“Há muito que dormíamos, mas agora estamos acordados”

NOTA: 3,5/5.

Banda americana de heavy metal formada no final de 1971 na Califórnia. O grupo é conhecido por letras baseadas em fantasia, o que sugere que o grupo tenha servido de inspiração para o surgimento do estilo como Power Metal. No entanto, sua música está mais para um “proto” Doom Metal enriquecido pela adição de uma poderosa aura Heavy MetalCirith Ungol criou um som único que agradava muito aos fãs dos filmes do Conan que eram também amantes do metal. Tim Baker, além de um bom líder, é também um tipo de vocalista a quem se ama ou se odeia sem meio termo. A ele pode ser atribuído o diferencial da banda pelos memoráveis anos de história. Ocorre que mesmo havendo tido momentos de glória, encerrou suas as atividades (1992), sem terem chegado ao topo.

Depois de quase 30 anos parados e, após vários rumores de um retorno triunfal, finalmente temos outro álbum desta queria banda. E o melhor: com 3 dos 5 membros originais. Havia o receio de que tivesse perdido a manha, o felling… Mas Forever Black é “Cirith” em essência. É como se os longos anos de ausência nunca tivessem existido. A banda demonstra estar incitada e pronta pra batalha. Todos os elementos que os tornaram um clássico vintage estão lá, intocados ou refinados pelo tempo independentemente das tendências. É exatamente o que eu esperava de um retorno de uma banda que admirei muito. Eu penso a música do Cirith como algo completamente surpreendente, considerando que é tão simples a ao mesmo tempo tão cativante. E a resposta que me vem imediatamente à cabeça é “atitude”. Sim, a atitude da banda é o que os diferencia e os mantem dignos de admiração mesmo fora de época. Aliás, não faria mais sentido em outro momento. Tim Baker em todas as canções parece um demônio enfurecido. Forever Black não é magnifico, mas seu significado é expressivo para os fãs por conseguir fazer renascer o espírito de uma época romântica em seu sentido mais nostálgico. Nostalgia esta que, por sua vez, está associada ao fato de que o metal era mais saudado pela força bruta e pela lei do mais forte. Não que isso seja algo a ser reverenciado, mas que fez parte da fantasia na qual um herói também representando à bruta, surgia em defesa dos fracos. Ele lutava contra bruxos, monstros e demônios e sempre vencia no final.

A formação que gravou este disco é formada por Tim Baker (vocals), Jim Barraza (guitars), Greg Lindstrom (guitars), Jarvis Leatherby (bass) e Robert Garven (drums).

> Texto originalmente publicado no blog Esteriltipo