Os cariocas do Sangue de Bode, desde que surgiram, se destacam com a sua música, sempre composta dentro do Black/Death Metal e com as letras em um belo Português, o que é mais raro dentro do Metal Extremo, mas eles conseguem trabalhar de forma exemplar a nossa língua em sua sonoridade.
Mais uma vez, a banda vem explorando a introspecção, o niilismo e o colapso existencial no qual a sociedade em si vem sofrendo e, mais uma vez, eles acertam no ponto! Sua música é a trilha sonora do caos, em uma ótima gravação, toda realizada no Rio de Janeiro.
As oito canções do disco tratam desse momento no qual passamos, de forma bem crua e lúcida, sem poupar qualquer ouvinte em sua mensagem. Os vocais de Verme continuam insanos, os riffs da guitarra de Nekrose são precisas e fortes, costurando e encaminhando bem demais o baixo de Zé e a bateria de Sinuê, levando eles para as suas influências, mostrando breakdowns bem encaixados, blast-beats muito bem postos.
Temos ótimas composições nesse disco, a abertura com Quase Fantasma já mostra que eles não diminuíram em nada e continuam diretos em sua forma de atingir o seu objetivo, a atenção é captada na hora, mas uma faixa que eu destacaria das oito é Atento aos Sussuros, que trás uma linha de baixo maravilhosa de Zé e Pus e Vômito, pelo ótimo groove no qual ela é trabalhada!!
Não tem como não referenciar o Sangue de Bode como uma das bandas no qual estão carregando e mantendo o Metal Extremo Nacional forte no Underground. O Funeral de Tudo é ótimo e levará a banda ainda mais longe.
NOTA: 4,5 / 5

