

    Fotos por: @pridiabr 30e

  • Resenha: Suffocation – Live in North America (Relançamento 2025)

    Resenha: Suffocation – Live in North America (Relançamento 2025)

    Esse disco marca o final de um tempo, o registro dos últimos shows do vocalista Frank Mullen com o seu companheiro Terrance Hobbs a frente do Suffocation, quando o vocalista resolve parar de cantar com a banda, encerrando trinta anos, praticamente, sendo a voz desse gigante do Death Metal.

    A ótima captação do disco apresenta um setlist impecável, que trás clássicos do Suffocation e que, os fãs da banda tem a chance de retornar a elas com a clássica voz de Mullen. Thrones Of Blood, Catatonia, Jesus Wept, Effigy Of The Forgotten Souls To Deny, Infecting The Crypts são algumas das canções executadas nesse registro.

    Toda a banda entrega um show matador e ouvir esse disco só prova ainda mais isso, o baixo de Derek Boyer continua matador, junto da bateria de Eric Morotti, que mantém o ritmo e a agressividade da banda intactos, As guitarras do fundador Terrance Hobbs Charlie Errigo tocam seus riffs e solos de forma perfeita e a cereja desse registro, um Frank Mullen dando, pela última vez, o tom de sua voz.

    Particularmente, eu gosto de discos ao vivo e esse registro aqui me faz lembrar que, infelizmente, não poderei mais ver a lenda em palco com seus companheiros, mas que eles seguem vivos e entregando boa música demais, infelizmente o que me faz um pouco triste, é o uso do Overdub no grito do público, que deixa o disco artificial. Mesmo assim, é um registro maravilhoso.

    FORMAÇÃO

    Terrance Hobbs – Guitarra
    Derek Boyer – Baixo
    Eric Morotti – Bateria
    Charlie Errigo – Guitarra
    Frank Mullen – Vocal

    LINK PARA COMPRA: SHINIGAMI RECORDS

    NOTA: 4 / 5

  • Resenha: The Exploited – The Massacre (Relançamento 2025)

    Resenha: The Exploited – The Massacre (Relançamento 2025)

    O ano era 1990, um período no qual o mundo era completamente outro, as tensões mundiais grandes e uma Escócia no qual vivia esse clima e o The Exploited pôs em palavras nada puritanas o seus sentimentos e ganha a luz The Massacre, um disco que é um clássico.

    Originalmente, o disco tem doze canções, com letras diretas contra um sistema montado, tirando Porno Slut, que é uma faixa que fugiu um pouco do teor do disco, que é altamente político e estruturado em um ataque contra o que eles viviam, da forma no qual eles melhor fazem: um som Punk/Hardcore agressivo, direto e rápido.

    Wattie Bucham, o lendário vocalista berra e destila toda a sua raiva em suas letras nesse disco e seus companheiros, a época, Smeeks, GogsTony, acompanham Wattie entregando um disco incrível, destacando músicas como Boys In Blue, Fuck Religion, Sick Bastard Police Shit, músicas que marcam bem o pequeno aviso de “cuidado com o conteúdo”, quase imperceptível em sua capa.

    Mas, esse relançamento luxuoso ainda nos traz quatro faixas bônus, que elevam o relançamento desse disco, que para o fã de Punk/Hardcore, falar tatno da banda, como desse disco, seria básico. Que relançamento necessário, pois, infelizmente, as preocupações de outrora ainda não nos deixaram.

    FORMAÇÃO

    Wattie: Vocal
    Smeeks: Baixo, Backing Vocals
    Gogs: Guitarra
    Tony: Bateria

    LINK PARA COMPRA: SHINIGAMI RECORDS

    NOTA: 5 / 5

     

  • Resenha: The Damnation – Eyes Of Despair (2025)

    Resenha: The Damnation – Eyes Of Despair (2025)

    Sempre muito bom termos mais mulheres conquistando seus espaços, ainda mais em um cenário no qual, nem sempre de forma velada, o machismo continua, infelizmente, imperando e aqui temos um belíssimo Power Trio de Thrash Metal, de São Paulo. O The Damnation já é um nome com relevância dentro de nosso cenário e seu novo disco prova que essa relevância é necessária.

    Com riffs bem compostos e um andamento clássico, Eyes Of Despair mostra que Renata, FernadaCamila estão muito entrosadas e compondo ótimas músicas, como Stoned, Burning Rain, Tempus Fugit e as outras faixas do disco. O vocal de Renata é de uma agressividade ímpar em todo o disco, denotando uma raiva muito necessária.

    A cozinha de Fernanda e Camila são ótimos e servem muito bem para dar ainda mais vida aos riffs e idéias das guitarras de Renata, mas, mesmo com tanta coisa boa, o disco está com uma produção que puxou o disco para uma sonoridade mais “grave”, isso pode ter sido escolha delas, pra dar mais “peso” para seu material, o que, particularmente, não achei necessário em si.

    Mesmo com essa falha, dentro do que eu entendo, o disco tem qualidade demais e as meninas com certeza irão arrasar em suas apresentações, pois elas tem qualidade, de sobra!

    FORMAÇÃO:
    RENATA PETRELLI: 
    Vocal e Guitarra

    FERNANDA LESSA: Baixo
    CAMILA ALMEIDA: Bateria

    LINK PARA COMPRA: THE DAMNATION WEBSTORE

    NOTA: 3 / 5

  • Resenha: the Haunted – Songs Of Last Resort (2025)

    Resenha: the Haunted – Songs Of Last Resort (2025)

    Após oito anos de hiato, finalmente o The Haunted presenteia os seus fãs com um novo disco e não poderia ser um retorno melhor, Songs Of Last Resort é um disco, que tem como inspiração o medo no qual vivemos atualmente: uma nova guerra. Letters To a Last Resort é uma carta do Governo do Reino Unido aos seus submarinos, em caso de uma falta de resposta governamental. Tendo o medo, infelizmente latente, de uma nova guerra, a banda tras isso para a sua música, de forma ímpar.

    O vocal de Marco Aro continua incrível e nervoso, como sempre foi, as guitarras de Patrick Jensen Ola Englund são parte vital da banda, unindo riffs brutais e rápidos, com outros mais “groovados” e melódicos, que faz da banda ainda mais diferenciada, pois esses momentos são bem casados e suas composições, sempre certeiras e no coração da banda, Jonas Bjöler lança seus graves para casar com o exímo Adrian Erlandsson, que, faz a sua bateria pulsar com uma energia ímpar.

    O disco foi gravado e produzido por ninguém menos que Jens Brogen, um dos maiores nomes da produção em nosso cenário, ele consegue arrancar tons maravilhosos da banda, que facilitou com composições maravilhosas que compõe essa belíssima obra, que abre muito bem com Warhead, uma faixa raivosa que mostra que eles ainda sabem fazer Thrash/Death Metal.

    A faixa Labyrinth Of Lies, que vem a ser mais cadenciada é a outra face do The Haunted, com melodias cativantes e belas, solos majestosos e toda a banda unida para uma música mais lenta. Unbound, outro destaque desse disco, tem solos que são hipnotizantes, eles nos deixam embasbacados de como essa dupla trabalha bem.

    Um belíssimo álbum de retorno que, coloca em arte o medo e a possibilidade de uma eclosão da possível guerra, que se constrói a cada dia mais.

    FORMAÇÃO:
    Jonas Björler 
    – Baixo, Backing Vocals

    Adrian Erlandsson – Bateria
    Patrik Jensen – Guitarra
    Marco Aro – Vocal
    Ola Englund – Guitarra

    LINK PARA COMPRA: SHINIGAMI RECORDS

    NOTA: 4,5 / 5

  • Resenha: Perfect Plan – Heart Of A Lion (2025)

    Resenha: Perfect Plan – Heart Of A Lion (2025)

    Mais um belíssimo disco dessa banda de Hard Rock, mais um belíssimo lançamento de 2025 e é uma baita pena estar chegando tarde nele, pois possivelmente, Heart Of A Lion poderia, facilmente ter figurado dentro de minha lista de melhores do ano. Mais uma vez, o Perfect Plan acerta em cheio em seu disco.

    Kent Hilli continua cantando muito bem, com noção para onde levar a sua voz, os teclados de Leif Ehlin cumprem muito bem o seu papel em criar climas e harmonias maravilhosas, compondo um campo sonoro maravilhoso, o baixo de Mats Byström e a bateria de Fredrik Forsberg continuam conversando como aqueles velhos amigos, sempre prontos para um ajudar o outro e as guitarras de Rolf Nordström seguem nos levando ao delírio, com riffs e solos encantadores.

    Essa banda precisa ser mais conhecida, cara, que momento gostoso, que banda deliciosa de ser escutada, a faixa All Night poderia, facilmente, ser tocada em qualquer rádio em nosso país, bem como Turn Up Your Radio, que tem uma aura das rádios rocks clássicas!

    A faixa título do disco, Heart Of A Lion te joga nesse mundo de composições ótimas, Too Tough é outra música muito incrível, esse disco está recheado de músicas ótimas para um momento de diversão, bem como eu disse para o disco anterior, Brace For Impact (resenha aqui), praia, amigos, cerveja gelada e Perfect Plan no som, que momento incrível, vivam isso com Heart Of A Lion.

    FORMAÇÃO

    Kent Hilli: Vocal
    Leif Ehlin:Teclados
    Rolf Nordström: Guitarra
    Mats Byström: Baixo
    Fredrik Forsberg: Bateria

    LINK PARA COMPRA: SHINIGAMI RECORDS

    NOTA: 4,5 / 5

  • Resenha: Symphony X – Iconoclast (Relançamento 2025)

    Resenha: Symphony X – Iconoclast (Relançamento 2025)

    Simplesmente um clássico que retorna para as estantes do nosso Brasil e se você é fã de Progressive Metal já sabe do que estou falando, Symphony X sempre foi uma banda muito única dentro do cenário, apresentando discos e composições sempre marcantes e um DNA sensacional, quando se ouvi uma palhetada do inacreditável Michael Romeo, ou mesmo o marcante teclado de Michael Pinella, o belíssimo conjunto do baixo de Michael LePond em um casamento mais do que perfeito com a bateria de Jason Rullo e a impressionante e marcante voz de Russel Allen, já sabe, vem coisa muito boa.

    Mas, se você é jovem e está chegando agora, prazer, esse é o Symphony X e não tem nada errado com isso, então vamos dar uma situada para você, Iconoclast foi lançado originalmente em 2011 e o disco é simplesmente incrível, ele mostra uma banda muito entrosada, como sempre foram e com uma duradoura formação, coisa essa que, ajuda (e muito) para a manutenção do DNA da banda.

    Os riffs casam e brincam perfeitamente com todo o clima do teclado, a cozinha baixo/bateria é uma aula e a voz, ah essa voz… Inexplicável como eles conseguem entregar tanto e mesmo tendo sido lançado a 15 anos atrás, a facilidade em ouvir esse discaço continua perfeita.

    Me lembro claramente de como eu gostei de Iconoclast em seu lançamento e como eu continuo gostando de ouvi-lo, até os dias de hoje. Destacar uma faixa aqui, covardia, vai nele inteiro, pega o seu streaming de preferência e dá play, se joga a essa aula de boa música e, como tenho certeza que você terá um momento de prazer, cogite em tê-lo em sua casa, você não irá, mesmo, se arrepender.

    FORMAÇÃO

    Russell Allen – Vocal
    Michael Romeo – Guitarra
    Michael Pinnella – Teclados
    Michael LePond – Baixo
    Jason Rullo – Bateria

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    NOTA: 5 / 5

  • Resenha: Cancer – Inverted World (2025)

    Resenha: Cancer – Inverted World (2025)

    Inverted World é um disco que poderemos chamá-lo também de filho da pandemia, já que o vocalista e guitarrista John Walker relata que ele começou como uma “brincadeira” que com o tempo começou a tomar corpo e ganhar uma vida, essa que chega a 2025 como um disco incrível dos ingleses extremos.

    Riffs extremamente bem estruturados, músicas nervosas e sem pena, letras que invocam seres para tratar do pior mal no qual temos conhecimento: nós mesmos! O discurso do disco, escancarando a manipulação humana e o uso da religião como estratégia de controle está presente em suas músicas, que são incríveis!

    A faixa Corrosive relata a história macabra do assassino da banheira, John George Haigh e a música é sensacional, mesmo com o peso abordado nela, mas outras como Amputate que tem uma base descomunal, que brinca com o seu ouuvido e sentido, te chamando para a atenção necessária, 39 Bodies, Test Site são faixas maravilhosas, mas o violão dedilhado inicial em contraste com o sussurado gutural de John, que cresce para uma música simplesmente inesquecível e que trata da manipulação religiosa, Jesus For Eugenics é, um destaque máximo nesse disco lotado de belas composições.

    Toda a banda está redonda, provando que os mais de 35 anos de carreira só fizeram muito bem para o Cancer, que entrega um disco incrível do mais puro Death Metal, incrivel!! 

    FORMAÇÃO

    John Walker: Guitarra/Vocal
    Daniel Maganto: Baixo
    Gabriel Valcázar: Bateria
    Robert Navajas: Guitarra

    LINK PARA COMPRA: SHINIGAMI RECORDS

    NOTA: 4 / 5

  • Resenha: Machine Head – Unatøned (2025)

    Resenha: Machine Head – Unatøned (2025)

    Impossível não ficar interessado e nem empolgado com um lançamento do Machine Head, ainda mais depois da mudança de formação, entrando um sangue novo para ajudar o gigante Robb Flynn, Unatøned veio carregado de expectativa, já que seu antecessor, Ok Kingdom And Crown, que foi extremamente bem recebido.

    Unatøned não é um disco ruim, mas fica muito aquém ao material já apresentado pelo Machine Head e isso se dá, infelizmente, pela falta de força na voz de Robb, coisa que é normal, uma hora o corpo pede um pouco de descanso e isso está bem nítido em sua voz. Na composição, o disco vem ainda mais “grooveado” do que seu antecessor, mesmo com momentos mais agressivos, aqui temos uma fortíssima influência da fase mais Nu Metal da banda, que nesse tempo, foi bem execrada pelos fãs mais antigos.

    O instrumental, mesmo que com essa pegada, continua um show a parte e os novos músicos se esforçaram para executar de forma única as composições da banda, mas infelizmente o vocal de Robb deu uma boa prejudicada no resultado final desse material.

    O disco abre muito bem com Landscape of Thorns e Atomic Revelations, mas as músicas depois não se sustentam, começam a soar repetitivas e vai enjoando bastante a audição, até te desconectar completamente do disco, o que é uma grande pena, por ser uma banda com tanta qualidade. 

    Agora, se tem algo no qual tem que ser elogiado no material, é a parte gráfica dele, que é linda e essa edição da Shinigami Records está super bonita, ou seja, se você tem todos os discos da banda, já sabe que é um item obrigatório em sua coleção, agora, se você não tem a discografia da banda, recomendo uns anteriores.

    FORMAÇÃO

    Robb Flynn – Vocal & Guitarras
    Jared MacEachern – Baixo & Vocal
    Reece Scruggs – Guitarra
    Matt Alston – Bateria

    LINK PARA COMPRA: SHINIGAMI RECORDS

    NOTA: 3 / 5

  • Resenha: Candlemass – Death Magic Doom (Relançamento 2025)

    Resenha: Candlemass – Death Magic Doom (Relançamento 2025)

    Se algum dia te perguntarem o porquê o Doom Metal existe, a resposta é fácil, porquê um dia, um grupo de jovens montou uma das mais importantes bandas do cenário, o clássico Candlemass, que com a liderança do seu baixista e mente criativa, Lief Edling pegou o que o Black Sabbath um dia fez e turbinou, criando um subgênero altamente amado por diversos no mundo.

    A história conhecemos, a banda trocou de vocalista, mas essa parte não vem ao nosso caso, já que aqui iremos glorificar o lançamento de 2009, Death Magic Doom, que contou com a belíssima voz de Robert Lowe, que cantava no Solitude Aeturnus, outro nome que dispensa apresentação para quem é fã do gênero, mas caso não seja o seu caso, vá ouvir!

    Bem, retornando ao Death Magic DoomLowe entrou na banda e deu a sua potente voz a um disco que é simplesmente perfeito, desde o início ao final, não tendo uma faixa mais ou menos, todas elas são simplesmente incríveis, músicas maravilhosas e de qualidade ímpar, impossível esperar menos dos suecos que, além de criar o gênero, perpetuam ele com maestria.

    As guitarras de Mats Lars soam como uma sirene te guiando para dentro de você mesmo, combinado com as levadas, ora rápidas e ora arrastadas, comandadas pelo baixo de Lief e o pulsante coração da bateria de Jan, tudo isso te inebria ao ter a voz de Lowe cantando as letras das canções de forma tão inebriante.

    Ouvir a Death Magic Doom é adicionar um momento de qualidade tão grande ao seu dia, que seja a ser “covardia” não sair dele com aquele gostinho de “quero mais” e assim, a repetição se torna quase que obrigatória, mas ao olhar para ele, o deleite do momento vivido retorno. Usando a, ótima passagem da “pamonha” do Professor e Filósofo Clóvis de Barros Filho, que versa que o seu prazer não será o mesmo, depois de comer a sua primeira pamonha, bem, nesse caso, eu discordaria, pois eu ouvi esse disco diversas vezes e parecia sempre a primeira, perfeito! 

    FORMAÇÃO

    Robert Lowe – Vocal
    Mats Björkman – Guitarra
    Leif Edling – Baixo
    Lars Johansson – Guitarra
    Jan Lind – Bateria

    LINK PRA COMPRA: SHINIGAMI RECORDS

    NOTA: 5 / 5