A banda H.E.A.T transformou Lisboa em um verdadeiro círculo de fogo, nós da Headbangers Brasil estivemos lá e te contamos como foi.
Na noite de 10 de março de 2026, a casa de shows LAV Lisboa Ao Vivo recebeu um concerto que reforça a vitalidade do hard rock atual. A chamada Iberian Tour, com datas concentradas entre Portugal e Espanha, reuniu duas bandas que representam com força a nova geração do gênero, os espanhóis do Hitten e os suecos do H.E.A.T.
Com abertura de portas às 20 horas, o público começou a ocupar a casa cedo, criando um ambiente de expectativa que rapidamente se transformaria em entrega total.
Hitten abre a noite com intensidade e proximidade
Às 20h30, o Hitten subiu ao palco e desde os primeiros minutos mostrou a que veio. A banda apostou em uma abordagem direta, com riffs marcantes, refrões fortes e uma presença de palco que chamou atenção pela segurança.
Iniciaram o show com While Passion Lasts, já estabelecendo o tom energético da apresentação. Entre as mais pesadas e diretas, Mr. Know It All e Blood from a Stone mantiveram a pressão alta, enquanto Hold Up the Night trouxe aquele senso clássico de refrão que gruda imediatamente.
Um dos momentos mais marcantes aconteceu quando os dois guitarristas desceram do palco e foram tocar um instrumental no meio do público. Cercados pela plateia, transformaram o espaço em algo íntimo e explosivo ao mesmo tempo, criando uma conexão rara e extremamente eficaz.
Na reta final, In the Heat of the Night apareceu como ponto alto absoluto. A música foi recebida com entusiasmo e sintetizou tudo o que a banda entrega ao vivo, peso, melodia e carisma.
O Hitten deixou o palco com a sensação de missão cumprida e com muitos novos fãs conquistados ali mesmo.
H.E.A.T eleva o espetáculo e domina o palco
Pouco depois, por volta das 21h40, o H.E.A.T assumiu o controle da noite e elevou o nível da produção. Logo na introdução, a atmosfera já indicava um espetáculo maior, com elementos visuais e sonoros bem construídos.
Um dos destaques foi a entrada de uma grande estrutura inflável representando um olho, reforçando a identidade visual da fase atual da banda e criando um impacto imediato no palco.
O show começou com Disaster, abrindo caminho com força e precisão. Na sequência, Rock Your Body e Dangerous Ground mantiveram o ritmo intenso e colocaram o público completamente envolvido.
Entre os momentos mais marcantes, Hollywood e Rise mostraram o equilíbrio entre peso e melodia, enquanto Nationwide trouxe aquele espírito de hino que funciona perfeitamente ao vivo.
Set Me On Fire apareceu como um dos momentos mais explosivos da noite, com resposta imediata da plateia. Já em um clima mais participativo, Running to You e Living on the Run foram cantadas praticamente em uníssono, criando um daqueles momentos coletivos que definem grandes concertos.
Um ponto especial foi o tributo ao Black Sabbath. Durante Beg Beg Beg, a banda incorporou trechos de War Pigs, levando o público a uma reação instantânea e celebrando uma das maiores influências do gênero.
Na parte final, 1000 Miles e One by One mantiveram a intensidade alta, enquanto A Shot at Redemption encerrou a apresentação com força e sensação de conclusão épica.
Uma noite de energia, técnica e entrega
O que se viu no LAV foi mais do que dois shows. Foi a confirmação de que o hard rock continua relevante quando bem executado.
Hitten e H.E.A.T entregaram apresentações intensas, técnicas e carregadas de energia. Houve precisão musical, mas também espontaneidade, proximidade com o público e uma clara vontade de fazer cada momento valer.
Foi uma noite poderosa, animada e visceral. Duas bandas jovens que transformaram o palco em um verdadeiro círculo de fogo e deixaram Lisboa com a certeza de que o gênero segue vivo, pulsante e em boas mãos.
Por Lukka Leite
Fotos por Nayara Sabino.












