O EP ‘Entrance to Mictlán‘ é o trabalho de estreia da banda formada em de Feira de Santana (BA), Aztlan. Lançado em 2019, de forma independente, em todas as plataformas digitais e em mídia física – da qual tive o prazer de receber e colocar para rodar. A produção é feita pelo baterista das bandas da Drearylands e The Cross, Louis. As composições estão a cargo do vocalista de Marcello “Paganus” Antunes.

Como muitas bandas da atualidade, podemos sentir diversas influências e estilos neste trabalho, contudo, o gênero predominante é o death metal. Já, a composição traz algo bem curioso, mostrando a saga de sangue e destruição por trás do Império Asteca, formado pelo povo culhua-mexica do México Ancestral. O nome da banda também vem da lenda da terra ancestral dos povos nauas, um dos principais grupos culturais da Mesoamérica. Asteca deriva do termo náuatle que significa “povo de Aztlan”.

Com toques de  thrash, black e heavy metal, ‘Entrance to Mictlán‘ apresenta riffs poderosos e um vocal que não fica apenas no gutural clássico do estilo death metal, mesclando entre o rasgado e um limpo em perfeita harmônia. Apostando no pagan death metal, este EP merece uma atenção, pois faz você pesquisar sobre cada história contada nas faixas, como uma aula de história sobre esta civilização que é muito estudada.

Aztlán começa a carreira com um bom disco, no qual eu diria que é algo comum com uma pegada que muitas outras bandas já fazem, embora isso não seja algo ruim. ‘Entrance to Mictlán’ apresenta um death metal recheado de melodias épicas muito bem feitas. Mas o que me ganhou foi a ousadia na composição, com a temática lírica que conta sobre história e mitologia. Se a banda seguir o mesmo estilo no álbum de estreia – que já está sendo produzido -, tem tudo para conseguir uma carreira sólida.

NOTA: 4/5

Faixas:
1-Niquitoa (Intro)
2-Mictilán
3-Amongst The Walls of Tenochtitlán
4-Blood Offering

Formação:

Marcello “Paganus” Antunes – baixo/vocais
Mateus Alves – guitarra
Gabriel Mattos – guitarra
Gilmar Vurmun – bateria