O portão do Allianz Parque abre às 10 da manhã, em ponto, e o público corre para conseguir bons lugares. Esse é o Monsters of Rock começando. O sol já bronzeava como quem vai à praia, mas nada impediu as pessoas que, corajosamente, se prepararam para aproveitar a maratona de mais de 12 horas de música.
Bandas para todos os gostos e idades: Jayler, Dirty Honey, Yngwie Malmsteen, Halestorm, Extreme, Lynyrd Skynyrd e Guns N’ Roses mostrariam a história e evolução do estilo e todas as ramificações que foram criadas.
O dia começou com Walcir Chalas, dono da tradicional Loja Woodstock Rock Store, apresentando o evento, além de anunciar o renomado radialista Eddie Trunk, que foi convidado para introduzir cada banda que todos assistiriam. E foi a mesma empolgação para os novatos ingleses do Jayler, passando pelos pais do southern rock, Lynyrd Skynyrd, finalizando com os grandes headliners da noite, Guns N’ Roses. Mesmo pique, mesma alegria, isso com certeza contagiou a todos!

Você gosta de Led Zeppelin? Se em algum momento esses ingleses já fizeram a sua cabeça, os meninos do Jayler vão conquistar seu coração. Mas fique com a mente livre e não pense numa cópia, mas numa inspiração, assim como o Greta Van Fleet, Wolfmother, Kingdom Come e tantos outros já foram.
Os caçulas do evento subiram ao palco meio-dia, precisamente. Pontualidade britânica!

O estádio estava vazio, perto de toda a sua capacidade. Mas as pessoas que já haviam se acomodado em seus lugares, presenciaram energia, calor, entusiasmo e uma aura anos ‘70 que dava vontade de colocar flores nos cabelos. O setlist do Jayler foi bem parecido com o show anterior, na Audio Club, na festa warmup para o festival.
Nitidamente a banda era um mistério para a plateia, mas a aceitação foi imediata. Músicas empolgantes com alguns solos de Tyler Arrowsmith, mesclou psicodelia com técnica e muito feeling.

A abertura com Down Below causou um bom impacto e fez a plateia levantar para dançar. No Woman, o maior sucesso da banda até agora, fez os mais novos grudarem na grade, para gritar o nome de James Bartholomew, o Robert Plant desta geração.
Riverboat Queen contou com um solo inspirado e repleto de harmônicas, o que me lembrou muito Eddie Van Halen, grande professor dessa técnica. A audiência estava na mesma vibração, como se estivessem ligados. Já Lovemaker contou com a apresentação da banda e demonstrações de talento de cada membro. I Believe to My Soul, clássico do imortal Ray Charles, recebeu uma roupagem bem identitária.

The Rinsk é onde os ingleses se soltam e transformam o site num pandemônio, onde todos os tipos de improvisos e performances foram feitas. Quase 10 minutos de pura loucura e criatividade!
Alguns minutos para a troca de palco, e enquanto a equipe corre em cima do palco, Walcir Chalas volta ao centro para aquecer o público para o próximo show. E o que assistiríamos agora era o Dirty Honey: os novos reis da Califórnia. Um DNA made in Van Halen, Marc LaBelle capitaneia esse grupo com a destreza e o carisma de quem recriou o hard rock nos dias de hoje. Uma banda de pouco mais de 10 anos, que estreia na América do Sul com um tremendo sucesso e grande aceitação.

Dirty Honey também tocou na festa da Audio Club, num show que contou com o lançamento de Lights Out, música que não havia sido tocada ao vivo ainda. O clima daquela quinta-feira se repetiu no sábado do Monsters of Rock, que trouxe uma verdadeira festa para o estádio.
Rock N’ Roll Damnation, clássico do Ac/DC, do disco Powerage, de 1978, entra nos PA’s para aquecer a plateia, para que todos estejam no clima da festa, tiro certeiro!

O setlist tem seus pontos altos em California Dreamin’, emendada com Heartbraker, que mesmo não sendo tão conhecidas pela audiência, seu ritmo contagiou a todos. Don’t Put Out the Fire conta com Marc LaBelle performando no meio do público. No festival, ele simplesmente desceu do palco e cantou alguns momentos com o público; na quinta-feira foi um pouco diferente: espaço menor, menos pessoas… Marc simplesmente pegou uma cadeira, pediu para que as pessoas fossem passando, uma a uma, até que chegasse ao meio da pista, depois dessa manobra, o vocalista desceu e comandou um coro uníssono.
No Monsters, Lights Out veio junto com um solo frenético e harmônico de John Notto, mostrando todas as suas influências históricas, que, surpreendente remontam até Glenn Hughes!

A mais esperada do set, When I’m Gone, a trilha de Minecraft levantou a arquibancada; encerrando em grande estilo com Rolling 7s.
Esses garotos trouxeram um frescor muito grande para a cena mundial, uma renovação justa e interessante. Se eles se tornarão os grandes Monstros do Rock, só o tempo dirá.
Setlist Jayler
Down Below
The Getaway
No Woman
Riverboat Queen
Lovemaker
I Believe to My Soul (Ray Charles cover)
Need Your Love
Over the Mountain
The Rinsk
Setlist Dirty Honey
Intro (Rock n’ Roll Damnation – AC/DC)
Won’t Take Me Alive
California Dreamin’
Heartbreaker
The Wire
Don’t Put Out the Fire
Another Last Time
Lights Out
When I’m Gone
Rolling 7s
Texto por: Amanda Basso
Fotos por: Ricardo Matsukawa
Arte da Capa por: Vinny Almeida @officialrockvibrations




























