A Dinamarca sempre obteve destaques pontuais no cenário rock mundial. Lars Ulrich (Metallica) é talvez o baterista dinamarquês mais famoso, assim como King Diamond e o Mercyful Fate também seguem firmes mantendo acesa a chama do metal no gelado país. Na seara hard rock temos o Skagarack, o Pretty Maids, o Fate e a banda que iremos falar hoje, o Pangea.
Contando com Torben Lysholm (vocais, guitarra), Jan Engstrøm (baixo) e Tony Olsen (bateria, percussão), a banda iniciou sua carreira discográfica num ano complicado para o hard rock mundial, o fatídico ano de 1997.

Com o mercado mais voltado ao rock alternativo, o Pangea teve seus 2 primeiros discos (o bom Manchild de 1997 e o não menos brilhante The First de 1998) deixados de lado pela gravadora, culminando em pouca promoção dos discos e um atraso gigantesco no lançamento do terceiro álbum, o também competente Retrospectacular, lançado apenas em 2010, já com outra formação.



Se por um lado o mercado americano ignorava o hard rock, isso acabava por conferir certa liberdade artística a artistas novos como no caso do Pangea. Isso fez com que a banda investisse no som que queria fazer, sem concessões e sem precisar ceder à pressão de gravadoras.
Logicamente o Pangea é uma banda desconhecida do grande público até mesmo em seu país, o que fez com que a banda se dissolvesse após o lançamento de seu terceiro disco. Infelizmente em 2024, o baixista Jan Engstrøm faleceu, encerrando assim qualquer possibilidade de reunião do Pangea. Até o momento o grupo segue em hiato.
O Som…
O Pangea se assemelha à bandas como Danger Danger, Mr Big e afins. Os vocais em algum momento lembram Joe Lynn Turner, em sua fase hard rocker, e nos faz pensar como seria se Joe cantasse no Winger. Há algumas referências ao Extreme também, em músicas que soam um pouco puxadas para um lado mais funk, flertando com a sonoridade da banda de Gary Cherone e Nuno Bettencourt. Ideal para fãs de hard rock que curtem as bandas acima citadas, sem, contudo soar como algo genérico. Pelo contrário, a banda possui personalidade, e se não fosse os atrasos e problemas com gravadoras, além da época difícil em que surgiu, certamente possuía todos os requisitos para serem vistos como um dos grandes representantes do gênero.
Infelizmente não encontra-se nada referente a banda no spotify.
Discografia:
- 1997 – Manchild
- 1998 – The First
- 2010 – Retrospectacular
