Os amantes de Metal e Thrash Metal tiveram neste ano um pré-carnaval de respeito, acompanhado pelas lendas Venom Inc., Vio‑Lence e Forbidden.

A abertura da casa estava prevista para as 14hrs, mas, devido a problemas de logística, aconteceu somente às 16hrs. Ainda assim, a programação foi mantida sem maiores problemas. E, como “Deus ajuda quem cedo madruga”, quem chegou antes pôde encontrar praticamente todos os integrantes das bandas do lado de fora, super simpáticos e tirando fotos com todos.

A noite começou muito bem com os mineiros do New Democracy, que entregaram um Death Metal melódico muito bem executado, segurando com competência a missão de abrir o festival. O melhor é que conseguiram prender o público com uma apresentação segura, intensa e cheia de energia.

Por volta das 17 hrs, o poderoso Venom Inc. entrou no palco “com os dois pés na porta”. com certeza ma banda que deveria estar no Brasil sempre, pois carrega o legado do Venom com perfeição, entregando um show completo: poder, peso e muita proximidade com o público, criando memórias inesquecíveis para os fãs.

O show começou com a marretada “Witching Hour”, passando por toda a carreira da banda com hinos como “Bloodlust” e “In Nomine Satanas”, já preparando o público para o segundo bloco. Após o solo de bateria, Tony Dolan voltou ao palco com um copo de Jack ’n’ Coke na mão e, coincidentemente, tínhamos Lemmy como backdrop no palco, “abençoando o rolé“.

O final foi brutal e um verdadeiro teste cardíaco para os presentes: a sequência “In League with Satan”, “Black Metal” e a perfeita “Countess Bathory” fechou a apresentação com uma aula impecável de metal nu e cru.

Quando se achava que o nível de brutalidade no palco já tinha atingido o máximo, às 19h entra o Vio‑Lence, que definitivamente faz jus ao nome da banda. O que testemunhamos ali foi uma violência sonora incrivel, acompanhada de uma presença de palco insana.

Sean Killian foi o maestro do caos, enquanto o público se transformava em um enorme tornado! A troca de energia podia ser sentida a quilômetros.

Para iniciar a apresentação, já começaram com a clássica “Eternal Nightmare”, seguida por “Serial Killer”, “I Profit” e “Officer Nice”. Mas o ponto alto, sem dúvida, foi “Phobophobia”: claramente o público sabia cada palavra da música e fez questão de cantar BEM alto.

A partir daí foi só “destruição”: rodas gigantes, inúmeros moshs e uma banda afiada, entregando uma verdadeira aula de Bay Area Thrash do início ao fim. E nada melhor para encerrar com chave de ouro do que “World in a World”. 

Agora cabia aos headliners manter o incêndio e o caos deixados pelo Vio‑Lence , mas isso o Forbidden sabe fazer muito bem, como já havia mostrado ao público brasileiro no Summer Breeze 2024.

Pontualmente às 20:30hrs, eles entraram no palco, e já na introdução “Parting of the Ways” era possível ver a alegria da banda em estar ali e a conexão imediata com a plateia.

É incrível ver como retornaram com tudo ao Brasil,  vale ressaltar que interromperam até a gravação do novo álbum para fazer essa mini turnê na América do Sul.

E a banda caprichou no setlist! Enquanto o novo álbum não chega, a apresentação foi baseada nos clássicos Forbidden Evil e Twisted Into Form. Para o deleite dos fãs, tivemos hinos como “March into Fire”, “Forbidden Evil”, “Step by Step”  e o encerramento com “Chalice of Blood”.

É  muito gratificante ver esses grandes mestres do Thrash Metal de volta e a todo vapor. E, mesmo com o frescor dos novos membros, a banda ainda mantém a essência da Bay Area.

Definitivamente, a segunda edição do Dark Dimensions Fest superou a do ano passado e entregou shows de muita qualidade e energia! 

Parabéns a todos os envolvidos e até ano que vem!

Por Cammy Marino – Headbangers Brasil