No final dos anos 60, início dos anos 70, uma onda musica vinha do nosso Nordeste, uma onda completamente diferente, vanguardista, o UdiGrudi estava nascendo, entregando uma música diferenciada e com qualidade inata, com misturas distintas.  Inspirado pelo Tropicalismo e pela contracultura internacional, o gênero fundia guitarras psicodélicas e experimentação sonora com ritmos e letras tradicionais do sertão, como baião e frevo. 

O movimento surgiu como uma resposta criativa à ditadura militar e à repressão cultural, utilizando letras poéticas e místicas para transmitir mensagens de resistência e liberdade.  A produção era marcada pela escassez de recursos técnicos, o que levou à criação de sons únicos através de reverberações improvisadas e instrumentos adaptados, criando uma estética que dialogava com o misticismo regional e a crítica social. 

E dentro desse contexto que nasce o Ave Sangria, banda Recifense que nasce na Vila dos Comerciários, que, atualmente conta na formação com Marco Polo – vocal, Almir de Oliveira – guitarra, violão e baixo, Júnior do Jarro – bateria, Gilú Amaral – percussão,  Juliano Holanda – baixo, com mais de 50 anos de carreira, a banda traz ao Rio de Janeiro, a sua música, que conta com toda a malemolência do Frevo, das músicas Nordestinas, unidas ao Rock Psicolédico de suas guitarras, a Ave Sangria promete um show com as canções de seu primeiro disco, homônimo, lançado em 1974 e canções de Vendavais, lançado em 2019. 

Depois de anos do movimento UdiGrudi, do surgimento do Ave Sangria, outro nome Nordestino toma de assalto o cenário Nacional da Música, o Papangu é, sem sombra de dúvidas, um dos nomes mais atuantes e revolucionários do Brasil em ação atualmente. Em uma inusitada combinação de Zeuhl, Progressivo, UdiGrudi e Metal Extremo, o Papangu retorna ao Rio de Janeiro com o seu novo disco, Celestial, que é um avanço ainda maior em sua carreira. Em 2022, fizemos uma entrevista com a banda (confira aqui) e tivemos a chance de cobrirmos o show deles, no lendário Garage Grindhouse, clássica casa do Underground Carioca, leiam abaixo como foi o show.

Cobertura: Papangu no Garage Grindhouse

Celestial é um disco que entrega ainda mais da loucura e qualidade no qual o Papangu trabalha desde o início de sua carreira, fazendo deles um dos gigantes do Underground Nacional, o retorno da banda, agora no Circo Voador, com o Ave Sangria é de uma importância gigante ao Brasil.

Para completar a noite Nordestina, o Zepelim e o Sopro do Cão foi convocada para fazer a abertura dos seus trabalhos. Com sua sonoridade que cruza rock brasileiro dos anos 90, hardcore e rap, a banda promete aquecer o público para uma noite de loucura sonora, lisergia musical e muita viagem. A produção da A Grande Roubada e Submersa acertou demais em um formato que traz ao Rio de Janeiro nomes do Nordeste para celebrar a música Brasileira. O Circo Voador nunca mais será o mesmo.

 

Serviço – Ave Sangria, Papangu e Zepelim e o Sopro do Cão no Rio de Janeiro
Local: Circo Voador – Rua dos Arcos, s/n – Lapa – Rio de Janeiro / RJ
Abertura: 20h
Produção: A Grande Roubada e Submersa
Ingressos: Eventim Brasil

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