Um mês cravado para o início do maior e mais querido festival de metal do país, o Bangers Open Air. E como o HBr comemora isso? Com uma série de matérias que você vai curtir por aqui, para conhecer um pouco mais e se deleitar com as bandas que vão passar pelos quatro palcos do Memorial da América Latina, nos dias 25 e 26 de abril

Para começar essa saga, conversamos com Rodrigo Marenna, gaúcho, idealizador da banda de Melodic Rock, Marenna

Rod contou um pouco de sua trajetória com a banda, iniciada em 2014, mostrou um pouco de sua estratégia e responsabilidade para o andamento do projeto, provando que música é coisa séria e não um “passa tempo para conseguir encontros”.

 

Headbangers Brasil: Sua experiência na música é vasta e possui capítulos incríveis através da primeira década de lançamentos. Quais os principais pontos para uma banda conquistar grandes passos e também ser eficiente como são, na sua opinião?

Rod Marenna: Primeiramente, obrigado pelo espaço e pelo interesse em nosso trabalho.

Eu acredito que a primeira coisa é coragem para empreender e, depois, o propósito, o que realmente te move como artista. Penso que a banda cresce quando entende que não é só arte, é projeto. Vai muito além de fazer música.

Destaco como pontos principais a clareza de posicionamento artístico, consistência de entrega e mentalidade profissional.

Muita gente foca só na música, mas quem dá passos maiores pensa em marca, público e estratégia.

Sabendo que nosso público é nichado, a gente sempre trabalhou com visão de longo prazo, tratando cada lançamento como um ativo e cada show como uma oportunidade de expansão.

 

Headbangers Brasil: Recentemente vocês lançaram um álbum ao vivo com a captação da apresentação com Geoff Tate no Tokio Marine Hall, revelando inclusive faixas inéditas. Qual a importância de um registro ao vivo hoje em dia e a repercussão que tiveram?

Ten Years After – Capa por: João Duarte

Rod Marenna: O registro ao vivo hoje tem um papel muito importante, porque ele mostra a verdade da banda.

No estúdio você constrói, mas ao vivo você prova o valor da banda e o que ela representa.

Esse lançamento foi especial porque capturou um momento único da nossa história, dividindo o palco com o Geoff Tate em um lugar icônico.

Além disso, incluir faixas inéditas de estúdio trouxe um frescor ao projeto, como se estivéssemos dando uma continuidade a Voyager e consolidando o nosso line-up.

A repercussão foi extremamente positiva. Embora saibamos que álbuns ao vivo têm um público mais direcionado, optamos por lançar esse trabalho da melhor forma possível.

E, cá entre nós, a arte do CD físico ficou linda (obrigado, João Duarte).

Principalmente, conseguimos transmitir a energia e a conexão daquele momento, um verdadeiro fragmento no tempo.

Muitas pessoas passaram a entender melhor a força da Marenna ao vivo, e isso é algo que nenhum algoritmo substitui.

 

HBr: O que podemos saber sobre o novo álbum de estúdio? Tendo em vista as mensagens realistas e necessárias que a banda passa, teremos então esse direcionamento?

RM: Sem dúvida. Esse novo álbum seguirá uma linha ainda mais madura e honesta.

A gente sempre falou sobre superação, desenvolvimento pessoal e reflexão, mas agora isso vem de uma forma mais direta, mais humana, mais existencial e também mais crítica.

São músicas que conversam com o momento atual das pessoas: dúvidas, desafios, recomeços, gatilhos emocionais e questionamentos.

Musicalmente, ele mantém a essência do melodic rock em que acreditamos, mas com uma produção ainda mais refinada e contemporânea.

 

 

HBr: “How Long” ganhou um vídeo bem interessante com temas importantes, além de mostrar novamente a importância do apelo visual para uma banda que trabalha muito bem em vários aspectos. Pensando como as redes sociais são importantes nos dias atuais, o quanto os registros em vídeo ainda são interessantes como divulgação direta com os conceitos abordados?

RM: Hoje o vídeo não é mais um complemento, é uma parte central da comunicação entre arte, mensagem e público.

As pessoas se conectam primeiro pelo olhar e depois pelo som.

Por isso, traduzir a mensagem da música em imagens é sempre um desafio importante e essencial para ampliar o impacto do projeto como um todo — especialmente no formato de videoclipe.

“How Long” é um exemplo claro disso. A música já traz uma reflexão importante, mas o vídeo potencializa essa mensagem e cria uma experiência mais completa.

Num cenário dominado pelas redes sociais, com a perda do contato humano e a massificação do que é verdade ou não, o conteúdo visual acaba sendo o principal motor de descoberta.

E, quando está alinhado com propósito e narrativa, deixa de ser apenas divulgação e passa a ser conexão real.

 

HBr: Outra notícia boa foi a confirmação para o primeiro dia do Bangers Open Air, um dos grandes festivais de metal do país e atualmente, a maior referência do gênero. Quais as principais expectativas sobre a apresentação? Teremos algumas surpresas?

RM: Tocar no Bangers Open Air será um grande marco pra gente.

É um festival com enorme relevância, então nossa expectativa é entregar um show intenso, energético e muito verdadeiro, mostrando exatamente quem somos ao vivo.

Sobre surpresas… a gente sempre gosta de criar momentos especiais.

Posso dizer que estamos preparando “algo a mais” para tentar nos conectar ainda mais com o público e com a nossa história.

 

HBr: Gostaria de abordar dois assuntos bem legais que vi recentemente: o primeiro sobre vocês serem apoiados pelo Wacken Foundation… como se deu a oportunidade? Já o segundo, referente à última tour que fizeram, passando por vários países e locais icônicos, incluindo o Cart and Horses… como foram as experiências e, principalmente, como foi tocar em um dos lugares onde o Iron Maiden começou?

RM: O apoio da Wacken Foundation tem sido muito significativo pra nós, porque valida o nosso trabalho dentro de um cenário extremamente competitivo como o do rock/metal.

A tour foi uma experiência transformadora. Com todo o suporte da Som do Darma, além das bandas e produtores envolvidos, o processo fluiu muito bem.

Passar por diferentes países, culturas e públicos só reforça o quanto a música conecta pessoas.

E tocar no Cart and Horses foi realmente especial. É um lugar carregado de história, e estar ali, onde o Iron Maiden começou, traz uma sensação difícil de descrever.

É quase como tocar dentro de um capítulo vivo do rock.

 

HBr: Finalizando o bate-papo, gostaria de deixar alguma mensagem para seus seguidores?

RM: Quero agradecer a todos que acompanham o Marenna ao longo dessa jornada.

Nada disso acontece sozinho, cada mensagem, cada compartilhamento e cada presença nos shows fazem a diferença.

E a mensagem principal é: acreditem e façam valer o processo de vocês (cada um tem o seu).

Os caminhos nem sempre são fáceis e, muitas vezes, não existem, ou quase nunca há atalhos.

Mas quando existe verdade, persistência e estratégia, as coisas acontecem.

A gente segue daqui, criando, evoluindo e levando nossa música cada vez mais longe, junto com vocês.

Até breve!

 

A banda Marenna vai se apresentar no Palco Waves, às 15:50h, no sábado, dia 25. 

 

Ainda existem ingressos disponíveis para os dois dias, a partir de R$759,00 (por dia). Consulte o lote e a forma de pagamento aqui.

 

SERVIÇO: 

Bangers Open Air

25 e 26 de Abril

Memorial da América Latina

Endereço: Avenida Mário de Andrade, 664 – Barra Funda

Abertura dos Portões: 11h

Primeiro Show: 12h

 

A ENTRADA SERÁ PERMITIDA ATÉ ÀS 20H!

 

Informações Gerais:

https://bangersopenair.com/informacoes/

 

 

Texto por: Amanda Basso 

Colaboração: Vini Almeida (Rock Vibrations)

Agradecimentos: Rod Marenna; Susi dos Santos (Som do Darma)

Fotos: Divulgação