O sábado passado foi mais um daqueles de luxo para quem curte uma belo Rock n’Roll com a passagem do aniversário de 40 anos de carreira do Living Colour, que fez, como sempre, uma apresentação acima do normal.
A noite de sábado, no Sacadura 154, ótima casa de shows teve como banda de abertura, os Estadunidenses do Madzilla, que são super esforçados e entregam um belo Hard N’ Heavy, com um show curto, mas potente, o quarteto de Las Vegas mostrou o seu som e com pontos muito interessantes, a guitarrista solo e a baterista são fenomenais e o esforço do vocalista em se comunicar em portugues, ponto esse que ele fazia muito bem, foram de longe o destaque para a banda, que apresentou o seu som a um público que, estava bem esvaziado no momento.
Esse público esvaziado começava a preocupar os poucos que já estavam na casa, o palco é rapidamente mudado e a situação do público também, já que o público começou a chegar em peso e nesse meio tempo vimos o Sacadura 154 enchendo bastante e o clima de festa foi sendo criado. Eram por volta de 21 horas da noite que a Marcha Imperial, clássica música da franquia Star Wars foi executada, dando entrada em palco Will Calhoun, Doug Wimbish, Vernon Reid e Corey Glover em palco, para começar um show, um senhor show!!
A apresentsção do Living Colour é sempre uma experiência acima do nível, a banda com toda a sua experiência sabe manter o público na mão e se tem um ponto a ser destacado, a imponência do seu vocalista, Corey Glover, como de seus companheiros é ímpar e abrindo o show com Leave It Alone, a banda nos entregou uma noite incrível, diversos clássicos foram tocados, como Middle Man, Memories Can’t Wait (que é uma versão de uma canção do Talking Heads, mas eternizada com o Living Colour), Ignorance Is Bliss, Funny Vibe, essa extremamente celebrada pelo público presente e muito mais.
Um belíssimo momento foi de Corey Glover sentar no praticável da bateria do seu companheiro e acompanhado do leve dedilhado de Vernon, executaram a belíssima Hallellujah, de Leonard Cohen, mas com a incrível voz de Corey que esbanja qualidade, no auge dos seus 61 anos, o vocalista faz parecer fácil cantar tanto!!
Outro ponto alto, foi depois da maravilhosa Open Letter to a LandLord, o baterista Will Calhoun executa um solo de bateria maravilhoso e que ainda contou com a incidências da cancão Baianá, do Barbatuques e que trouxe uma “brasilidade” a esse momento, que geralmente é de desconexão, mas não foi o visto, pois todos estavam ali, vidrados, vendo o baterista mostrar sua técnica.
Tivemos diversas versões e a clássica que eles já executam com uma frequência, The Message, do Grandmaster Flash & Furious Five vem e faz todos dançarem e relembrarem a série de Will Smith, que usou essa canção. Logo após esse momento e mais uma canção, começou o desfile, com Glamour Boys, Love Rears It’s Ugly Head, Type, todas aquecendo ainda mais o público, mas foi em Time’s Up que o ápice é atingido, com rodas pipocando em diversos pontos da casa e todos muito felizes e vivendo o momento.
Para encerrarmos a noite, Cult Of Perdonality foi executada e uma versão extremamente intimista de Solace Of You, com Corey Glover sentado a beira do palco, quase que cantando intimamente para todos na casa, Will Calhoun a frente do palco, com pequenos instrumentos percurssivos, usando o micro e de Doug Wimbish para a gente e Vernon Reid dedilhando as notas desse encerramento lindo de um show único.
Assistir o Living Colour em palco é sempre um momento incrível e grandioso, a banda muda as canções do nada, ela brinca com tempos e consegue te fazer reconhecer a canção e cantar ela, do jeito que eles quiserem, o show foi simplesmente incrível, uma apresentação de “gente grande” e agradecemos demais a Rider2 por sempre acreditar em nosso trabalho e nos permitir trazer essa cobertura a vocês.























