Faltando pouco mais de um mês para o retorno do Symphony X ao Brasil, Mike LePond em uma série de entrevistas dá uma esperança aos seus fãs: a banda tem música (s) nova (s) a serem lançadas em 2026.
Em uma nova entrevista ao Heavy Mextal , o baixista do Symphony X, Mike LePond, falou sobre o progresso das sessões de composição para o tão aguardado sucessor do álbum “Underworld”, de 2015. Ele afirmou (conforme transcrito pelo BLABBERMOUTH.NET : “Bem, nós temos composto. Estamos escrevendo músicas novas há anos. Só não tivemos tempo suficiente para organizar tudo ainda, mas estamos chegando cada vez mais perto.“
Ele continuou: “Posso dizer que já ouvi todas as músicas novas e acho que o som está incrível. E assim que lançarmos nosso próximo disco — e estamos trabalhando arduamente nele — eu realmente acredito que nossos fãs sentirão que valeu a pena esperar.“
Assista abaixo a entrevista:
Em agosto passado, LePond disse ao Rev. Tom Brice da Sportzwire Radio sobre o próximo LP do Symphony X: “Estamos chegando perto. E, sim, os fãs estão clamando por um novo álbum. Não posso culpá-los. Já se passaram 10 anos. Se o Judas Priest não lançasse um álbum por 10 anos, eu também ficaria bem bravo. Temos escrito o material. Já temos a maioria das partes meio que prontas. Agora é só uma questão de gravar, na verdade. Então, com certeza está vindo. E se as coisas seguirem nos trilhos como estão, estamos pensando no próximo ano [para o lançamento], então estamos empolgados. Quero dizer, o material soa muito, muito legal. E acreditem em mim, quero que vocês ouçam o mais rápido possível.“
Assista abaixo a entrevista:
Sobre a direção musical do novo material do Symphony X, Mike comentou: “Bom, eu senti que o disco ‘Underworld’ englobou vários estilos do Symphony X. Acho que o novo álbum, julgando pelo que tenho ouvido, será ainda mais como um resumo da carreira do Symphony X no que diz respeito às nossas direções musicais. Porque seguimos por alguns caminhos diferentes. Houve um ponto em nossa trajetória em que ficamos notavelmente mais pesados e um pouco mais diretos.“
LePond elaborou sobre os motivos do atraso no lançamento de novas músicas, explicando: “Com o Symphony X, há uma pressão tremenda sobre nós para fazermos discos consistentemente ótimos. Nossos fãs são realmente ferrenhos, nos apoiam muito e esperam apenas excelência de nossa parte. Isso está sempre no fundo de nossas mentes. Portanto, se estamos trabalhando em algo que talvez seja bom, mas não temos certeza, não usaremos. Só vamos colocar músicas no álbum que considerarmos excelentes e dignas dos fãs. Então isso absolutamente desempenha um papel. Mas houve outras coisas também — tivemos a COVID, e o entra e sai de turnês. Assim que você começa a excursionar, você esquece a composição; aí você volta, esquece onde parou e começa de novo.“
No ano passado, o Symphony X concluiu uma turnê norte-americana com os metaleiros finlandeses do Sonata Arctica. A jornada começou em 4 de setembro de 2025, em Stroudsburg, Pensilvânia, e terminou em 29 de setembro de 2025, em Red Bank, Nova Jersey.
Durante o cruzeiro 70000 Tons Of Metal do ano passado, LePond falou ao Metal Anthology sobre o sucessor de “Underworld”: “[Estamos trabalhando em material novo há] muitos anos. Vários anos. Estamos trabalhando em um novo álbum, e ele terá todas as coisas legais que vocês gostam. Terá as partes sinfônicas grandiosas, os riffs pesados e também os elementos clássicos. Vai ter tudo isso lá.“
Ele continuou: “Quando compomos, simplesmente leva tempo, porque a regra do [guitarrista e principal compositor do Symphony X] Michael Romeo é que não pode haver músicas de preenchimento (‘fillers’), nem músicas que sejam tipo, ‘Ah, não está ruim’. Isso vai para o lixo. Todas precisam estar em um nível que, pelo menos para nós, sejam ótimas. Tem que ser assim.“
“Os fãs ficam tipo, ‘Ei, já faz tanto tempo’. Mas prometemos que está chegando“, acrescentou Mike. “Vai ser bom.“
Ao ser questionado se haverá uma música mais longa no próximo álbum, considerando que “Underworld” continha majoritariamente faixas “curtas e mais diretas“, Mike disse: “Ainda estamos pensando para onde queremos ir com isso. Haverá algo ‘épico e louco’ nele. Só não sabemos como vamos apresentar ainda. Mas com toda a nova tecnologia para as partes sinfônicas, será monstruoso.”
LePond completou: “Então, sim, estamos empolgados por finalmente fazer isso de novo. Quando chegar a hora de gravar o baixo, vou suar por dias, mas quando terminar… eu tenho uma rotina. Assim que finalizo todas as minhas faixas de baixo e estou exausto e acabado, eu vou ao McDonald’s. É a única vez que eu vou, e é tipo, ‘Ah’. Meu conforto.“
Assista abaixo a entrevista:
Em outubro de 2024, Romeo falou ao podcast “Coffee With Ola” sobre o novo LP: “Com a gente não é tipo, ‘Ah, sim, vamos apenas escrever um — como se diz? — single e depois ter um monte de enchimento’. Tudo tem que ser o melhor possível. Então, sim, fica mais difícil e leva mais tempo. Aí você adiciona a COVID e várias outras coisas, e fica tipo, ‘Ah, droga’. Agora já são, sei lá, oito anos ou algo assim. Perdi a conta.”
“O que mudou agora em relação ao passado é que podíamos tirar bastante tempo de folga. Antigamente, entravam royalties de CDs que nos mantinham durante o tempo de inatividade para realmente finalizar o disco e depois voltar com um álbum novo e turnê. Agora, esse dinheiro sumiu. Então temos que excursionar um pouco, manter as coisas funcionando, trabalhar no disco, sair de novo. Tem sido assim por um tempo. E para mim — que faço a maior parte da composição — é difícil, porque você está no estúdio por meses, ‘tive essa ideia’, tenta juntar as coisas e, de repente, ‘Ah, temos que sair em turnê agora’. Tudo bem, legal. Fazemos o nosso trabalho. Aí você volta e pensa: ‘Que p***a eu estava trabalhando mesmo? Esse riff era aqui?’. Você tenta organizar tudo e então: ‘Ah, tive todas essas ideias novas’. Aí continua adicionando. Depois de um longo período, você fica tipo: ‘Meu Deus, tem tanta coisa que nem consigo gerenciar agora’. Há muito material — tipo três horas de música — mas agora que as coisas estão realmente fazendo sentido.“
Ao detalhar quando o Symphony X poderá terminar de compor o material, Michael disse: “Vai levar um tempo para organizar tudo. Não é como se não houvesse nada. Não é tipo, ‘Oh, cara, temos que começar do zero’. Há bastante coisa. Na verdade, é esmagador. Não me lembro de ter ficado tão sobrecarregado com a quantidade de material, porque no último um ano e meio, sempre que havia uma pausa, eu pensava: ‘Ok, vou escrever algo’. Eu não parava e dizia: ‘Bom, deixe-me terminar isso’. Era tipo, bum, ‘tive todas essas ideias’ e apenas continuava. Então agora chega de compor. Agora é hora de arranjar.“
Assista abaixo a entrevista completa:
O Symphony X completou uma extensa turnê de divulgação do “Underworld” em 2016, incluindo uma série de shows nos EUA com o Overkill e duas apresentações como atração principal na Austrália.
Em julho de 2017, o vocalista do Symphony X, Russell Allen, e seus colegas de banda do Adrenaline Mob se envolveram em um acidente que matou o baixista deste último grupo, David Zablidowsky.
Em 2019, Allen — que excursiona com a Trans-Siberian Orchestra desde 2013 — se feriu durante os ensaios para a turnê anual de inverno da TSO e não pôde participar.
Romeo lançou seu álbum solo mais recente, “War Of The Worlds Pt. 2”, em março de 2022 pela InsideOut Music. O disco contou com a participação do vocalista convidado Dino Jelusick (Whitesnake, Trans-Siberian Orchestra).
FONTE: BLABBERMOUTH.NET
