Com a fan base bem representativa no Brasil, pode-se dizer que Halestorm, com certeza foi um dos shows mais esperados do Monsters of Rock. E quando Eddie Trunk perguntou se estávamos prontos para a banda, eu não imaginava que eu REALMENTE precisaria.
A tour nEverest trouxe um set recheado de hits e agradou bastante o público e crítica, considerado por muitos, o melhor show do festival. Sinceramente, achei esse título bastante superestimado; não que a banda não seja boa, não que a performance deles não seja empolgante, mas tudo foi muito exagerado.

Lzzy Hale, sem dúvidas, é um acontecimento. E a banda sabe disso, tanto que, propositalmente ela é o destaque isolado, fazendo com que o restante da banda possa, tranquilamente, ser trocada, sem que o público perceba. Isso fica nítido quando, muitas vezes, a guitarra e a voz de Lzzy estavam mais altas que a bateria. Aliás, essa estava com uma afinação tão grave que, constantemente, o som insistia em embolar. Mas talvez esses sejam detalhes que eu estivesse percebendo por causa do meu lugar.
O show abre com a poderosa Fallen Star, que chega com Lzzy cantando no máximo! O público responde muito bem!

Muitos sorrisos e gritos de “Brasil, nós te amamos!” durante os solos das músicas. E Mz. Hyde, presente em “The Strange Case of…”, segundo disco da banda, de 2012. O Allianz Parque, em peso, cantou. Era um show para os mais novos, mas foi apreciado por um estádio já mais cheio (mas ainda não na sua totalidade). E antes da metade da apresentação, o Halestorm tocava seus maiores hits: I Miss the Misery e Love Bites (So do I).
A banda tem uma performance energética, como se todos estivessem ligados no 220. Joe Hottinger fez seus solos e improvisos de forma bem criativa e animada. Uma pena a guitarra dele não estar um pouco mais alta, a base de Lzzy, muitas vezes se sobressaiu.

Watch Out chegou ao palco para fazer o estádio tremer. E ao final dessa música, Hale começa a conversar com seu público, falando diretamente, como se olhasse nos olhos de cada um. A identificação e admiração passa a ser totalmente compreensível. Like a Woman Can traz uma banda mais introspectiva, com a vocalista nos teclados. A reação da plateia foi imediata e emocionante, além de ter sido uma quebra de clima bem grande, afinal, todos estavam eufóricos, e de repente, grupos abraçados e pessoas chorando apareciam nos telões.
I Get Off se torna uma explosão e uma obra de destaque 100% Lzzy Hale, onde, além de seguir com seu teclado, o trovão de sua voz chega ao ápice. Dentro do improviso de I Get Off, Lzzy canta Crazy On You, clássico de ‘75 do Heart. E esses melismas e solfejos com o drive potente que lhe é característico, são constantes e apresentados em cada interlúdio. Se é legal de encarar? Vai de gosto. Eu acho um pouco exagerado, mas nada impossível de assistir. Lzzy é fã dos grandes artistas do hard rock dos anos 70 e 80; já declarou amor a Tom Keifer, frontman do Cinderella, inclusive gravando ao seu lado, a power ballad Nobody ‘s Fool. E ele é o rei do interlúdio épico, com a diferença de que Tom não usa esse recurso em todas as músicas.
Familiar Taste of Poison veio como um trecho para emendar com Rain Your Blood on Me. Freak Like Me veio para derrubar o estádio pela última vez, arrematando com Wicked Ways. I Gave You Everything foi a balada que abraçou o Allianz Parque para um doce e grandioso até logo!
Setlist
Fallen Star
Mz. Hyde
I Miss the Misery
Love Bites (So Do I)
WATCH OUT!
Like a Woman Can
I Get Off
Familiar Taste of Poison
Rain Your Blood on Me
Freak Like Me
Wicked Ways
I Gave You Everything
Texto por: Amanda Basso
Fotos por: Ricardo Matsukawa

















