Mesmo com problemas de som, o evento que reuniu três grandes nomes do Death Metal foi lindo!

Em uma quente terça feira, o público Carioca lotou o Agyto, local que já recebeu o Obituary em outras oportunidades e todas elas com casa muito cheia e ontem não foi nada diferente. O Agyto ontem teve uma noite de aula, a primeira foi de como fazer Death Metal, pois tanto o LAC como o Podridão foram ótimos shows, mas o Obituary… E tivemos uma segunda aula, de como JAMAIS regular um som de palco, para bandas ao vivo, mas isso vocês irão perceber no decorrer relato de um humilde observador do nosso cenário. Já de antemão quero agradecer à Xaninho Discos, Caveria Velha Produções pela chance de presenciar o evento e poder trazer a vocês essa cobertura.

Veja abaixo a postagem no Instagram da Xaninho Discos e já tenham uma noção de como foi o evento dessa terça feira:

Chegando ao local do evento, as portas já estavam sendo abertas, pontualmente as 19:00h, conforme anunciado e às 19:30, com a casa já bem cheia, os cariocas do LAC subiram ao palco e fizeram o que melhor eles sabem fazer, apresentaram um show matador, com um som que, incrivelmente, pode ser considerado o melhor da noite, pois mesmo com um certo “embolo” no início da apresentação, depois o problema foi acertado e eles fizeram um show simplesmente incrível, abrindo com  Third World Slavery a banda já conquista o público, com seu som brutal, pesado e direto, eles tocaram Narcohell, que tem um riff altamente cativante (mesmo que essa palavra seja estranha ao usá-la aqui), entre outras músicas de seu extenso repertório, um show que abriu os trabalhos de forma perfeita.

Logo após os cariocas, os paulistanos do Podridão iriam subir ao palco e é aqui que o terror sonoro começa, o Power Trio subiu ao palco com sangue nos olhos, prontos para entregarem o melhor show da vida deles e mostrar as músicas do seu último e ótimo disco, Coffin Of The Corrupted Dead, bem como as músicas de seus outros trabalhos, todos eles muito bons, mas o som estava literalmente, uma belíssima porcaria!! O uso de um efeito no bumbo da bateria, sugava, por completo o som da guitarra, criando um efeito no qual precia que ouvíamos um disco de vinil, ao contrário, com a guitarra indo e voltando. O som estava tão, mas tão ruim, que não tive condição de, sequer, conseguir entender as músicas da banda. Foi extremamente revoltante essa qualidade sonora, muitos na casa reclamavam da mesma coisa, de como esse “engenheiro de som” conseguiu estragar todo o show deles, uma gigante pena, pois os caras estavam entregando tudo no palco ontem, mas infelizmente, nada entendíamos!! Além desse efeito, o vocal baixo, a bateria, foi horrível, simplesmente horrível. Uma pena, pois o Podridão foi extremamente prejudicado por esse “Engenheiro”.

Depois desse desastre vimos o Obituary chegando a casa, que já estava estupidamente lotada e quente, os ares não conseguiram dar vazão para tanto “calor humano”, mas depois desse desastroso problema de som no Podridão, a pergunta pairava no ar: quem vai ser o Engenheiro do Floridenhos do Death Metal?? Pois, já se sabia que eles não trouxeram o técnico deles, então o medo já começava a rondar o público e depois de um tempo para a desmontagem da bateria das bandas de abertura, a preparação para o grande momento da noite e ao começar a música de introdução e o logo explodir no telão, era chegada a hora da aula. 

Veja abaixo como foi a entrada do Obituary no Rio de Janeiro.

Começou a aula de Death Metal, mas, infelizmente, o problema de som retornou, sendo que, como o Obituary conta com duas guitarras, as duas sofreram com o mesmo problema do Podridão, com o mesmo “efeito” de disco ao contrário, com as guitarras fazendo um som de “ir e vir”, o que deu uma baita prejudicada na experiência em rever esses gigantes, ainda mais em uma tour tão bela, como essa de celebração de35 anos do Cause Of Death, e com músicas de sua carreira e o disco praticamente na íntegra, o Obituary não provou somente que são incríveis em palco, mas como reafirma a força do Death Metal no qual eles ajudaram a moldar. Mesmo com os problemas no qual citamos de som, cada riff, cada berro de John Tardy, a cirúrgica precisão de Donald na bateria, que é um monstro tocando o seu kit, tudo foi berrado e celebrado, mas a trinca final do show necessita um destaque, pois em sequência ouvimos Slowly We Rot, Chopped In Half Turned Inside Out, três dos maiores clássicos do estilo. Isso foi um encerramento de luxo para um show, que mesmo curto, foi incrível, uma verdadeira aula de entrega e paixão pela arte no qual o Obituary faz, que apresentação senhoras e senhores, afirmo categoricamente que, todos ali ontem saíram felizes, suados e de alma lavada com um show magnânimo, mesmo com os poréns já ditos.

TODAS AS FOTOS POR TADEU GOULART – @tadeufotografia