“Um tributo àqueles que foram leais até o fim da batalha”

NOTA: 9/10.

Banda devidamente apresentada aos nossos leitores por ocasião da resenha do álbum The IVth Crusade. hoje traremos mais um capítulo da impressionante trajetória de uma das bandas mais antigas do estilo na Inglaterra. Pra quem não sabe, o nome da banda veio de uma arma de um jogo de estratégia de guerra chamado Warhammer 40.000. As letras do segundo (Realm Of Chaos, 1989), terceiro (Warmaster, 1991) e do sétimo álbum (Honour Valour Pride, 2001) foram todas baseadas neste e noutros jogos de guerra. Por falar nisto, esta é uma banda que gosta muito de escrever letras sobre guerra e suas consequências maléficas para a humanidade.

Os riffs do álbum podem ser descritos como death metal, mas com forte influência do Thrash. Muitos desses riffs são acompanhados pelos graves de um contrabaixo constante e, juntos, são extremamente cativantes. Todavia, embora a música da banda soe agradável aos ouvidos dos deathbangers, ela – a bem da verdade – tem elementos que se muito se repetem e isto poderia ter comprometido o trabalho, não fosse pela duração do álbum, que tem aproximadamente 40 minutos de duração.

O grupo tem coesão e, musicalmente, a banda tem substância. E isto faz com que sejam levaram muito á sério. Trata-se de um respeito adquirido com base na autoridade de quem tem um propósito. Apesar de os riffs serem muitos semelhantes entre si, nenhuma música é parecida uma com a outra. Além do mais, tudo é muito equilibrado e com senso de direção. Os caras criam ritmos que as vezes parecem desconexos, mas que se encaixam perfeitamente. Outro ponto a se destacar é a produção, que certamente fez muito para que o álbum atingisse sua missão. É óbvio que eles não seguiram mesmo esquema de crueza de trabalhos anteriores, pelo contrário: a sensação é de que queriam que todas as notas tocadas fossem ouvidas e distinguidas com clareza e isto contribuiu para o resultado final. Liricamente, não é diferente do que o que já fizeram em qualquer um de seus trabalhos, mas neste caso, enfatizando a lealdade e bravura de todos os que já lutaram numa guerra. No geral, Those Once Loyal é uma adição valiosa ao catálogo da banda e uma bela contribuição para o universo do metal em si. Altamente recomendo para fãs todos os fãs de metal. Destaque para as músicas: 1) Anti-Tank (Dead Armour), 2) The Killchain e 3) When Cannons Fade.

A formação que gravou o disco era composta por Karl Willetts (vocals), Barry Thompson (guitars), Gavin Ward (guitars), Jo Bench (bass) e Martin Kearns (drums, RIP: 14/09/15 aos 38 anos de idade).

> Texto publicado originalmente no blog Esteriltipo.