Produzido, mixado e masterizado por Adiar Daufembach, o disco transforma a brutalidade do metal moderno em narrativa pessoal, com peso e catarse.

O Avidious apresentou seu álbum de estreia, Death Knows My Name, um trabalho direto, intenso e profundamente autobiográfico capitaneado pelo multi-instrumentista Chia-Hung “Hank” Lin. Responsável por compor e gravar todas as partes de bateria, guitarras, baixo e teclados, Hank conduz um repertório que não se limita ao impacto sonoro: o disco usa a agressividade como linguagem para traduzir ansiedade, autossabotagem, overthinking e a pressão de existir em um mundo atravessado por ganância e realidades sociais duras. A produção, mixagem e masterização ficaram nas mãos de Adiar Daufembach.

Assista aos videoclipes

“Out Of Time”

“Rivers Of Greed” 

 

Mais do que uma sequência de faixas pesadas, Death Knows My Name funciona como um arco narrativo. O álbum alterna guerras íntimas com um olhar sem romantização para a brutalidade que pode definir a sociedade, equilibrando riffs cortantes e quebras esmagadoras com momentos de respiro melódico e tensão cinematográfica. O resultado é um registro que encontra catarse na colisão entre agressão e vulnerabilidade, sem diluir o impacto.

A linha vocal do disco foi escrita e gravada por Isaac Jones, que dá peso às letras e sustenta as músicas com entrega crua e senso de urgência. Já a maioria dos solos de guitarra foi composta e gravada por Gabriel Franzese e Houston Davis, adicionando textura, velocidade e atmosfera em pontos chave, ampliando a dinâmica do álbum sem tirar o foco do seu núcleo pesado.

Hank descreve o projeto como um relato em formato longo dos últimos anos de sua vida, iniciado há cerca de três anos e desenvolvido de demos caseiras até a versão final em estúdio.

Hank diz:
“Este álbum significa muito para mim. Ele conta a história de tudo o que eu vi, de tudo o que eu senti e das lutas que enfrentei nos últimos anos…
Comecei a escrever este álbum há cerca de três anos… foi uma jornada desde terminar as demos até entrar no estúdio e gravar todas as partes…
Eu sempre quero usar minha música para expressar meus sentimentos e, espero, que ela ressoe com pessoas que também estejam passando pelas mesmas emoções e dificuldades, ajudando-as a seguir em frente.”

No som, Death Knows My Name percorre o metal extremo contemporâneo com ambição e precisão. Cruza a ferocidade associada a Lorna Shore, Currents e Thy Art Is Murder com groove, arestas thrash e força melódica que remetem a Lamb of God, Trivium, Arch Enemy, In Flames e Orbit Culture. Essa convergência de referências cria um disco pesado e agressivo, mas deliberadamente emocional, feito para bater forte no peito e na roda.

O impulso criativo do projeto é reforçado por Dirk Verbeuren, baterista do Megadeth e mentor de Hank, que destaca a versatilidade do músico e sua leitura de cena:

“Hank não é apenas um baterista muito promissor, com habilidades extraordinárias, mas também um grande guitarrista, pianista e compositor, que está por dentro do que há de mais atual na cena do metal de hoje — como fica evidente no excelente álbum de estreia de sua banda, Avidious…
…Ele atua em um nível esperado de profissionais já estabelecidos na indústria da música e encara sua carreira com seriedade e clareza de propósito.”

Com Death Knows My Name, o Avidious chega com identidade definida e discurso claro: um debut que não busca apenas ser pesado, mas significativo, convertendo intensidade em narrativa e agressividade em honestidade emocional, da primeira à última faixa.