Show contou com aberturas de Mr. Bungle e A Day To Remember e percorreu diferentes fases da carreira da banda americana.
O Avenged Sevenfold se apresentou no Allianz Parque, em São Paulo, em uma noite marcada por casa cheia, produção grandiosa e forte resposta do público. Com abertura do Mr. Bungle e do A Day To Remember, o evento reuniu milhares de fãs e consolidou mais uma passagem marcante da banda pelo Brasil.
O acesso ao Allianz Parque exigiu paciência do público. A produção e a organização do estádio adotaram um procedimento de revista rigoroso, com o objetivo de impedir a entrada de sinalizadores e outros objetos proibidos. As filas se estenderam por longos trechos, chegando próximo ao Terminal Barra Funda, e provocaram atrasos no fluxo de entrada, gerando reclamações de parte dos presentes.

A noite começou com o Mr. Bungle, que manteve sua proposta experimental e provocativa. O grupo chamou atenção logo nos primeiros minutos de apresentação, especialmente quando o vocalista Mike Patton se declarou “macumbeiro” e entoou “Laroyê”, gesto que foi recebido com entusiasmo e surpresa pela plateia. A performance dividiu opiniões, mas cumpriu o papel de criar um clima imprevisível e fora do convencional.
Na sequência, o A Day To Remember subiu ao palco com um show intenso e direto, apostando na energia e na interação constante com o público. A apresentação aqueceu o Allianz Parque, com grande participação da plateia, rodas e pulos, preparando o terreno para a atração principal da noite.

Quando o Avenged Sevenfold entrou em cena, a resposta foi imediata. O setlist passeou por diferentes fases da carreira da banda, equilibrando músicas mais antigas com faixas recentes. “Afterlife” marcou o primeiro grande momento de energia coletiva, enquanto “Hail to the King” representou o aceno mais claro ao metal tradicional, sendo dedicada aos brasileiros. Durante a execução da música, um sutiã foi arremessado ao palco e acabou posicionado no pedestal de Synyster Gates, arrancando reações do público.
A apresentação seguiu com momentos mais emotivos, como “So Far Away”, canção tradicionalmente dedicada ao baterista The Rev, além de clássicos como “Bat Country”, que sintetiza os elementos responsáveis pelo sucesso do grupo, e “Nightmare”, que aprofunda essa fórmula com maior peso e dramaticidade.

Também chamaram atenção faixas menos óbvias do repertório, como “Gunslinger”, semibalada de influência country que nunca foi lançada como single, e “Buried Alive”, música de estrutura mais progressiva que cresce gradualmente até um trecho final mais pesado. O encerramento contou com músicas longas em sequência, como “Save Me” e “Cosmic”, antes de “A Little Piece of Heaven”, cujo tom irônico e teatral foi ressaltado pelo próprio M. Shadows, que brincou com a letra da canção.
Apesar do reforço na segurança, dois episódios de uso de sinalizadores foram registrados no início do show. Em ambas as situações, as pessoas envolvidas foram rapidamente identificadas, detidas pelos seguranças e retiradas do local, sem maiores interrupções na apresentação.

Durante o show, M. Shadows destacou a relação especial da banda com o país, afirmando que o Brasil ocupa o “número um no coração” do Avenged Sevenfold. O vocalista também ressaltou o prazer de tocar para o público brasileiro e afirmou que a banda pretende retornar ao país em futuras turnês.
Com produção visual bem estruturada, execução técnica consistente e forte conexão com os fãs, o Avenged Sevenfold entregou um show que marcou sua relevância no cenário do metal internacional e consolidou mais um capítulo marcante de sua trajetória no Brasil, sendo uma apresentação histórica e emocionante para todos os fãs.

